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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ficha mais que suja busca mandato.
Jáder Barbalho, um dos maiores corruptos do país, vai entrar novamente com recurso para ter garantido seu mandato de senador da república. Foi o segundo mais votado nas últimas eleições no Estado do Pará e os paraenses que me desculpem mas, pelo amor de Deus né gente !!! Votar num cara como esse com toda a ficha suja que ostenta é uma tremenda burrice, ou então, venderam o voto. De tentativa em tentativa Jáder Barbalho vai procurando vencer a batalha e tenta, pelo cansaço, obter voto favorável no STF, aproveitando agora a mudança do ministro que julgará seu caso. Como o STF ultimamente só vem tomando decisões contrárias à opinião pública, não é de se estranhar que Jáder Barbalho retorne ao Senado mesmo com sua ficha sujíssima.

sábado, 6 de novembro de 2010

DESMONTANDO A VISÃO SECESSIONISTA


Por Alexandre Porto, Blog do Alê.
Dividir eleitoralmente o Brasil entre Norte e Sul é não entender o recado das urnas.
Criei esse mapa sob demanda da jornalista historiadora e blogueira Conceição de Oliveira (@maria_fro), para mostrar como são falsas as interpretações de que o Brasil estaria dividido entre pobres e ricos, Sul e Norte. Esse falso contencioso tem gerado uma série de manifestações xenófobas, principalmente difundidas nas redes sociais. Criei com uma graduação de cores baseado nas diferenças de votos em cada estado. Vermelho e azul mais fortes, representam grandes diferenças, as cores mais suaves, ao contrário, pequenas diferenças.
Já foi bastante comentado pela imprensa o fato de que mesmo na absurda hipótese de não se computar os votos das regiões Norte Nordeste, Dilma venceria, mesmo que por pequena margem.
Repare que as duas maiores vitórias de Serra foram exatamente em estados da região Norte, Acre e Roraima. Estados com pequena população e que têm uma forte pressão entre o setor agrícola e ambiental. No Sul, sudeste e Centro-Oeste, ele vence sempre por pequena margem de votos. Em quatro deles, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo por diferenças menores que 3% dos votos válidos. Uma margem ligeiramente maior, Serra obteve em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Sua maior vitória, pasmem, foi em Santa Catarina local de recente polêmica a cerca de mudanças no Código Florestal, onde o tucano conquistou pouco mais de 56% dos votos válidos.
As vitórias de Serra, incluindo aí toda a região centro-sul do Pará, o chamado "Arco de Fogo", foram em regiões com predomínio da economia agrária. Podemos avaliar que foi em parte pelo conservadorismo dos produtores rurais e o "fantasma do MST", mas também pela forte campanha realizada nessas regiões e sobre o fator câmbio, que de fato tem prejudicado a economia desses estados, nos últimos dois anos. A verdadeira revolução no crédito rural, levada a cabo por Lula, não foi ainda capaz de vencer essa resistência contra uma candidatura de esquerda.
Ao contrário, Dilma além de ter vencido em mais estados (16 a 11), obteve vitórias bem mais contundentes, em praticamente toda a região Nordeste e no estado do Amazonas. Em três deles, Pernambuco, Maranhão e Amazonas, Dilma venceu em todos os municípios. No Ceará perdeu em apenas um; Na Bahia em 8, sendo que apenas um de médio porte, Vitória da Conquista.
Mas mesmo com todas as dificuldades, a candidata petista praticamente obteve "empate técnico" em várias regiões. Incluindo aí o já citado Pará, onde ela venceu por apenas 53,2% dos votos, sua vitória mais apertada.
O Brasil não está dividido entre norte e Sul. E o que teve de atrito, se deve mais ao nível da campanha eleitoral que às diferenças econômico e sociais. Dilma terá que governar para todos. Precisa melhorar a infraestrutura da produção agrícola, que já vai levar um choque com a inauguração de algumas obras importantes, como as ferrovias Norte-Sul e Transnordestina, a Integração das Bacias do São Francisco e mesmo as hidrelétricas do rio Madeira. São obras, acima de tudo, de integração nacional.
Para além das prioridades na saúde, educação e diminuir o abismo social, governar um país continental, com tantas realidades regionais diferentes, é sempre um exercício de acomodação política e coragem para avançar sobre os desafios, que são gigantescos. O Brasil está ao seu lado Dilma.
Nesse momento no qual o Brasil resvala na xenofobia, que tal ouvir "O Mundo" com Ney Matogrosso, Pedro Luis e a Parede?

