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sábado, 19 de março de 2011

TRUCULÊNCIAS

Por Emir Sader, da Carta Maior.
Violações inaceitáveis dos direitos dos trabalhadores.
Mesmo ainda sem um esclarecimento preciso sobre a realidade concreta e a dimensão dos acontecimentos, o que sucedeu e sucede em Jirau e na usina de Santo Antonio, no Rio Madeira, é de extrema gravidade – os mais graves desde o começo do governo Dilma e mesmo ao longo dos últimos anos no Brasil.
Vimos, com grande alegria, na década recém terminada, que o Brasil começou a reverter aquela que foi sua característica social mais importante: a desigualdade extrema, a injustiça flagrante. É a razão de fundo, a mais importante, para que esse projeto mereça o apoio forte de quem luta pela construção de um outro Brasil possível e indispensável, uma sociedade solidária, humanista integrada.
Os acontecimentos de Jirau e da usina de Santo Antonio apontam para um novo tipo de conflito, já inserido na construção da nova realidade de infra estrutura do Brasil. As reclamações dos milhares de trabalhadores rebelados contra as condições de trabalho da construtora Camargo Correa referem-se a corte no pagamento das horas extras, não reajuste do valor da cesta básica, truculência de encarregados, seguranças e motoristas e não pagamento de participação nos lucros.
Isto é, direitos elementares não cumpridos pela empresa, além de violência no tratamento dos trabalhadores. Isso é absolutamente inaceitável.
Empresas construtoras que têm tido todo o apoio do governo brasileiro para realizar obras, dentro e fora do Brasil, em pleno governo dirigido pelo Partido dos Trabalhadores, que têm o apoio generalizado da população, que até a pouco era presidido por um ex-dirigente sindical, protagonizam cenários sociais lamentáveis.
O governo tem que apurar imediatamente os fatos, punir os responsáveis – especialmente dos atos de violência e arbitrariedade contra os trabalhadores -, garantir seus direitos sociais, incluído o pagamento imediato dos atrasados e recolocar as condições com mínimas garantias de trabalho para as dezenas de milhares de trabalhadores envolvidos nessas obras. O governo deve manter na região observadores que possam controlar as condições de trabalho, ser ouvidores das reclamações dos trabalhadores e garantir que não voltem a ocorrer situações como essas.
Uma grande quantidade de empresas tem enriquecido muito com o forte impulso econômico que o Brasil tem tido. Com mais razão, portanto, elas têm que respeitar o direito dos trabalhadores. A violação desses direitos tem que ter atenção do governo tanto quanto ou mais que o zelo pelo cumprimento dos prazos das obras realizadas. Afinal estamos querendo construir um Brasil melhor antes de tudo para o seu povo. É um bom momento para que se reconheça o papel fundamental e insubstituível dos trabalhadores nessa construção, da forma mais consequente: punindo os responsáveis pelo que eles estão sofrendo e reconhecendo os direitos e o papel de interlocutores centrais nas relações de trabalho também dessas imensas obras em que o governo se empenha.
Que as lições que se tirem desses lamentáveis episódios permitam que eles nunca mais se reproduzam e o papel e os direitos dos trabalhadores se imponham como questão de princípio na construção do Brasil para todos.

sábado, 14 de agosto de 2010

Lula exalta mulheres em discurso e diz que quer vê-las "dirigir"
Em discurso nesta sexta-feira durante visita às obras da hidrelétrica de Santo Antônio, em Porto Velho (RO), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou as mulheres e disse que, assim como os homens, elas também tem competência para "dirigir."
"Eu quero que as mulheres estejam trabalhando para que se formem engenheiras, se formem em medicina, se formem nas melhores profissões para as mulheres poderem também dirigir. Porque que eu não posso chegar aqui daqui a uns dez anos e a presidente da Odebrecht ser uma mulher? Porque que tem que ser homem?", disse Lula.
O discurso foi para uma plateia formada por alunos do programa Acreditar, de formação profissional, que é financiado pela empreiteira Odebrecht.
Lula aproveitou a visita a Porto Velho para gravar, pela manhã, cenas que serão usadas pela campanha da candidata petista Dilma Rousseff.
Lula também citou que o Brasil tem hoje mais mulheres concluindo o doutorado do que homens.
De acordo com o presidente, o dado mostra que "essa história de dizer que a mulher é o sexo fraco acabou" e que "tem mulher dando cascudo aí para valer."

