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segunda-feira, 27 de junho de 2011

O FREGUÊS DA BODEGA CORINTIANA

Eis que Juvenal Juvêncio voltou ao seu lugar favorito: a bodega corintiana. Freguês assíduo, ele não perde a chance de dar uma passada lá para tomar a sua dose diária de uísque nacional falsificado do Paraguai. Mas dessa vez uma dose só não bastava. Liédson estava lá para servir 5 doses ao senil presidente são paulino enquanto Jorge Henrique preparava o frango assado encomendado por Rogério Ceni.
Já o “5ão Paulo” continua firme em seu “projeto rebaixamento 2011”. Para espantar especulações e seguir o roteiro traçado no projeto, Juvenal avisou que vai manter Carpegiani no comando da equipe. “Os aspirantezzz do time precisam muito dass liçõeszz do Professor Pardal…(ic)” — disse ele, já um pouco alterado pelo uísque.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

BRASIL DO AVESSO

Brasil é mesmo um país único.
Podem dizer o que quiser, mas é só aqui que temos:
- Renan Calheiros no Conselho de Ética;
-
Bolsonaro na Comissão de Direitos Humanos;
-
Tiririca na “Comição de Educassão”;
-
João Paulo Cunha presidindo a CCJ;
-
Maluf, mensaleiros e o deputado da cueca cuidando da reforma política.
E a coisa é tão ampla que vai muito além da política, afinal…- a Sandy virou devassa;
-
o Faustão ficou magro;
-
e o Silvio Santos ficou pobre.
Quero que alguém me diga que país no mundo tem algo parecido com isso… Se dizem que o mundo vai acabar em 2012, estamos muito mais preparados do que os outros países para encarar o juízo final.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Não é só no Egito que está rolando o maior agito. Aqui o clima esquentou também, só que não foi em razão de algum descaso das autoridades ou escândalo de corrupção. Na verdade era uma questão que mexe muito mais com os brios do brasileiro — e, portanto, muito mais crucial: a derrota do Corinthians na pré-Libertadores. Protestos, pichações na sede corintiana, jogadores ameaçados (até no Tuíter — pode isso, Arnaldo?)… Enfim, o pau quebrou geral. No meio de tanta insensatez, o único momento lúcido da torcida foi quando pediu a cabeça do presidente Andrés Sanchez.
Diante disso, voltamos àquela velha reflexão, meio pesarosa: e se cobrássemos lisura de nossos governantes da mesma maneira que cobramos vitórias de nossos times?… Ah, pensando bem, deixa pra depois, porque logo mais o carnaval tá aí, gente!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

FUNERAL ÉTICO

Lá em Pinda o carro da funerária tinha dupla função: transportar cadáveres à noite e merenda de dia. Fico pensando se algum dia vão começar a usá-lo também como transporte escolar… Mas é melhor nem dar ideia, já que o caráter dessa gente está morto há tanto tempo que foi mumificado.

ENSOPADO DE CHUCU

E parece que emagreceram a merenda da criançada lá de Pindamonhangaba. Mas, parece também, que agora estão preparando um gigante ensopado de chuchu para repor essas perdas. Acontece que a sopa não tem muito gosto, nem possui vitaminas suficientes, o que pode deixar o governo anêmico…

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ADRIANO É CORITIANO... E PALMEIRENSE TAMBÉM

Coisas do futebol. Hoje, os jogadores demonstraram aos torcedores que é perfeitamente possível conciliar o amor por dois clubes rivais (com direito a uma quedinha extra por quem pagar mais). O triângulo amoroso do momento é Adriano-Corinthians-Palmeiras e as juras de amor (e de euros) jorram por todos os lados. Mas, de concreto mesmo, só a negativa das três partes o que reforça ainda mais a tese de que a suruba está apenas no começo… E de que a balada paulistana vai ferver em 2011.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DE MURICY PARA TELÊ SANTANA