domingo, 31 de outubro de 2010

Vazou a boca de urna do Ibope. Dilma 57% e Serra 43%, confira.
A pesquisa de boca de urna apurada pelo Ibope neste domingo trará Dilma Rousseff à frente do tucano José Serra com folga. Segundo a Folha apurou, Dilma recebeu 57% dos votos e Serra, 43%.
No primeiro turno, o Ibope apontava indefinição do quadro. No dia 3 de outubro, a petista recebeu 51% das intenções de voto. José Serra obteve 30%. A eleição acabou indo para o segundo turno.
O resultado deve ser divulgado a partir das 19h de Brasília --quando termina a votação no Acre-- pelo instituto e pela TV Globo.
DILMA
Dilma participou na manhã deste domingo de um café da manhã em Porto Alegre com cerca de 150 líderes políticos das coligações que a apoiaram no Rio Grande do Sul. Por volta das 9h15, ela votou em uma escola, no centro da cidade.
Ao discursar para os correligionários, no hotel Plaza São Raphael, a candidata lembrou que ontem esteve em Minas, onde nasceu, e que hoje foi ao Estado onde fez sua trajetória política. "É como se eu fizesse a trajetória política da minha vida. Aqui fui recebida quando saí das prisões da ditadura".
Dilma afirmou que é um "bálsamo para a alma terminar a caminhada" entre companheiros políticos e amigos. Ao fazer um balanço para os jornalistas, a candidata disse preferia enfatizar os "bons episódios" da campanha. Questionada se poderia chamar a oposição para seu governo, ela afirmou que pretende governar com a coligação, mas para todos os brasileiros.
"A minha coligação, que me trouxe até aqui, é a coligação com a qual vou governar. Vou governar para todos, conversarei com todos os brasileiros".
SERRA
Serra votou por volta das 11h30 deste domingo no Colégio Santa Cruz, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo).
Segundo o tucano, o povo vota, escolhe e decide. "O que vamos fazer agora é aguardar essa decisão. Se motivação houve para essa batalha desigual, o elemento fundamental é a confiança que eu sentia nas ruas, no abraço das pessoas."
Ele disse torcer para que hoje, além da "beleza da democracia", haja também a "beleza da alternância do poder".
Na saída, um manifestante, estudante de ciências sociais, mostrava um cartaz com os dizeres: "Serra, o papa é contra a camisinha no combate à Aids?"
Serra votou acompanhado de sua mulher, Mônica, e de seus companheiros de coligação: o governador eleito, Geraldo Alckmin (PSDB), o atual governador Alberto Goldman (PSDB), o prefeito da Capital, Gilberto Kassab (DEM), e o senador eleito por São Paulo Aloysio Nunes (PSDB).
Depois de confirmar seu voto, ele posou para fotos acompanhado dos netos --Antonio e Gabriela--, fazendo com as mãos o gesto que simboliza a vitória.
No primeiro turno, o candidato votou no começo da tarde e estava acompanhado de seu vice, Indio da Costa (DEM-RJ).