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

LULA EM PORTO VELHO - RO

BLOG DO PLANALTO - AKI
Visitas à Nova Mutum-Paraná e obras das UHE Jirau e Santo Antonio, em Rondônia.
O presidente Lula cumpre agenda de trabalho, nesta sexta-feira (13/8), em Rondônia. Agora pela manhã, o presidente terá compromisso privado em Porto Velho, para onde se deslocou ontem à noite. No início da tarde, ele visita a Vila Residencial Nova Mutum-Paraná, em Jaci-Paraná (RO).
Às 13h05 (14h05 pela hora de Brasília), o presidente sobrevoa as obras da Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau e, em seguida, acompanha a concretagem do vertedouro da usina, ocasião que acontece cerimonia comemorativa à visita de Lula ao empreendimento.
Depois, o presidente sobrevoará as obras da Usina Hidrelétrica Santo Antonio. Em solo, Lula conhecerá a casa de força da hidrelérica e acompanhará as obras da montagem da primeira e da segunda turbinas da usina. As duas hidrelétricas estão sendo erguidas no rio Madeira. Concluída a visita, Lula retorna para Brasília.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

SUPEREXPLORAÇÃO

Superexploração dos trabalhadores na maior obra do PAC.
Do Brasil de Fato
Funcionários da usina hidrelétrica construída no Rio Madeira denunciam as condições de trabalho que os levaram à revolta.
Eduardo Sales de Lima, enviado a Porto Velho.
O reajuste salarial foi apenas um dos motivos, dentre tantos outros da revolta e, consequentemente, da paralisação realizada entre os dias 17 e 29 de junho pelos trabalhadores da construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, em Porto Velho (RO). Os funcionários quebraram o silêncio e denunciaram o estressante dia-a-dia nos canteiros de obra da barragem. Um cenário repleto de acidentes, abuso e intimidação por parte do Consórcio Santo Antônio Civil (CSAC) – comandado pela empreiteira Odebrecht –, responsável pela construção da hidrelétrica.
A usina de Santo Antônio está orçada em R$ 13,5 bilhões e, ao lado da hidrelétrica de Jirau (que custará R$ 10 bilhões), compõe o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, a obra mais cara do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A construção de Santo Antônio começou em setembro de 2008 e está prevista para terminar em 2015. Pelo projeto, a usina vai produzir 3.150,4 megawatts, o suficiente para atender 11 milhões de residências ou 44 milhões de pessoas – ainda que o principal objetivo da obra seja atender indústrias eletro-intensivas.
A suntuosidade das cifras, contudo, contrasta com as péssimas condições de trabalho nos canteiros de obras. Lá, a pausa para o almoço é de apenas uma hora. Pouco para quem leva vinte minutos para se locomover de ônibus até o refeitório e ainda aguarda mais alguns minutos na fila. Nas obras de Santo Antônio, para os que moram nos alojamentos, é obrigatório o pagamento de R$ 26 ao mês para o aluguel da moradia.
A própria concentração dos trabalhadores que vivem no alojamento, quente e sem ar-condicionado, é algo que, de acordo com o advogado Anderson Machado, propicia a escalada da tensão entre os funcionários e aumenta a insatisfação em relação ao trabalho. Machado foi interventor do sindicato que, em tese, representa os funcionários de Santo Antônio, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero).“Concentrar os trabalhadores ali os mantém o tempo inteiro sob pressão. É um trabalho desgastante, tenso, e na hora em que você está descansando, não sai do ambiente da obra”, comenta. Para ele, a atual situação dos trabalhadores reflete, sobretudo, o desejo do consórcio de economizar com transporte e aluguel.
O trabalho é árduo. João* trabalha faz pouco mais de um mês na área de concretagem e reside na periferia da capital Porto Velho. Segundo ele, é comum a não-adaptação dos trabalhadores dentro daquele “buraco quente”. “Os desmaios a gente nem conta. Dentro do buraco é a rocha; e ela esquenta e seca o ar todo. Mandam para o ambulatório e, depois de 15 minutos, a pessoa está na frente do serviço de novo”, descreve. João conta que, nas obras, “parece que a nuvem foge do sol”.
