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quinta-feira, 19 de julho de 2012


Um novo patrono para o Engenhão.
Por Elio Gaspari, no O Globo.
A cada dia que passa e o estádio olímpico do Engenhão continua com o nome de João Havelange, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, confirma as palavras dos advogados da Fifa no processo que tratou do capilé de US$ 14 milhões recebidos pelo doutor e por Ricardo Teixeira: “Pagamentos de subornos pertencem ao salário recorrente da maioria da população na América Latina e na África.”
Havelange e Teixeira receberam, mas a galera que vai aos estádios e elege prefeitos leva a fama. A exposição da malfeitoria, treze anos depois das primeiras denúncias, mostra que os subornos, quando rolam no andar de cima, são protegidos por um sistema de salvaguardas especiais. No caso da dupla, a blindagem funcionou na própria Suíça, pois as principais acusações surgiram em 2006.
Havelange foi protegido ao limite do possível. Ele dirigiu a Confederação Brasileira de Desportos de 1956 a 1974, e a Fifa de 1974 a 1998, quando foi aclamado seu presidente honorário, título que ainda mantém. Afora isso, foi membro do Comitê Olímpico Internacional e fez Ricardo Teixeira, que era seu genro, presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Os dois saíram de fininho no ano passado, quando a magistratura suíça já estava atrás de suas contas.
Aos 96 anos, Havelange ensinou: “Difícil na vida não é chegar, é saber sair. Tem que sair bem.” Ele construiu seu verbete na história do esporte brasileiro e destruiu-o na saída.
Charmeur irresistível e grosseirão inesquecível, “nosso querido Havelange” (nas palavras de Lula), encantou governantes e ajudou atletas colocando-se ora como patriarca onipotente, ora como cortesão maltratado.
Quando Pelé contrariou-o, disse: “Dei todas as atenções e fiz gentilezas a esse moço.” No ano passado, a doutora Dilma tomou-lhe o passaporte diplomático e ele lamentou-se: “Eu merecia isso? É isso que dói, este é o meu país.”
Havelange e Teixeira encarnaram a transformação do futebol num empreendimento bilionário. Em 1958, quando o ex-sogrão trouxe a primeira Copa do Mundo para o Brasil, o goleiro Gilmar ganhou uma bibicleta e um terno. Hoje os craques pilotam Ferraris.
Há patrocinadores para atletas, clubes, seleções e Copas, e, se isso ajudou a profissionalizar o esporte, serviu também para montar propinodutos e lavanderias de dinheiro. A rede de interesses criada pelo progresso deu à cartolagem oportunidades para a delinquência e fez da Fifa uma central de negócios, ramificada em donatarias nacionais.
A presença da empreiteira Delta na construção de estádios para a Copa de 2014 é um solene indicador dos perigos que rondam a festa. Até bem pouco tempo Joseph Blatter, presidente da Fifa (secretário-geral ao tempo de Havelange), comportava-se nas negociações com o Brasil como se fosse um chefe de Estado, manipulando a síndrome de “vira-latas” dos burocratas com quem tratava.
O ocaso de Havelange deveria levar o prefeito Eduardo Paes a aceitar uma disputa com a Fifa. Ganhará quem chegar primeiro: os cartolas suíços extinguindo a presidência honorária da instituição ou o doutor, trocando o nome do Engenhão.
Se o prefeito entregar a escolha do nome do estádio à galera que o frequenta, mostrará que “pagamentos de subornos” não “pertencem ao salário recorrente da maioria da população” do Rio.
O prefeito Eduardo Paes e a Fifa estão com um peso nos ombros: ele se chama João Havelange.