O QUE PENSAM

20 perguntas para Dilma e Serra.
Os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) responderam, por e-mail, às perguntas enviadas pela Folha. Eles dizem o que pretendem fazer em áreas como saúde, segurança, ambiente e política externa.
Entre as propostas, há mais semelhanças do que diferenças, como se observa nas respostas a respeito de economia. Porém, algumas discordâncias saltam à vista, como nas opiniões sobre a remuneração extra para professores.
SAÚDE
1 - O que o (a) sr. (a) pretende fazer para elevar a participação do PIB em despesas com saúde?
DILMA "Se eleita, vou construir no meu governo a estrutura definitiva do SUS, o que requer financiamento compatível com suas necessidades. Vou apoiar a regulamentação da emenda constitucional nº 29* para fixar novos patamares de vinculação da receita e definir o que são ações e serviços públicos de saúde. Promoveremos maior equidade na distribuição dos recursos federais e estaduais para a saúde utilizando critérios epidemiológicos, de rede instalada, renda per capita, IDH e outros para corrigir as desigualdades."
SERRA "Regulamentar a emenda constitucional nº 29*. Isto não vai resolver inteiramente o problema de financiamento da saúde, mas é um passo importantíssimo para aumentar os recursos no SUS."
*trecho da Constituição que determina como e quanto o poder público deve investir em saúde
2 - Pretende eliminar subsídios para os planos de saúde privados, hoje da ordem de R$ 14 bilhões, como forma de buscar mais recursos para a área da saúde?
DILMA "Aprimorar a capacidade de regulação do Estado brasileiro sobre os diversos setores econômicos da saúde é um de meus objetivos centrais. Em relação aos planos de saúde, além de garantir a prestação de serviços com grau de qualidade adequada aos usuários, um grande desafio será efetivar o ressarcimento dos procedimentos realizados nos usuários de planos e seguros de saúde no âmbito do SUS."
SERRA "Não. Eliminar esse benefício de abater as despesas com saúde no imposto de renda não vai resolver a questão do financiamento da saúde. Porém, no nosso governo, vamos retomar o encaminhamento do reembolso que os planos de saúde devem ao sistema público."
3 - Mais da metade dos municípios brasileiros ainda não dispõem de equipes de Saúde da Família. O que vai fazer para atingir essas localidades?
DILMA "A universalização do Programa Saúde da Família é uma das propostas centrais de meu programa de governo", afirma a candidata. "Vamos apoiar os municípios neste processo, o que requer financiamento compatível e ações para resolver os vazios assistenciais que ainda existem no país. Vamos adotar estratégias como o serviço civil. Vamos levar os médicos aos municípios com carência desse profissional por meio de incentivos, associados à anistia de financiamento estudantil e outros. Ampliaremos o número de bolsas de residência no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste."
SERRA "Investir pesado nos recursos humanos e criar um novo modelo de financiamento para a área", diz

