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domingo, 25 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
QUEM VIVER VERÁ !?
Por Juca Kfouri, do Blog do Juca Kfouri.
Aleluia! Acabou a terra de ninguém!
A notícia abaixo, da assessoria de imprensa do STF, tem como
importância fundamental o reconhecimento de que a autonomia das entidades
esportivas é relativa e não as transforma, como até hoje foi tratado, em terra
de ninguém.
Em bom português: se o legislador assim quiser, intervém em
nome do Direito e da Justiça.
A festa da impunidade, dos falsos argumentos que confundiam
autonomia com estar acima do bem e do mal, como se as entidades esportivas
fossem soberanas e inatingíveis, A C A B O U!
STF declara constitucionalidade do Estatuto de Defesa do
Torcedor.
“Por unanimidade de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF)
declarou nesta quinta-feira a constitucionalidade do Estatuto de Defesa do
Torcedor.
Inúmeros dispositivos da norma foram questionados pelo PP
(Partido Progressista) por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade
julgada totalmente improcedente nesta tarde.
O entendimento seguiu o voto do presidente da Corte,
ministro Cezar Peluso, relator do processo.
Na ação, o PP afirmou que o Estatuto de Defesa do Torcedor
significava uma afronta aos postulados constitucionais da liberdade de
associação, da vedação de interferência estatal no funcionamento das
associações e, sobretudo, da autonomia desportiva. A agremiação acrescentou que
a norma teria extrapolado o limite constitucional conferido à União para
legislar sobre desporto, que é concorrente com os estados e o Distrito Federal,
e conteria lesões a direitos e garantias individuais.
Em seu voto, o ministro Cezar Peluso rechaçou todos os
argumentos do PP: “a meu ver, não tem razão ”, disse.
Segundo ele, o Estatuto do Torcedor é um conjunto ordenado
de normas de caráter geral, com redação que atende à boa regra legislativa e
estabelece preceitos de “manifesta generalidade”, que “configuram bases amplas
e diretrizes gerais para a disciplina do desporto nacional” em relação à defesa
do consumidor.
O ministro ressaltou que, ao propor o texto do Estatuto, a
União exerceu a competência prevista no inciso IX do artigo 24 da Constituição
Federal.
O dispositivo determina que a União, os estados e o Distrito
Federal têm competência concorrente para legislar sobre educação, cultura,
ensino e desporto. “A lei não cuida de particularidades nem de minudências que
pudessem estar reservadas à dita competência estadual concorrente”, disse.
O relator acrescentou ainda que, na medida em que se define
o esporte como um direito do cidadão, este se torna um bem jurídico protegido
no ordenamento jurídico em relação ao qual a autonomia das entidades
desportivas é mero instrumento ou meio de concretização.
Por fim, ele afirmou não encontrar “sequer vestígio de
afronta” a direitos e garantias individuais na norma, como alegado pelo PP. “Os
eventuais maus dirigentes, únicos que não se aproveitam da aplicação da lei,
terão de sofrer as penalidades devidas, uma vez apuradas as infrações e as
responsabilidades, sob o mais severo respeito aos direitos e garantias
individuais previstos no próprio Estatuto”, concluiu o ministro Cezar Peluso.
Todos os ministros presentes à sessão acompanharam o
relator.
“Compartilho da compreensão de que o Estatuto, na verdade,
visa assegurar ao torcedor o exercício da sua paixão com segurança. Isso
implica imputar responsabilidade aos organizadores dos eventos esportivos”,
afirmou a ministra Rosa Weber.
“Não me parece que tenha havido qualquer exorbitância na
(lei)”, concordou a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha.
Para o ministro Ayres Britto, o Estatuto protege o
torcedor-consumidor. “É dever do Estado fomentar práticas desportivas como
direito de cada um de nós, de cada torcedor”, ponderou.
No mesmo sentido votaram os ministros Luiz Fux, Dias
Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello“.
domingo, 16 de outubro de 2011
O VOO FRUSTADO
JUCA KFOURI.
O caso do avião fretado pelos clubes que só chegou após os jogos já terem terminado.
O caso do avião fretado pelos clubes que só chegou após os jogos já terem terminado.
O FUTEBOL BRASILEIRO já tinha três voos famosos, históricos, escandalosamente inesquecíveis: os voos da alegria promovidos pela CBF com representantes graúdos do Poder Judiciário do Rio de Janeiro convidados para as Copas do Mundo de 1994 e 1998 e o não menos célebre voo da muamba, quando a delegação da CBF chegou ao Brasil trazendo o tetracampeonato mundial e um sem- -número de artigos que os comandantes da seleção não queriam que passassem pela alfândega. Agora, temos mais um, sem a participação da CBF, embora causado por ela: o já consagrado voo que nunca chegou.
Melhor retrato da organização do futebol brasileiro seria impossível.
Primeiramente por ter sido encomendado, pois é um absurdo que se quisesse botar para jogar atletas que tinham participado da partida contra o México, na terça-feira à noite, menos de 24 horas depois no Brasil; segundamente porque o voo chegou quando os jogos já estavam terminados, porque o avião teve de voltar para a Costa Rica por falta de autorização para sobrevoar a Colômbia.
Sem se dizer que tudo porque o Campeonato Brasileiro não para quando a seleção joga, uma dessas coisas nossas, típicas de quem faz um montão para os clubes e suas ambições.
Clubes que são dirigidos por cordeiros incapazes até de fazer um avião fretado cumprir o seu papel. Quer dizer, cordeiros na subserviência, mas verdadeiras águias para defender seus próprios interesses, que raramente são os dos torcedores.
E que não são homens o suficiente nem sequer para fazer com que a própria CBF trate de devolver seus jogadores a tempo e a hora, embora, repitamos, tenha sido um absurdo o Flamengo tentar que Ronaldinho Gaúcho enfrentasse o Palmeiras (por mais que sua ausência tenha colaborado para a perda de dois pontos obrigatórios e que devem ser postos nas contas de dona Patrícia Amorim e seu novo amor Ricardo Teixeira) e que o Botafogo quisesse que Jefferson jogasse no lugar de Renan, de resto um dos maiores responsáveis pela ótima vitória sobre o líder Corinthians.
Absurdo comparável à escalação do hiperdesgastado Neymar contra o Galo, como se no Santos ele fosse visto como Super-Homem, o que está longe de ser. Azar do Botafogo que o pegará descansado. É isso. O tempo passa, o tempo voa e o futebol brasileiro continua muito longe de uma boa.
Melhor retrato da organização do futebol brasileiro seria impossível.
Primeiramente por ter sido encomendado, pois é um absurdo que se quisesse botar para jogar atletas que tinham participado da partida contra o México, na terça-feira à noite, menos de 24 horas depois no Brasil; segundamente porque o voo chegou quando os jogos já estavam terminados, porque o avião teve de voltar para a Costa Rica por falta de autorização para sobrevoar a Colômbia.
Sem se dizer que tudo porque o Campeonato Brasileiro não para quando a seleção joga, uma dessas coisas nossas, típicas de quem faz um montão para os clubes e suas ambições.
