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terça-feira, 14 de agosto de 2012

ATLETAS OLIMPICO,

Jogos Olímpicos.
Caso o Brasil se prepare com honestidade e competência, teremos sucesso somente em 2020. Em 2016, somente se alguns dos grandes atletas africanos e cubanos se naturalizarem brasileiros. 
O resto é balela, porque um atleta olímpico não se prepara em 4 anos e, principalmente, tendo o PC do B S/A no comando. 
Fora os políticos e as velhas raposas do esporte brasileiro.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

TANTO BRONZE


Sem argumentação, cheio de panfletismo barato tipica peça publicitária. 
É óbvio que o articulista defende esses eventos, pois o ufanismo traz contas para sua agência. 
O nosso lugar no pódio é o seguinte: no ranking da corrupção e ineficácia dos serviços públicos: 1º lugar, no ranking do IDH Brasil ocupa 84ª posição entre 187 países; No IDH 2011 agora no ranking da educação e saúde públicas quem frequenta a periferia e subúrbio das grandes (o que talvez não seja o seu caso) não tem duvida nenhuma: estamos na rabeira !!!!!!!!! 
Nossas crianças não aprendem sequer a ler, temos tudo que se precisa pra fazermos uma grande Olimpíada. Só precisamos ser uma nação.
Como o texto diz não e só futebol ou vôlei, mas sim a possibilidade do Brasil se tornar o pais do seculo XXI. Nosso país não é sério, o povo aceita a corrupção e é mal preparado no esporte.
Brasil primeiro país de tolos.

terça-feira, 24 de julho de 2012

OLIMPIADAS 2.016

Já começaram os Jogos Olímpicos! Os do Rio de Janeiro.
Deveríamos ter uma revolução no esporte brasileiro para que tivéssemos bons representantes em 2016. E ela deveria ter começado em 2000. Ou em 2001, ou em 2002 etc... A base dessa revolução viria da massificação do esporte. E para isso seria bom imitarmos o estilo cubano. 
Por José Roberto Torero, na Carta Maior
Os Jogos Olímpicos de Londres vão começar neste sábado. Mas os jogos do Rio já começaram há mais de dez anos. E estamos indo mal, muito mal. 
Explico: É que a grande desculpa (ou, vá lá, motivo) para os Jogos no Rio é que eles alavancariam o esporte no país. Mas nada mudou. Pelo menos, nada realmente importante. 
Deveríamos ter uma revolução no esporte brasileiro para que tivéssemos bons representantes em 2016. E ela deveria ter começado em 2000. Ou em 2001, Ou em 2002 etc... Mas até agora, 2012, nada começou. Ou quase nada, já que pelo menos temos uma Secretaria de Alto Rendimento dentro do Ministério dos Esportes desde 2003. Mas ainda é pouco.
Precisamos é de uma revolução. E essa revolução poderia ser dividida em três partes, assim como uma pirâmide, que tem base, meio e cume.
A base viria da massificação do esporte. E para isso seria bom imitarmos o estilo cubano. 
Lá, todas as crianças têm chance de praticar esportes em suas escolas. Mais que isso, a educação física é uma disciplina que pode obrigar o aluno a repetir a série se ele não for aprovado. Não é apenas futebol para os meninos e queimada para as meninas.
A massificação cubana gerou um resultado impressionante. Nos Jogos Olímpicos entre 1908 a 1960, o país caribenho conseguiu apenas uma medalhinha. Vinte anos depois, nas Olimpíadas de Moscou ganhava 8 de ouro e 20 no total. E, no ano 2000, já em crise econômica, chegava a 11 de ouro e 29 no total. 
O mais impressionante é que estes números vêm de um país com apenas 11 milhões de habitantes. Dezoito vezes menos populoso que o nosso. E com uma renda per capita quase três vezes menor. 
O meio da pirâmide seria uma mistura entre os estilos alemão e chinês. 
Na Alemanha há uma íntima relação entre clubes esportivos e escolas. Ou seja, o garoto que se sai bem no esporte em sua escola passa aos clubes esportivos. No Brasil temos um pouco disso, mas não está institucionalizado. Clubes como Pinheiros e Flamengo já fazem um bom trabalho. Mas isso poderia ser potencializado, tornando-se realmente uma parceria público-privada. 
Porém, como o parque esportivo implantado nos clubes não seria suficiente para atender nossa população, precisaríamos implantar escolas públicas de esporte, como há na China. Lá temos números inacreditáveis: são 3.880 escolas esportivas de tempo livre, 254 escolas de elite e 159 escolas esportivas experimentais. Não é à toa que eles superaram os EUA nas últimas Olimpíadas.
Por fim, o cume seguiria a escola australiana. 
Lá existem centros de excelência exemplares, que mudaram a história deste país nas Olimpíadas. Eles são chamados de Institutos de Esporte. São oito conjuntos esportivos (em que há piscinas, pistas de atletismo e moradia para atletas) que aliam uma infraestrutura impressionante à tecnologia de ponta. O principal destes institutos, que fica em Camberra, foi criado em 1981 e é conhecido como “Fábrica de campeões”.
Nos Jogos de 1980, antes da criação destes centros de alto rendimento, a Austrália conseguiu duas medalhas de ouro e nove no total, ficando em 15º. lugar. Vinte anos depois o país conseguiria 16 medalhas de ouro e 58 no total, tornando-se a quarta potência olímpica do planeta. 
Nunca é demais lembrar que se trata de um país com apenas 23 milhões de habitantes, cerca de 12% da nossa população.
Ou seja, há bons exemplos espalhados pelo mundo e eles poderiam ser adaptados para o Brasil. Mas aqui parece que pensamos mais em estádios que em atletas, parece que pensamos mais nos salões de festa do que na própria festa.

