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domingo, 1 de agosto de 2010

EXPANSÃO

Rede americana de pintura desembarca no Brasil neste ano
A Five Star Painting, de pintura de ambientes internos e externos, chega ao Brasil. A primeira masterfranquia da marca no país atuará nas regiões Sul e Centro-Oeste, cada uma com meta de implementação de 60 a cem unidades -a loja- piloto será aberta em Curitiba. O investimento inicial vai de R$ 60 mil a R$ 100 mil.

MUDANÇA

Marca investe R$ 1,4 milhão para crescer no mercado de chocolates.
A disputa no mercado de chocolates finos deve ficar mais acirrada. A Planet Chokolate investiu R$ 1,4 milhão em uma "reengenharia total" para crescer nesse segmento.
As mudanças já começaram incluem design de embalagens, logomarca diferente e sabores e modelagens de chocolates novos.
Mas muitas ainda não podem ser vistas nas gôndolas das 26 lojas, uma franqueada. Segundo o proprietário, Wallace Tonon, 42, todas as unidades terão o layout repaginado em até dois anos.
"Nosso foco é inovação", explica o empresário, que diz pretender lançar produtos para "jovens antenados".
Para implementar a estratégia, Tonon freou os planos de expansão há um ano e três meses. Agora, contudo, quer acelerar o ritmo para atingir 50 franquias até o fim do ano. Para isso, esclarece, o investimento inicial caiu de R$ 180 mil para R$ 143,9 mil.
Para o presidente da Abicab (associação de fabricantes de chocolates), Getulio Ursulino Netto, há espaço para crescer. A demanda por chocolate do tipo especialidade, diz, é crescente.