Clubes que são dirigidos por cordeiros incapazes até de fazer um avião fretado cumprir o seu papel. Quer dizer, cordeiros na subserviência, mas verdadeiras águias para defender seus próprios interesses, que raramente são os dos torcedores.
E que não são homens o suficiente nem sequer para fazer com que a própria CBF trate de devolver seus jogadores a tempo e a hora, embora, repitamos, tenha sido um absurdo o Flamengo tentar que Ronaldinho Gaúcho enfrentasse o Palmeiras (por mais que sua ausência tenha colaborado para a perda de dois pontos obrigatórios e que devem ser postos nas contas de dona Patrícia Amorim e seu novo amor Ricardo Teixeira) e que o Botafogo quisesse que Jefferson jogasse no lugar de Renan, de resto um dos maiores responsáveis pela ótima vitória sobre o líder Corinthians.
Absurdo comparável à escalação do hiperdesgastado Neymar contra o Galo, como se no Santos ele fosse visto como Super-Homem, o que está longe de ser. Azar do Botafogo que o pegará descansado. É isso. O tempo passa, o tempo voa e o futebol brasileiro continua muito longe de uma boa.
domingo, 4 de setembro de 2011
AH, ESSES CARIOCAS . . .
JUCA KFOURI
O Rio de Janeiro continua lindo. E com invencível imaginação, a ponto de se achar primeiro em tudo.
O Rio de Janeiro continua lindo. E com invencível imaginação, a ponto de se achar primeiro em tudo.
FALAR BEM de Ruy Castro é chover no molhado.Falar mal é heresia. Registrar seu cego amor ao Flamengo é redundância também.
E torcedores cegos, é claro, não olham a não ser para dentro de si mesmos, a ponto de negar que a ainda indiscutível maioria rubro-negra no país se deve grandemente aos tempos do Rio capital federal e da rádio Nacional, mesmo efeito que, paulatinamente, a Rede Globo vem causando no aumento da torcida do Corinthians, que, além do mais, por óbvio, tem muito mais torcida em São Paulo do que o Mengo tem no Rio.
Mas tudo isso são divagações.
O ponto central é a Charanga do Jayme de Carvalho, que, surgida em 1942, foi, no máximo, a primeira torcida uniformizada do Rio, jamais a pioneira no Brasil, como escreveu o meu considerado Ruy Castro.
Todos os registros mostram que a Tusp, Torcida Uniformizada do São Paulo, fundada por Manoel Raymundo Paes de Almeida, na Mooca, em 1939, foi a primeira.
Há registro, também, da torcida do Inter, fundada em 1940 por Vicente Rao, hoje chamada de Camisa 12.
A Tusp, por exemplo, teve presença marcante e documentadíssima na inauguração do Pacaembu, em 1940.
Ou seja, tão certo como a inutilidade de proibir a Mancha Alviverde, que já foi só Verde e que, provavelmente, amanhã será Alviverdíssima, Jayme de Carvalho fundou, no máximo, a terceira torcida, que, por sinal, então, ainda não levava o nome de organizada.
Veja que não se pode garantir que em alguma outra cidade brasileira, antes disso, não tenham surgido outras torcidas uniformizadas, mas é possível dizer com certeza que a Charanga do Flamengo não foi a primeira, coisa dessa gente bronzeada da zona sul carioca que, por seus encantos mil, acha que tem a primazia em tudo.
Será que já não basta ser o cartão de visita do Brasil e uma das cidades mais lindas do mundo, se não a mais linda, digna mesmo de ser a sede olímpica, da final e da abertura da Copa do Mundo e tudo mais que desejar?
Só precisa cuidar de seu BBB -bueiros, bombeiros e bondes.
E manter o bom humor com que sei que o amigo receberá estas linhas -que até gostariam de não ter sido escritas a não ser que fosse para dizer que o pioneirismo também neste tema, como no Mundial de Clubes da Fifa, é do Corinthians...
E torcedores cegos, é claro, não olham a não ser para dentro de si mesmos, a ponto de negar que a ainda indiscutível maioria rubro-negra no país se deve grandemente aos tempos do Rio capital federal e da rádio Nacional, mesmo efeito que, paulatinamente, a Rede Globo vem causando no aumento da torcida do Corinthians, que, além do mais, por óbvio, tem muito mais torcida em São Paulo do que o Mengo tem no Rio.
Mas tudo isso são divagações.
O ponto central é a Charanga do Jayme de Carvalho, que, surgida em 1942, foi, no máximo, a primeira torcida uniformizada do Rio, jamais a pioneira no Brasil, como escreveu o meu considerado Ruy Castro.
Todos os registros mostram que a Tusp, Torcida Uniformizada do São Paulo, fundada por Manoel Raymundo Paes de Almeida, na Mooca, em 1939, foi a primeira.
Há registro, também, da torcida do Inter, fundada em 1940 por Vicente Rao, hoje chamada de Camisa 12.
A Tusp, por exemplo, teve presença marcante e documentadíssima na inauguração do Pacaembu, em 1940.
Ou seja, tão certo como a inutilidade de proibir a Mancha Alviverde, que já foi só Verde e que, provavelmente, amanhã será Alviverdíssima, Jayme de Carvalho fundou, no máximo, a terceira torcida, que, por sinal, então, ainda não levava o nome de organizada.
Veja que não se pode garantir que em alguma outra cidade brasileira, antes disso, não tenham surgido outras torcidas uniformizadas, mas é possível dizer com certeza que a Charanga do Flamengo não foi a primeira, coisa dessa gente bronzeada da zona sul carioca que, por seus encantos mil, acha que tem a primazia em tudo.
Será que já não basta ser o cartão de visita do Brasil e uma das cidades mais lindas do mundo, se não a mais linda, digna mesmo de ser a sede olímpica, da final e da abertura da Copa do Mundo e tudo mais que desejar?
Só precisa cuidar de seu BBB -bueiros, bombeiros e bondes.
E manter o bom humor com que sei que o amigo receberá estas linhas -que até gostariam de não ter sido escritas a não ser que fosse para dizer que o pioneirismo também neste tema, como no Mundial de Clubes da Fifa, é do Corinthians...
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
O PERDE E GANHA
JUCA KFOURI
Brasileirão, em regra, é assim: equilibrado como nenhum outro. Mas não é preciso exagerar...
Brasileirão, em regra, é assim: equilibrado como nenhum outro. Mas não é preciso exagerar...
MAIS EQUILIBRADO campeonato nacional de futebol pelo mundo afora, o Brasileirão nesta temporada vinha se caracterizando pela regularidade de Corinthians e Flamengo, avessos ao perde e ganha de sempre.
Até a 11ª rodada ambos, no máximo, ganhavam e empatavam, mas, aí, o Corinthians perdeu para o Cruzeiro. E perdeu de novo no jogo seguinte, para o Avaí.
E ficou, digamos assim, comum.
Mas o Flamengo não, pelo menos até a 17ª rodada, quando, então, resolveu enfiar o pé na jaca e exagerou, passou de qualquer limite ao levar de quatro do Atlético-GO em casa. E pronto!