Muricy Ramalho provou que é mesmo um especialista em campeonatos longos, que premiam a regularidade e o esforço conjunto afinal, ele mesmo costuma dizer que “isso aqui é trabalho”. Mas, além da competência, Muricy merece ser exaltado pelos seus princípios e ainda poder esfregá-los na cara dos coronéis da bola, enumerados abaixo.
1) Juvenal Juvêncio, o nababesco presidente do São Paulo, mandou Muricy embora e agora vê o treinador levantar mais um título enquanto o tricolor paulista não se classifica nem para a Libertadores. O ciclo de Muricy no clube podia até ter acabado naquela ocasião, mas Juvenal Juvêncio não teve a mínima hombridade e respeito com o técnico que levou o São Paulo ao tricampeonato.
2) Ricardo Teixeira, por sua vez, ao levar um sonoro NÃO do Muricy (o maior golaço de 2010), aprendeu que seus contratos são sempre cumpridos e não tem propina nem da ISL nem de ninguém que mude isso.
3) E finalmente Andres Sanchez, o presidente do Corinthians, porque ele pode até ganhar todas no tapetão e lá na CBF, com Ricardo Teixeira e seus amigos, mas ainda precisa aprender a respeitar aos outros e a perder com elegância.
Contudo, o mais emocionante em ver Flu campeão, foi ver Muricy dizendo que sonhou com o mestre Telê Santana — provando que ele jamais esquece daqueles que o ajudaram a ser quem é hoje. Parabéns ao Fluminense e ao Muricy!
Para fechar esse post, passo humildemente a bola para Nelson Rodrigues, o Pelé da crônica…
“Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos”Nelson Rodrigues.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

SERRA, O CUMPRIDOR DE PROMESSA

Eis que o zé (bolinha de papel) Serra saiu da penumbra essa semana para declarar que não será candidato a prefeito em 2012. Cá entre nós, depois do que aconteceu em 2004 (quando firmou compromisso em cartório de que cumpriria seu mandato até o final), o zé (trólóló) Serra fica sempre em maus lençóis quando lhe questionam candidaturas. Isso significa que, pelo menos até agora, sim, ele será candidato. A não ser que ele apareça qualquer dia desses confirmando sua candidatura, aí o jogo muda completamente e o PSDB vai ter que procurar outro candidato… sem palavra, sem carater, sem compromisso, sem brio, sem consideração, em outras palavras, SEM VERGONHA!!! Pena que o pobre paulista é conservador, medroso, egoista: sempre votas nesses demotucanos!!!

COPA DO MUNDO? AH, VÁ SE CATAR

Na escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022, deu a lógica. Os países que possuem menos estádios foram os escolhidos. E para a Fifa, os países mais aptos a sediar os mundiais são os que contam com as piores infraestruturas e que estão dispostos a liberar mais grana. Embora os argumentos de “internacionalizar” os eventos e levá-los aos países “emergentes” soem bonitinhos e politicamente corretos, o vale mesmo para a Fifa é “quanto é que a gente vai  levar nessa?”. Money talks, bullshit walks (sorry, yankees — go home!).
Dos 16 estádios na Rússia, 13 ainda nem saíram do papel. Dos 12 estádios na Catar, 9 ainda não existem isso sem falar que serão todos “climatizados”, para poder suportar o verão de 40 graus do Oriente Médio. Imaginem quantos cheques polpudos os xeques não soltaram (e ainda soltarão) na mão de oportunistas e atravessadores de plantão para viabilizar toda essa megalomania?
Com isso, não só os xeques, mas também mafiosos, czares e aiatolás da bola se juntam aos coronéis da bola (os aiatocás da Copa de 2014) para vencer mais uma de goleada. E os homens que carregam as malas de dinheiro agora gritam em uníssono: MUITO OBRIGADO, FIFA!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

TIRIRICA, O INTELECTUAL

Existem algumas teorias para explicar o fato de o Tiririca ter passado no teste de alfabetização, feito no TRE. Uma delas está aí acima: ele colou na prova. Afinal, todos nós sabemos que, quem não cola, não sai da escola.
A outra, bastante plausível, é que a prova foi aplicada pelo ENEM — o que dispensa comentários adicionais
Seja qual for a explicação, não tenho problema algum em reconhecer o Tiririca como um grande intelectual desse país. Só me recuso terminantemente a dizer que ele é mais erudito e rebuscado do que a Weslian Roriz — essa sim, a maior pensadora brasileira do século 21.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

