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domingo, 1 de julho de 2012


Para pensar e agir. . .
São Paulo vive situação dramática. 
Só neste ano foram assassinados 40 policiais, todos fora de serviço.
Por Marta Suplicy
São Paulo vive situação dramática. Só neste ano foram assassinados 40 policiais, todos fora de serviço. Vários ônibus foram incendiados numa possível ação orquestrada contra o comando das autoridades policiais. Isso sem falar dos arrastões a restaurantes e prédios.
É nesse contexto de agravamento da violência, tanto na região metropolitana quanto no restante do Estado, que se inserem os casos de violência contra a mulher.
De setembro de 2011 a maio deste ano, tivemos 55.174 casos de mulheres vítimas de lesão corporal dolosa e, destes, 34.906 casos foram no interior --dados da Secretaria da Segurança Pública.
Estudo do Instituto Sangari indica que a violência doméstica ainda é a maior causa de assassinatos de mulheres no Brasil (em São Paulo, em 2010, 663 morreram). Enquanto os homens morrem nas ruas, as mulheres morrem e são agredidas dentro de suas casas.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra a mulher vem apurando denúncias de omissão em diversos Estados brasileiros.
Em São Paulo, Franco Montoro foi pioneiro com a criação da Delegacia da Mulher. Entretanto, quando se aprofunda a questão, as ações são gotas d'água num oceano de problemas --que os números mostram que só se agravaram nas últimas décadas, sem empenho realmente sério por parte do Estado diante dos fatos.
Não existe um programa de atendimento integrado às vítimas e há somente uma Delegacia de Defesa da Mulher com atendimento 24 horas! Mais grave, não existe orçamento nem a devida contrapartida do recurso federal.
As verbas federais para ações de combate à violência contra a mulher não têm sido aplicadas com a transparência necessária pelo governo estadual. Em um Estado com 645 municípios, só existem 34 equipamentos específicos para atendimento às vítimas. O problema das mulheres agredidas e assassinadas tem sido tratado como ocorrência pouco importante ou relevante.
Fico pensando quantos desses que batem em mulher ou quantos assaltantes que estão fazendo da vida do paulista um inferno não são fruto de lares violentos. De mulheres espancadas, humilhadas e abandonadas à própria sorte. Que não tiveram assistência nem oportunidade para tentar, com seus filhos, uma vida melhor. Que, por circunstâncias, não conseguiram criar cidadãos.
Embora 70% das situações de violência contra a mulher ocorram na residência da vítima, esse não é um problema que será resolvido dentro de casa. O Estado tem que estar presente: na infância, prestando assistência às mães, ou, depois, construindo cadeias. Os resultados e diagnósticos da CPMI, se levados a sério, podem fazer diferença.

sábado, 24 de abril de 2010

DILMA, MARTA E MERCADANTE.

Brilha a estrela de Dilma.
O lançamento da pré-candidatura de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo e de Marta Suplicy ao Senado,neste sábado, na capital paulista, se transformou em palanque para a ex-ministra Dilma Rousseff. O evento também deu uma mostra de que a candidatura dos dois petistas paulistas tentará pegar carona na popularidade do presidente Lula, que não compareceu, mas mandou uma carta para ser lida aos militantes do partido.
Lula anda atravessado com o Mercadante desde o epsódio de sua renúncia em caráter irrevogável, e revogável logo depois, em agosto de 2009.
Cada ser humano tem uma cabeça
Cada cabeça um pensamento.
Cada pensamento uma maneira de viver a vida.
Existem pessoas que tem vida própria e outras são parasitas e vivem do sucesso alheio.
Mas, em política, com raras excessões,não é por discordar dos adversários que sejamos inimigos.
Numa democracia impera sempre a cordialidade.
Ninguém é forçado a ter o mesmo pensamento político.
Não vejo nada demais o adversário cumprimentar o outro.
A julgar pela disposição do Presidente Lula, em alterar sua agenda, os companheiros Mercadante e Martha Suplicy, já não gozam de tanto prestigio com o dono do PT. Só resta esperar para ver se domingo, 25.04, ele estará acompanhando a sua candidata Dilma a um café com artistas, no Rio de Janeiro. E aínda tem simpatizante do PT, que culpa a midia, quando algo não dá certo. Santa democracia. Se a Dilma quizer tomar café com uns aposentados, é só avisar, reuno uns 50 mil. Doidos para encontra-lá.