Ficaram todos iguais perante a roleta do futebol brasileiro, no qual o primeiro perde para o último sem a menor cerimônia, seja onde for.
E como na rodada em que o Flamengo deu sua tremenda bobeada o São Paulo também aproveitou para descer em vez de subir, eis que o Corinthians voltou a sorrir, em virada aparentemente consagradora sobre o Galo.
Mas a alegria corintiana durou pouco porque, em seguida, tinha um Figueirense no caminho em pleno Pacaembu e pimba! Perdeu.
Não, o Brasileirão não é caso de hospital, mas de hospício. E o primeiro turno do nono Brasileirão em pontos corridos voltou ao seu velho diapasão.
E se você duvida do tão falado equilíbrio do nosso campeonato, tome nota: nos oito anteriores, cinco terminaram na conta do chá, três com apenas três pontos de diferença entre o primeiro e o segundo colocados e dois com só dois pontos. Em 2003, 2006 e 2007 é verdade, Cruzeiro, e São Paulo duas vezes, terminaram o campeonato com 13, nove e 15 pontos à frente respectivamente.
Se é possível argumentar, porque os números também se prestam a qualquer serviço, que na Espanha o campeonato passado terminou também com diferença de três pontos entre Barcelona e Real Madrid, o que mais chama atenção nele é que o time catalão perdeu só um jogo, algo impensável no Brasil.
Aqui, mesmo quando terminou 15 pontos adiante do segundo colocado, o São Paulo perdeu sete vezes, 18% dos jogos que disputou.
Pois nesta penúltima rodada do turno, nem Flamengo nem São Paulo se aproveitaram do vacilo corintiano e apenas empataram, mesmo o rubro-negro com 11 contra dez do Inter e o tricolor em casa contra o Palmeiras.
Até a 11ª rodada ambos, no máximo, ganhavam e empatavam, mas, aí, o Corinthians perdeu para o Cruzeiro. E perdeu de novo no jogo seguinte, para o Avaí.
E ficou, digamos assim, comum.
Mas o Flamengo não, pelo menos até a 17ª rodada, quando, então, resolveu enfiar o pé na jaca e exagerou, passou de qualquer limite ao levar de quatro do Atlético-GO em casa. E pronto!
Ficaram todos iguais perante a roleta do futebol brasileiro, no qual o primeiro perde para o último sem a menor cerimônia, seja onde for.
E como na rodada em que o Flamengo deu sua tremenda bobeada o São Paulo também aproveitou para descer em vez de subir, eis que o Corinthians voltou a sorrir, em virada aparentemente consagradora sobre o Galo.
Mas a alegria corintiana durou pouco porque, em seguida, tinha um Figueirense no caminho em pleno Pacaembu e pimba! Perdeu.
Não, o Brasileirão não é caso de hospital, mas de hospício. E o primeiro turno do nono Brasileirão em pontos corridos voltou ao seu velho diapasão.
E se você duvida do tão falado equilíbrio do nosso campeonato, tome nota: nos oito anteriores, cinco terminaram na conta do chá, três com apenas três pontos de diferença entre o primeiro e o segundo colocados e dois com só dois pontos. Em 2003, 2006 e 2007 é verdade, Cruzeiro, e São Paulo duas vezes, terminaram o campeonato com 13, nove e 15 pontos à frente respectivamente.
Se é possível argumentar, porque os números também se prestam a qualquer serviço, que na Espanha o campeonato passado terminou também com diferença de três pontos entre Barcelona e Real Madrid, o que mais chama atenção nele é que o time catalão perdeu só um jogo, algo impensável no Brasil.
Aqui, mesmo quando terminou 15 pontos adiante do segundo colocado, o São Paulo perdeu sete vezes, 18% dos jogos que disputou.
Pois nesta penúltima rodada do turno, nem Flamengo nem São Paulo se aproveitaram do vacilo corintiano e apenas empataram, mesmo o rubro-negro com 11 contra dez do Inter e o tricolor em casa contra o Palmeiras.
domingo, 7 de agosto de 2011
PARECE QUE FOI ONTEM
JUCA KFOURI, da Folhapress.
Faz 40 anos que se disputou a primeira rodada do primeiro Campeonato Brasileiro.
NÉSTOR SCOTTA, argentino que jogava no Grêmio, marcou o primeiro gol da história dos Campeonatos Brasileiros, exatamente num dia 7 de agosto, quatro décadas atrás.
O tricolor gaúcho ganhou do São Paulo, no Morumbi, por retumbantes 3 a 0.
Néstor Leonel Scotta, que morreu cedo, aos 52 anos, num acidente de carro em 2001, foi duas vezes artilheiro da Libertadores da América, atuando pelo colombiano Deportivo Cali.
E era irmão mais velho de Héctor Horacio Scotta, 60 anos, lendário artilheiro argentino, que também jogou no Grêmio, entre 1976 e 1979, onde atuou 88 vezes e marcou 44 gols, um gol a cada dois jogos, além de ter marcado 60 tentos numa mesma temporada, em 1975, pelo San Lorenzo, o que valeu a façanha de ser o goleador do ano na América do Sul.
Na tarde de 7 de agosto de 1971, a primeira rodada do Brasileirão teve dez jogos, como a 15ª deste 41º campeonato.
Então, o Corinthians goleou o Santa Cruz, no Recife, por 4 a 1, o Palmeiras ganhou da Lusa por 1 a 0 e o Santos empatou com o Bahia, em Salvador, sem gols. Os demais resultados foram: Internacional 0 x 0 Fluminense; Ceará 0 x 0 Vasco; Coritiba 0 x 2 Cruzeiro; Sport 1 x 0 Flamengo; Galo 1 x 1 América-MG e Botafogo 0 x 0 América-RJ.
Eram outros tempos, mas nem parecem assim tão longe, embora Tostão jogasse no Cruzeiro, Pelé no Santos e Rivellino no Corinthians.
Fazia pouco mais de um ano que a seleção brasileira havia voltado tricampeã mundial do México e Jobim era apenas o sobrenome de um dos maiores compositores da história da música, o imortal Tom, que, além do mais, não dava bom dia a cavalos como o ex-ministro que acaba de cair de um deles. Tom Jobim gostava era de passarinhos.
Seja como for, é curioso observar que 16 dos 20 atuais membros da primeira divisão brasileira estavam nela 40 anos atrás, ficando de fora apenas o Santa Cruz, o América carioca, o Sport e a Lusa.
O gol de Scotta foi aos 10 minutos, e ele mesmo ampliou, no segundo tempo, para Flecha fechar o placar, em jogo apitado por Arnaldo Cézar Coelho e com Gerson e Pedro Rocha no meio de campo do tricolor paulista, dirigido por Osvaldo Brandão.
Se um argentino fez o primeiro gol do Brasileirão, outros três, o goleiro Agustín Mario Cejas em 1973, Carlitos Tevez em 2005 e Conca em 2010, já foram eleitos os melhores do campeonato, assim como o chileno Elias Figueroa, em 1976, e o uruguaio Ancheta, também em 1973, com Cejas.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
BRASILEIRÃO . . .