segunda-feira, 5 de março de 2012

MADALENA ARREPENDIDA

Quero ver a cara do Sr. Jérôme Vackle se desculpando publicamente na mídia, como o fez nas agressões ao Brasil. Não vai ser uma cartinha chorosa de "madalena arrependida", enviada ao Governo brasileiro, que justificará o reconhecimento do sua grave descompostura, num país que o recebeu muito bem. 
O erro existiu e não se desfaz tão simplesmente. 
Isso, se o governo brasileiro, através do Min. Aldo Rebelo, retroceder sua decisão, que já recebeu apoio do Presidente do Senado, Senadores, Deputados Federais, jornalistas, cidadãos comuns, etc. 
Por mim (opinião que não vale nada para o poder), a decisão do Ministro Aldo Rebelo deve permanecer. 
A FIFA que escolha um interlocutor. 
A FIFA precisa muito mais do Brasil, que financia quase tudo de suas exigências.
Por Carlos Chagas
A presidente Dilma mandou, o ministro Aldo Rebelo aplaudiu e cumpriu,  e o  secretário-geral da FIFA, Jerôme Valcke, se desembarcar no Brasil esta semana ou  na próxima,  será como turista.  Jamais como interlocutor da  entidade internacional para  vistoriar obras destinadas a abrigar a Copa do Mundo de Futebol, desde estádios em construção a avenidas, transportes coletivos, hotelaria e demais setores ligados ao certame. As referências do gringo aos preparativos que nos cabem foram consideradas impertinentes, descabidas e impróprias.
Esse comportamento de M. Valcker terá reflexos na votação da Lei da Copa, pela Câmara dos Deputados, nos próximos dias.  Certas exigências descabidas da FIFA serão desconsideradas, como a obrigação do governo brasileiro de proibir greves nas capitais onde os jogos se realizarão, a venda apenas da cerveja patrocinadora, nos estádios, e a proibição da exposição de produtos concorrentes no comércio próximo dos locais das partidas.  Seriam inconstitucionais, essas e outras imposições.
A pergunta que se faz é sobre que reação terá o presidente Joseph Blatter. Dará razão ao secretário-geral, para quem precisaríamos levar um chute no traseiro para apressar a votação da nova lei e a conclusão das obras? Ameaçará retirar do Brasil a realização da Copa?
A FIFA tem muito  mais a perder com qualquer mudança drástica, depois de haver perdido a compostura e, certamente, alguns contratos polpudos que irrigariam seus cofres, sem referir a conta  bancária de seus dirigentes.
O que importa, agora, é o governo manter a firmeza. Não recuar da necessária reação da presidente Dilma  e do ministro dos Esportes.
TODO CUIDADO É POUCO.
Pelo Datafolha, José Serra disparou. Dispõe de mais de 30% das  preferências paulistanas, quando seu concorrente real, Fernando Haddad, não passa dos 3%. Só que tem um   problema: na disputa de 2010 pela presidência da República, quando confirmada a candidatura de Serra, era mais ou menos a mesma a proporção que o separava da recém-lançada candidata Dilma Rousseff, proposta pelo Lula. Em festa, a tucanada preparava-se para reassumir o poder. Depois, foi o que se viu.
Um pouco de cautela não fará mal a ninguém.  Menos para o  Tiririca, que se vier mesmo a ser registrado pelo Partido da República, continuará repetindo que pior não fica...
O PERIGO DAS CAMPANHAS.
Em 1950 Getúlio Vargas havia sido eleito para voltar ao poder.  Naqueles idos, sem toda a parafernália eletrônica de comunicação, os candidatos não eram monitorados como hoje. A posse estava marcada para 31 de janeiro do  ano seguinte e Getúlio descansava na fazenda de amigos, no interior do Rio Grande do Sul. Ignorava-se quando chegaria ao Rio para começar a compor o ministério  e anunciar suas primeiras propostas de governo.
Os principais jornais destacaram seus melhores repórteres para permanecer de plantão na calçada da avenida Rui Barbosa, no Flamengo, no Rio, onde o presidente eleito tinha seu apartamento particular. Num determinado começo de noite, Getúlio sai de um táxi, junto com um  amigo,  espantando-se pelo grande número de jornalistas e  os flashes que pipocaram à sua chegada.  Ali  mesmo, na calçada, concede sua primeira entrevista coletiva na antiga capital.  Recebeu todo  tipo de perguntas, falando que seu ministério seria “da experiência”, para deixar desconfiados seus futuros ministros.  Depois de  uma hora, não havia  mais o que perguntar, o presidente já se dirigia para o elevador quando nota um jovem repórter que permanecera calado o tempo todo, com uma característica especial: levava nas costas uma espécie de paraquedas, imenso como eram na época os gravadores. Tratava-se de um radio-repórter dos Diários Associados, Mário Garófalo,  então  começando na profissão.
“Então, meu filho, você não perguntou nada?”
Décadas depois,  Garófalo  contava com muita graça que de tão nervoso não conseguia engrenar qualquer pergunta. Até porque,  todas já haviam sido feitas.  A primeira que lhe veio foi: “o que o senhor acha da campanha das Lojas Gebara para baratear o custo de vida?”
Uma indagação estapafúrdia, desconexa, que nada tinha a ver com o novo governo, publicidade que  estava em todas as emissoras de rádio desde o final do ano anterior, patrocinada pela grande cadeia de lojas especializadas em vender tecidos.
Getúlio espantou-se, os outros jornalistas começaram a rir.  Garófalo teve ímpetos de atravessar a avenida e jogar-se no mar, ali defronte, mas ouviu a resposta: “Acho muito  boa,  muito oportuna essa campanha das Lojas Gebara”.
De volta à redação o jovem  jornalista contava o episódio e anunciava estar deixando  a  profissão,  por incapacidade total de segui-la, quando um diretor ia passando, ouviu e avançou para ele: “onde está essa gravação? Dê-me, imediatamente”.
As gravações eram feitas em fio, em vastas bobinas, que passaram às mãos do diretor, sem mais uma palavra.
Do dia seguinte em diante, em todas as estações de rádio a propaganda havia mudado.  Com o mesmo jingle de introdução das Loja Gebara, “as que mais barato  vendem”, entrava um locutor anunciando: “agora, ELE vai falar”.  Seguia-se a voz do até hoje  mais popular  de nossos presidentes  da República: “acho muito boa, muito oportuna essa campanha das Loja Gebara”.
Mário Garófalo continuou na profissão, tornou-se proprietário de uma emissora, das mais ouvidas em Brasília.  Não recebeu um centavo sequer,  pela colaboração que multiplicou o faturamento dos Diários Associados.
Toda essa história se conta a propósito de investidas nem tão ingênuas quanto as de Garófalo sobre Getúlio Vargas,  mas de publicitários que pretendem vincular José Serra a uma determinada campanha de propaganda...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

TAÍ O QUE VOCÊ QUERIA. . .

