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quarta-feira, 4 de abril de 2012

SOME, DEMÓSTENES. . .

Do Tijolaço.
Operação “Some, Demóstenes”.
Os grandes jornais pedem a renúncia do Senador Demóstenes Torres. A TV Globo fez o mesmo hoje de manhã.
Parece haver uma cruzada nacional para varrer rapidamente Demóstenes Torres das páginas dos jornais, fazendo com que entregue o mandato e não se inicie um processo de cassação, com audiências, testemunhas, versões e, sobretudo, fatos vindo à tona.
O Demóstenes grego, ao ver-se cercado pelos soldados de Antípatro, suicida-se.
O goiano, entretanto, não parece disposto a isso. Na carta de desfiliação que apresentou ao DEM, teve o cuidado de destacar que a alegação que contra ele se fazia (descumprimento reiterado do programa partidário) estaria contemplada pela  Resolução nº 22.610, de 25 de outubro de 2007 do TSE, que o protegeria de um processo de perda de mandato.
Ou seja, que vai ficar no cargo.
Ora, experiente que é, Demóstenes sabe que não há a menor perspectiva política de sobreviver no Senado. Seu esforço não visa a preservação do mandato, inexoravelmente perdido.
Está, sim, sinalizando que tem como despejar cachoeiras de lama a torto a direito. O fato de ter representado o papel de paladino da moralidade, enquanto recebia presentes e fazia favores a um bicheiro já mostra como este homem é frio e cínico.
É por isso que querem sepultá-lo rápido, tirando, pela renúncia, um mandato de senador que, pelos trâmites legais, vai permitir muitas e muitas sessões – com direito a televisão – de defesa, de testemunhos e de acusações a muitos que estão posando de vestais.
Demóstenes ameaça tornar-se um cadáver político insepulto e e seus odores ameaçam “meio submundo”  da política.

sexta-feira, 16 de março de 2012

CADEIA PARA OS CHANTAGISTAS


Por Carlos Chagas.
Houvesse um tribunal específico para julgar crimes políticos e os  senadores do PR estariam condenados.  Não dá para aceitar o comportamento do senador Blairo Maggi, que pela manhã levou à ministra Ideli Salvatti uma lista de indicados para o ministério dos Transportes, ouvindo que nenhum deles servia e, de tarde, declarou haver  o partido passado para a oposição. Seus companheiros acrescentaram que se o governo voltasse atrás, entregando-lhes o ministério, na mesma hora  retornariam à  base parlamentar oficial.
Não há outro nome para esse episódio senão chantagem. Coisa  digna do Al Capone ou do Fernandinho Beira-Mar. De que maneira a presidente Dilma poderia, agora, devolver o ministério  ao Partido da  República? Aliás, a decisão foi tomada ontem pela chefe do governo: “NÃO MESMO!”
Como os sete  senadores e os 45 deputados do PR não devolveram ao palácio do Planalto os cargos de segundo e terceiro escalão que ainda mantém, inclusive no ministério dos Transportes, a dúvida é se serão imediatamente dispensados. Pode ser que não, para o governo evitar nivelar-se com os chantagistas.
O mesmo vexame pode estar acontecendo no PDT, por conta da reação de seus dirigentes maiores à nomeação de Leonel Brizola Neto para ministro do Trabalho. O deputado estava escolhido, ainda que não oficializado, quando começaram as contestações, em especial do presidente do partido e ex-ministro  Carlos Lupi. 
De toda essa novela  de horror flui uma expectativa positiva: não terá chegado a hora de  Dilma encerrar o capítulo da transformação de seu governo em condomínio dos partidos? Revelando-se desastrosa, essa experiência parece haver-se esgotado. PMDB, PT e penduricalhos comportam-se da mesma forma. Dispõem de feudos e estão sempre ameaçando votar contra o governo caso contrariados seus interesses. Nenhum partido da base, desde a posse da presidente, apresentou sequer um plano ou programa envolvendo políticas públicas. Limitam-se a abrir a goela para deglutir nomeações, benesses e favores.  Carecem de ideologia e de doutrina em condições de sensibilizar  a administração federal.
DUVIDAS CONSTITUCIONAIS.
Decidiu o Tribunal Superior Eleitoral, em resolução aprovada por maioria, determinar a proibição de registro para os 21 mil políticos que tiveram suas contas rejeitadas  pelos tribunais de contas, se quiserem candidatar-se às eleições de outubro.
Com todo o respeito, mas o TSE integra o Poder Judiciário, não o Legislativo, não podendo, assim, legislar. Acresce que, mesmo se pudesse,  careceria de condições para  atropelar a Constituição, desrespeitando o princípio de que qualquer alteração nas regras eleitorais precisa ser aprovada até um ano antes das eleições.
É nulo  esse adendo   à lei da Ficha Limpa, apesar de simpático.  Nos partidos, despertou protestos veementes. Só por milagre o Congresso votaria um dispositivo assim, capaz de prejudicar montes de correligionários.  Afinal, se muitos prefeitos, dirigentes e diretores da administração e até governadores tiveram suas contas rejeitadas em função de ilícitos administrativos e penais, também é certo que outro tanto deles  terá entrado na lista por desconhecimento e ingenuidade.  
A questão poderá chegar ao Supremo Tribunal Federal.
LEI EFICAZ MAS INCOMPLETA.
O Senado aprovou lei que regulamenta o Direito de Resposta e a Retratação, de autoria do senador Roberto Requião. Valeu, porque desde a revogação da Lei de Imprensa estavam esses dois dispositivos constitucionais  sem aplicação específica, entregues à decisão dos juízes singulares, muitas vezes discordantes.
O problema é que  outras definições constitucionais antes reguladas pela  extinta Lei de Imprensa  continuam soltas no ar. A lei dos tempos da ditadura continha preceitos execráveis, mas, em paralelo, artigos  mais do que necessários. O Supremo Tribunal Federal revogou tudo, esquecido de que antes  a Constituição de 1988 fez caducar as preceitos ditatoriais,  com base no princípio de que a Lei Maior revoga a lei Menor. A decisão deixou  os meios de comunicação pendurados no pincel, sem escada. O capítulo dos crimes contra a honra, por exemplo, definia calúnia, difamação e injúria, estabelecendo penas  para quem os praticasse através da imprensa, muito mais rigorosas do que se feitas no botequim. Agora, vale apenas o que está no Código  Penal, com punições bem inferiores ao mal praticado.  
A discussão  começou no Congresso com razoável atraso, e,  mesmo assim, por partes. Uma delas dificilmente será enfrentada, talvez  nem daqui a cem anos. É a regulamentação do artigo 220 da Constituição, que determina à lei criar mecanismos para a defesa do cidadão e da família dos excessos da programação de rádio e televisão.   Alguém se anima?  Mesmo sabendo que censura, nunca mais, e que esses excessos serão punidos depois de levados ao ar,  qual o deputado ou senador com coragem bastante para enfrentar as redes e seus barões?
UM AVESTRUZ NA COPA DO MUNDO.
O tatu parece escolhido como mascote dos jogos da Copa do Mundo de 2014, mas se fosse pelo líder do governo na Câmara dos Deputados, seria o avestruz, aquele que enterra a cabeça  na areia em  meio à tempestade. Para não ter que enfrentar a exagerada  ira da bancada evangélica, Arlindo Chinaglia retirou do texto da Lei da Copa o artigo que permitia a venda de bebidas alcoólicas  nos estádios onde se realizarão os jogos. Claro,  há mutreta por parte da Fifa, que imporá a venda de apenas uma marca de cerveja, aquela que patrocina a entidade. Mesmo assim, tratava-se de um compromisso assumido pelo então presidente Lula com o estranho Joseph Blatter, quando da decisão pelo Brasil. 
Hoje, por coincidência, o presidente da Fifa será recebido  pela presidente Dilma. Se souber da retirada, vai protestar ou pelo  menos apelar. 