Uma rodada com muita história para contar.
Hoje tem o invicto Flamengo, mais popular clube do país, jogando fora de casa, na Arena do Jacaré, com o América, o menos popular dos clubes da primeira divisão.
Tem Grêmio e Avaí no Olímpico, os dois precisando se recuperar e o time catarinense em busca de sua primeira vitória.
Tem o Santos de volta, mas tão desfalcado pela Seleção Brasileira que deve mesmo ter seus jogos adiados, jogando em Floripa, com o Figueirense.
Mas, mais que isso, tem três clássicos que envolvem seis campeões brasileiros e com muita história no Brasileirão.
A começar por São Paulo e Botafogo, no Morumbi, dois times que estiveram no triangular que decidiu o primeiro Campeonato Brasileiro, em 1971, vencido pelo Galo.
São Paulo que lidera o campeonato e que deve ter o mesmo direito do Santos porque perderá muitos jogadores para seleção brasileira sub-20, embora no tricolor exista a dúvida sobre se cabe pedir o adiamento à CBF já que haveria acúmulo de jogos quando começar a Copa Sul-Americana, atalho para a Libertadores.
Seja como for, antigamente, time que cedia mais de dois jogadores para a CBF tinha o direito automático de adiar seus jogos.
Tem ainda Vasco e Cruzeiro, em São Januário, o clássico entre os dois clubes que participaram de uma polêmica decisão do Brasileirão em 1974, quando a CBD deu uma senhora garfada no time mineiro e o Vasco foi o campeão, façanha que os cruzmaltinos repetiriam mais três vezes.
O Vasco em ótimo momento e o Cruzeiro ensaiando sua reação, agora com Joel Santana que conhece o Vasco ainda melhor que Ricardo Gomes.
E tem, no estádio do Pituaçu, Bahia e Corinthians, que fizeram as semifinais do Brasileirão de 1990, o primeiro dos quatro vencidos pelo Corinthians.
O estádio em Salvador já está com lotação esgotada com mais de 32 mil ingressos vendidos e o Bahia não terá oito titulares: os três que pertecem ao Corinthians, Dodô, Boquita e Lulinha; três por lesões: Souza, Carlos Alberto e Thiego; e dois por suspensão: Jobson e Titi.
Chance para o Corinthians quebrar uma escrita de cinco jogos sem vencer o Bahia pela primeira divisão do Brasileiro, embora os dois não se enfrentem desde 2003 na Série A.
Ah, sim, porque sempre tem alguém para lembrar que eles se enfrentaram em 2008, pela B, quando, aliás, no Pacaembu, o tricolor quebrou a longa invencibilidade alvinegra.
E, na Bahia, o Corinthians venceu.
CORINTHIANS, O ÚNICO
JUCA KFOURI
Quando ganha, quando perde e até nos triunfos dos rivais, o alvinegro mostra ser clube único.
ÚNICO INVICTO entre os paulistas neste Campeonato Brasileiro; único time a derrotar, e golear, o líder São Paulo até aqui; único a jamais ter feito a festa que os santistas fazem pela terceira vez, assim como os tricolores já fizeram outras três e os palmeirenses ao menos uma; este é o Corinthians, único também entre os grandes de São Paulo sem casa própria.
E foi no Pacaembu, na casa que virou sua sem sê-la, que o Timão se aproveitou dos desfalques são-paulinos e o venceu sem dificuldades depois que o tricolor ficou com dez em campo, ainda no primeiro tempo.
Os 5 a 0 foram a exata tradução da superioridade alvinegra, coroada com olé e uma infinidade de bolas entre as pernas.
Pois o Corinthians é tão grande, e aparentemente tão mais importante que os rivais, embora não possa concorrer com nenhum deles na relevância dos troféus conquistados, que impressiona como nenhum de seus adversários festeje coisa alguma sem fazer questão de lembrá-lo.
Se é ainda polêmica a tese freudiana sobre a inveja que a mulher teria do pênis, parece indiscutíveis os ciúmes que o tamanho da torcida corintiana desperta em seus concorrentes.
Porque não há outra explicação para as inúmeras agressões à nação corintiana em meio aos mais que justificados festejos praianos, assim como acontece quando a festa é alviverde ou tricolor – ou até mesmo rubro-negra e colorada (de norte a sul).
Se é raro que o Corinthians tenha uma direção que chame a atenção por suas qualidades, como na época dourada da “Democracia Corinthiana”, é frequente que se vejam apontados entre os defeitos do seu comando os mesmos que se apresentam nos demais clubes.
E se o Corinthians não é o único dos grandes paulistas a conhecer a segunda divisão, só ele ganhou o primeiro Mundial de Clubes da Fifa, apesar de também apenas ele ter o título contestado.
Quem sabe um dia o Corinthians seja visto como mais um, depois de ganhar sua Libertadores e inaugurar o seu estádio, sobre o qual, com razão, pairam as mesmas críticas que um dia recaíram sobre o Morumbi, justa ou injustamente.
Porque imaginar o Corinthians com torcida menor do que alguém em São Paulo é perda de tempo, o que deixa um único caminho aos rivais: o de se dar conta de que se nem festa são capazes de fazer sem lembrar a existência corintiana é porque importante mesmo é quem é sempre lembrado.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
O que vai acontecer daqui em diante?
Em abril do ano passado, no dia 12 exatamente, quando Fábio Koff ganhou de Kléber Leite, o candidato de Ricardo Teixeira, no Clube dos 13, o blog fez 10 previsões e acertou as que estão em negrito:
1. O Morumbi deve ser definitivamente afastado da Copa de 2014;
2. O Flamengo deve receber a Taça das Bolinhas;
3. O Coritiba deve ter a pena do Couto Pereira amenizada;
4. O Corinthians deverá ser bem tratado na Libertadores, assim como o Cruzeiro, além de, dependendo do que pensar o novo governador de São Paulo, Alberto Goldman, que é corintiano, poderá sonhar com um estádio para a Copa do Mundo no Brasil;
4. O Corinthians deverá ser bem tratado na Libertadores, assim como o Cruzeiro, além de, dependendo do que pensar o novo governador de São Paulo, Alberto Goldman, que é corintiano, poderá sonhar com um estádio para a Copa do Mundo no Brasil;
5. Lusa e Bahia, que surpreendente, e dignamente, não se submeteram às pressões, comerão o pão que o diabo amassou na Série B;
6. Ricardo Teixeira provavelmente trocará de cardiologista, porque Roberto Horcades, seu médico e presidente do Fluminense, não o apoiou. Foi Horcades quem deu a Teixeira, por ocasião da CPI da CBF, o atestado médico que o livrou de depor pela segunda vez;
7. Os oito que votaram em Kléber Leite podem lançar um G8, com a expectativa de minar o C13.
Andres Sanches, aliás, já está dizendo que o C13 tem de acabar, porque “não serve para nada”.
Andres Sanches, aliás, já está dizendo que o C13 tem de acabar, porque “não serve para nada”.