Comissão especial aprova texto-base da Lei Geral da Copa.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça (28) o texto-base do relator Vicente Cândido (PT-SP) sobre a Lei Geral da Copa. A proposta foi discutida na comissão especial criada para tratar do assunto. A Casa ainda analisará dez destaques que poderão alterar o texto.  O presidente do colegiado, Renan Filho (PMDB-AL), já marcou a sessão para quarta (29). Em seguida, o texto seguirá para o plenário da Câmara antes de ir ao Senado Federal. O tema mais polêmico é a venda de bebidas alcoólicas durante a Copa do Mundo em 2014. Durante a votação de hoje, houve uma alteração no projeto que pode garantir que os estudantes tenham direito a meia-entrada nos jogos. 
Até o momento, a Fifa só precisa respeitar no evento a lei federal de meia-entrada para idosos.

domingo, 26 de fevereiro de 2012


O Brasil é a maior terra da demagogia do Mundo.
E mais agora com essa questão da Copa Mundial de Futebol de 2014. 
Entidades se insurgem contra a suspensão de gratuidades para idosos em estádios, bem como do meio-ingresso de estudantes. 
Perguntar-se: Haveria espaço nos estádios para mais alguém, com essas facilidades a esses grupos? 
E como a FIFA controlaria a venda de ingressos? 
Ademais, idosos ricos do Brasil e do Exterior, entrariam de graça também? 
Na realidade, as entidades deveriam se preocupar é com o bem-estar dos idosos e não com gratuidades para ver futebol. 
Por exemplo, com a precaria assistência médica pública, no Brasil. 
E referente a estudantes, que podem ser riquinhos também, com a precariedade das escolas públicas.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

LEI GERAL DA COPA . . .

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, cobrou a aprovação, para a próxima semana, do texto da Lei Geral da Copa na comissão especial da Câmara -a primeira de três votações do projeto no Congresso- para que a organização da competição possa ser agilizado tanto pelo Brasil como pela Fifa. Valcke disse, em comunicado, que recebeu garantias do governo brasileiro de que as exigência feitas pela Fifa e acatadas pelo país quando foi anunciado como sede do Mundial serão atendidas, e afirmou que espera a votação na comissão especial na próxima terça (28), data prevista também pelos parlamentares. Após ser aprovado na comissão, o texto ainda passará pelo plenário da Câmara e do Senado.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ACORDA QUE O ELEFANTE BRANCO ESTÁ NO JARDIM