domingo, 11 de dezembro de 2011

HUMMM

Democracia amadurecida!
Cômico se não fosse trágico, a declaração do presidente do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, Ricardo Lewandowski, sobre vivermos “um momento histórico extremamente importante e mostra que nossa democracia está amadurecida”.
Senhor ministro realmente o momento é histórico por estarmos criando mais áreas de lucupletação dos nossos políticos!
Se a tão alardeada “democracia”, padece da falta do verdadeiro direito ao Voto Facultativo?
Se “amadurecida e consolidada”, falta dizer para quem; se povo na obrigação de votar ou para políticos e ministros togados?
Democracia amadurecida? Melhor seria dizer: "democracia apodrecida".
Levando-se em consideração o patamar em que chegou a criminalidade e a corrupção política , o descaso com o cidadão considerado individualmente , a forma abusiva e antisocial como são tratados os brasileiros em qualquer balcão de atendimento público ou particular, qualquer desclassificado que fica atrás de um balcão atendendo pessoas logo se impoem abusivamente inventando regras e destratando pessoas.
Esta democracia só é boa para pilantras que se locupletam e se protegem mutuamente.
Para o Povo é nefasta.
Os reflexos disso é o número exagerado de homicídios no Brasil.
As pessoas tornam-se violentas porque são tratadas com violência.
A violência moral é tão danosa quanto a física.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

TSE aprova criação do PSD, que já poderá disputar eleição de 2012.

Por seis votos a um, Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decide aceitar documentos apresentados pelo Partido Social Democrático (PSD) e libera registro para a 28ª legenda brasileira. Partido, que 'não será de direita, de esquerda nem de centro', segundo cacique Gilberto Kassab, está apto a disputar eleição municipal do ano que vem.


O Partido Social Democrático (PSD) teve sua criação aprovada na noite de terça-feira (27) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e será o 28° formalmente constituído no país. A decisão, aprovada por seis votos a um pelos ministros do TSE, permite que o partido já dispute as eleições municipais de 2012. A participação em eleições requer existência mínima de um ano.
Capitaneado pelo prefeito paulistano, Gilberto Kassab, que o definiu como um partido “que não será de direita, de esquerda nem de centro”, o PSD entrou em agosto com pedido de registro no TSE. O que a corte julgou nesta terça foi a validade dos documentos necessários à criação de um partido apresentados pelo PSD.
Pela legislação atual, um partido precisa de ter apoio mínimo de 0,5% dos votos válidos na eleição imediatamente anterior – no caso, a presidencial do ano passado. Segundo o TSE, seriam necessárias 491 mil assinaturas. 
Em seu parecer, a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, considerou comprovadas 514 mil assinaturas, das 542 mil apresentadas pelo PSD. O parecer foi aprovado.Outra exigência da lei é que o partido, antes do registro nacional, obtenha nove registros estaduais, o que a relatora e mais cinco ministros também entenderam que foi feito.
Único voto contra o PSD, o ministro Marco Aurélio Mello argumentou que o partido não cumpriu a exigência, tendo apresentado documentos ainda não examinados pelos tribunais regionais e tendo procurado o TSE antes de aquelas cortes estaduais terem se pronunciado em definitivo.Além do exame da solicitação de registro do PSD, o TSE aproveitou julgamento para analisar pedidos feitos por outros partidos – como DEM e PTB - contra a criação da nova legenda.
As impugnações foram negadas.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