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Os comitês de Dilma Rousseff e José Serra trabalham com a perspectiva de que o último debate da campanha de 2010 terá mais ideias do que farpas.
O evento vai ao ar a poucas horas da eleição, na noite desta sexta (29). Será exibido pela TV Globo, nas pegadas da novela Passione.
As regras do evento inibem o confronto direto. Diferentemente do que ocorreu nos nove debates anteriores, os candidatos não farão perguntas um ao outro.
As questões serão formuladas por um grupo de oito dezenas de eleitores indecisos. Gente de diferentes regiões do país. Segundo o Datafolha, os indecisos somam 8% do eleitorado.
Selecionado previamente, o grupo recebeu uma lista de 19 temas. Cada eleitor escolherá um assunto de sua predileção e formulará cinco perguntas.
As questões elaboradas pelos eleitores serão repassadas à produção do programa. Passarão por um filtro.
Ao final do processo, restarão as 12 perguntas consideradas mais relevantes sobre cada tópico. Eis a relação de temas:
1. Saúde
2. Educação
3. Meio ambiente
4. Políticas sociais
5. Previdência
6. Investimento em infraestrutura
7. Política econômica
8. Agricultura
9. Saneamento
10. Política externa
11. Corrupção
12. Transportes
13. Desemprego
14. Segurança
15. Habitação
16. Funcionalismo público
17. Impostos
18. Legislação trabalhista
19. Energia
O debate terá três blocos. Em sistema de revezamento, Dilma e Serra responderão a um mesmo número de indagações.
Aquele que responder, ouvirá a réplica do antagonista e terá direito à tréplica. É nesse vaivém que se dará a pretendida fricção de ideias.
Na arena montada pela Globo, os eleitores formarão um semicírculo defronte dos contendores. Ao responder, Dilma e Serra se movimentarão pelo palco.
O formato traz uma vantagem: Ao sonegar aos candidatos a formulação das perguntas evita-se a repetição de uma pantomima.
O telespectador será privado daquele tipo de “pergunta” que, em verdade, serve de degrau para o autoelogio da réplica e para o ataque da tréplica.
Há também uma desvantagem: a passagem das questões dos eleitores pelo filtro prévio conduz à pasteurização. Fulmina-se a espontaneidade do debate genuíno.
A chance de um dos candidatos ser surpreendido é zero. A possibilidade de um escorregão é de menos zero. Daí, aliás, a condordância dos dois comitês.
Em pleno século XXI, alguém ainda acredita nessa instituição tão fora da realidade? não concordo com que esse papa, o Vaticano está envolvido até a “cúpula” da igreja, o irmão do papa foi acusado de pedofilia, esse papa não me engana.
O que estamos tratando aqui e do futuro do Brasil e não candidatura para tomar o lugar do Papa. O Papa juntamente com seus Bispos, devem se preocupar com a pedofilia na Igreja Católica, devem também se preocupar de ensinar os mandamentos da Lei de Deus a seu rebanho. Em vez de se sentar num trono, deveria sair mais de seu palácio e visitar todos os países e verificar como as crianças e velhos são tratados nesses países. Ele não pode obrigar todos os países a ter a visão de catolicismo que ele tem. Catolicismo que foi iniciado por Jesus não cobrava nada de ninguém. Jesus andava no deserto com sua sandalinhas e seus seguidores ensinando a lei de Deus. Esse Senhor Papa deveria em vez de ficar se intrometendo em assuntos que não lhe dizem respeito deveria fazer modificações na Igreja de Jesus para atrair os fieis que e coisa que ele não esta fazendo. Manda ele fazer uma visita na cracolandia das grandes cidades e ver as crianças que foram abandonadas pelos, pais, pelas igrejas e pelo Governo e Prefeitura de certas capitais. O que esta se tratando aqui o e o futuro da igreja e o futuro do Brasil, de nossos filhos e dos nossos velhos. Portanto o Sr. Papa com todo respeito vá rezar a missa e se possível suma de assuntos que não tem nada a ver com o Senhor e Seus Ministros. Para o futuro do Brasil o povo quer quem esta mais preparado e tem histórico para levar o trabalho do Presidente Lula para frente. E Dilma 13 no dia 31.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dilma tem 51,9% das intenções de voto e Serra, 36,7%, diz CNT/Sensus.
GABRIELA GUERREIRO.
Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quarta-feira indica que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 51,9% das intenções de votos, contra 36,7% do tucano José Serra.
Os votos brancos, nulos e indecisos somam 11,5%. Se contados apenas os votos válidos (sem os nulos, brancos e indecisos), Dilma tem 58,6% dos votos e Serra, 41,4% --uma diferença de 17,2 pontos percentuais.
A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou menos.
A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de outubro, em 136 municípios, com a realização de 2.000 entrevistas. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 37.609/2010.
Na pesquisa espontânea, em que o nome dos candidatos não é apresentado aos eleitores, Dilma recebeu 50,4% dos votos e Serra, 35,7%. Os brancos, nulos e indecisos somam 13,5% na espontânea. O nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda foi lembrado por 0,2% dos eleitores e 0,3% também mencionaram nomes de outros candidatos que não estão na disputa.
A última edição da CNT/Sensus, divulgada dia 20 de outubro, apontou que Dilma receberia 46,8% dos votos na disputa em segundo turno com Serra, contra 41,8% para o tucano. Os votos brancos, nulos e indecisos somariam 11,3%.
DATAFOLHA.
Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira, a petista manteve 12 pontos percentuais de vantagem sobre seu adversário.
Ela aparece com 56%, contra 44% do tucano. O resultado, em votos válidos, é idêntico ao registrado no último levantamento do instituto, realizado no dia 21.