8. A Record tentará se aproximar mais ainda de Fábio Koff, mesmo sabendo do que ele fez com o SBT, em 1997, quando apenas usou a proposta de Sílvio Santos, que aceitou em jantar na casa do empresário, para subir o contrato com a Globo;9.Haverá pressão para acabar com os jogos às 21h50, ainda mais depois que o presidente Lula manifestou-se favorável ao horário, no máximo, das 21h;
10. Fábio Koff e Ricardo Teixeira podem selar novo acordo, lembrando que depois de terem vivido às turras, Teixeira convidou, e Koff topou, docemente constrangido, chefiar a delegação brasileira que foi à Copa da França, em 1998.
Pois depois da implosão do Clube dos 13, o blog arrisca novas previsões:
1. O Inter, se ficar no Clube dos 13 com diz que fará, perderá o Beira-Rio como palco da Copa;
2. O Grêmio deverá receber a Copa em sua nova arena;
3. Vem aí a Liga de Clubes, alimentada pelos que saíram do Clube dos 13, com Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Vasco, Botafogo, Fluminense, Coritiba, Goiás, Grêmio, Vitória e Cruzeiro. Sem maiores delongas, outros virão;
4. Juvenal Juvêncio, depois das bobagens que fez, não será candidato a reeleição no São Paulo, até para possibilitar que, amanhã, o São Paulo adira à Liga;
5. O que restou do Clube dos 13 pressionará o Cade para fiscalizar as negociações em curso de cada clube com a Globo;
7. O Clube dos 13 lançará uma Liga com os clubes que permanecerem e com eventuais adesões de outros clubes, com apoio da Record;
8. Fábio Koff infernizará a vida de Ricardo Teixeira;
9. Juvenal Juvêncio infernizará a vida de Ricardo Teixeira;
10. Ricardo Teixeira dirá que não tem nada a ver com tudo isso;
11. Ninguém acreditará nele.
11 esclarecimentos sobre a implosão do Clube dos 13
Diante das confusões, incompreensões e do analfabetismo funcional, esclareçamos:
1. Sempre que a Record concorre a qualquer coisa concorre de maneira desleal, porque seu dinheiro vem do dízimo;
2. A Globo é a melhor parceira para qualquer negócio no país;
3. Nem por isso uma licitação tão bem feita, e tão transparentemente que com a presença de dois clubes, Santos e Botafogo, que não votaram no presidente do Clube dos 13, deveria ser desperdiçada como está sendo;
4. Era a chance de o futebol brasileiro encontrar cifras como nunca;
5. O Corinthians sai do Clube dos 13 não por se preocupar com “lisura”, como diz, porque também não é chegado à lisura e nem por causa da origem do dinheiro da Record, porque não se importou com a origem do dinheiro do MSI;
6. A Record bateu em Andrés Sanches, que dá um milhão de motivos para apanhar, não por razões jornalísticas e sim por ele ser a favor da Globo, como Ronaldo Fenômeno, sócio do Corinthians;
7. Os quatro grandes do Rio não podem agora dizer que discordam de como foi montada a licitação porque dela participaram com o Botafogo e o Flamengo até chegou a elogiá-la;
8. O Flamengo usa a bobagem da traição feita pelo São Paulo para fazer demagogia com a história da taça de bolinhas, que não tem nada a ver com a ruptura, motivada simplesmente por dinheiro;
9. A Globo, por sua vez, cala sobre tudo isso e nem sequer fala da implosão do Clube dos 13;
10. Estamos longe, em resumo, de um regime verdadeiramente capitalista de livre, e limpa, concorrência, além de muito distantes de ver o jornalismo separado dos negócios de cada um;
11. Se é que o capitalismo permite isso em algum lugar do mundo, embora pareça que sim.
Isto posto, é bom que se diga: o Clube dos 13 falhou miseravelmente estes anos todos ao não se transformar em Liga, que foi a ideia que a originou, cinco anos antes até da Liga na Inglaterra.
A Liga Brasileira deve nascer agora, mas com o aval e controle da CBF. Ou seja…
2. A Globo é a melhor parceira para qualquer negócio no país;
3. Nem por isso uma licitação tão bem feita, e tão transparentemente que com a presença de dois clubes, Santos e Botafogo, que não votaram no presidente do Clube dos 13, deveria ser desperdiçada como está sendo;
4. Era a chance de o futebol brasileiro encontrar cifras como nunca;
5. O Corinthians sai do Clube dos 13 não por se preocupar com “lisura”, como diz, porque também não é chegado à lisura e nem por causa da origem do dinheiro da Record, porque não se importou com a origem do dinheiro do MSI;
6. A Record bateu em Andrés Sanches, que dá um milhão de motivos para apanhar, não por razões jornalísticas e sim por ele ser a favor da Globo, como Ronaldo Fenômeno, sócio do Corinthians;
7. Os quatro grandes do Rio não podem agora dizer que discordam de como foi montada a licitação porque dela participaram com o Botafogo e o Flamengo até chegou a elogiá-la;
8. O Flamengo usa a bobagem da traição feita pelo São Paulo para fazer demagogia com a história da taça de bolinhas, que não tem nada a ver com a ruptura, motivada simplesmente por dinheiro;
9. A Globo, por sua vez, cala sobre tudo isso e nem sequer fala da implosão do Clube dos 13;
10. Estamos longe, em resumo, de um regime verdadeiramente capitalista de livre, e limpa, concorrência, além de muito distantes de ver o jornalismo separado dos negócios de cada um;
11. Se é que o capitalismo permite isso em algum lugar do mundo, embora pareça que sim.
Isto posto, é bom que se diga: o Clube dos 13 falhou miseravelmente estes anos todos ao não se transformar em Liga, que foi a ideia que a originou, cinco anos antes até da Liga na Inglaterra.
A Liga Brasileira deve nascer agora, mas com o aval e controle da CBF. Ou seja…
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
BOTAFOGO CAI FORA . . .
E Flamengo faltará à reunião do Clube dos 13.
Esta na coluna “Outro Canal”, da Folha de S.Paulo de hoje, assinada pela jornalista Keila Jimenez:
Lupa - Ministério Público e Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) prometem ficar de olho na licitação dos direitos de transmissão do Brasileirão. Após um longo processo, o Cade determinou em 2010 a extinção da cláusula de preferência da Globo na compra do campeonato com o Clube dos 13. O não cumprimento resultaria em uma multa de R$ 800 milhões.
Lupa 2 - No Cade há o entendimento que se a nova licitação ferir a livre concorrência, o processo pode ser reaberto, e a multa -hoje na casa dos R$ 2 bilhões- aplicada.
O blog pergunta: terá sido por isso que o Botafogo acaba de informar que saiu da comissão que negocia os direitos dos três próximos Brasileirões?
Não deve ser, porque ontem participou normalmente da reunião com seu representante Sérgio Landau e aprovou os termos da licitação que será apresentada hoje aos demais membros da entidade.
Certamente tem mais caroço neste angu.
Mas a carta do Glorioso não informa o motivo, apenas renuncia.