Por Carlos Chagas.
Ignora-se qualquer iniciativa da Abin ou do ministério de Assuntos Estratégicos. Muito menos do Gabinete de Segurança Institucional ou dos ministérios do Trabalho, da Integração Nacional e do Desenvolvimento. Todos parecem abanar as mãos e fazer ouvidos moucos, mais ou menos como o cidadão que placidamente lia um jornal na poltrona da sala e, olhando pela janela, viu um elefante branco. Ora, elefantes brancos não existem e ele continuou sua leitura. Só que o bicho destruiu os canteiros de flores do jardim, botou a tromba dentro de casa, quebrou os móveis e até derrubou uma parede. Naquela hora o indigitado cidadão percebeu que elefantes brancos existem e podem arrebentar com a vida dos desatentos.
Dos desatentos e do governo, porque normal não é essa onda de greves que assola o país. Alguma instituição precisa dedicar-se a examinar o elefante branco, perdão, o fenômeno que começa a transtornar a vida de todo mundo.
Só ontem paralisaram suas atividades os médicos do Sistema Único de Saúde, em 22 estados. Os enfermeiros dos hospitais públicos de Brasília estão em greve. Os policiais civis, também. Sem falar nos juízes federais em operação-tartaruga, prelúdio da imobilidade total. Basta acionar a memória para poucos dias atrás, quando bancários, funcionários dos Correios, bombeiros e policiais militares também pararam.
Cada um, em sua cidade, lembrará centenas de outros movimentos eclodidos recentemente. Isoladas, as partes circunscrevem-se às suas aflições, com a imensa maioria optando mesmo pela greve. Mas reunidas, formam um todo preocupante. O país pode parar, em especial quando categorias essenciais cruzam os braços. Pior ainda, em se tratando das chamadas carreiras de estado.
Ponha-se de lado a paranóia da existência de um complô comuno-marxista, até porque o comunismo não existe mais. Nem ao menos uma articulação do PT ou da CUT, ambos transformados de tigres em gatinhos. Afaste-se, por absurda, uma conspiração da direita ou uma investida dos Estados Unidos para continuar dominando as riquezas dos países emergentes.
Então... Então, sobra a teoria do elefante branco. As greves pipocam em função dos reclamos generalizados em toda a sociedade. Algo que o governo não percebe, ou não quer perceber, levando especialmente a classe média a apelar para os derradeiros recursos de que dispõe. Não é preciso um sociólogo para concluir que os dois governos de Fernando Henrique cuidaram do andar de cima, e que mais dois do Lula preocuparam-se em atender o porão, depois de elevar os metalúrgicos e demais operários especializados de patamar. Sem esquecer as elites. Ficou exprimida a classe média, da baixa até o limite da alta. Não adianta dizer que a população melhorou, que está viajando mais de avião e fazendo todo o tipo de sacrifícios para comprar carros novos, submetida a esse abominável massacre publicitário nas telinhas, nos jornais e nas revistas. A classe média encontra-se em agonia.
Precisa acordar o governo Dilma Rousseff, ainda mais quando salta aos olhos ser a classe média a que mais vigia, protesta e exige ações de combate à corrupção. As centenas de bilhões desviados em negócios escusos, superfaturamento, aditivos contratuais e a farra das ONGs são computados dia a dia pelos médicos submetidos a salários ridículos, pelos enfermeiros, os policiais, os bancários, os carteiros e quantos outros que já entraram e mais entrarão em greve?
COMO ERA VERDE O MEU VALE.
No espaço de apenas dois dias a presidente Dilma ensejou saudosas lembranças em dois de seus antecessores, daquelas que fazem despertar ao menos uma pontinha de inveja. Levou o Lula de Brasília a Manaus, segunda-feira, no ex-aerolula, agora aerodilma. E ontem recebeu Fernando Henrique para jantar no palácio da Alvorada, junto com líderes mundiais do grupo Elders.
Será humanamente impossível que os dois ex-presidentes não se tenham lembrado dos tempos em que um pontificava nos aposentos reservados da aeronave oficial e o outro percorria os salões da residência presidencial, da biblioteca ao cinema privativo. Fica a lição de que nada é permanente, a menos que as lembranças tenham despertado aquela força estranha do retorno. Só no Lula? Nem pensar. FHC também sonha.
DESGASTE INEXORÁVEL.
A cada dia que passa o ministro Orlando Silva repete a trajetória de Antônio Palolcci, Wagner Rossi, Pedro Novais e Alfredo Nascimento. Agarra-se, como eles, às deterioradas estruturas de seus ministérios, assistindo surgirem sempre novas denúncias de irregularidades. Melhor faria o ministro dos Esportes se percebesse os efeitos do desgaste e tomasse logo a decisão de exonerar-se. Porque exonerado será, mais dia menos dia. Não há agenda positiva capaz de desfazer o que foi feito, tanto faz se com maior ou menor participação de Orlando Silva.
SALVOS OS VELHINHOS.
Revela a Folha de S. Paulo estar a Fifa prestes a aceitar a meia entrada para os idosos, nos jogos da Copa do Mundo. Melhor assim, porque se trata do respeito a uma lei federal, impossível de ser atropelada. Falta examinar o reverso da medalha, a meia-entrada para estudantes, regulada por leis estaduais. Joseph Blatter e Jerôme Valcke precisariam negociar com os governadores dos estados onde se realizarão os jogos do certame. O importante nesse caso é não permitir que a Fifa dite as regras, mas negociando, menos mal.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

ESTÁDIOS OU HOSPITAIS?

Por Carlos Chagas.
Com 513 deputados, fica impossível acompanhar sistematicamente a atuação de cada um. Na Câmara tem gente boa, que fala com bom-senso e nós  nem percebemos. O noticiário concentra-se nos dirigentes partidários  e naqueles parlamentares de muitos mandatos, nem sempre merecedores das atenções a eles dedicadas. Para compensar a massificação que atinge a maioria, desde 1946 encontrou-se uma solução, mesmo  imperfeita. Afinal, para discursar com densidade e tempo,  os deputados precisam inscrever-se semanas, senão meses  antes. Ainda assim, dependem da boa vontade  dos líderes. Criou-se então,  antes do início das sessões, um período chamado de pinga-fogo, onde cada orador dispõe de apenas três minutos para expor sua opinião sobre qualquer assunto.  Basta chegar, dar o nome e falar.
Nessas ocasiões, é frequente a exposição de abobrinhas, meros recados regionais ou conceitos incompletos. De vez em quando, porém, surgem surpresas capazes de conduzir  o orador  à admiração geral.
Foi o caso, na semana que passou, precisamente na quinta-feira, do jovem deputado Regufe, eleito pelo Distrito Federal. Em três minutos ele conseguiu resumir a perplexidade que atinge o país inteiro, mas que todos ocultamos matreiramente.
Referiu-se ao fato de que em pelo menos dez capitais estaduais estão sendo erigidos ou remodelados monumentais estádios de futebol, visando a realização da Copa do Mundo de 2014. Nada a opor à realização do certame e aos esforços para abrilhantá-lo, não fossem os números. Cada estádio, entre os novos e os recondicionados, custa no mínimo um bilhão de reais. Alguns, até, muito mais. Servirão para que as maiores equipes mundiais se apresentem, concentrando no Brasil as atenções do planeta.
O problema, disse Regufe, é que um hospital de porte amplo, num país com tamanho déficit na saúde pública, custa em média 100 milhões de reais. Tivesse a opção  nacional, mais do que a  governamental, optado por hospitais em vez de estádios, com os recursos hoje dispendidos seria possível construirmos nada menos do que 100  unidades hospitalares  públicas. Imagine-se o que isso representaria para minorar as agruras da maioria da população exposta a filas, atrasos, mau ou nenhum atendimento.
Dá o que pensar, a conta apresentada pelo jovem representante do PDT. A FIFA e os barões do futebol iriam estrilar, mas suas exigências valeriam mais do que uma completa reviravolta nas estruturas da saúde pública? Tudo foi dito em três  minutos, mas estamos perdendo três décadas, com a opção pelos estádios. Até porque, os hospitais funcionariam 24 horas por dia e os estádios, no máximo nos fins de semana.