A usina fica sete quilômetros a sudoeste de Porto Velho. Trabalham no empreendimento aproximadamente 7.030 pessoas. Cerca de 84% da mão-de-obra é original de Rondônia. Equipes de detonação e escavação moldam o leito e as margens do rio para receber a barragem. Outros grupos escalam até 50 metros para entrelaçar estruturas de aço que irão abrigar as turbinas da hidrelétrica. Concluída a armação metálica, começa a concretagem, serviço de João. Quando estiver pronta, a hidrelétrica terá consumido 3,1 milhões de metros cúbicos de concreto que circundarão as 44 turbinas aptas a gerar os 3150 MW.
Os trabalhadores em Santo Antônio, recebem salários que variam de R$ 700 a R$ 1000. Os protestos de junho revelam que eles também estão conscientes desses valores reduzidos.
“Éden”
Em Santo Antônio, os acidentes são recorrentes e, em muitos casos, até as mortes são abafadas pelo consórcio, segundo contam funcionários. João se recorda que os acidentes presenciados por ele ocorreram principalmente por dois motivos: o despreparo de funcionários inexperientes e o ritmo de trabalho imposto pelos funcionários responsáveis por gerir a obra, chamados de “encarregados”. “Por causa da pressa, há muitos acidentes com quedas de barras de ferro de 30 metros, ocasionando ferimentos”, conta.
Ir ao ambulatório, entretanto, parece não ser uma prática saudável. “Não vá lá, senão os encarregados vão achar que é proposital, que você não quer trabalhar”, afirma Antônio*, há cinco meses no setor de Terra e Rocha.
“Costumamos chamá-los (os encarregados) de sobrinhos de (Marcelo) Odebrecht (diretor-presidente da empresa), quer dizer, o mais interessado no sucesso da empresa. São os senhores de senzalas. É uma coisa comum, dentro da barragem, eles chamarem os trabalhadores de ‘filho da puta’”, denuncia João. Por causa da pressão por parte dos encarregados e do estresse gerado, ele afirma que alguns trabalhadores terminam por brigar verbalmente ou fisicamente com os supervisores ou entre si e “levam sua quita” (são demitidos) mais cedo.
Os “sobrinhos de Odebrecht” cobram bastante os trabalhadores e, segundo Joaquim*, ex-alojado e demitido, segundo a empresa, pelos protestos do dia 17 de junho, esquecem, também, de defender o “time” que lideram. “Não adianta pressionar uma equipe de 15 sendo que para cinco trabalhadores o pagamento não sai. E ele, como encarregado, não toma posição e não tenta resolver esse tipo de problema junto ao setor de recursos humanos da empresa. (Para ele,) o peão que se lasque”, critica.
Os encarregados, de acordo com os funcionários ouvidos pela reportagem, além de pressionar, também intimidam os funcionários. De acordo com João, o trabalhador em Santo Antônio não pode se posicionar reivindicando direitos junto à empresa. “Quem faz isso é despedido ou perseguido lá dentro”, revela. “Dá para ver encarregados fazendo filmagens para ‘dar quita’”, conta Antônio.
Ele garante que os acidentes que puderem ser abafados pela empresa, o são. Segundo Antônio, quando um cabo de aço se soltou do guindaste, no fim de junho, um rapaz da área de concretagem tirou fotos. Porém, rapidamente, seguranças e encarregados o cercaram e forçaram para que ele as apagasse.
João, que preenche as armações metálicas de concreto, conta uma história parecida. Após uma estrutura ter caído por cima de três operários, ocasionando duas mortes e deixando um trabalhador gravemente ferido, ele revela que a informação só vazou quando foram iniciados os protestos a partir do dia 17 de junho, em que alguns ônibus foram queimados por trabalhadores e parte do alojamento foi depredada. “A propaganda lá fora era que aqui seria o jardim do Éden e quando chega aqui só se encontra a serpente e nada mais. Nem a árvore do fruto proibido se encontra aqui”, ironiza o trabalhador.
* Com medo de represálias, os trabalhadores entrevistados solicitaram que a reportagem utilizasse nomes fictícios.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