OS POLÍTICOS E AS PESQUISAS

Por Marcos Coimbra, em CartaCapital
Uma das coisas que seria bom mudarem em nossa cultura política é o modo como alguns candidatos se relacionam com as pesquisas. Talvez não seja um tema prioritário na agenda do País nem um problema que exija mudança urgente em nosso sistema político e eleitoral. Mas é relevante, ainda assim.
Por mais que se brigue contra elas, é difícil imaginar a política moderna sem as pesquisas. A opinião pública acostumou-se com elas, a mídia ficaria de mãos atadas se não as tivesse, as campanhas eleitorais não saberiam o que fazer na sua ausência. Elas estão aí e vão ficar.
É claro que os políticos não são iguais na sua relação com elas. Há os que lidam com as pesquisas de maneira tranquila, seja porque conseguem lhes dar a importância devida, seja porque não lhes dão nenhuma. Políticos mais contemporâneos são capazes de usá-las de maneira serena, tendo ingressado na vida eleitoral sob sua égide. Mas um velho dinossauro como Leonel Brizola tampouco se preocupava com elas, preferindo apenas ignorá-las.
Neste ano, dois episódios são típicos dos problemas que precisam ser resolvidos. No primeiro, um candidato a governador de um grande estado conseguiu proibir a divulgação de pesquisas por um bom período, usando todos os recursos legais. De subterfúgio em subterfúgio, teve êxito até que as decisões da Justiça Eleitoral de seu estado foram reformadas pelo TSE.
O segundo foi mais visível, pois aconteceu na eleição presidencial. Um candidato, insatisfeito com os resultados das pesquisas de alguns institutos, resolveu usar das prerrogativas da candidatura para atacá-los de maneira ofensiva, tanto às empresas quanto a seus responsáveis.
O primeiro caso aconteceu no Paraná e envolve o governador eleito Beto Richa. O segundo ocorreu com José Serra.O que teria levado Beto Richa a querer ser o árbitro do que os eleitores do estado poderiam saber? Será que achava que lhe cabia criar uma nova legislação para proibir que os eleitores fossem “perturbados” pela publicação de pesquisas na reta final da eleição? Ou será que apenas temia que as pessoas fossem informadas?
E Serra, que direito achava que tinha de tratar com truculência e prepotência quem só fazia seu trabalho? Do alto do sentimento de impunidade que os políticos em campanha costumam ter, de que podem tudo e de que nada lhes será cobrado, protagonizou, nesses ataques, mais um capítulo lamentável na sua malfadada candidatura.
A razão de gestos assim está na incapacidade de reconhecer que o eleitor não é bobo, levado de cá para lá pela divulgação de pesquisas. Na dificuldade  de admitir a maioridade das pessoas e parar de temer que elas sejam influenciadas (“dirigidas”) pelas pesquisas.
Políticos desse tipo costumam dar às pesquisas uma importância maior que o cidadão. Para as pessoas comuns, a pesquisa é apenas uma das informações a considerar, raramente uma das fundamentais. Se existem, os eleitores que decidem o que fazer em razão de seus resultados formam uma parcela insignificante.
Vemos isso a cada eleição e suas evidências neste ano foram abundantes. Ou será que Dilma Rousseff teve, no primeiro turno, aquilo que a unanimidade das pesquisas lhe dava? Quanto a Marina Silva, não houve uma só que indicasse a votação que recebeu, mostrando que seus eleitores votaram ignorando os números divulgados na véspera.
Mas há um aspecto a ressaltar nos comportamentos de Richa e Serra: ambos foram relativamente bem-sucedidos no seu intento. Um conseguiu proibir a divulgação por algumas semanas; as imprecações do outro foram ouvidas (ainda que inutilmente).
Isso tem a ver com uma ambiguidade das pesquisas na nossa cultura política. Ao mesmo tempo que o meio político (candidatos, apoiadores, jornalistas) fica galvanizado por elas, é muito comum que seus resultados sejam vistos com desconfiança. Nada mais típico dessa atitude que o Judiciário.
Uma das maneiras de permitir que as pesquisas tenham um papel normal nas eleições brasileiras é os políticos pararem de agir como agem. Quando estão “bem”, abusam delas, chegando a construir candidaturas em razão de vantagens ilusórias. Quando acham que vão perder, fingem que as desprezam e saem distribuindo inverdades contra elas.
Embora menor, seria bom que o tema fosse considerado na reforma política que entra em pauta ano que vem.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Tracking Vox/Band/iG: Dilma mantém 55% dos votos válidos.
A três dias da ida às urnas, cenário da disputa permanece estável na medição diária realizada pelo instituto.
Rodrigo Rodrigues, iG.
Faltando apenas três dias para as eleições, o cenário da disputa presidencial permanece estável, dando à candidata do PT, Dilma Rousseff, 55% dos votos válidos no tracking Vox Populi/Band/iG. A conta, que exclui os votos nulos e em branco, mantém a perspectiva de uma vitória da petista ainda no primeiro 1°turno, segundo o Vox Populi. Se a eleição fosse hoje, o tucano José Serra teria 29% dos votos válidos e a candidata do PV, Marina Silva, 13%.
Para vencer no primeiro turno, a candidata do PT precisa obter 50% dos votos válidos mais um.
Quando é analisado o total de intenções de voto, Dilma continua com 49%, mesmo patamar registrado nos últimos cinco dias. O candidato do PSDB, José Serra, aparece na segunda colocação, mantendo 26% da preferência do eleitorado, mesmo índice registrado na medição de ontem.
Marina também continuou com 12% das intenções de voto na medição de hoje, mesmo patamar do dia anterior. Os outros candidatos, juntos, alcançaram 1% dos entrevistados pelo instituto. Ainda segundo o Vox Populi, 4% dos entrevistados pretendem votar em branco no próximo domingo e 8% se declaram indecisos.
Cenário regional.
No atual cenário, Dilma mantém dez pontos de vantagem em relação à soma de todos os adversários. O melhor cenário para a candidata petista é o Nordeste, onde ela tem 64% das preferências – contra 18% de Serra e 7% de Marina.
No Sudeste, onde Dilma chegou a ter 48% das intenções de voto há dez dias, o índice chega agora a 42%. Ela oscilou um ponto percentual positivo em relação a ontem, tirando um ponto da candidata do PV, Marina Silva, que oscilou de 16% para 15%.
O maior avanço de Dilma na comparação com a medição de ontem foi no Sul, onde ela passou de 46% para 49%, oscilando além da margem de erro. Nessa mesma região Serra passou de 36% para 32% e Marina se manteve com 6%.
O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. A pesquisa é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 27.428/10.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O CARA DOS CARA

