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sábado, 1 de maio de 2010

1º DE MAIO II

Presidente Vargas discursa no Estádio de São Januário (1943)
E aqui embaixo em trechinho da fala de um homem que, há exatos 70 anos, assinou um decreto criando o salário-mínimo – num valor real até maior do que tem hoje, segundo o Dieese. É sua fala em São Januário, em 1943, anunciando a Consolidação das leis Trabalhistas.
Tanto tempo, tantas lutas, tanto ódio dos poderosos. E, também, tantas confusões entre nós, que defendemos o mundo do trabalho como a grande alavanca de impulso deste país.
Nada disso importa. Na hora decisiva, o instinto e o amor ao povo brasileiro nos reúne.
Trechos do discurso pronunciado por Vargas no estádio São Januário, no Rio de Janeiro, em 1951.

Todo parque industrial, tecnológico, leis trabalhistas e penais do Brasil de hoje é fruto da era Vargas: dentre outras ele criou: Petrobras, CVRD (vale), Eletrobrás, a siderurgia brasileira através da CSN, o poderoso banco BNDES que faz financiamento para toda América Latina. Este foi e será eternamente o grande político estadista e nacionalista, o melhor presidente de todos os tempos que o Brasil já teve e que jamais vai haver outro similar.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

CAUSO

Por Apparicio Silva Rillo.

Quando Getúlio Vargas praticamente exilou-se na sua estância do Itu - enquanto país afora crescia o movimento do "queremismo" -, gente de todos os quadrantes chegava para visitar o caudilho gaúcho. Políticos, em especial; jornalistas em regular quantidade; velhos amigos seus de São Borja e adjacências e, de inhapa, toda uma variada malta de curiosos.
Dentre esses, certa feita, um repentista do Norte. Cara chata, violinha à mão, calça corrida e chapéu de vaqueiro, era uma figura que contrastava com a peonada da estância, capataziada pelo mulato Aristeu.
Chegou, depois de dois meses de caronas, na carroçeria de um caminhão de carga. A segurança do ex-presidente gente de sua estrita confiança - passou a limpo, em dois tempos, a identidade e intenções do nordestino. Concluíram, logo, que não passava de um pobre diabo que tinha como ofício a garganta sempre pronta para o improviso em versos. Ademais, getulista ferrenho. Seu pai, já falecido, teria sido - segundo suas palavras - admirador de João Pessoa, um dos artífices da Aliança Liberal; por conseguinte, também Getúlio Vargas, "pescador da mesma jangada".
O ex-presidente mandou que liberassem o cabeça-chata; que ficasse pelos galpões do Itu, divertindo com seus versos e emboladas,a peonada e os visitantes.
O doutor Getúlio costumava, quando em quando, churrasquear no galpão, entreverado com os que o visitavam, sem discriminar a ninguém.
Foi numa dessas oportunidades que sucedeu a chegada, na estância, de um trovador famoso de Santiago do Boqueirão. Pilchado a preceito, tocador de gaita de oito baixos, tinha realmente qualidades o santiaguense. Estando Getúlio no galpão, aguardando que Aristeu lhe trouxesse o assado que mais apreciava, o gaúcho abriu o peito, improvisando versos laudatórios.
Alguém lhe disse que ali estava um trovador do Norte, que cantava como gente grande. Quem sabe se um desafio, confrontando os dois? Foi upa e teve!
Chamaram o nordestino e o santiaguense, de saída, abriu o peito:
-Você que vem lá do Norte, terra de secas amargas, me diga na relancina sem ficar na retaguarda, qual a maior qualidade do doutor Getúlio Vargas.
Palmas e vivas para o gaúcho.
O nordestino esperou a volta da gaita e respondeu, na sua voz com timbres de araponga:
O doutor Getúlio Vargas, sem lhe fazer desacato, é esperto como um jegue aqui lhe deixo o retrato: tira o carpim de seu pé sem descalçar o sapato!
O doutor Getúlio sorriu em meio dos aplausos. E antes que o desafio descambasse - trovador é bicho atrevido - mandou servir o churrasco.
POR; Apparicio Silva Rillo

segunda-feira, 19 de abril de 2010

DIA DO ÍNDIO

A música de Jorge Benjor diz que "todo dia era dia de índio", lembrando que os índios que viviam no Brasil eram donos da terra quando ele foi descoberto. Mas em outra estrofe, Benjor lembra que "agora ele só tem o dia 19 de abril".
Em 1940, no México, foi realizado o I Congresso Indigenista Interamericano, com a presença de diversos países da América e os índios, tema central do evento, também foram convidados. Como estavam habituados a perseguições e outros tipos de desrespeito, preferiram manter-se afastados e não aceitaram o convite.
Dias depois, após refletirem sobre a importância do congresso na luta pela garantia de seus direitos, os índios decidiram comparecer.
Essa data, 19 de abril, por sua importância histórica, passou a ser o Dia do Índio, em todo o continente americano.
No Brasil, o então presidente Getúlio Vargas assinou o decreto nº 5.540, em 1943, determinando que o Brasil, a exemplo dos outros países da América, comemorasse o Dia do Índio em 19 de abril.
Índio Camaca-Mongoio de Jean Baptiste Debret (1834-1839).
Litorgrafia Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil.
O ÍNDIO HOJE
Hoje, no Brasil, vivem cerca de 460 mil índios, distribuídos entre 225 sociedades indígenas, que perfazem cerca de 0,25% da população brasileira.
Cabe esclarecer que este dado populacional considera tão-somente aqueles indígenas que vivem em aldeias, havendo estimativas de que, além destes, há entre 100 e 190 mil vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas.
Há também 63 referências de índios ainda não-contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista.
O lingüista brasileiro Aryon Dall'Igna Rodrigues estabeleceu uma classificação das línguas indígenas faladas no Brasil, sendo esta a mais utilizada pela comunidade científica que se dedica aos estudos pertinentes às populações indígenas.
Local onde o presidente Luiz Inácio da Silva ficará para assistir às apresentações durante a festa em comemoração ao Dia do Índio e ao primeiro ano da homologação da demarcação contínua da área.
As línguas são agrupadas em famílias, classificadas como pertencentes aos troncos Tupi, Macro-Jê e Aruak. Há Famílias, entretanto, que não puderam ser identificadas como relacionadas a nenhum destes troncos.
São elas: Karib, Pano, Maku, Yanoama, Mura, Tukano, Katukina, Txapakura, Nambikwara e Guaikuru.
Além disso, outras línguas não puderam ser classificadas pelos lingüistas dentro de nenhuma família, permanecendo não-classificadas ou isoladas, como a língua falada pelos Tükúna, a língua dos Trumái, a dos Irântxe etc.
Ainda existem as línguas que se subdividem em diferentes dialetos, como, por exemplo, os falados pelos Krikatí, Ramkokamekrá (Canela), Apinayé, Krahó, Gavião (do Pará), Pükobyê e Apaniekrá (Canela), que são, todos, dialetos diferentes da língua
FONTE; Funai.