domingo, 25 de setembro de 2011

EM PÉ DE GUERRA.

Lauro Jardim, Radar on-line
Está muito mais esgarçada do que aparenta a relação entre a FIFA e o governo. No início do mês, Joseph Blatter enviou para Dilma Rousseff uma carta em que reclamava da morosidade das obras da Copa e com a demora de o governo enviar para o Congresso a Lei Geral da Copa (LGC). O Planalto considerou a cobrança “fora de padrão” — é exatamente esse o eufemismo usado, de forma irônica, claro. Dias depois, o governo mandou para a Câmara a LGC. Mas o clima esquentou ainda mais.
A FIFA considerou inaceitável o projeto. Feriria o que foi acordado quando o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa e lhe traria prejuízos comerciais enormes. Meia entrada para estudantes e descontos para maiores de 65 anos no preço dos ingressos são um dos motivos da briga. Só que a própria Dilma diz que “não há a menor possibilidade de restringir direitos existentes no Brasil”.
Essa briga promete ir longe. A FIFA para pressionar o governo ameaça até com um plano B, que retiraria a Copa do Brasil. Sabendo disso, os EUA já se movimentam. Nos bastidores os dois lados falam tudo uns dos outros — menos palavras de elogios.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Brasília fará abertura da Copa das Confederações.
A abertura da Copa das Confederações 2013 deve ser em Brasília, em 15 de julho, como teste final para a Copa do Mundo de 2014. O Estádio Nacional, cujas obras estão muito adiantadas, será concluído até dezembro de 2012, o que vai ser constatado em setembro próximo, na visita de inspeção de dirigentes da Fifa. Durante a visita, a escolha deverá ser oficializada. Para definir o local da abertura de uma Copa do Mundo, a Fifa exige estádio pronto para a Copa das Confederações.
De tirar o fôlego.
A Copa das Confederações será disputada em duas semanas por seis campeões continentais, o campeão da Copa do Mundo e o País sede.
Nata da nata.
Já estão confirmadas na Copa das Confederações, além da Brasileira, as seleções da Espanha, Japão, México e Uruguai.
Poucas vagas
Ainda faltam definir as campeãs da Europa (2012), da Oceania (2012) e da África (2013) que vão participar das Copa das Confederações.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

SEM CRISE . . .

Hoje o assunto não tem nada a ver com gostar ou concordar, porque o assunto de hoje interessa, ou deveria interessar, a todos que, independentemente de clubes, convicções e opiniões, gostam de futebol.

domingo, 29 de maio de 2011

OS DONOS DA BOLA


Os meios de comunicação andam repletos de textos e de imagens a respeito das reformas dos principais estádios de futebol, sem esquecer a construção de novos. São dezenas de bilhões, em maioria saídos dos cofres públicos, porque, como sempre, a iniciativa privada salta de banda quando se trata de botar a mão no bolso. A pergunta que se faz é se deveríamos ter-nos curvado tanto às exigências da Fifa. Afinal, faz muito que somos o maior futebol do planeta, mesmo jogando nos antigos estádios. Eles poderiam apresentar defeitos, estar defasados diante de monumentais sucedâneos nos países ricos, mas não existiriam outras prioridades? Hospitais, escolas, rodovias, ferrovias e portos deixam de se constituir em necessidades menores? Por que essa entidade internacional deve nos dizer como aplicar recursos insuficientes para promover o bem estar geral? Claro que a realização de uma Copa do Mundo em nosso território enche a população de euforia, mas estaríamos melhor caso tivéssemos resistido a boa parte das imposições dos que se julgam os donos da bola.
Exageram, porque a bola, afinal, nos pertence...