DILMA-LÁ

Jingle Dilma-lá, Sem Medo de Ser Feliz, com Wagner Tiso.
O jingle Sem Medo de Ser Feliz foi criado originalmente para a campanha de Lula, em 1989, pelo compositor Hilton Acioli, parceiro de Geraldo Vandré nos anos 60, que popularizou o famoso slogan Lula-lá, na memória de toda uma geração.
No segundo turno de 1989, o maestro Wagner Tiso gravou um novo arranjo para o jingle, com as vozes de Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan. De novo, em 2010, ele oferece à campanha de Dilma um novo arranjo de Sem Medo de Ser Feliz.
É uma celebração da alegria e da energia positiva da campanha, nessa reta final que vai nos levar a mais uma vitória da democracia, para continuar construindo um país melhor e mais justo. Agora é Dilma-lá, sem medo de ser feliz…

terça-feira, 26 de outubro de 2010

PESQUISA DATA-FOLHA


Exposição de Serra em 'cinturão tucano' é ineficiente, e Dilma mantém 12 pontos de vantagem.
ALEC DUARTE
A candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, manteve 12 pontos percentuais de vantagem sobre seu adversário no segundo turno das eleições, o tucano José Serra, segundo pesquisa realizada e divulgada hoje pelo Datafolha. Ela aparece com 56%, contra 44% do tucano. O resultado, em votos válidos, é idêntico ao registrado no último levantamento do instituto, realizado no dia 21.
No total de intenções de voto houve leve oscilação: Dilma tem 49% contra 38% de Serra (na semana passada, a petista estava à frente com 50% a 40%).
A segmentação dos resultados do novo levantamento mostra que não foi eficiente a estratégia de Serra de reforçar sua presença no Sudeste e no Sul do país, o chamado "cinturão tucano", onde teve votação expressiva no primeiro turno.
No Sudeste, o tucano perdeu três pontos percentuais e agora é derrotado pela petista por 44% a 40%. No Sul, ele perdeu dois pontos percentuais, mas ainda vence Dilma --que cresceu dois pontos-- por 48% a 41%.
No Nordeste, ponto forte da petista, a distância entre os dois adversários, que oscilaram negativamente um ponto, ficou a mesma da pesquisa passada (37 pontos, ou 64% a 27%).
Desta vez, foram entrevistados 4.066 eleitores em 246 municípios em todos os Estados do país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Pretendem votar em branco ou anular o voto 5% dos eleitores entrevistados (eram 4% no último levantamento), enquanto 8% dizem estar indecisos (contra 6% da última pesquisa).
Contratada pela Folha e pela Rede Globo, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 37.404/2010.

