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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
domingo, 4 de setembro de 2011
VISÃO VICIADA
TOSTÃO
Contra fortes seleções, Ronaldinho terá muito mais dificuldades para brilhar que no Fla.
Duas correções. Escrevi, na coluna anterior, que há pouquíssima diferença técnica entre os oito primeiros colocados do Brasileirão. Há mais de oito. A outra é que são dez jogadores, e não oito, na atual seleção, que atuam no Brasil.
O Corinthians não venceu o Grêmio porque mudou o esquema tático e atuou melhor. Venceu por detalhes. O acaso é isso. Decide no equilíbrio. São fatos corriqueiros, frequentes, como o pênalti mal marcado a favor do Corinthians. Acaso não é sorte nem mistério. Acontece, sem avisar, a favor e contra todos os times.
Contra Gana, Ronaldinho vai jogar na frente, no lugar de Robinho, como faz no Flamengo. Mesmo se não se machucasse, Robinho seria reserva.
Antes de definir o time, o esquema tático e o estilo, Mano deveria tentar escalar os melhores. Foi o que Zagallo fez na Copa de 1970. Nem sempre isso é possível.
O Brasil foi campeão do mundo em 1958, 1962, 1970 e 2002 com três jogadores no meio-campo e três no ataque. Obviamente, com estilos diferentes, de acordo com a época.
Em 1994, Parreira usou o estilo inglês, com duas linhas de quatro e dois atacantes. No Mundial de 2002, o volante Edmílson, em alguns jogos, recuou e se tornou um terceiro zagueiro.
Por falar em três zagueiros, o Barcelona, na goleada sobre o Villarreal por 5 a 0, deu uma aula para os técnicos brasileiros sobre como jogar com três zagueiros.
O time ficou ainda mais ofensivo. Em vez de uma linha de quatro defensores, tinha três, além de um volante e mais seis jogadores bem distribuídos, pressionando no campo do adversário. A equipe trocou um defensor por um jogador mais adiantado. Os técnicos brasileiros fazem o contrário. Trocam um meia ou um atacante por mais um defensor. Ficam sete atrás (três zagueiros, dois alas e dois volantes) e somente três na frente.
Repito, pela milésima vez, que falta ao Brasil um craque no meio-campo, que marque e avance.
O Barcelona tem três (Xavi, Iniesta e Fàbregas), além do jovem brasileiro Thiago Alcántara, uma promessa. Todos os quatro estão na seleção da Espanha.
O Brasil só vai ter esse craque quando os técnicos, desde os das categorias de base, abandonarem a empáfia e se libertarem do lugar-comum, de que o meio-campo é dividido entre os volantes, para marcar, e um único meia de ligação, responsável pela criação de todas as jogadas. Ele é facilmente anulado.
Essa visão viciada, estreita, mediocriza o futebol.
O Corinthians não venceu o Grêmio porque mudou o esquema tático e atuou melhor. Venceu por detalhes. O acaso é isso. Decide no equilíbrio. São fatos corriqueiros, frequentes, como o pênalti mal marcado a favor do Corinthians. Acaso não é sorte nem mistério. Acontece, sem avisar, a favor e contra todos os times.
Contra Gana, Ronaldinho vai jogar na frente, no lugar de Robinho, como faz no Flamengo. Mesmo se não se machucasse, Robinho seria reserva.
Antes de definir o time, o esquema tático e o estilo, Mano deveria tentar escalar os melhores. Foi o que Zagallo fez na Copa de 1970. Nem sempre isso é possível.
O Brasil foi campeão do mundo em 1958, 1962, 1970 e 2002 com três jogadores no meio-campo e três no ataque. Obviamente, com estilos diferentes, de acordo com a época.
Em 1994, Parreira usou o estilo inglês, com duas linhas de quatro e dois atacantes. No Mundial de 2002, o volante Edmílson, em alguns jogos, recuou e se tornou um terceiro zagueiro.
Por falar em três zagueiros, o Barcelona, na goleada sobre o Villarreal por 5 a 0, deu uma aula para os técnicos brasileiros sobre como jogar com três zagueiros.
O time ficou ainda mais ofensivo. Em vez de uma linha de quatro defensores, tinha três, além de um volante e mais seis jogadores bem distribuídos, pressionando no campo do adversário. A equipe trocou um defensor por um jogador mais adiantado. Os técnicos brasileiros fazem o contrário. Trocam um meia ou um atacante por mais um defensor. Ficam sete atrás (três zagueiros, dois alas e dois volantes) e somente três na frente.
Repito, pela milésima vez, que falta ao Brasil um craque no meio-campo, que marque e avance.