domingo, 22 de maio de 2011

GANGSTERS

TV: Havelange e Ricardo Teixeira devolvem suborno após acordo.
Acho que houve algum engano. A obra no início gera um desespero. Mas, depois que prepara os alicerces, a coisa vai fluindo e pega velocidade de .... Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Fifa teria em seu poder documentos que comprovam atos de corrupção de Teixeira (foto) e Havelange - Foto: Ricardo Matsukawa/Terra.
Os brasileiros João Havelange, ex-presidente da Fifa, e Ricardo Teixeira, atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), estariam envolvidos em casos de corrupção, segundo afirmou neste domingo a rede de televisão britânica BBC.
De acordo com o canal, ambos tiveram que devolver subornos que teriam recebido de uma empresa de marketing esportivo após terem chegado a um acordo com a justiça.
A Fifa teria em seu poder documentos que comprovam que tanto Teixeira como Havelange receberam subornos da empresa International Sports and Leisure (ISL).
Após uma investigação realizada por um tribunal da Suíça, no ano passado, ambas as partes teriam chegado a um acordo e o dinheiro foi devolvido para a empresa, informou a BBC, que divulgará mais detalhes sobre o caso no programa de investigação Panorama.
A televisão britânica também disse possuir provas de que Jack Warner, vice-presidente da Fifa, teria vendido ilegalmente ingressos para a Copa do Mundo de 2006 através de um intermediário.
AFP

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

BOLA DE OURO

A brasileira Marta foi eleita nesta segunda-feira pela quinta vez seguida a melhor jogadora de futebol do mundo. Ela ganha a Bola de Ouro da Fifa pelo bom desempenho na temporada 2010, quando foi artilheira do liga norte-americana - fez 19 gols atuando pelo FC Gold Pride.
Frank Augstein/AP
Marta desbanca duas alemãs e fatura o prêmio novamente.
especialMarta, a rainha do futebol.
Como já virou tradição, ela chorou ao receber o prêmio durante cerimônia de gala realizada em Zurique, na Suíça.
Para chegar ao prêmio pela quinta vez, repetindo os feitos de 2006, 2007, 2008 e 2009, Marta superou duas jogadoras alemãs: a meio-campista Fatmire Bajramaj, de apenas 22 anos, e a atacante Birgit Prinz, que já tem 33 anos e venceu a eleição da Fifa em três ocasiões (2004, 2005 e 2006).
Por causa da união com a tradicional Bola de Ouro, criada pela revista francesa France Football, a Fifa ampliou o colégio eleitoral do prêmio de melhor jogadora do mundo. Além dos técnicos e das capitãs das seleções, jornalistas especializados tiveram direito a voto.
"Estou aqui chorando de novo", disse Marta, ao receber o prêmio nesta segunda-feira. "Esse ano realmente foi muito especial. Consegui vários êxitos junto com as minhas equipes, depois fui agraciada como embaixadora da ONU, o que é uma honra e uma felicidade enorme", declarou.
Em férias no futebol dos Estados Unidos, Marta está atualmente emprestada ao Santos - assim como fez no ano passado, vai disputar a Libertadores feminina, agora em busca do bicampeonato. Além disso, ela comanda a seleção brasileira em competições pelo mundo.
Treinadora.
Pela primeira vez na história, a Fifa também elegeu a melhor técnica de futebol do planeta. E a vencedora foi a alemã Silvia Neid, que tem 46 anos e é responsável por comandar a seleção da Alemanha.

O MELHOR PELA SEGUNDA VEZ

Frank Augstein/AP
Messi segura a Bola de Ouro durante a premiação na Suíça

Messi surpreende e é eleito o melhor jogador do mundo pela 2.ª vez seguida. Argentino desbanca Iniesta e Xavi, seus companheiros de Barcelona, e fatura a bola de ouro novamente.

O argentino Lionel Messi, do Barcelona, surpreendeu nesta segunda-feira e foi eleito pelo segundo ano consecutivo o melhor jogador de futebol do mundo. Na premiação da Bola de Ouro da Fifa, realizada em Zurique (Suíça), referente à temporada 2010, ele superou seus companheiros de equipe Andrés Iniesta e Xavi, ambos campeões do mundo com a Espanha na África do Sul no ano passado.
especialTodos os premiados com a Bola de Ouro da Fifa
Messi se iguala a Ronaldinho Gaúcho, que também ganhou o prêmio duas vezes na carreira. Os recordistas ainda são Ronaldo Fenômeno e Zinedine Zidane, que foram eleitos em três oportunidades.
No entanto, se em 2009 o triunfo de Messi havia sido tranquilo e esperado, em 2010 foi bem diferente. Todos esperavam que Xavi ou Iniesta ganhasse, afinal, em ano de Copa do Mundo, a Fifa costuma conceder a glória a um atleta da equipe campeã.
Ao levantar para receber o prêmio, o próprio jogador argentino demonstrou estar surpreso. "Não esperava vencer. É uma felicidade muito grande e quero compartilhar com meus companheiros, pois sem eles não estaria aqui", declarou o craque. Em 2010, o título mais importante conquistado por Messi foi o Campeonato Espanhol, com o Barça.
Técnico.
A Fifa também elegeu nesta segunda o melhor treinador de 2010, e o ganhador foi o português José Mourinho, do Real Madrid. Antes de se transferir para o clube espanhol, ele brilhou na Inter de Milão e levou o time italiano ao título da Liga dos Campeões.
No seu discurso, ele elogiou os concorrentes na briga pelo troféu. "Seleção.
Gostaria de dar os parabéns a dois fantásticos treinadores, Vicente Del Bosque (campeão do mundo com a Espanha) e Pep Guardiola (do Barcelona). Trabalhei muito para chegar aqui, mas não cheguei aqui sozinho."
No time ideal da temporada 2010, dois brasileiros entraram: o lateral-direito Maicon e o zagueiro Lúcio. Casillas, Piqué, Puyol, Iniesta, Xavi, Sneijder, Cristiano Ronaldo, David Villa e Lionel Messi foram os outros escolhidos.
Gol.
Já o gol mais bonito de 2010 foi anotado por Altintop, da Turquia, que recebeu o prêmio das mãos do goleiro do Casaquistão, Sidelnikov, justamente o jogador que sofreu o golaço - um chute de primeira de fora da área após cobrança de escanteio.
A Fifa também homenageou o futebol do Haiti, que se reergueu mesmo após o forte terremoto sofrido em janeiro do ano passado, e o bispo sul-africano Desmond Tutu.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ESCALA DA ARBRITAGEM