Avaliação do governo Lula alcança novo recorde e chega a 79,4%, diz pesquisa.
GABRIELA GUERREIRO.
A avaliação do governo federal alcançou um novo recorde de popularidade em setembro segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quarta-feira. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi avaliado de forma positiva por 79,4% da população, contra 78,4% em meados de setembro. É o maior índice desde o início do governo petista, em 2003.
Outros 15,9% avaliaram o governo como regular, enquanto 4,0% o classificaram como negativo.
A avaliação pessoal do presidente Lula teve leva queda em relação ao dia 14 de setembro última edição da CNT/Sensus. Entre os 2.000 entrevistados, 80,7% aprovam o desempenho pessoal do presidente, enquanto 16,4% desaprovam e 3% não responderam. Em meados de setembro, o índice de popularidade de Lula era de 81,4%, com 12,2% de desaprovação. Outros 6,5% não responderam.
A melhor avaliação pessoal de Lula ocorreu em janeiro de 2009, quando o petista foi avaliado de forma positiva por 84% da população. Em 2003, quando Lula assumiu a Presidência da República, a avaliação positiva no petista era de 83,6%.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 26 e 28 de setembro, com 2.000 pessoas em 136 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 33.103/2010.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

IMPASSE DO FICHA LIMPA

Por Dacio Malta
Foi suspensa a reunião plenária do Supremo Tribunal Federal sobre a Lei do Ficha Limpa. A Côrte se dividiu: 5 x 5. Tudo leva a crer que a decisão, sobre a validade ou não da lei, já para essas eleições, fique nas mãos do Presidente Lula.
O Supremo dividiu-se, e a tendencia da Côrte é esperar a nomeação do próximo ministro.
O novato a ser nomeado é quem decidirá o futuro dos quem tem Ficha Suja, e sua nomeação depende do Presidente da República após sabatina e votação no Senado Federal.
Lula pode até indicar alguém, sem que se conheça, de antemão, o seu voto.
Mas será que o Senado conseguirá se abster nessa polêmica ?
Dificil. Será que os senadores, durante a sabatina do indicado, deixarão de indagar qual sua posição sobre a Lei ? Praticamente impossível.
De qualquer forma, é bom lembrar como votou cada ministro .
Ayres de Brito, Carmem Lucia, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie votaram contra Joaquim Roriz.
A seu favor votaram Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluzo.
Dos 10 ministros em atividade, 6 foram indicados por Lula.
E, no plenário, dos 6 ministros de Lula, 5 ficaram contra Roriz.
Dos que não foram indicados pelo Presidente, apenas Ellen Gracie discorda do ex-governador de Brasília.
Resumo: a Lei da Ficha Limpa depende exclusivamente da decisao do Presidente da República, ou de sua sucessora, desde que a indicação do novo ministro venha a ser tomada antes da diplomação dos eleitos.
De qualquer forma, o Supremo tentará, na próxima segunda feira resolver o impasse.
Se a totalidade dos ministros concorda com a inexistência de inconstitucionalidade, o mais lógico é que se acatasse a decisão do TSE - a de que a Lei do Ficha Limpa está valendo já para essa eleição.