COLUNA ESTADIA

Usina Santo Antônio inicia a montagem da primeira peça da coluna central da turbina.
O Consórcio Construtor Santo Antônio instalou na tarde de hoje, quinta-feira, dia 22, o primeiro elemento da coluna central da unidade geradora número 1. A peça, chamada stay column, pesa 62 toneladas e tem 12 metros de altura.
A instalação ocorreu 190 dias antes do previsto. O deslocamento da peça foi feito com toda segurança pela ponte rolante que corre sobre trilhos montados na estrutura de concreto da Casa de Força.
O stay column pode ser considerado como a primeira peça mecânica da primeira turbina a ser instalada do total de 44 turbinas tipo Bulbo. Sua função é fixar e sustentar a unidade geradora tipo Bulbo na estrutura da Casa de Força, além de direcionar o fluxo de água pela turbina.
As obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio contam atualmente com mais de 11 mil funcionários. As atividades estão sendo desenvolvidas com o objetivo de iniciar a geração de energia em dezembro de 2011, um ano antes da data estabelecida com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A conclusão da obra, com o funcionamento da última unidade geradora, está prevista para 2015.

MAIS DIN-DIN

Usina Jirau – assinatura de convênios garante R$ 14 milhões de compensações para o Município de Porto Velho.

Oito convênios de compensações sociais foram assinados pelo diretor Institucional da Energia Sustentável do Brasil - ESBR, concessionária da Usina Hidrelétrica Jirau, José Lucio de Arruda Gomes e pelo prefeito Roberto Sobrinho, do Município de Porto Velho. O repasse de quase R$ 14 milhões (R$ 13.916.678,36) foi formalizado às 11 horas desta quarta-feira (21) na sede da Prefeitura, quando também foi entregue ao Governo Municipal parte da patrulha mecanizada que será utilizada em obras da zona rural: uma escavadeira hidráulica, duas retroescavadeiras e duas caminhonetes L 200.
Na ocasião, ainda participaram da solenidade: o vice-prefeito Emerson Castro; o Secretário Municipal Extraordinário de Programas Especiais, Pedro Béber; o Secretario Municipal de Obras, Marcelo Fernandes e a Secretária Municipal de Educação, Fátima Ferreira; além de representantes do legislativo municipal e estadual.
Uma série de ações e obras foi contemplada pelos convênios: modernização da iluminação de 13 bairros da zona sul de Porto Velho, no valor de R$ 1 milhão e 400 mil; construção e reforma de meios-fios, calçadas e sarjetas, com investimentos de R$ 1.650.520,10 (um milhão, seiscentos e cinquenta mil, quinhentos e vinte reais e dez centavos); construção e reforma de muros e calçadas de Porto Velho, no valor de R$ 300 mil; construção de uma quadra poliesportiva em Fortaleza do Abunã, no valor de R$ 559.106,90 (quinhentos e cinquenta e nove mil, cento e seis reais e noventa centavos); recapeamento de vias, com investimentos de R$ 4.507.051,36 (quatro milhões, quinhentos e sete mil, cinquenta e um reais e trinta e seis centavos); compra de equipamentos e máquinas para ampliação das vicinais da zona rural de Porto Velho, no valor de R$ 2 milhões e 500 mil; equipamentos e materiais para 48 salas de aula no município de Porto Velho, no valor de R$ 1 milhão e 500 mil; modernização semafórica de Porto Velho, com R$ 1 milhão e 500 mil.
