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sábado, 13 de novembro de 2010

CANÇÃO DA RENDENÇÃO

BOB MARLEY.

Velhos piratas, sim, eles me roubaram,
Me venderam para navios mercantes
Minutos depois deles terem me tirado
De um buraco menos profundo
Mas minha mão foi fortalecida,
Pela a mão do todo poderoso
Nós avançamos nessa geração
Triunfantemente!

Você não irá ajudar-me a cantar,
Essas canções de liberdade?
Porque tudo o que eu sempre tive são:
Canções de redenção
Canções de redenção

Liberte-se da escravidão mental,
Ninguém além de nós pode libertar nossas mentes
Não tenha medo da energia atômica,
Porque eles não podem parar o tempo
Por quanto tempo vão matar nossos profetas?
Enquanto nós permaneceremos de lado olhando
Huh, alguns dizem que é apenas uma parte disto
Nós temos que cumprir inteiramente o Livro

Você não irá ajudar-me a cantar,
Essas canções de liberdade?
Porque tudo o que eu sempre tive são:
Canções de redenção
Canções de redenção
Canções de redenção

Liberte-se da escravidão mental,
Ninguém além de você pode libertar sua mente
Não tenha medo da energia atômica,
Porque eles não podem parar o tempo
Por quanto tempo vão matar nossos profetas?
Enquanto nós permaneceremos de lado olhando
Huh, alguns dizem que é apenas uma parte disto
Nós temos que completar o Livro

Você não irá ajudar-me a cantar,
Essas canções de liberdade?
Porque tudo o que eu sempre tive são:
Canções de redenção
Porque tudo o que eu sempre tive são:
Canções de redenção
Essas canções de liberdade
Canções de liberdade

sábado, 23 de outubro de 2010

PAIXÃO DE CORAÇÃO


Boi Garantido
Composição: Demétrius Haidos e Geandro Pantoja
Nação guerreira
Paixão vermelha
A força do povo
A garra de novo
Sou Garantido e o rei daqui sou eu
Haja o que houver
Esteja onde estiver
Meu amor vermelho pulsará no coração
É folclore popular
É brinquedo pra se amar
Meu boi Garantido tem a alma do povão
Eu sou paixão
Eu sou paixão...
Sou emoção
Sou alegria, eu sou
Eu sou, eu sou campeão
Sou tradição
E sou paixão de coração
Sou paixão de coração...
É de emocionar essa galera encarnada
É de arrepiar o rufar da batucada
Nossa garra tem valor
Não se paga nosso amor
É só regar pra florescer
Superação nos faz vencer (bis)
Garantido, Garantido é o nosso rei
Garantido é o nosso rei (bis)

domingo, 10 de outubro de 2010

POR QUE HOJE É DOMINGO

AMIZADE SINCERA.
Renato Teixeira e Dominguinhos
Composição: Renato Teixeira

Amizade Sincera.
Renato Teixeira
A amizade sincera é um santo remédio
É um abrigo seguro
É natural da amizade
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso
Conte comigo, amigo disponha
Lembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua
Amigo
Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raros
Não há nada melhor do que um grande amigo.

sábado, 2 de outubro de 2010

MILHO AOS POMBOS

Eu acostumava ouvir esta música pelo rádio FM aqui no meu interior. Esta música foi um dos instrumentos de minha politização e pela minha consciência social.

Zé Geraldo.
Enquanto esses comandantes loucos ficam por aí queimando pestanas organizando suas batalhas.
Os guerrilheiros nas alcovas preparando na surdina suas mortalhas
A cada conflito mais escombros
Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça, dando milho aos pombos
Entra ano, sai ano, cada vez fica mais difícil, o pão, o arroz, o feijão, o aluguel
Uma nova corrida do ouro o homem comprando da sociedade o seu papel
Quando mais alto o cargo maior o rombo
Eu dando milho aos pombos no frio desse chão
Eu sei tanto quanto eles se bater asas mais alto, voam como gavião
Tiro ao homem tiro ao pombo
Quanto mais alto voam maior o tombo
Eu já nem sei o que mata mais
Se o trânsito, a fome ou a guerra
Se chega alguém querendo consertar, vem logo a ordem de cima
Pega esse idiota e enterra
Todo mundo querendo descobrir seu ovo de Colombo

sábado, 10 de julho de 2010

MADALENA DO JACU

Prostituta não é jamais sinônimo de mau-caratismo.
Portanto, fico com as prostitutas.
Talvez por isso a Daspu sobrevive à Daslu.
"Madalena, Madalena
Você é meu bem querer
Eu vou falar pra todo mundo
Vou falar pra todo mundo
Que eu só quero é você
Eu vou falar pra todo mundo
Vou falar pra todo mundo
Que eu só quero é você"
Madalena do Jucu - Martinho da Vila.
Composição: Cultura Popular Capixaba

domingo, 30 de maio de 2010

FRUTOS DA TERRA II.