domingo, 1 de julho de 2012

COPA DO MUNDO E OLÍMPIADA


Por Rosilene Moraes de Castro, do Jornal do Brasil.
Copa do Mundo 2014 e Olimpíada 2016.
O Brasil vive um momento de expectativas, pois será o anfitrião de grandes acontecimentos como a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016. Muitos aspectos positivos vêm junto com eles. O Brasil estará no centro das atenções do mundo, ao mesmo tempo que abrirá portas para mais investimentos no país, trará mais empregos, mais turismo, devendo então as autoridades estar mais preocupadas com a segurança... Mas será que temos infraestrutura adequada para suprir as necessidades de eventos desse porte?
Esse é o problema que vamos enfrentar, pois, além de construir e reformar estádios, o governo deverá desembolsar milhões em infraestrutura básica no país. Um exemplo é a situação caótica nos aeroportos. A Infraero deverá investir no aumento da capacidade, no conforto e na segurança dos milhares de turistas esperados.
Outra questão a ser resolvida refere-se ao saneamento, que muitos locais ainda não possuem. E não se esqueça a falta de drenagem das águas pluviais, que frequentemente causam transtorno na cidade com as enchentes. Além da drenagem da água da chuva, o sucesso no combate às enxurradas depende da conscientização da população no descarte do lixo, que geralmente é jogado em qualquer lugar, entupindo bueiros pela cidade e poluindo rios.
O governo deve aproveitar o momento desses eventos e eliminar de vez a poluição da Baía de Guanabara, programa que já vem há muito tempo, apesar de já ter consumido muita verba, e ainda não teve solução. O trânsito complicado nas péssimas vias públicas é outro problema a ser enfrentado, horas de engarrafamentos em pequenos deslocamentos são frequentes em nossas grandes cidades. O transporte público em condições precárias é outra questão que merece atenção — superlotação nos trens e metrôs é um fator fundamental a ser resolvido.
A segurança pública deve ser permanente, não somente durante os eventos, como aconteceu nos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, em 2007, quando o Exército ocupou as ruas, e tivemos duas semanas de paz. Isso mostra que, quando se quer, as autoridades podem e sabem fazer. O problema deve ser enfrentado e resolvido de maneira constante, e não momentânea. Como podemos ver, temos muitos problemas para serem solucionados. Tudo deve girar em torno de um planejamento sério, cuidadoso e organizado, respeitando prazos, projetos, especificações dos serviços e materiais, respeitando o orçamento rigorosamente.
Todo esse desenvolvimento social é possível, desde que haja vontade política, para que as mudanças positivas permaneçam após 2016. No Brasil, falta essa vontade, o que impede a tão desejada transformação social. Um exemplo disso está no fato de a maioria das obras previstas estar em atrasos ou sequer tenha começado, o que representa um descaso absoluto das autoridades com os prazos. Muitos projetos ainda não saíram do papel mostrando total incompetência e desorganização. Para que aconteçam as mudanças para recebermos com louvor os grandes eventos devemos fiscalizar, identificar e denunciar as tentativas de fraudes.
Devemos também cobrar prazos, interagir com a mídia, pressionando todas as esferas do governo e mostrando que nós, cidadãos, estamos atentos, de olho nos desdobramentos da organização desses acontecimentos. Organizar a Copa e a Olimpíada é um desafio para todos os brasileiros. Só assim poderemos nos beneficiar com os investimentos realizados. Devemos vestir a camisa brasileira, e fazer o melhor agora. 
Devemos nos unir, cidadãos e autoridades, em prol das melhorias no nosso país, pois o principal resultado da Copa e da Olimpíada será o legado deixado por esses eventos, e os maiores beneficiados seremos nós mesmos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