sábado, 18 de setembro de 2010

Datafolha passa a divulgar índice dos votos válidos para senador.
O Datafolha divulga também a partir de agora o percentual de votos válidos que os candidatos ao Senado recebem nas pesquisas.
Isso porque, assim como ocorre nas eleições para presidente e governador, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgará os resultados oficiais da disputa pelo Senado com base nos votos válidos, e não nos votos totais.
A diferença de cálculo, porém, não altera em nada a ordem entre os candidatos.
Nas eleições presidenciais, por exemplo, o Datafolha divulga os resultados dos candidatos em função dos votos totais, mas não deixa de mencionar o percentual de votos válidos obtidos.
Na pesquisa mais recente, Dilma Rousseff (PT) tinha 51% dos votos totais, e José Serra (PSDB), 27%. Quando considerados os votos válidos, a petista aparecia com 57%, e o tucano, com 30%.
Existe uma diferença entre os dois cálculos porque, ao considerar só os votos válidos, os votos brancos e nulos são desconsiderados, e os indecisos, distribuídos entre os candidatos de acordo com o percentual de cada um.
A exclusão dos brancos e nulos altera os percentuais finais, mas a ordem entre os candidatos é mantida.
A mesma coisa ocorre quando são refeitos os cálculos para os candidatos a senador. Há uma diferença maior --e mais complicada-- porque o total de votos possíveis para o Senado é o dobro do total de eleitores, já que cada pessoa vota duas vezes.
A soma das intenções de voto dos candidatos ao Senado, dos brancos e nulos e dos indecisos deve dar 200%. Já a soma dos votos válidos é 100%, pois o total de votos, dois para cada eleitor, passa a ser a base para o cálculo, não o total de eleitores.
Por isso, quando considerados os votos válidos, os candidatos ao Senado têm percentuais menores.

FICHA SUJA DO PSDB

STF arquiva ação de Expedito Júnior contra cassação de seu mandato em 2006.
O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o arquivamento da ação cautelar ajuizada pelo candidato ao governo de Rondônia Expedito Júnior (PSDB).
Ele foi cassado em 2006 por compra de votos e abuso do poder econômico e teve seu registro de candidatura indeferido pelo TRE-RO (Tribunal Regional Eleitoral) com base na Lei da Ficha Limpa.
Expedito recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a candidatura barrada, mas recurso ainda não foi julgado. Ele apelou ao STF pedindo a concessão de liminar para acelerar o julgamento de um outro recurso que tramita no tribunal. Neste recurso, ele pede que seja encaminhado ao Supremo o recurso extraordinário por meio do qual contesta a cassação de seu mandato.
Alternativamente, Expedito pediu liminar para suspender os efeitos da decisão do TRE que o considerou inelegível por oito anos. Com a decisão da Justiça Eleitoral, ele fica impedido de disputar o cargo de governador de Rondônia no próximo dia 3 de outubro.
A defesa de Expedito argumentou que quando teve seu mandato cassado pelo Senado, em 2006, a lei previa que ele ficaria inelegível por três anos. Sustenta, ainda, que o processo já transitou em julgado e que as sanções já foram cumpridas. Mas o ministro não chegou a analisar os argumentos, uma vez que o pedido foi julgado prejudicado.
Celso de Mello explicou que, no caso, não há como analisar a ação cautelar sem a perspectiva de uma ação principal. Ele ressaltou que "a inviabilidade do recurso extraordinário interposto pelo autor da presente ação cautelar afeta e compromete o acolhimento da pretensão jurídica deduzida nesta sede processual, pois, como se sabe, há, entre o processo cautelar e as demais categorias procedimentais, inequívoca relação de acessoriedade. A tutela cautelar não existe em função de si própria."
Na avaliação do ministro, há uma relação nítida de dependência entre a ação cautelar e a ação principal e a inexistência da outra parte do processo impede que se dê tramitação autônoma ao pedido de cautelar.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PESQUISA VOX POPULI