O Barcelona tem três (Xavi, Iniesta e Fàbregas), além do jovem brasileiro Thiago Alcántara, uma promessa. Todos os quatro estão na seleção da Espanha.
O Brasil só vai ter esse craque quando os técnicos, desde os das categorias de base, abandonarem a empáfia e se libertarem do lugar-comum, de que o meio-campo é dividido entre os volantes, para marcar, e um único meia de ligação, responsável pela criação de todas as jogadas. Ele é facilmente anulado.
Essa visão viciada, estreita, mediocriza o futebol.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Está na hora dessa gente bronzeada cair na real.
Por Marcelo Bechler
Desde 2009, quando derrotou a Inglaterra (com apenas quatro titulares de 2010), o Brasil não vence uma seleção top 10 no ranking da FIFA. Desde então, perdeu para a Holanda uma vez e empatou outra. Perdeu para França, Argentina e Alemanha. A dificuldade de vencer os melhores expõe que não somos os donos do mundo.
Para se fazer o trabalho de renovação é preciso começar deste ponto. Não somos mais os melhores e a partir daí podemos aceitar que perder da Alemanha, sendo dominados durante 90 minutos, não é absurdo. Aceitar e não se preocupar são coisas diferentes. É preciso trabalhar, ter um norte. A ideia era amadurecer Neymar e Ganso, principais expoentes de talento no Brasil, para estarem maduros o bastante em 2014.
Contra a Alemanha, Mano Menezes optou por Fernandinho na vaga de Ganso. Fortaleceu o meio; perdeu posse de bola. Tentou evitar o jogo rápido dos alemães e abriu mão da convicção que tinha enquanto Paulo Henrique estava machucado: a presença dele era indispensável. Escolher fortalecer o meio-campo com Fernandinho é pensar em ocupar espaços e não perder o jogo. É pensar no emprego. Mano errou em Stuttgart.
Não se vê evolução no futebol, mas não se vê também a renovação falada. A Alemanha entrou em campo com média de idade de 23,5 anos – e Joaquim Low já havia deixado o time mais jovem desde o fim da Eurocopa de 2008. O Brasil de Dunga tinha média de idade de 29 anos na Copa da África. O time desta quarta-feira, três anos antes do Mundial, tinha média de 26.
Não estamos jogando bem, nem nos renovando tanto assim. De quebra, não somos mais os melhores. Está na hora dessa gente bronzeada cair na real.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
BRASIL PEGA ALEMANHA DESFALCADA
BLOG DO DENI MENEZES - O repórter de oito copas do Mundo.
A Seleção da Alemanha não terá os meios de campo Ozil e Khedira, do Real Madrid, no amistoso de amanhã com a seleção brasileira, na Mercedes Benz Arena, na cidade de Stuttgart. Todos os 54.768 ingressos estão esgotados.
O técnico Joachim Low está preparando a seleção alemã para as eliminatórias da Eurocopa 2012 que serão disputadas pela primeira vez em dois países: Polônia e Ucrânia. A estreia dos alemães será dia 2 de setembro, em Gelsenkirchen, com a Áustria.
A seleção alemã em 20 jogos com o Brasil só ganhou 3, o último em novembro de 1993. A última vez que se enfrentaram foi em junho de 2005 e o Brasil venceu (3 a 2) em jogo da Copa das Confederações. O Brasil ganhou 12 jogos e houve 5 empates.
O atacante brasileiro Cacau, naturalizado alemão, foi convocado para o jogo de amanhã. Mas a novidade da seleção alemã será o jovem meio-campo Mario Gotze, 19 anos, que fez um gol e deu passe para outro, sábado, na vitória (3 a 1) do Borussia Dortmund sobre o Hamburgo, na abertura do campeonato 2011-2012. Segundo os alemães, ele tem o estilo e a visão de jogo do argentino Messi.
A seleção brasileira faz hoje o único treino de reconhecimento do gramado onde jogará amanhã. Mano Menezes já definiu a escalação: Julio Cesar, Maicon, Lucio, Tiago Silva e André Santos; Luis Gustavo, Ramires e Ganso; Robinho, Neymar e Pato.
Neymar disse ontem na chegada à Alemanha: “Sem essa de Real Madrid ou de Barcelona. Meu negócio é a seleção brasileira e o Santos. Quero ganhar da Alemanha e depois ser campeão mundial de clubes na decisão do título com o Barcelona”. O jogo será em dezembro no Japão.
Fred, que deverá entrar no segundo tempo do amistoso de amanhã, a exemplo do zagueiro Dedé, do Vasco, disse: “Até o jogo com a Alemanha só penso na seleção brasileira. O Fluminense é assunto para depois, quando voltar ao Rio”.
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