FOGÃO É OLÍMPICO

Botafogo 2016.
Domingo, antes de seu jogo contra o Grêmio, no Engenhão, o Botafogo fará um desfile olímpico com seus 600 atletas de todas as modalidades esportivas.
A direção artística será do alvinegro Max Lopes.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

PARA MELHOR

Governo turbina lei de incentivo ao esporte
Por meio de MP, Lula altera a Lei Agnelo/Piva e muda o Bolsa-Atleta, na tentativa de tornar o País uma potência.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem Medida Provisória de apoio aos esportes de alta performance, com o objetivo de tornar o Brasil potência esportiva até os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. Em discurso, ele disse que vem refletindo sobre sua passagem pelo governo e concluiu que precisaria ter feito mais pelo esporte. “Em 1.º de janeiro vou descer as escadas do palácio pensando não no que fizemos, mas no que deixamos de fazer”, afirmou.
Otimista, Lula considerou modesta a meta, anunciada pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, de tornar o Brasil a 10.ª potência esportiva mundial, conquistando no mínimo 13 medalhas de ouro e batendo o recorde do País. “Se a previsão é que o Brasil será a 5.ª economia do mundo, por que não pensar em metas mais ambiciosas para o esporte?” Lembrando o êxito do vôlei, obtido com a profissionalização, Lula disse que os brasileiros perderam a pecha de perdedores e até alimentam a presunção da invencibilidade. “Precisamos ser presunçosos mesmo e chegar a 2016 preparados para ganhar mais medalhas do que em qualquer outro tempo.”
A MP prevê mudanças no repasse da Lei Agnelo/Piva, de incentivo ao esporte, cria o programa Cidade Esportiva e introduz novas categorias no Programa Bolsa-Atleta, que privilegiará estudantes e desportistas