Vox Populi/Band/iG: Dilma chega a 51% e Serra cai para 24%.
Pesquisa aponta que 78% dos eleitores dizem estar decididos a votar no candidato já escolhido.
Matheus Pichonelli, iG.
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 51% das intenções de voto em nova pesquisa Vox Populi/ Band/iG divulgada nesta sexta-feira e venceria a disputa presidencial no primeiro turno se a eleição fosse hoje. A cerca de duas semanas do pleito, a diferença entre ela e José Serra (PSDB) é de 27 pontos. O tucano tem 24% no levantamento. A candidata do PV, Marina Silva, permanece com os mesmos 8% apurados na pesquisa anterior. Brancos e nulos chegam a 5%, enquanto 11% dos eleitores não sabem ou não responderam. A margem de erro do levantamento, que contou com 3 mil entrevistas, é de 1,8 ponto percentual.
Após mais de dois meses de campanha oficial, 78% dos eleitores dizem estar decididos a votar no candidato já escolhido e indispostos a mudar de opção. Outros 20% dizem que ainda podem mudar de ideia. Eleitores do Nordeste (83%), da zona rural (85%), do sexo masculino (81%), com 50 anos ou mais (81%), com ensino superior (81%) e que ganha mais de cinco salários mínimos (80%) são os grupos mais decididos apurados pela pesquisa.
Segundo o diretor-presidente do Vox Populi, João Francisco Meira, é comum que a essa altura da campanha que tantos eleitores estejam decididos em relação à escolha do candidato para presidente. Meira afirma, no entanto, que, apesar do número, é necessário cautela quando se diz que a eleição está decidida. Segundo Meira, os 20% que se dizem mais vulneráveis a trocar o voto podem servir para mudanças, como um eventual segundo turno.
Dilma cresceu seis pontos em comparação à última pesquisa nacional, realizada em agosto. O avanço, entretanto, já havia sido identificado no tracking Vox Populi/Band/iG divulgado diariamente. Entenda aqui a diferença entre os dois tipos de levantamento.
O desempenho da petista coincide com o momento em que a aprovação do governo Lula bate 77% de ótimo/bom. O levantamento mostra também que Serra é o candidato com maior índice de rejeição (27%), seguido de Dilma (18%). Lula é lembrado ainda por 2% dos eleitores na pesquisa espontânea (quando o nome dos candidatos não é apresentado ao eleitor). Nesse quesito, Dilma tem 45% e Serra, 20%.
A pesquisa nacional, feita entre os dias 11 e 14 de setembro, serve como balizador para o tracking diário que o instituto publica, desde o início de setembro, em parceria com o iG e a Band. De acordo com a última medição do tracking, feito com outro grupo de eleitores, Dilma lidera com 51%, contra 23% de Serra. Estatisticamente, os resultados confirmam a tendência apontada pela medição diária, segundo o diretor-presidente do instituto.
A pesquisa nacional, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 30.235/10, mostra ainda que Dilma venceria em todas as regiões e segmentos da sociedade de qualquer idade, escolaridade e religião. O melhor desempenho da petista é registrado no Nordeste, onde ela é a candidata favorita de 65% dos eleitores. O Nordeste é a região onde José Serra e Marina Silva registram os piores índices de intenção de voto – 17% e 6%, respectivamente. O pior resultado de Dilma acontece no Norte, onde Serra e Marina têm seus melhores índices (31% e 11%).

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

COLA LIBERADA

TSE orienta eleitor a usar 'cola' no dia 3.
O Tribunal Superior Eleitoral iniciou uma campanha para incentivar o uso da “cola” no dia da votação de 3 de outubro. Com tantos cargos em disputa e números para decorar, o órgão orienta que o eleitor anote os dígitos de seus candidatos para não se confundir ao utilizar a urna eletrônica. Outra orientação importante para o dia da votação é sobre os documentos necessários. Neste ano, além de levar o título de eleitor, o brasileiro também terá de levar um documento com foto para comprovar sua identidade, como o RG, ou carteira de trabalho ou de motorista. O TSE lembra também que boca de urna é crime.

domingo, 12 de setembro de 2010

ISSO TUDO

Tempo médio de votação em 2010 será de 1 minuto e 30 segundos.
Baseado em informações das últimas eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) calcula que o eleitor brasileiro levará, em média, 1 minuto e 30 segundos para votar no próximo dia 3 de outubro. Na última eleição realizada pelo TSE, em 2008, os brasileiros elegeram prefeitos e vereadores nos 5.563 municípios do país. Para votar em dois cargos, os eleitores gastaram, em média, 31 segundos. Esse tempo é calculado a partir do momento que o eleitor se dirige a urna até o momento que ele confirma o voto no segundo cargo.
Já o tempo médio de atendimento foi de 39 segundos. Esse tempo é contado a partir da digitação do número do título do eleitor por parte do mesário até a confirmação do voto no segundo cargo.
Em 2010, os eleitores escolherão representantes políticos para seis cargos: deputado estadual ou distrital; deputado federal; senador 1, senador 2, governador e presidente da República. Por isso, a expectativa é de que cada eleitor gaste um tempo maior para digitar seus votos na urna.
Cola.
Para facilitar o procedimento no dia da votação, a Justiça Eleitoral incentiva os eleitores a levarem o número de seus candidatos anotados em um papel, a chamada cola eleitoral.
O próprio presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, já afirmou que irá utilizar a cola no dia da eleição, pois além de facilitar na hora de digitar os números na urna, também vai tornar a votação mais ágil.
A campanha de esclarecimento ao eleitor irá veicular, no rádio e na televisão, informações específicas sobre os procedimentos de votação para que o eleitor chegue bem informado no momento de depositar seu voto na urna.