O acordo é resultado do Protocolo de Intenções assumido em cumprimento às condicionantes da Licença Prévia de Jirau, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em julho de 2007.
"Estes convênios representam o cumprimento de mais uma etapa das compensações sociais firmadas com o Governo Municipal. É com muita satisfação que os anunciamos. Entendemos que estes recursos são fundamentais, de forma a serem direcionados às obras consideradas importantes para o município”, considerou o diretor Institucional da Energia Sustentável do Brasil, José Lucio de Arruda Gomes.
O prefeito Roberto Sobrinho anunciou que muitos outros acordos ainda serão assinados com a Energia Sustentável em benefício da população. Explicou que os valores recebidos das compensações são revertidos para obras de infraestrutura e ações sociais. “Há oito anos não contávamos com equipamentos novos. Com o ato de hoje temos um volume de recursos significativo, o que possibilita o investimento na melhoria da qualidade de vida em Porto Velho, fortalecendo a nossa capacidade de execução”, destacando também a notoriedade do Município na imprensa nacional, devido a tais investimentos, responsáveis pelo crescimento e aquecimento da economia.
Sobre as obras
Até o momento, este é o maior montante repassado ao Município pela Usina Jirau, das verbas destinadas às compensações sociais. De acordo com a Prefeitura de Porto Velho, a previsão é realizar todas as obras e ações beneficiadas pelo investimento nos próximos três meses.
Mais de seis mil pontos de luz irão compor a iluminação pública da zona sul nos bairros Aero Clube, Areia Branca, Caladinho, Castanheira, Cidade do Lobo, Cidade Nova, Cohab, Conceição, Eletronorte, Eldorado, Floresta, Nova Floresta e Novo Horizonte.
Quanto ao recapeamento de vias, serão recuperados 7,2 mil metros de asfaltos no perímetro entre a rua Major Amarante e a avenida Mamoré. Será feito o recapeamento da avenida Calama e da rua Abunã (de 3,30 mil metros, com o serviço de drenagem nos cruzamentos da Terreiro Aranha e Salgado Filho, além da drenagem) e o trecho da rua Venezuela, que faz ligação com a Calama.
A patrulha mecanizada que será utilizada nas obras de ampliação das vicinais da zona rural de Porto Velho, será formada por três caçambas, uma caçamba-prancha e um caminhão-tatu para desentupimento de galerias e bueiros. Além da escavadeira hidráulica, duas retroescavadeiras e as duas caminhonetes L 200 (uma para a Secretaria Municipal de Obras e outra para a Secretaria Municipal de Projetos Especiais), que já foram entregues durante a solenidade de assinatura dos convênios.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

CERON ¬$*#@§

Enquanto quase todo o Estado de Rondônia e o Acre amargavam um apagão que começou por volta de 20 horas e durou cerca de 3 horas, a construção da Usina de Santo Antônio era um clarão forte no meio do breu, por conta do seu sistema de geradores próprios.

domingo, 13 de junho de 2010

Prefeitura $ 10 milhões em convênios com ESBR.