sexta-feira, 30 de julho de 2010

COMISSÃO DE FRENTE

EDUARDO OHATA.
O COB conta desde fevereiro com os serviços de dois jornalistas com trânsito nos bastidores de Brasília. Edgar Lisboa, ex-diretor de jornalismo da Confederação Nacional da Indústria, e Marcelo Netto, acusado de ter atuado no polêmico caso da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos, em 2006, que culminou na queda de Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, de quem Netto era assessor.
Lisboa e Netto vão assessorar o COB nas áreas política, econômica e institucional em Brasília, para facilitar as relações em nível federal para 2016. Lisboa atua junto aos parlamentares. Netto se desloca entre os ministérios e outros setores do governo.
Visita.
Para a próxima segunda-feira, está prevista a visita de Dilma Rousseff à sede do comitê, na Barra da Tijuca. Marina Silva e José Serra já passaram por lá.
Quem cedo madruga.
Em seu primeiro dia de expediente na CBF, o treinador da seleção brasileira, Mano Menezes, chegou às 10h para trabalhar, ontem. Mas, na confederação, o expediente só começa a partir das 13h.
Peixe fora d'água.
A solução foi encontrar uma sala no prédio da entidade para o treinador se acomodar enquanto esperava a chegada dos funcionários.
Beija-mão.
Fiel da balança na eleição do Clube dos 13, o presidente do Botafogo, Maurício Assunção, visitou ontem à tarde Teixeira em seu gabinete na CBF.
Chefão.
O presidente do Santos, Luis Alvaro Oliveira Ribeiro, comunicou aos quatro santistas na seleção de que estará com eles também no amistoso da equipe nacional contra os EUA, em Nova Jersey. Ele foi convidado para chefiar a delegação.
Dança das cadeiras.
Macnelly Torres, do Colo Colo, encarado por dirigentes palmeirenses como opção B caso o clube não fechasse com Valdivia, está cotado para ir para o Al Ain, justamente de onde veio o meia.
Surpresa.
Silas recebeu anteontem visita no Olímpico de são-paulinos que viajaram para assistir ao jogo do time paulista. Sob os olhares de gremistas, assinou autógrafos e ouviu que seria bom se voltasse ao Morumbi.
Críticas.
O trabalho de Silas, ex-meia do São Paulo, tem sido questionado por torcedores no RS.
Onipresente.
Apesar de ter se transferido para o Fluminense, a ficha de Washington até ontem figurava no site oficial do São Paulo.

terça-feira, 20 de julho de 2010

JÁ QUE TÁ DENTRO DEIXA

Com certeza, o Brasil pode fazer um lindo Mundial e uma linda Olimpíada.
Absolutamente nenhuma discordância quanto ao papel elitista, entreguista e canalha da grande imprensa oligopóliga brasileira, que são vendilhões grotescos da nação brasileira, disso não há dúvida.
Mas não é porque atacam ou secam a Copa e as Olimpíadas no Brasil que automaticamente devemos acreditar que a vinda de tais eventos para cá foi algo bom para o país. Sempre fui mais favorável às Olimpiadas, mas claro, se houver seriedade do comitê organizador e das autoridades, delimitada mais ao Rio e que terá reflexos no desenvolvimento de outros esportes no Brasil, já que o futebol é um esporte consolidado no país.
Em meu entender, as dezenas e dezenas de bilhões de reais que serão gastos em tais eventos teriam uma serventia infinitamente superior se fossem canalizados para áreas prioritárias (educação, saúde, saneamento basico e etc). Também acho que temos condição de fazer uma ótima Copa, se nos organizarmos logo. Corremos um sério risco de gastarmos rios de dinheiro e ficarmos no prejuizo, até porque infelizmente, há pouca transparência nas licitações e controle nas obras de infra-estrutura e há muitos interesses privados de um pequeno grupo que envolve a Fifa, a CBF e a Globo que não correspondem aos interesses da sociedade. Pois não agradar a mim, e á ninguém de bom senso vermos tais bilhões serem administrados por grupos privados (Robertos Teixeiras, Nuzmans, etc) que estão mais para máfias do que para qualquer outra coisa. Entretanto, agora não tem mais jeito, vamos ter que realizá-la.
Os barões da MÉRDIA nativa e os seus lacaios porta-vozes, os tais jornalistas-colegas dos patrões  prega o abandono de cidades do centro-oeste e do Amazonas como sede, alegando que os estádios não terão uso depois. Até o craque Tostão caiu nessa cilada.
Se no Sudeste, os estádios vão virar arenas multi-uso, por que os estádios dos outros lugares não podem fazer o mesmo? Há festas típicas como os Bois de Parintins, há Carnaval, há uma série de outros eventos sobre ecologia que podem ir a esses lugares e se utilizar da estrutura dos estádios. O futebol pode ser alavancado lá à partir dos estádios.
O que não pode é o Brasil deixar de fora da Copa, regiões que simbolizam seu potencial cultural e econômico.

SE ACHAM!!!!