Por Fernando Sampaio, Jovem Pan
Deu a lógica nos dois principais jogos da rodada. Sandro Meira Ricci apita Corinthians x Cruzeiro. Carlos Eugênio Simon apita Fluminese x Goiás, novamente ao vivo na Globo.
No Pacaembu, Sandro Meira Ricci era uma opção esperada. Não podia ser paulista ou mineiro. Carioca? Com Flu na briga? Melhor evitar. Herbert e Roman são barrados pelo Cruzeiro. Simon, apitando outro jogo seguido do Corinthians? Não. Sobrariam Vuaden e Ricci. Deu a lógica na escala, ou melhor no “sorteio”. Não podemos falar em escala. O Ministério Público está de olho. O tal “Estatuto para Inglês” exige sorteio.
E sabe qual bolinha “concorreu” com Ricci? Simon. Ufa, bolinha esperta.
O árbitro de Brasília apitou os jogos mais importantes e decisivos de 2009. Deu show. Merecia o escudo FIFA, mais que Bassols. Mas, prevaleceu a política da federação mais forte. Este ano, Ricci continua muito bem. Espero que passe desapercebido. Será difícil. Vai ter muito medalhão, macaco velho, querendo apitar, ganhar no grito. Faz parte.
Bom árbitro tem que estar acostumado com pressão.
E o Simon, de novo escalado, agora no Flu! Incrível a sua sequência de vitórias em “sorteio”. Deveria jogar na Mega. Até parece “tour de despedida”, com jogos na Globo. Coincidência. Imagina. Sua bola é pesada mesmo. No ano passado, Hebert, o melhor ao lado do Ricci, foi o bola pesada da temporada. Apitou quase todas as rodadas.
É isso aí, jogo bom tem que ter árbitro bom. Boa escala. Ops, bom sorteio !
No pontos corridos a influência da arbitragem é mínima. Influi muito menos que os erros de jogadores e técnicos. Influi menos ainda que o STJD. Este sim, foi decisivo muitas vezes. No final, apesar do erros de arbitragem, inerentes ao esporte, após 380 jogo, os melhores times disputam o título, e os piores o rebaixamento. Nem perco tempo com aquelas continhas infantis, refazendo classificação, determinando “erros de arbitragem” de forma subjetiva, numa conta imaginária, como se o futuro fosse linear. Ora, vamos fazer então recontagem com todos os pênaltis não convertidos, frangos dos goleiros, tropeços, gols perdidos, etc…
No pontos corridos, o Brasileirão ganhou credibilidade e emoção. Isso é fato.
Na partida Atlético (MG) x Flamengo, confronto com a presença polêmica do Luxemburgo, a arbitragem será gaúcha tchê. Macho. Pulso firme. Márico Chagas da Silva. Luxa pediu jogo limpo, sem violência. Será? Galo e Flamengo jogando contra o rebaixamento?
Inter x Avaí terá Péricles Bassols. Curioso. O árbitro ganhou o escudo FIFA no ano passado, sem ter apitado os grandes jogos, na reta final. Disseram que foi pela média dos três anos. Estranho. Bassols continua não apitando os jogos mais quentes. Ficou quase dois meses sem escala. Será que vai rolar o acordo carioca? O Rio continua com o escudo FIFA, sai Bassols entra Gutemberg?
O Santos recebe o Grêmio com o mineiro Ricardo Marques Ribeiro. É experiente. O Atlético (PR) luta pela Libertadores, em casa contra o lanterna Prudente, também com arbitragem mineira do Renato Cardoso da Conceição. Teoricamente, é um jogo mais tranquilo
Guarani x Vitória, valendo briga pelo rebaixamento, terá Evandro Rogério Roman. Neste caso, o árbitro é melhor que o jogo. Para São Paulo e Palmeiras, apertaram a tecla. O Verdão visita o Atlético (GO) com Wilton Pereira Sampaio, de Brasília. É da região. Não é meu parente. No ano passado foi o mais caseiro. O São Paulo joga contra o Vasco, São Januário, com bolinha rara no “sorteio”: Wagner Reway, Mato Grosso. Pra ele, será uma Copa do Mundo. Será seu primeiro jogo este ano na Série A, já no finalzinho de campeonato. Dizem que tem potencial.
Boa escala, ou melhor “sorteio”.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CHORA PAULISTADA