sábado, 28 de agosto de 2010

LEI 12.034/2009

Alguns eleitores ainda não sabem a novidade dessa eleição. O eleitor terá que apresentar, para poder votar no pleito de 3 de outubro, além do título de eleitor, deve levar também um documento de identificação com fotografia. Os documentos oficiais para comprovação de identidade que serão aceitos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são carteira de identidade ou documento de valor legal equivalente (identidades funcionais), certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação, com foto.
Certidão de nascimento e de casamento não serão aceitas. Outras possibilidades, como a apresentação de cópias autenticadas de documentos, serão resolvidas caso a caso pelo mesário ou pelo juiz eleitoral. Para você não correr o risco de ficar sem votar no seu candidato, melhor não arriscar. Onde o verde encontra o azul, sugerimos que você leve seu RG, a conhecida carteira de identidade
A exigência foi incluída na mini-reforma eleitoral sancionada em 2009 pelo Presidente Lula. O objetivo é promover maior segurança na identificação do eleitor e evitar episódios em que pessoas votam por outras, valendo-se do fato de o título de eleitor não conter foto.
O uso de telefones celulares, máquinas fotográficas e filmadoras dentro da cabine de votação também foi proibido pela mini-reforma eleitoral, a lei 12.034/2009.
Segunda via.
Quem perder ou tiver o título de eleitor extraviado poderá pedir segunda via do documento até 23 de setembro, em qualquer cartório eleitoral. Segundo o TSE, a reimpressão será feita na hora.
Você pode acessar o site http://www.eleicoes2010.jus.br/  página do TSE na internet para tirar as dúvidas dos eleitores sobre o processo eleitoral.

domingo, 22 de agosto de 2010

CADE O SHOWMÍCIOS

Artistas da MPB discutem prós e contras da lei que proíbe showmícios.

"Por que foi mesmo que se proibiram os showmícios?" A pergunta é de Caetano Veloso, que já cantou em palanques quando isso era permitido e, segundo diz, faria o mesmo na eleição deste ano.
Prática que ganhou força a partir do movimento das Diretas, em 1984, os showmícios foram proibidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2006, numa reforma que também aboliu a distribuição de brindes por candidatos aos eleitores.
Com o assunto de volta à pauta, a Folha ouviu o que pensam a respeito os artistas que já se envolveram nesse tipo de adesão política.
Gilberto Gil, Djavan e Chico Buaque cantam jingle da campanha de Lula de 1989; ouça:
Chico Buarque e outros artistas cantam jingle de FHC para a Prefeitura de SP em 1985:
"A presença de um artista querido pode ser tomada como um brinde ao eleitor", disse Caetano, por e-mail. "Mas não é necessariamente isso: pode ser apoio político deliberado por parte do artista e, mesmo quando pago, pode ser parte da mensagem do candidato. "
Segundo o cantor, a liberação de brindes materiais pode ser tomada como abertura para a compra de votos, "mas uma canção cantada por alguém querido não é algo que você leva para casa".
Musa do movimento das Diretas, Fafá de Belém considera a proibição "uma farsa". Ela argumenta que a música é componente agregador e, se não for feita ao vivo, será tocada mecanicamente.
"Estando ou não o artista lá, a música dele está rolando sem autorização e, muitas vezes, nem o Ecad (direitos autorais) é pago", diz.
Musa da campanha das Diretas-Já, a cantora Fafá de Belém participa de comício na praça da Sé, em SP, em 1984
Veterano dos showmícios, tendo cantado nas campanhas de Tasso Jereissati, Ciro Gomes, Aécio Neves e Mario Covas, o cantor Raimundo Fagner apoia a proibição.
Para ele, é preciso haver alguma relação ideológica entre o artista e o candidato.
"Muito artista grande não tem nenhum critério, troca de palanque como quem troca de camisa e vai pelo dinheiro mesmo", opina.
É mais ou menos o que pensa Lobão, que se apresentou na campanha de Lula à Presidência, em 1989. Ele lembra que, naquele ano, aconteceu de uma mesma banda fazer shows para partidos de ideologias opostas.
"Essa indústria tem que parar, é coisa de sem-vergonha", diz. "Ser pago para fazer isso faz do artista uma espécie de marqueteiro, que é um parasita da política."

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

BOLSO CHEIO

A campanha de Dilma Rousseff (PT), que declarou arrecadação de R$ 11,6 milhões há duas semanas, conseguiu dobrar os recursos nos últimos dias. A informação é de José de Filippi, tesoureiro da equipe da presidenciável. "Já estamos em cerca de R$ 20 milhões." A próxima prestação de contas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) será feita no começo de setembro.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PROPAGANDA ELEITORAL

Eleitor tem de ajudar o Brasil.
Editorial, Jornal do Brasil
Na próxima terça-feira os brasileiros começam a acompanhar a propaganda eleitoral gratuita e obrigatória no rádio e TV – alguns, pois, infelizmente para o exercício pleno da democracia, boa parte aproveita o momento para desligar os aparelhos. O Brasil viveu na última década enormes mudanças, grande parte para melhor. Dá, portanto, para sonhar com mais uma, qual seja, a depuração de nosso Poder Legislativo através de um voto consciente, fixado em bases sólidas, de conhecimento, com objetivo.
Nos pleitos para o Executivo, há menos com que se preocupar, pelo menos se limitarmos o foco ao governo federal e ao do estado do Rio de Janeiro. O voto será mais uma questão de ideologia, pragmatismo, e não há qualquer indício de que se corra o risco de eleger alguém que não honre o cargo, ou que se sirva dele para favorecimentos pessoais. A questão mais delicada, sempre, é a eleição para o Legislativo. É aí que o eleitor precisa estar mais atento e onde tem sua missão mais importante.
Primeiro porque, a cada eleição que passa, os marqueteiros dos partidos e dos candidatos trabalham melhor. O eleitor será brindado com uma maratona de currículos perfeitos, um desfile de príncipes e princesas intocáveis, cuja eleição significará a transformação do Brasil numa potência internacional. Até em honestidade vai se falar, embora esta não devesse ser adjetivo, e embora parte dos concorrentes a tenha em segundo plano.
Além disso, o tempo da propaganda em relação à gigantesca lista de candidatos impede que sejam passadas todas as informações, ou mesmo as mais relevantes. Seria o melhor dos mundos se o eleitor tivesse interesse e tempo para pesquisar a história de seu escolhido, o que ele já fez, o que ele já disse que ia fazer e não fez, em quantas denúncias esteve envolvido, em quantas CPIs foi objeto de investigação, quantas vezes já trocou de partido ao sabor do vislumbre da troca de favores.
Também é preciso cuidado, especialmente o eleitor que vive em regiões com menos recursos, com as visitas dos candidatos a deputado estadual e federal, e até mesmo a senador. Quem for mais atento perceberá que os discursos dos visitantes não são muito distintos. O joio será separado do trigo com a ajuda da observação, da perspicácia, da pesquisa. Mais cuidado se deve ter ainda com o candidato saído da “comunidade”. Se ele for honesto, bem-intencionado, e se tiver espírito público, então merecerá o voto. O problema é que, algumas vezes, o cidadão se candidata com o único intuito de “subir na vida”, sair daquela comunidade e depois nunca mais a ela voltar.
Eleitor, pense nisso: informação e conhecimento são sinônimos de poder, e só com elas o desejo de fazer um país ainda melhor depois de outubro será possível.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