Não custa lembrar que o Botafogo votou em Kléber Leite contra Fábio Koff.
Se não bastasse, o Flamengo, que seria representado por Hélio Ferraz, seu vice-presidente, na reunião de hoje do Clube dos 13, não virá a São Paulo.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O RACHA DOS CLUBES DOS 13
Blog do Juca Kfouri.
Sim, é bem possível que já na semana que vem Andrés Sanchez anuncie que o Corinthians saiu do Clube dos 13.
E que o Flamengo venha junto porque a Traffic, que quer vender o patrocínio de Ronaldinho Gaúcho, não tem dúvida de que a exposição na Globo vale mais que em qualquer outra emissora neste momento em que a Record aparece como candidata ao Brasileirão.
Mais: os dissidentes, provavelmente todos aqueles que votaram em Kléber Leite contra Fábio Koff (leia-se Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Goiás, Santos, Vasco e Vitória) acreditam que uma cisão no Clube dos 13 possa ser a semente da Liga dos clubes, porque com o apoio de Ricardo Teixeira.
Estes, ao contrário de São Paulo e Atlético Mineiro, por exemplo, avaliam que a exposição feita pela Globo na quarta-feira passada foi realista e não desfez do produto futebol.
Porque de fato a audiência do futebol cai depois da novela e do Faustão, às quartas-feiras e domingos.
Alegam que se eventualmente a Record vencer e puser os jogos às 20h, não só a exposição de seus patrocinadores perderá em relação à Globo como, por outro lado, perderá em audiência para a programação global, seja com o Jornal Nacional, seja com a novela.
Como era inevitável, a disputa entre as TVs rachou os clubes e há até quem avalie que a Globo nem entre na licitação, cujas regras serão definidas nesta segunda-feira, em São Paulo.
Mas há também quem ria de tal hipótese, considerando-a puro blefe e esteja disposto a pagar para ver.
Como há quem garanta que qualquer negociação direta entre uma TV e os clubes separadamente ferirá o que ficou acordado com o Cade.
Com a palavra, o Cade.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
A MISÉRIA DO ESPORTE
JUCA KFOURI
Nenhum dos três primeiros na corrida à Presidência dá importância à prática esportiva.
SE VOCÊ ouviu alguma palavra de Dilma, de Serra ou de Marina sobre esporte, parabéns! Você teve sorte. Ou azar? Porque deve ter sido alguma babação de ovo quando foram ao COB para se acumpliciar com o que há de mais nefasto contra a democratização do esporte no Brasil.
Da discípula Dilma se pode esperar a mesma política de Lula, que entregou o ministério da área para o PC do B aparelhá-lo e fazer tudo o que o capital mandar, bem ao estilo desses "comunistas" de hoje no país, incapazes de honrar até o que o comunismo tinha como idealismo.
Agora, virou meio de vida mesmo, basta ver quantos ex-atletas aderiram à boquinha. Se bem que a boquinha ficou tão bocona, com o surgimento da Autoridade Pública Olímpica (APO), que é capaz de o PMDB embolar esse meio de campo, o que será, no mínimo, divertido.
Do pálido Serra não se pode esperar nada de especial, não só porque nada fez de novo em São Paulo, como ainda foi de uma tibieza de corar no enfrentamento da mesquinharia da CBF com o Morumbi. Certamente se curvaria ao complexo CBF/ COB. Da singela beata Marina só se esperam mais platitudes.
Plínio, aquele cujo "nome não sai na Folha nem a pau", ao menos não se furtou a ser entrevistado sobre o tema na ESPN Brasil, diferentemente dos demais, que preferiram se calar a serem despidos papel da imprensa independente, deixar nus reis e rainhas. Por sinal, nada menos próximo dos fatos que a ameaça à democracia no Brasil, como nada mais adequado do que a crítica do presidente da Radiobrás no primeiro governo Lula, Eugênio Bucci, à incompreensão do nosso Padim Ciço/Macunaíma sobre o papel do jornalismo.
Permita-me o raro leitor a citação de algo que aparentemente nada tem a ver com este espaço, mas que tem tudo: a preciosa análise sobre o lulismo feita nesta Folha por André Singer, ex-porta-voz de Lula. Tão fria e substantiva que quem quis desconstruí-la apelou aos adjetivos e ao "opinionismo" o que clareia por que os tucanos estão levando uma sova no plano federal. Para que não fique a sensação de citação deslocada, tente discordar da afirmação de Singer: "Por fim, a aliança entre a burguesia e o povo, relíquia de tempos passados que ninguém mais achava que pudesse funcionar, materializa-se diante dos olhos. Que o estádio do Corinthians em Itaquera não nos deixe mentir".
Retomando o fio da meada, o que esperar na área esportiva a partir do resultado das urnas? Infelizmente, mais do mesmo. Apenas e tão somente.
FOMOS GARFADOS, DE NOVO
Por Juca Kfouri.
Botafogo prejudicado no Pacaembu.
Aos 3 minutos do segundo tempo, Herrera, que o Corinthians desprezou para ficar com Souza, e que já tinha dado a Loco Abreu o gol de empate do Botafogo, no Pacaembu (24.001 pagantes), fez o gol da virada.
Criminosamente, porém, o bandeirinha inventou um impedimento em lance que nem duvida cabia.
O que levou Joel Santana a dizer para a arbitragem: “Dá logo o título pra eles”.
Em seguida, Júlio César impediu que Herrera, de cabeça, marcasse o segundo gol.
Depois de um primeiro tempo de empate total, tanto em gols, 1 a 1, com Bruno César abrindo o placar logo aos 2 minutos, quanto em bolas na trave, Loco Abreu e Iarley, ambos na pequena área, o Botafogo voltou bem melhor que o Corinthians.
Corinthians que perdeu Ralf no intervalo e voltou com Paulinho em seu lugar.
E Herrera infernizou a defesa corintiana, certamente por apostar que Mano Menezes via o jogo.
Aos 15, no entanto, Elias deixou Paulinho na cara de Jefferson, o goleiro defendeu parcialmente e Leandro Guerreiro impediu que a bola entrasse.
E, aos 18, para sorte corintiana, Joel Santana tirou Herrera, aplaudido pelos corintianos, para botar Renato Cajá.
Vá entender…
Coincidência ou não o fato é que o Corinthians tomou conta a partir da saída do argentino.
Aos, 26, de cabeça e livre, Thiago Heleno perdeu o segundo gol corintiano.
E Danilo substituiu Roberto Carlos.
Aos 30, Elias, que tomou o terceiro cartão e ficará fora dos próximos quatro jogos porque servirá a Seleção, tirou tinta da trave .
E Caio entrou no lugar de Lúcio Flávio.
O Glorioso dava a sensação de ter morrido fisicamente e perdia quase todas as divididas.
Defederico entrou no lugar de Iarley, mas ele está longe de ser um Conca, um D’Alessandro, um Montillo, ou até mesmo, um Herrera, que dirá um Carlitos Tevez…
Mas o Botafogo resistiu o assédio final dos donos da casa, ainda trocou Antonio Carlos por Danny Morais, e tem motivo para se queixar porque foi prejudicado pelo apito.