Segudo o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, no giro da comitiva pela cidade mostrou que o Rio de Janeiro está mobilizado para atender as expectativas para a disputa do Mundial.

Prefeito do Rio ironiza São Paulo sobre a Copa do Mundo de 2014.
'É chinelada na paulistada', diz Eduardo Paes sobre preferência da Fifa pela capital fluminense.
Em tom de brincadeira, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, deixou escapar qual a impressão da Fifa sobre o interesse de São Paulo pelo Mundial de 2014. Nesta sexta-feira, após um tour de helicóptero com o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, por alguns bairros cariocas, Paes comentou em voz alta: "É chinelada na paulistada". Disse isso ao ouvir do dirigente que o Rio vai receber vários eventos importantes relacionados à Copa. Já a cidade de São Paulo, na avaliação da cúpula da Fifa, peca pelo imobilismo.
O sorteio das Eliminatórias do Mundial, em julho do ano que vem, será realizado em Copacabana. Na cidade, será instalada a sede provisória da Fifa no ano da Copa. O Rio também saiu na frente para abrigar o centro de imprensa. No Aterro do Flamengo, onde Valcke, Paes e o presidente da CBF Ricardo Teixeira almoçaram, o prefeito apresentou projeto para que o local receba pelo menos dois estúdios de TV. Valcke gostou da ideia e deve aprová-la.
Minutos depois de ter "provocado" São Paulo com ironia, o prefeito voltou a dar uma provocada na capital paulista. Ao ser indagado sobre a intenção de o Rio ser o centro das atenções durante o Mundial, Paes olhou para trás e mostrou com um gesto a vista panorâmica que incluía a enseada de Botafogo e, ao fundo, o Morro do Pão de Açúcar.
A visita de Valcke foi facilitada pelo tempo bom no Rio. O dirigente da Fifa não concedeu entrevista. Apenas deu uma declaração após o almoço. Disse que estava contente com o empenho do Rio em fazer da cidade um modelo da Copa do Mundo. "O Rio está motivado e o envolvimento da cidade no evento é gratificante", declarou.
O dirigente da Fifa, descontraído, chegou a dar um beijo no rosto de Teixeira quando os fotógrafos pediram que se aproximassem. Explicou o gesto em seguida. "Eu leio na imprensa, e acho engraçado isso, que somos rivais". Na verdade, os dois são pré-candidatos à sucessão de Joseph Blatter na presidência da Fifa.
Nos três dias em que esteve no Brasil, Valcke manteve contato apenas com o comitê carioca do Mundial. Mas outras sedes tentaram um contato com o secretário-geral da Fifa, entre as quais a de Porto Alegre. O comitê paulista não deu sinal de que pretendia um encontro com o dirigente, embora ele tenha passado por São Paulo na última quarta.

terça-feira, 20 de julho de 2010

EH VIDA!!!!

Técnico da seleção brasileira será conhecido ate domingo Mano Menezes e o mais cotado.
Na lata.
Lula deu o troco, ontem, ao cartola Ricardo Teixeira, lembrando que FIFA e a CBF levaram um ano e meio para definir as sedes da Copa de 2014 e agora reclamam de “atraso” nas obras de estádios e aeroportos
Dinheiro do céu.
Lula afirmou que a Copa de 2014 será “verde”. Ninguém duvida, com a chuva de verdinhas que vai cair nos velhos quintais de sempre.

terça-feira, 13 de julho de 2010

MARCAS DA COPA 2010

Recordes e curiosidades do Mundial da África do Sul
1 - A Espanha é a primeira seleção europeia a conquistar a taça fora de seu continente
2 - Foi a primeira vez que campeão (Itália) e vice (França) da edição anterior caíram na fase de grupos
3 - Nunca a América do Sul havia colocado 4 países nas quartas de final
4 - A África do Sul foi o primeiro país-sede a não se classificar para as oitavas de final
5 - A Grécia, enfim, fez gol e ganhou um jogo de Copa. Salpingidis marcou nos 2 a 1 contra a Nigéria o 1º gol do país em Mundiais
6 - Os eslovenos também ganharam seu primeiro jogo em Copas, diante da Argélia, na 1ª rodada
7 - A Nova Zelândia, que em 1982 dera adeus à sua única Copa até então com 3 derrotas, foi eliminada na África com 3 empates
8 - Foi a primeira vez que as Coreias disputaram a mesma edição