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terça-feira, 28 de setembro de 2010

UMA RÍGIDA PROFESSORA

Por Carlos Chagas.
Caso até domingo não sobrevenha um inusitado de olímpicas proporções, Dilma Rousseff estará eleita presidente da República. Só um milagre, e dos grandes, impedirá a candidata de vencer, provavelmente no primeiro turno.
Sucedem-se as perguntas, a partir daí: seu governo será um vídeotape do governo Lula, até pela manutenção de ministros atuais ou antigos? Conseguirá o PT maiores espaços na administração e nas decisões políticas? Qual o papel do PMDB, presumindo-se que venha a eleger as maiores bancadas na Câmara e no Senado? Haverá um dialogo diferente com as oposições? A influência do presidente Lula será ostensiva ou velada? A política econômica sofrerá mudanças?
Mais um milhão de indagações poderiam seguir-se a essas, registrando-se apenas a evidência de estar o país no limiar de um novo modelo de governar. Menos pelo fato de pela primeira vez uma mulher assumir o poder, mais pelas características pessoais de Dilma. Dificilmente ela conservará a imagem a duras penas mostrada na campanha, eivada de amenidades, sorrisos e rapapés. Por natureza, a nova presidente é rígida, áspera e até intolerante. Não mudará, em especial quando se vir a braços com desafios, incompreensões, críticas e a óbvia incompetência que marca a ação da máquina governamental.
Em suma, deve o país preparar-se para ser dirigido por uma professora disposta a cobrar o dever de casa logo no primeiro dia de aula. Alguém de poucas palavras e muita cobrança, bem diferente do tolerante e loquaz antecessor.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Jogou feio e perdeu. Nem jogando bonito se ganha sempre, nem jogando feio se ganha sempre. Pelo menos poderíamos ter-nos mantido fiéis a identidade do nosso futebol, alegre, meio moleque, as vezes, chegando próximo à irresponsabilidade, mas tantas vezes campeão do mundo dando um show de bola.
Dunga preferiu copiar o estilo europeu, as vezes, também eficiente, mas nem sempre. Não foram poucas as vezes que o belo futebol brasileiro de Pelé, Garrincha e Ronaldo, da Argentina, de Maradona, botaram abaixo o futebol pragmático de Itália e Alemanha, saímos da Copa sem ao menos ter tido o prazer de ver o Brasil jogar futebol.
Causou espanto alguns jogadores após o jogo reclamarem que os gols foram frutos de bolas paradas, ora, não foi assim, através de bolas paradas e contra-ataques, que o Brasil de Dunga se acostumou a vencer? Com a tática mais utilizada pelos times pequenos, que fazem isso devido à ausência de talentos no seu elenco? Mas fazer isso com a seleção brasileira…
Para terminar, não seria mesmo possível que o Brasil eliminasse a Holanda com um gol fruto de um passe primoroso de Felipe Melo, o símbolo da malfadada e pré-histórica segunda era Dunga, os Deuses do futebol fizeram uma providencial intervenção no segundo tempo, Felipe Melo voltou a ser a abóbora que sempre foi e conto de fadas terminou sem final feliz, como era de se esperar.