E ainda teve, com Somália e com Caio, aos 46 e aos 48, a chance do segundo gol.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
QUANDO SETEMBRO VIER
JUCA KFOURI
Está escalada a antepenúltima seleção, a dos que nasceram em setembro. Dois timaços.
QUANDO, EM OUTUBRO de 2009, resolvi mostrar aqui que o décimo mês do nosso calendário é o mais pródigo no nascimento de gênios do futebol (Pelé, Garrincha e Maradona), recebi sugestão do leitor Adalberto Vicente de Araújo Jr. para escalar, mês a mês, a seleção de cada um dos 11 meses restantes.
Coisa que fiz, e ainda farei por mais dois meses, contando com a pesquisa do leitor e de "O Livro das Datas do Futebol", de Rodolfo M. Rodrigues.
Antecipo a de setembro, porque a primeira coluna setembrina, no dia 2, será dedicada ao centenário do Corinthians, que se comemorará no dia 1º.
Se outubro é o mês da qualidade incomparável, setembro talvez seja o da quantidade. Dá para formar dois times extraordinários, com polêmicas intermináveis sobre quem deva ser titular ou reserva.
Lá vai o time titular, com os números entre parênteses relativos aos dias de nascimento: Júlio César (3); o italiano campeão mundial de 1982 Gentile (27); o melhor alemão de todos os tempos, Franz Beckenbauer (11), e o brasileiro campeão mundial de 1958 Orlando Peçanha (20); o campeão mundial de 1970 Clodoaldo (26), o fabuloso holandês Rijkaard (30) e Zizinho (14), para muitos tão genial como Pelé; Renato Gaúcho (9), Ronaldo (22), Leônidas da Silva (6), outro comparado ao Rei, e Canhoteiro (24), o Garrincha da esquerda.
E o reserva(?!): Peter Shilton (18), titular da Inglaterra na Copa-90, aos 40 anos; o brasileiro Josimar (19), que assombrou na Copa-86, o italiano Cannavaro (13) e o francês Desailly (7), campeões mundiais em 98 e 2006; Leonardo (5), campeão do mundo em 94, Paul Breitner (5), alemão campeão mundial em 74, e Obdulio Varela (20), uruguaio que calou o Maracanã em 50; outro holandês de nobre estirpe, Neeskens (15), assim como Ruud Gullit (1º); o italiano Paolo Rossi (23), campeão mundial em 1982, autor dos três gols que eliminaram o Brasil, e o húngaro Sandor Kocsis (23), da máquina de 54.
Sobram o ucraniano Shevchenko (29), os brasileiros Dirceu Lopes (3) e Neto (9), os italianos Tardelli (24) e Totti (27) e o alemão Ballack (26).
MENOS, PRESIDENTE
É compreensível que o presidente do Santos cultive boas relações com o cartola da CBF. Mas não precisa imputar a ele as convocações de Neymar e Ganso. Até porque fica mal para Mano Menezes.
KIRRATA/ERRAMOS
Mazola foi puxado fora da área, e não dentro como aqui descrito, no jogo Guarani x Palmeiras.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
FUTEBOL DE BOMBACHAS
JUCA KFOURI
Ao ganhar o 4º título continental para os gaúchos, o Inter os faz passar a média dos paulistas.
AO VIRAR na bola e na raça a decisão da Libertadores com um inesquecível 3 a 2 sobre o Chivas, o Inter se igualou ao rival Grêmio.
E é em grande parte a rivalidade dos dois gigantes gaúchos o que os impulsiona a uma nova marca digna de registro, a que os coloca na frente da média paulista de vitórias no torneio americano.
Os quatro paulistas têm somados seis títulos, 1,5 para cada um, três do São Paulo, dois do Santos, um do Palmeiras e nenhum do Corinthians.
Já os cariocas têm só duas taças entre os quatro maiores, meia para cada um, embora o Flamengo e o Vasco as tenham inteiras.
Também os mineiros têm duas, ambas do Cruzeiro, pois o Galo, como o Botafogo e o Corinthians, não tem este gosto, como se a Libertadores não fosse coisa de alvinegro, apesar de o Santos sê-lo, embora o mais alvo de todos em seu uniforme dos anos das conquistas internacionais.
Mas o que têm os gaúchos que os outros não têm?
Dias desses, entrevistando o decano dos radialistas esportivos brasileiros, o gaúcho radicado no Rio Luiz Mendes, ouvi dele que, por influência dos irmãos do rio da Prata, os gaúchos sempre se interessaram mais por táticas e esquemas de jogo, razão pela qual haveria tantos técnicos gaúchos na história da "tchêleção" brasileira.
O historiador Ivan Soter concorda, embora tire João Saldanha e Oswaldo Brandão da relação dos gaúchos que treinaram a seleção, o primeiro por ter aderido à escola carioca e o segundo por ter se inscrito na paulista.
Tanto Mendes quando Soter falam de Otto Pedro Bumbell, oficial do Exército brasileiro e técnico do Grêmio, que, depois de um estágio na Gávea com o húngaro Dori Krueschner, fez do tricolor gaúcho, no modelo WM, exemplo de marcação dura, contra-ataque veloz e bola cruzada na área. Ele alcançou sucesso na Espanha (para onde foi atrás de uma mulher) e implantou o futebol na Costa Rica.
Um seu seguidor, Carlos Froner, também do Exército do país, foi o mestre de Luiz Felipe Scolari.
Mas Soter diz que o estilo mais duro é típico do Grêmio, não do Inter, e exemplifica, com razão, com o time do tricampeonato brasileiro nos anos 70, com Paulo Roberto Falcão. E diz que foi o carioca Abel Braga que ensinou o Inter a bater...
Tudo bem. Importa lembrar que Celso Roth, outro gaúcho, como Cláudio Coutinho e Mano Menezes, como Dunga, acaba de entrar na história. Uma história que tem tudo para acabar com um Inter x Inter no Mundial de Clubes da Fifa.
domingo, 15 de agosto de 2010
EFEITO MANO ?
JUCA KFOURI
As belas atuações "brasileiras" nos EUA e no México significam uma mudança de rumos?
O BRASILEIRAS ENTRE aspas se justifica pela presença de argentinos no Inter que sufocou e virou para cima do Chivas na primeira finalíssima da Libertadores, em Guadalajara.
Mas em que medida a atuação da seleção, horas antes, também na América do Norte, influenciou a coragem colorada de agredir o anfitrião de uma maneira que foge não só aos padrões de Celso Roth como até mesmo da escola gaúcha de futebol?
Escola que tem sido representada por seus técnicos não é de hoje na seleção, com João Saldanha, Oswaldo Brandão, Cláudio Coutinho, Luiz Felipe Scolari, Dunga e, agora, Mano Menezes. A ponto, aliás, de um amigo chamá-la de "tchêleção".