Dez milhões em convênios de compensações de Jirau são assinados com a Prefeitura.
Sete convênios no valor total de R$ 9 milhões, 959 mil foram firmados entre a Energia Sustentável do Brasil - ESBR, concessionária da Usina Hidrelétrica Jirau e a Prefeitura de Porto Velho na última sexta-feira (11). O diretor-presidente da Energia Sustentável Victor Paranhos e o prefeito Roberto Sobrinho assinaram os documentos. A formalização do acordo foi acompanhada, ainda, pelo diretor institucional da ESBR José Lucio de Arruda Gomes e pelo secretário municipal extraordinário para Assuntos Especiais, Pedro Béber.
Para o prefeito de Porto Velho, o Programa de Compensação Social da UHE Jirau é de extrema importância para o fortalecimento institucional da gestão pública. O presidente da Energia Sustentável explicou que a parceria objetiva viabilizar o desenvolvimento de Porto Velho. “As ações são focadas em sustentabilidade e destinadas ao fortalecimento de políticas públicas por meio da formulação de projetos, realização de obras e cursos de aprimoramento profissional a serem executados pela PMPV”, salientou Victor Paranhos.
Os convênios preveem as seguintes obras: instalação de uma pré-escola e creche em Nova Mutum Paraná, no valor de R$ 1 milhão e 600 mil; instalação de uma escola com 12 salas em Nova Mutum Paraná, com investimento de R$ 3 milhões, 479 mil; instalação de sinalização de trânsito em Porto Velho, no valor de R$ 1 milhão e 900 mil; reforma, ampliação, doação de equipamentos e contratação de três médicos para Unidade de Saúde de Jacy-Paraná, com investimentos de R$ 403 mil; iluminação das principais vias públicas e da zona sul de Porto Velho, em 15 mil pontos, com verbas de R$ 2 milhões e 300 mil; e capacitação técnica de secretários municipais, secretários adjuntos e coordenadores da prefeitura em cursos de MBA em Administração Pública, com verbas no valor de R$ 280 mil.
De acordo com o diretor Institucional da ESBR, José Lucio de Arruda Gomes, o acordo é a formalização do Protocolo de Intenções assumido em cumprimento às condicionantes da Licença Prévia da Usina Jirau, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em julho de 2007.
Com a prefeitura de Porto Velho, o valor a ser repassado pela Energia Sustentável do Brasil para compensações soma um montante de R$ 92 milhões. Pelo acordo, o dinheiro deverá ser utilizado na saúde, segurança e infraestrutura. A destinação dos investimentos é definida em projetos da Prefeitura Municipal.
SOBRE AS OBRAS.
A reforma e ampliação do posto de saúde de Jacy-Paraná e a construção da escola de Nova Mutum Paraná já foram concluídas e em breve serão inauguradas pela prefeitura, as demais obras estarão concluídas até o final do ano, e devem começar logo após aprovação dos projetos e orçamentos.
Serão implantados novos pontos de iluminação, nas principais avenidas de Porto Velho serão instaladas fontes mais potentes e econômicas, com a substituição de 2.030 luminárias, já  na zona sul a modernização ocorrerá com a substituição de 6.200 pontos de luz, outros seis mil pontos serão trocados nas várias regiões da cidade, ao todo Porto Velho será beneficiada em 15 mil pontos de iluminação.
SINALIZAÇÃO.
O convênio referente à sinalização das ruas da capital será destinado à sinalização de 12 avenidas e 17 cruzamentos, considerados os mais críticos para acidentes, de acordo com um estudo realizado, serão reavivadas todas as faixas de pedestres e pintadas novas faixas nas proximidades de 22 escolas, também estão sendo providenciados novos semáforos.
Com quase um seculo de criação, Porto Velho finalmente terá o nome das ruas afixado, serão mais de 20 mil placas que estão sendo providenciadas, incluindo a sinalização de origem e destino, para orientar a população sobre os pontos mais importantes da cidade.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

SANTO ANTONIO.

Vertedouro de Santo Antonio já tem sete pilares concretados.

Estruturas foram concretadas por meio de formas deslizantes içadas por macacos hidráulicos.
Dos dezesseis pilares do vertedouro principal de 25 vãos da UHE Santo Antônio (3.150MW), sete já estão concretados. Cada um deles tem 40 metros altura e consomem aproximadamente 13.800 metros cúbicos de concreto e cerca de 9.000 toneladas de aço.
A função da construção é escoar a água que não é utilizada para a geração de energia. Uma das razões para a sua abertura é o excesso de vazão nos períodos de cheia do rio; outro motivo é a existência de água em quantidade maior que a necessária para a geração de energia.
Os pilares foram concretados por meio de formas deslizantes içadas por macacos hidráulicos. É a primeira vez que este tipo de concretagem é feita em um pilar dessa altura de maneira contínua, ou seja, em uma única camada. A expectativa é de que os outros nove pilares sejam concretados até o mês de setembro.

sábado, 22 de maio de 2010

ACREDITAR.