FOI O RONALDO

Finalmente desvendado o mistério: foi Ronaldo o responsável pelo rombo de R$ 2,5 bilhões no banco PanAmericano. Oficialmente, a alegação é de que ele vai interpretar um ladrão de bancos num filme ruim, o que justificaria o desfalque (no banco, não nos campos). Mas, extra-oficialmente, este blog apurou que parte dessa fortuna foi usada para pagar os salários fenomenais que Ronaldo recebe do Corinthians (que tem o PanAmericano entre seus 247 patrocinadores). Já a outra parte foi gasta, obviamente, em baladas e em churrascarias… Aí é sacanagem, né? Eu também quero… Chama o Roque!
O Ronaldo tempos atrás fez um acordo com o Silvio Santos para receber, entorno de 50 Milhões de Reais em 3 anos de contrato. O nosso Presidente Corintiano avalisou o negócio com a compra de, aproximadamente 40% do Panamericano pela Caixa Econômica Federal. Nesta hora o Amigo Pessoal e investidor da Fundação Lula, Ike Batista, deve estar se tornando Sócio da CEF com a compra do passivo do Banco do Baú.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

CPMF, RESSUICITANDO O MORTO-VIVO

A política parece mesmo um daqueles filmes trash de terror. Não bastasse aquelas figuras bizarras no congresso e na direção dos partidos, agora querem ressuscitar um imposto morto-vivo também. Não se trata só de ser contra ou a favor, mas de ter o mínimo de bom senso. Imposto sobre movimentação bancária é totalmente rastreável, o que dificulta a corrupção. A CPMF até poderia ser recriada, desde que outros tantos impostos fossem extintos e desde que fosse criado um fundo que garantisse que esse dinheiro fosse de fato repassado à saúde pública.
Obviamente, não parece ser esse o caso. Primeiro, por que cortar impostos nunca chegou a ser discutido seriamente no Brasil (quando se fala de impostos, é só para criar, nunca para cortar).
Segundo por que tem muitas áreas onde se pode cortar gastos para custear a saúde. E terceiro por que já querem ressuscitar a CPMF antes mesmo de começar a discutir a tão prometida reforma tributária.
Se o governadores dos estados e o governo federal estão mesmo tão empenhados em recriar o tributo, é porque estão pensando muito mais neles próprios do que na população que os elegeu até porque o imposto incide em cascata, mesmo em quem não possui conta bancária.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

AGORA É DILMA

Ah, o que não é uma ressaca eleitoral… A turma do Serra declarando “luto oficial”, dizendo que está de malas prontas para sair do país. Do outro lado, a turma da Dilma mandando chupar isso e aquilo. Quanta bobagem. Tucaneiros não sabem perder e petuscos não sabem ganhar. Ou seja, nenhuma surpresa.
Mas, como eu havia previsto na última tragi-crônica, o problema maior foi o que essa campanha representou para o Brasil. Os sintomas já começaram a se manifestar, através do surto preconceituoso e do ranço separatista entre sulistas e nordestinos. (Esqueceram de avisar a esses cretinos que a Dilma ganharia mesmo sem os votos do Nordeste).
Falando da Dilma, parabenizo-a pela eleição. Espero que cumpra suas promessas e faça um bom governo. Do lado de cá, continuo na mesma toada: sigue habiendo gobierno, yo todavía soy contra. Em outras palavras, as charges continuam (e o ceticismo também). Ao contrário do que muita gente pensa, chargistas não torcem contra o país, para que fique mais fácil “chargear” o caos. Faça ela (ou não) um bom governo, as charges estarão lá — e a nossa tragédia continuará sendo uma comédia.

domingo, 31 de outubro de 2010

RECOLHENDO OS CACOS

Esse é o lixo gerado pela campanha eleitoral. E pode colocar tudo na conta dos marqueteiros. Ninguém trabalhou mais do que eles nessa campanha. Cá para nós, transformar Serra e Dilma em simpáticos e sorridentes salvadores da pátria era uma tarefa inglória. Mas reconheço que a estratégia foi muito bem montada. De um lado, o candidato aparece com o sorriso botocado, forjando uma agenda “propositiva”. De outro, atores contratados faziam ataques ferozes ao adversário, com pesquisas, números e gráficos catastrofistas. Do lado de fora, a tropa de choque partidária trocavam ofensas através da grande imprensa e nas ruas, as “militâncias” (pagas, obviamente) partiam para o confronto. Para consumar a tragédia, na internet, blogueiros supostamente “independentes” e tuiteiros distribuíam golpes de facão. O resultado é esse aí. E não tem aterro sanitário que dê conta.