Pois também Mano nunca foi exatamente um ofensivista, ao contrário, embora não possa ser chamado de retranqueiro. Mas sempre foi cauteloso, principalmente em jogos fora de casa, prática que o levou a ser criticado no Grêmio e a perder uma Copa do Brasil com o Corinthians, embora, no ano seguinte, com um time melhor, tenha encurralado o Inter no Beira-Rio até fazer 2 a 0 e garantir o título, que acabou vindo num empate de 2 a 2.
O Santos, na Vila, pouco antes, sentira o mesmo efeito, na decisão do Paulistinha, naquela memorável tarde de Ronaldo.
Talvez o segredo esteja aí: o Corinthians de 2009 era melhor que o de 2008 e, com mais time, Mano pôde ser mais ousado.
Como a seleção que dirigiu nos EUA era muito melhor do que o Corinthians de 2009, quem sabe Mano não tenha mostrado uma face que desconhecíamos, diferentemente de seu jeito educado, com alguns deslizes compreensíveis.
É certo, no entanto, que, como a sua seleção não disputará eliminatórias, não saberemos como ele se comportaria jogando fora de casa e nem mesmo na Copa do Mundo...
Seja como for, tomara que Roth tenha se inspirado em Mano, que manteve o jeito de Dorival Jr., e, oxalá, inspire Muricy Ramalho, Adilson Batista, Cuca, Felipão, porque, justiça se faça, Luxemburgo sempre foi adepto do futebol para a frente e bonito.
Veremos se este domingo de futebol nos dará alguma pista alvissareira neste sentido.
JUSTIÇA FEITA
E por falar em Justiça, eis que o Instituto Wanderley Luxemburgo, quebrado como aqui se anunciou dois anos atrás e motivou uma irada, deseducada e mentirosa carta de seu patrono ao "Painel do Leitor", começa a ser condenado na Justiça a ressarcir os franqueados que se sentiram enganados.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
OS FRANCESES VÊM AÍ
JUCA KFOURI
Um poderoso grupo francês negocia entrada no futebol brasileiro pela porta da frente
O GIGANTESCO GRUPO francês Lagardère, conglomerado de mídia e marketing esportivo, entre outras atividades pelo mundo afora, quer comprar parte da Traffic, parceira do Palmeiras.
A Traffic, que também opera no setor de mídia, direitos de transmissão e de atletas, gestão de arenas, negociaria, por incrível R$ 1 bilhão, seus braços menos rentáveis no momento, os que dizem respeito às transmissões de TV e compra e venda de atletas.
Na penúltima semana de julho, uma turma da Lagardère esteve no CT da Traffic.
Um executivo francês, que não quer ser identificado, conta que há cinco anos já havia negociações entre as duas empresas, mas que, então, divergências sobre o valor emperraram a continuidade das conversas, agora retomadas e aceleradas durante a Copa, em encontros na cidade de Johannesburgo.
Até mesmo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, velho parceiro do empresário J. Hawilla, dono da Traffic, esteve em pelo menos uma dessas reuniões.
Para o presidente da Traffic, Júlio Mariz, no entanto, há exagero em torno dos entendimentos.
Mariz garantiu que nada da Traffic está à venda, que o interesse da empresa é apenas na experiência da Lagardère no gerenciamento de arenas, algo nevrálgico no momento em que o Brasil se prepara para organizar uma Copa. "E nossos encontros na África do Sul foram mais para jogar conversa fora", explica.
De fato, não é essa a visão do outro lado. "A Traffic quer crescer na área das arenas e está perdendo dinheiro com transmissões de eventos. A Traffic Arenas tem a ambição de faturar coisa de R$ 80 milhões por ano e conta com a do Palmeiras para tanto, na Copa do Mundo, inclusive", conta um dos envolvidos na mirabolante, bilionária transação.
Que argumenta, além do mais, com a dificuldade de se captar dinheiro privado para o projeto da nova arena alviverde com a WTorre, razão pela qual não só o tal bilhão de reais seria muito bem-vindo como, além do mais, a demonstração da viabilidade do projeto posto em pé facilitaria o indispensável socorro de dinheiro público.
Nada disso impressiona Mariz, que, otimista, chama a atenção para o momento de repatriações do futebol brasileiro, até de técnicos, como Luiz Felipe Scolari. "Depois de muitos anos, a balança de negociações com o exterior, importações x exportações, é negativa. O momento para a Traffic não é de vender braços, mas de acumular expertise."
Expertise. Palavra, coincidentemente, de origem francesa.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
UM EMPATE CONVENIENTE
JUCA KFOURI.
O 100º empate no dérbi, o 40º no Pacaembu, deixou todos bem para seguir no Brasileirão.
ENTRE MORTOS e feridos, salvaram-se todos.
Bem que o empate já pintava antes de o Dérbi começar, o 100º na história, o 40º no Pacaembu que recebeu só 25 mil torcedores -porque o mais sensato tem medo e o desinformado ainda não foi avisado, pelo futebol e pelo governo, de que há novas leis para protegê-lo da violência.
Não ficou mal para o Felipão, que viu seu time ser completamente dominado até o Corinthians fazer 1 a 0 , no gol ligeiramente impedido de Jorge Henrique, que compensou o pênalti não marcado de Armero, com o antebraço na bola, mas que reagiu e dominou o rival até empatar e merecer um pouco mais ao fim do clássico.
Sim, a arbitragem deixou de dar um impedimento difícil de ser marcado no gol alvinegro e foi perfeita no gol alviverde, de Edinho, num lance em que normalmente se erra ao anular o gol. Para Adilson Batista também foi um resultado conveniente, porque marcou uma estreia sem traumas, apesar da perda da liderança para o Fluminense.
Quem temia Bruno César viu Kleber jogar uma barbaridade, numa daquelas tardes em que ele resolve só jogar futebol e ser útil, muitíssimo, ao time. Se Felipão controlar seu temperamento destrambelhado, eis aí um senhor reforço. E quem apostava em Bruno César se decepcionou, apesar de ele ter participado com brilho do gol corintiano. Nada mais natural na vida de um ainda menino diante do tamanho da responsabilidade, algo que Adilson sabe bem.
O Dérbi foi animado, um pouco faltoso demais, principalmente da parte alvinegra, cuja defesa inteira foi amarelada. Mas, se existem lojas de conveniência, existem também empates. Foi o caso.
FIO DE ESPERANÇA.
Tem razão Rogério Ceni ao dizer que, se o São Paulo não tiver como ganhar de quem quer que seja, no Morumbi, e por apenas 1 a 0 para sobreviver (sim, viriam os pênaltis), melhor será ir para casa.
E se o tricolor não brilhou na vitória contra o Ceará, conseguiu, ao menos, marcar duas vezes na melhor defesa do Brasileirão, um alento para o jogo desta quinta, contra o Inter, pela Libertadores.
Sim, é também uma preocupação ter levado um gol do pior ataque do campeonato, mas, mais que tudo, a bela presença de Ricardo Oliveira, e por 75 minutos, é o que deve alimentar a esperança são-paulina de chegar a mais uma decisão de Libertadores, a sétima, tricampeão (1992/93/2005) e trivice-campeão (1974/94/2006) que é o São Paulo.
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