Empresa abre porta de saída do Bolsa Família.
Parceria entre a construtora Odebrecht e o governo federal já treinou 8,3 mil beneficiários do programa de transferência de renda.
Panorama da construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira: porta de saída para o Bolsa Família.
PORTAL iG - Gustavo Poloni, enviado especial a Porto Velho-RO
Foto: Gleice Mere
Em outubro do ano passado, Laudinéia Queiroz matriculou-se no Acreditar, programa de capacitação profissional da construtora Odebrecht. Depois de quatro meses desempregada, queria trabalhar como zeladora na construção da usina de Santo Antônio, no rio Madeira, em Porto Velho. Aos 30 anos, a ex-doméstica se formou e disputou a vaga com 40 candidatos. Para ganhar o emprego, valeu-se de um diferencial inusitado: uma carteirinha do Bolsa Família. A vantagem de Laudinéia no processo seletivo surgiu de um acordo assinado no início do ano passado entre a Odebrecht e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). De acordo com ele, os beneficiários do programa de transferência de renda têm prioridade para fazer matrícula em cursos profissionalizantes e na contratação de novos funcionários. Pouco mais de um ano depois de entrar em vigor, a parceria foi levada para nove obras da Odebrecht e já formou mais de 8,3 mil beneficiários do Bolsa Família, sendo que mil deles foram contratados pela construtora. Agora, o governo federal quer usar o projeto como modelo a ser replicado em outras empresas, como a Vale e a CSN. “A iniciativa é boa”, disse Marcelo Neri, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Alguns chamam de porta de saída do Bolsa Família, mas prefiro falar em porta de entrada para o mercado de trabalho”.
Laudinéia não é a única funcionária da construção da usina de Santo Antônio a usar o Bolsa Família para entrar no mercado de trabalho. Das 28 mil pessoas que passaram pelo Acreditar em Porto Velho, cerca de 10% recebem algum tipo de complemento de renda do governo federal. Destes, 545 foram contratados. Apesar de representar apenas 5% do total dos funcionários da obra, a contratação acarreta numa mudança radical na vida dessas pessoas. Laudinéia é uma delas. Há cinco anos, recorreu ao Bolsa Família para complementar os R$ 700 que o marido ganhava como instalador de outdoor nas ruas de Porto Velho. O dinheiro do bico não era suficiente para colocar comida na mesa, comprar roupas para a família e pagar a educação dos três filhos. O benefício de R$ 130 ajudou a melhorar as coisas, mas não era suficiente. “Foi um período difícil”, afirmou. Desde que foi contratada para trabalhar na obra, em janeiro, a zeladora não depende mais do benefício. Além do salário de R$ 888, Laudinéia tem plano de saúde e ganha uma cesta básica da empresa. Com o dinheiro extra, quer reformar a casa de apenas um quarto e garantir uma educação melhor para os filhos. “Meu benefício já pode ser usado por outra pessoa mais necessitada”, disse. Acreditar - Usina de Santo Antônio.
Obra da usina de Santo Antônio, no rio Madeira: 5% dos 10 mil funcionários saíram do programa de transferência de renda.
EM TEMPO; É óbvio haver “portas de saída”, principalmente se forem como essa – uma oportunidade real, e não simplesmente um pé no traseiro. Creio, no entanto, que programas como o Bolsa Família vieram para ficar. Não dá para ler o capitalismo contemporâneo a partir do conflito entre capital e trabalho. Quem tem trabalho está muito bem, obrigado – é o caso de dona Laudinéia. Como não temos mais perspectiva de ruptura (passagem revolucionária para uma organização social e econômica de outro tipo), a tarefa é administrar o capitalismo da melhor forma, recorrendo pesadamente a políticas de transferência direta de renda, como o Bolsa Família. Foi basicamente isso que o PSDB não conseguiu ver, e por isso foi atropelado pelo PT.

BARRAGEM DO MADEIRA.

Vista da construção da Usina de Santo Antônio, a partir do Mirante 2.