LETRA - Genésio Tocantins e Hamilton Carneiro.
Periquito tá roendo o coco da guariroba
Chuvinha de novembro amadurece a gabiroba
Passarinho voa aos bandos em cima do pé de manga
No cerrado é só sair e encher as mãos de pitanga
Tem guapeva lá no mato
No brejinho tem ingá
No campo tem curriola, murici e araçá
Tem uns pés de marmelada
Depois que passa a pinguela
Subindo pro cerradinho, mangaba e mama-cadela
Cajuzinho quem quiser é só ir buscar na serra
E não tem nada mais doce que araçá dessa terra
Manga, mangaba, jatobá, bacupari
Gravatá e araticum, olha o tempo do pequi
Tem guapeva lá no mato
No brejinho tem ingá
No campo tem curriola, murici e araçá
Tem uns pés de marmelada
Depois que passa a pinguela
Subindo pro cerradinho, mangaba e mama-cadela

terça-feira, 20 de abril de 2010

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI....

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores.
Geraldo Vandré.
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(4x)
Entre tantas músicas, que de uma forma ou de outra nos conta os longos 20 de ditadura, existe uma em especial: Pra não dizer que não falei das flores” composta por Geraldo Vandré, um homem paraibano, que depois de 1968 sumiu e ficou durante anos em silêncio, mais que deixou como herança para as novas gerações, uma composição que por muitos é considerada um hino contra a ditadura, alguns dizem que é a Marselhesa Brasileira. Marselhesa foi um canto de guerra revolucionário que acompanhava a maior parte das manifestações francesas, e em 1975 tornou-se hino nacional da França.
Caminhado e cantando e seguindo a canção, Somos todos iguais braços dados ou não: representa as passeatas que reuniam, em sua maioria, jovens que tinha consigo um desejo de mudança, ambições e sonhos, eram movidas a cartazes de protestos, a vozes gritantes que entoavam hinos e músicas. Essa frase também mostra que independente de crenças e idéias, as pessoas são iguais, estando elas do mesmo lado ou não.
Nas escolas nas ruas, campos, construções: As manifestações eram compostas de pessoas de diversos ambientes, mais que possuíam o desejo de mudança em comum: agricultores, operários, componeses, mulheres, jovens, professores jornalistas intelectuais, padres e bispos. No caso de professores, jornalistas e intelectuais eles eram censurados e vigiados, o que depois de AI-5 ocorreu com maior intensidade, os professores não podiam lecionar e mencionar nada referente ao golpe, os jornalistas tinham seus artigos e matérias cortadas pela censura e os intelectuais eram proibidos de disseminar suas ideais e também publicá-las. Nas universidades não havia vagas e muitos jovens não conseguiam estudar, mulheres eram discriminadas e impedidas de trabalhar, os operários sofriam com os baixos salários, agricultores e camponeses tinham suas terras ocupadas e os padre e bispos eram ameaçados, presos e muitas vezes expulsos do país. Então a maneira encontrada para protestarem pelos diretos, era juntar-se Aqueles que também possuíam idéias de mudança e desejo por um país melhor.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber: Esse trecho contesta sobre aqueles que sofriam o momento na pele e não faziam nada , afinal não se muda um país, ficando parado.
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer: refere-se também a essas pessoas que preferiam ficar em silêncio em vez de tentar alcançar a mudança junto aos estudantes e aos demais.
Pelos campos há fome em grandes plantações: as pessoas que trabalham nos campos, ou que eram agricultores também sofriam com a ditadura, e aos poucos que possuíam um pedaço de terra a mesma lhe era tomada, os camponeses muitas vezes eram despejados e acabaçam por passar fome.
Pelas ruas marchando indecisos cordões: cordões é como ficou conhecido os grupos de foliões que tomavam as ruas durante o carnaval, o nome refere-se a características dos grupos serem formados de forma que as pessoas se sucedem. Assim era composta algumas manifestações, como da Passeata dos Cem mil, que parecia ser dividida em blocos: artistas, mães, padres, intelectuais e entre outros, que em muitos casos caminhavam indecisos ou com medo dos militares.
Ainda fazem da flor o seu mais forte refrão – E acreditam nas flores vencendo o canhão: Enquanto os militares reprimiam os protestantes com canhões, bombas de gás, e armas, a população saia nas ruas com cartazes e coma força de suas vozes, muitos atirando pedras e tudo que se estivesse ao alcance, mas nada parecia ser tão forte e provocante quantos os gritos, as palavras de ordem dos movimentos estudantis, frases e musicas daquele ano, essas sim eram suas verdadeiras flores mas começaram a surgir grupos que não acreditavam mais em democracia sem violência, alguns grupos de radicais se formam e gritavam em coro: “Só povo armado derruba a ditadura”, enquanto do outro lado um grupo militante gritava: “Só povo organizado conquista o poder”.
Há soldados armados, amados ou não/Quase todos perdidos de armas na mão: Os soldados estavam sempre armados e dispostos a prender os manifestantes e levá-los para as salas do DOPS, porém, muitos pareciam alienados, não sabiam direto o que acontecia ou fingiam não saber, para quem sabe assim se redimir da culpa de tantas mortes e “desaparecimentos” da época. Mas tinham famílias namoradas, mãe, irmãos podiam sim ser armados por alguém ou então odiados por todos. Muitas manifestações foram, sobretudo contra a violências dos policiais.