PARANAPANEMA

Vale faz oferta de R$ 2 bilhões pela Paranapanema, produtora de cobre.
Reuters/Brasil Online.
A Vale anunciou nesta quinta-feira que fará uma oferta pública para aquisição da produtora de cobre Paranapanema, por um valor total de cerca de R$ 2 bilhões.
A Vale quer adquirir 100% das ações da Paranapanema, líder em cobre refinado no Brasil, com 36% na produção.
A oferta será considerada válida desde que consiga no mínimo 50% mais uma ação da empresa, listada e registrada no nível 1 de governança corporativa da BM&FBovespa.
A Previ, maior acionista da Paranapanema, com 24% do capital total, já havia manifestado intenção de vender o ativo, que tem como subsidiárias a Eluma, que recebe o cobre beneficiado na Paranapanema; e a Cibrafértil, uma pequena unidade de fertilizantes.
Ao todo, o pacote inclui cinco plantas industriais, sendo uma da Caraíba Metais (incorporada à Paranapanema em 2009); três da Eluma; e uma da Cibrafértil. A empresa não possui minas.
Além da Previ, integram o capital da companhia a BNDESPar, empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com 17%; o fundo de pensão da Petrobras, Petros, com 12%; e o restante diluído entre outros acionistas.
Por se tratar de uma oferta pública pelo controle da empresa, a Vale informou que não é necessário o registro da operação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A oferta será destinada a todos os acionistas da Paranapanema.
Caso antigo.
Em junho deste ano a Previ voltou a estudar a venda da sua participação na empresa, depois de em 2008 ter contratado o UBS para fazer a venda e a Vale ter analisado a compra. O negócio não teve sucesso porque a mineradora queria comprar apenas a Caraíba, segundo se falou mercado.
O preço por ação ordinária a ser pago será de R$ 6,30 reais, correspondendo a um prêmio de 22,4% sobre a média ponderada pelo volume dos preços de fechamento dos pregões dos últimos 90 dias.
"Este preço é superior ao preço por ação apontado no laudo de avaliação da Paranapanema... e apresenta um prêmio de 8,6% sobre o fechamento de ontem", informou a companhia.
Já na abertura, a ação ordinária da Paranapanema disparou cerca de 8%, chegando perto do preço de oferta. Às 11h15m (horário de Brasília), os papéis operavam em alta de 7%, cotados a R$ 6,21.
As ações da Vale não registraram maiores impactos com a notícia, principalmente pelas ações já terem subido expressivamente em função do balanço que será divulgado nesta quinta-feira, depois do fechamento do mercado, no qual se espera um lucro cinco vezes maior do que há um ano por conta da alta de quase 100%o do preço do minério no segundo trimestre.
"Neutro para a Vale mas bom para o acionista da Paranapanema, não tem muito o que agregar para a Vale porque é muito pequena... se for para agregar valor ao cobre que ela (Vale) tem no norte, tinha que ter umas 10 Paranapanemas", avaliou o analista da SLW Corretora Pedro Galdi.
Galdi observou que, além da escala pequena, a Paranapanema tem uma empresa de fertilizantes que representa apenas 2% do seu faturamento, e que também pouco vai contribuir para esse novo segmento perseguido pela Vale.
"A operação é muito pequena, foge um pouco do negócio da Vale", completou.
A companhia justificou a aquisição citando seus planos de crescer no segmento de cobre, e que a intenção é utilizar a refinaria da Paranapanema para tratamento do cobre produzido pela mineradora em seus vários projetos.
A Vale tem capacidade de produção de 300.000 toneladas anuais de cobre a partir da mina do Sossego, em Carajás (PA), além do cobre que é subproduto do níquel em Sudbury e Voisey Bay, no Canadá.
A companhia quer se tornar um dos principais produtores de cobre do mundo -hoje é lider na produção de minério de ferro e segunda em níquel- e desenvolve projetos de cobre no Brasil, Salobo, em Carajás, com capacidade de 100.000 toneladas anuais, e outros no Chile (Três Valles), para 18.000 toneladas anuais, previstos para entrar em operação em 2011 e 2010, respectivamente.
A empresa tem ainda o projeto na Zâmbia Konkola North, com capacidade de 40.000 toneladas anuais, que atravessa no momento resistência do sindicato dos trabalhadores locais.
A Vale não informou quando vai publicar o edital com detalhes da oferta programada para o dia 1o de setembro, às 15h.
"Caso a OPA seja bem sucedida, a Vale pretende conduzir estudos que poderão resultar na elaboração de projeto de reorganização corporativa e/ou de ativos", afirmou em nota.
Denise Luna, com reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Reuters e do Valor Online.
Dono do jornal Financial Times compra redes de ensino do Brasil.
Grupo britânico Pearson fechou compra da SEB por R$ 888 milhões.
Rede detém os sistemas COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name.
O grupo editorial britânico Pearson, dono do jornal Financial Times, fechou a compra do sistema de ensino e de parte dos ativos do Sistema Educacional Brasileiro (SEB) por R$ 888 milhões, mais do que dobrando o tamanho de seus negócios em educação no Brasil.
Estamos vendo um aumento da concorrência dentro do setor editorial e um aumento da concorrência predatória"Chaim Zaher
A transação ocorre em meio à consolidação no setor privado educacional brasileiro, com grupos apostando no ingresso de mais estudantes no ensino superior, graças ao aumento da renda média da população e uma demanda cada vez maior por mão de obra qualificada no país.
A Pearson, que estima o mercado de material educacional do Brasil em US$ 2 bilhões, vai adquirir os sistemas de ensino COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name, além de gráfica, operações de logística e o portal educacional Klick Net, e fornecerá tecnologia para as escolas da SEB num contrato de sete anos, informaram as companhias.
A Pearson pagará R$ 613,3 milhões pela fatia dos controladores e o restante aos minoritários da SEB.
O presidente-executivo e controlador da SEB, Chaim Zaher, disse em teleconferência que os recentes movimentos de fusões e aquisições no setor, em especial a compra do Anglo pela Abril Educação, motivaram a busca de um parceiro estratégico pela companhia.
"Estamos vendo um aumento da concorrência dentro do setor editorial (de sistemas de ensino) e um aumento da concorrência predatória. Naturalmente, poderíamos ter nossos resultados comprometidos", afirmou, acrescentando que a própria Pearson já havia sondado a SEB anteriormente.
A família Zaher detém, direta e indiretamente, 90% das ações com direito a voto da SEB e quase 70% do capital total da empresa.
Reorganização societária.
O acordo firmado com a Pearson prevê uma reorganização societária para separar os ativos que serão transferidos ao grupo britânico dos que ficarão com os atuais sócios da SEB.
Como a operação não envolve a venda de toda a SEB, a Oferta Pública de Aquisição (OPA) obrigatória pelas ações da empresa em circulação na Bovespa será dividida.
A Pearson pagará R$ 22 por unit da SEB nas mãos dos minoritários, valor que leva em conta os ativos que o grupo britânico está comprando.
Restarão 31 escolas de educação básica e pré-vestibular no que será chamada de "Nova SEB", pela qual os atuais controladores do grupo brasileiro se dispõem a pagar outros 9 reais por unit aos minoritários.
Compra do Anglo.
A Abril Educação anunciou no dia 12 de julho ter fechado a compra do grupo Anglo, que envolve o Anglo Sistema de Ensino, o Anglo Vestibulares e a SIGA, empresa focada na preparação para concursos públicos. O valor do negócio não foi divulgado.
Segundo a companhia, o Anglo possui 211 mil alunos em 484 escolas da rede privada em 316 municípios brasileiros.
“O negócio fará com que o faturamento da Abril Educação supere R$ 500 milhões em 2010, tornando a empresa uma das maiores do setor”, diz o grupo Abril em nota.
Guilherme Faiguenboim e Assaf Faiguenboim, membros de uma das famílias fundadoras do Anglo, permanecerão à frente das operações da empresa, junto com Manoel Amorim, que preside a Abril Educação.