Entre os que mais fizeram campanha contra a sede das Olimpíadas no Rio e continuam nessa ladainha, estão jornalistas que criaram a lei Pelé, com todo o poder para empresários e o festival do dinheiro invadindo definitivamente o futebol, em detrimento dos clubes. Foi a introdução do neoliberalismo no esporte, essa a grande fonte permanente e legal dos escândalos, da descaracterização dos clubes, da exportação maciça de jogadores com pouca idade, a perda de identidade do nosso futebol, porque quase toda a seleção joga lá fora, com técnicos de outros países.
Representam bem o farisaismo da mentalidade tucana, pessimista agora que o Brasil melhora, acreditam que a corrupção é uma fatalidade, eles que nunca chiaram no governo FHC e do Zé (pedagio) Serra, esses bovinos servidores do grande irmão, não se conformam com o destaque que o Brasil teve no período Lula. Ainda recebem o apoio dos esquerdistas infantis, que criticam Lula por ter bom senso de não dar-lhes ouvidos, conheço um militante do PT que sofre desta doença infantil.
É impressionante a capacidade que esses caras tem de humilhar tudo que cheira a povo, a Brasil. Serão enterrados no limbo da história e, após sua morte, nem os corvos frequentarão seus túmulos.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

PROJETO SEM VELOCIDADE

Editorial, Jornal do Brasil.
É preocupante a informação de que o prazo máximo para a construção do trem-bala – que ligará as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas – será o ano de 2017, conforme divulgado ontem, durante o lançamento do edital de contratação das empresas. Se levado até o limite, o cronograma desconsidera a importância do projeto para a realização dos dois maiores eventos do esporte mundial que o Brasil sediará, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, marcados, respectivamente, para 2014 e 2016.
O trem-bala já vem sendo discutido há alguns anos, mas não na velocidade necessária e condizente com que transportará passageiros entre as duas principais cidades do país (275 km/h em média). É certo que um projeto de tal magnitude, com investimentos estimados em cerca de R$ 33 bilhões, não pode ser conduzido com pressa. É preciso um estudo aprofundado de viabilidade, que leva em conta obstáculos geográficos (como rios e montanhas), fundiários (envolvendo a complicada questão de desapropriações), políticos (o lobby de cidades que querem abrigar ou alterar os locais das estações previstas) e, claro, financeiros.
Tudo isso justifica, em parte, a demora. Outra parte deve ser creditada à já conhecida burocracia brasileira e à lentidão com que obras são tocadas no país, seja por que governo for. A construção do trem-bala para a Copa do Mundo de 2014 – que seria factível, caso o ritmo fosse o adequado – não será mais possível. Está muito perto. Que se apresse, ao máximo, então, sua inauguração para a Olimpíada de 2016.
Durante o lançamento do edital, que marca o leilão do trem-bala para 16 de dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse acreditar nesta possibilidade, desde que se trabalhe em mais de um turno e até aos sábados e domingos.
O empreendimento do trem de alta velocidade, antes de mais nada, é um projeto de infraestrutura, independentemente da realização da Copa e da Olimpíada. Mas sua realização deve ser tomada como um símbolo da capacidade de organização e de planejamento do Brasil.
Lula, durante a cerimônia do edital, aproveitou para reclamar da pressão da Fifa. A entidade máxima do futebol, logo após terminada a Copa da África, no último domingo, disse estar preocupada com os prazos para o Mundial de 2014, ao cobrar os estádios, aeroportos e melhoria no sistema de transporte.
Para Lula, o tom foi excessivo, como se “nós fôssemos um bando de idiotas que não soubéssemos fazer as coisas e definir as nossas prioridades”. A resposta deve ser entendida como forma de evitar novas e futuras reprimendas que ultrapassem os limites. Mas é preciso compreender também que, se o privilégio de abrigar um evento internacional traz bônus (materiais e imateriais, econômicos ou não, como os créditos políticos que certamente serão reivindicados nas próximas eleições), ele implica igualmente ônus.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

COPA 2014 VI

A Confederação Nacional da Indústria prevê investimentos da ordem de R$ 135 bilhões para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016. Dos gastos em investimentos previstos para a Copa do Mundo, R$ 6 bilhões seriam em estádios, R$ 90 bilhões em mobilidade urbana, R$ 9 bilhões em aeroportos. O restante seria aplicado em infraestrutura. A estimativa consta no documento "A Indústria e o Brasil: uma agenda para crescer mais e melhor", que será entregue aos pré-candidatos à Presidência da República na próxima semana