ELEIÇÕES 2010

Ódio, preconceito e revanchismo

“Quando os amigos deixam de jantar com os amigos (por causa da ideologia),
é porque o país está maduro para a carnificina.” – Nelson Rodrigues
É hoje. Chega ao fim o castigo eleitoral a que fomos submetidos nos últimos meses. A frase do Nelson Rodrigues pode até soar um tanto apocalíptica, mas nessa eleição presidencial de 2010 ela não ficou muito distante da realidade. Especialmente no segundo turno, onde os dois candidatos e seus militantes (em estranha simbiose) deixaram de lado suas máscaras e mostraram quem realmente são. Não quero parecer exagerado, mas vejo essa campanha entrando para os autos como uma das piores da história, num retrocesso que nos levou de volta à sujeira de 1989… Ou bem antes, já que o aborto virou o tema central da disputa política, bispos viraram cabos eleitorais e até o papa deu seu pitaco. Algo realmente não anda bem no país — principalmente num estado que, ao se dizer “laico”, passa recibo de hipócrita.
Vejo como é decidida a maioria dos votos no Brasil através do mapa político-eleitoral. O PSDB é forte no Sul e no Sudeste porque privilegia políticas na infra-estrutura (que são as maiores demandas dessas regiões), mas é fraco em políticas sociais — logo tem alcance muito pequeno no Norte e Nordeste. Por outro lado, o PT é forte no Norte e Nordeste porque privilegia políticas sociais, mas não olha a infra-estrutura como deveria — logo, não desfruta da mesma popularidade no Sul e Sudeste. E numa democracia, cada um vota como quiser. Não se pode julgar as pessoas pela maneira como votam. Eu, por exemplo, anulei o voto nesse segundo turno. Podem gritar à vontade, mas tenho cá minhas razões para isso: primeiro, porque não acredito em “menos pior”, e segundo, porque a repulsa que sinto pelo “plebiscito” tucano-petista é letal. Agora, vejam a ironia: não tentei converter as pessoas à minha descrença, mas fui bastante patrulhado por boa parte das pessoas que já sabiam da nulidade do meu voto. Mesmo discordando, posso sinceramente compreender as razões para as pessoas preferirem Serra ou Dilma. Agora, quando vejo o vale-tudo dos candidatos se empregnando nas pessoas, é por que as duas campanhas conseguiram tirar o pior de cada eleitor brasileiro. Sentimentos dos mais abjetos — que estavam trancados no fundo do armário — foram despertados nessas eleições. Os argumentos que ouvi de ambos os “lados” são de uma fragilidade e venalidade assombrosas: “temos de tirá-los do poder, senão a democracia estará ameaçada!”, ou “não podemos deixá-los voltar ao poder, senão eles venderão todo o nosso patrimônio!”. Realmente, o período eleitoral é extremamente tóxico para os neurônios. É como se cada brasileiro fumasse sua pedra de crack e fosse participar da “festa da democracia”, impondo aos outros as suas concepções políticas a fórceps.
Às vezes não sei que país é esse. Queria muito acreditar nessa ascensão social que estamos vivendo, mas ainda vejo o velho ranço da luta de classes, onde “ricos” e “pobres” são inimigos mortais e precisam se odiar. Queria muito acreditar nesse país que se diz miscigenado, mas ainda é escancaradamente racista. Queria muito acreditar nesse país cordial e hospitaleiro, mas ainda vejo muito rancor, arrogância, mágoa e sentimento de vingança em muita gente. Enfim, queria apenas acreditar que o país fosse simplesmente verde e amarelo, mas só vejo a guerra entre “azuis” e “vermelhos”. Preconceito, ódio, revanchismo, generalizações, reducionismos e tudo o que há de pior para se construir uma nação. Estas foram as marcas das eleições de 2010 — e, não se engane, elas vão deixar cicatrizes. Continuamos simplificando questões da maior complexidade, como educação e saúde, ao mesmo passo que continuamos complicando questões banais, como o simples cumprimento das leis ou a separação entre o que é público e o que é privado. Não, esse não é o meu país. A essas alturas, a única coisa que eu gostaria de ver é que, depois dessas eleições, o Brasil se olhasse no espelho e fizesse uma autocrítica. Se conseguisse fazer isso, certamente, não iria gostar nem um pouco da imagem refletida. E isso já seria um grande passo para que em 2014 as coisas fossem diferentes.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

MATERIAL DE CAMPANHA

Foi-se o tempo em que material de campanha servia para divulgar o candidato e trazer novos eleitores. Hoje, o material é usado como arma. E o resultado é que, ao invés de trazer novos simpatizantes, faz com que o eleitorado não tenha a mínima vergonha de fazer as malas e viajar no feriado das eleições…