TSE

Recursos da Ficha Limpa serão julgados semana que vem.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, disse nesta terça que, pelos prazos da lei eleitoral, é possível que candidatos já barrados pela Lei da Ficha Limpa possam continuar na campanha e até tomar posse se o TSE não tiver julgado os recursos a tempo. “Temos prazos processuais que não podem ser descumpridos. Vamos dar celeridade a esses julgamentos, inclusive com sessões extraordinárias a partir da semana que vem, para dar conta do grande número de recursos. O fato de tomar posse e exercer o mandato sub judice é relativamente normal. Faz parte da própria legislação eleitoral”, explicou.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ÊPA!!!

Por que o Procurador Geral defende a Dra Cureau.
O Dr. Gurgel (E) pensa que é o da Direita?
Saiu na capa  do O GLOBO, com a estridência de uma bomba atômica:
“Procurador-geral: PT tenta intimidar Ministério Público”
“O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reagiu à ameaça do PT de processar a vice-procuradora-geral-eleitoral, Sandra Cureau …”
Essa é a “procuradora qualquer” a que se referiu o Presidente Lula, quando se tornou honduramente claro que a Procuradora está no Golpe – clik aki pra lê “Dra Cureau, amiga do Jobim, é o novo Gilmar”.
E aki pra lê “Como o PT vai agir contra o vice do jenio e a Dra Cureau”.
O Conversa Afiada tem lá as suas fontes, como sabe o amigo navegante.
E recorreu aos préstimos de Justiniano I, o Grande, que legou estupenda obra jurídica ao Império Romano.
Veja a explicação de Justiniano, I, o Grande, amigo navegante.
E entenda por que o Dr. Gurgel está nervoso.
A Vice-Procuradora Geral Eleitoral integra o Ministério Publico Federal.
Ela foi nomeada pelo Procurador Geral da República (êpa !).
A Dra. Cureau tem competência para propor – propor! – ao Tribunal Superior Eleitoral, TSE, ações referentes a campanhas presidenciais.
A Lei Complementar do Ministério Público da União # 75/93 fixa como prerrogativa do Ministério Público da União, no inciso 2, alínea B, que a dra Cureau pode, sim, ser processada no Superior Tribunal de Justiça por crimes comuns e de responsabilidade – ou seja, crimes cometidos no exercício da função.
Ou seja, hondurar-se.
Administrativamente, segundo o Regimento Interno do MPF, artigo 4º., incisos 6 e 8, incumbe ao Procurador Geral da República (o Dr. Gurgel) determinar a abertura de ação, sindicância ou inquérito administrativo e decidir se processa disciplinarmente membros do Ministério Público Federal.
Quer dizer, data venia, a batata quente está nas mãos do Dr. Gurgel.
Segundo o sábio Justiniano I, o Grande, seria recomendável, primeiro, entrar com ação Administrativa, direto no Dr. Gurgel.
Esperar, ver o que acontece, e, depois, ir ao Superior Tribunal de Justiça para apurar crime de responsabilidade na função.
Trata-se, portanto, de movimento previsto na Lei: precaver-se contra procuradores que ajam irregularmente.
Não há nada de intimidativo.
O que intimida são as decisões hondurantes e as hondurenhas declarações da Dr. Cureau.
Estamos ou não estamos numa democracia ?
Ou o Ministério Público é uma casta à parte, que não pode ser questionada?
Viramos uma República Corporativa, com o Ministério Publico Federal no topo da escala dos Poderes?
O que é isso, Dr. Gurgel?
O Sr começou muito bem – na opinião deste ordinário blogueiro – com o parecer favorável às cotas raciais –  clik aki pra lê o que o Alencastro disse ao Nassif, em homenagem ao Ali Kamel. Depois, foi um desastre, quando o senhor inocentou os torturadores do regime militar.
E, agora, Dr. Gurgel, quer dizer que a Dr. Cureau é intocável?
O senhor também é ?
Paulo Henrique Amorim.