VOX POPULI

Vox Populi: Dilma tem 49%, Serra 38%, indecisos 7%
Candidata do PT ao Palácio do Planalto recuou dois pontos, enquanto tucano oscilou um ponto para baixo; indecisos antes eram 4%.
Matheus Pichonelli, iG
Pesquisa Vox Populi/iG publicada na segunda-feira mostra que, a menos de uma semana das eleições, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, mantém a dianteira sobre o tucano José Serra na corrida presidencial. A ex-ministra da Casa Civil oscilou dois pontos para baixo em relação ao levantamento realizado pelo instituto entre os dias 15 e 17 de outubro e agora conta com 49% das intenções de voto. Com isso, ela tem uma vantagem de 11 pontos sobre Serra, que perdeu um ponto e aparece com 38%.
O número de eleitores que pretendem votar nulo ou em branco ainda é de 6% - mesmo índice contabilizado na última pesquisa. O Vox Populi apontou, no entanto, aumento do número de eleitores indecisos ou que não responderam ao questionário: de 4% para 7%.
Considerando-se apenas os votos válidos, Dilma seria eleita com 57% contra 43% de Serra. De acordo com esse critério, a distância entre os dois candidatos é de 14 pontos, igual à apontada pelo último levantamento. Ainda assim, 88% dos eleitores ainda afirma, porém, que já tem certeza da decisão tomada.
O Vox Populi ouviu 3.000 pessoas em 214 municípios, entre os dias 23 e 24 deste mês e, portanto, já refletem a repercussão de episódios que marcaram o debate presidencial na semana passada, como o tumulto em um compromisso de Serra no Rio de Janeiro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob número 37059/10 em 20 de outubro.
Vantagem.
A região onde a candidata do PT tem a maior vantagem em relação ao adversário tucano é o Nordeste: 64%, contra 27%. O Sul é a única região em que Serra tem vantagem sobre a petista: 47% a 39%. No Sudeste, onde está concentrada a maior fatia do eleitorado, ela venceria por 44% a 40%.
Entre os homens, 53% votam em Dilma e 36% em Serra. Estão indecisos ou votam branco e nulo 10% dos eleitores masculinos. A diferença diminui entre as mulheres. Dilma tem 46% e Serra 40% do voto feminino. Indecisas e votos brancos e nulos somam 14%.
Num momento em que temas religiosos ganharam destaques na campanha, a pesquisa aponta também que Dilma venceria o rival entre eleitores católicos (51% a 39%), católicos não praticantes (53% a 35%) e evangélicos (44% a 41%). Entre os eleitores que não têm religião, a vantagem da petista é de 46% a 38%.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O CENÁRIO DAS DISPUTAS 2º TURNO

Arko Advice.
No próximo domingo (31), serão eleitos ou reeleitos governadores em nove estados: Alagoas (AL), Amapá (AP), Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Pará (PA), Paraíba (PB), Piauí (PI), Rondônia (RO) e Roraima (RR). Nesses colégios eleitorais, tendo como base as últimas pesquisas disponíveis, o cenário é o seguinte:
AL: Segundo o Ibope (17 a 19.10), o governador e candidato a reeleição, Teotônio Vilela Filho (PSDB) tem 48% contra 40% de Ronaldo Lessa (PDT). No primeiro turno, Vilela obteve 39,6% dos votos válidos e Lessa ficou com 29,2%. O tucano apóia José Serra (PSDB) e o pedetista está com Dilma Rousseff (PT). Teotônio Vilela tem um leve favoritismo.
AP: De acordo com o Ibope (15 a 17.10), Camilo Capiberibe (PSB) tem 53% e Lucas Barreto (PTB) aparece com 46%. No primeiro turno, Lucas teve 28,9% dos votos válidos e Capiberibe ficou com 28,7%. Os dois candidatos apóiam Dilma. O postulante do PSB é o favorito. Esta eleição é a única no segundo turno que pode ocorrer uma virada.
DF: Segundo o Datafolha (20 a 21.10), Agnelo Queiroz (PT) tem 53% e Weslian Roriz (PSC) aparece com 31%. No primeiro turno, Agnelo ficou com 48,4% dos votos válidos e Roriz obteve 31,5%. Os candidatos apoiam, respectivamente, Dilma e Serra. Agnelo Queiroz é o favorito e deve vencer sua adversária com facilidade.
GO: De acordo com o Datafolha (20 a 21.10), Marconi Perillo (PSDB) tem 48% e Iris Rezende (PMDB) aparece com 44%. No primeiro turno, Marconi obteve 46,3% dos votos válidos e Iris ficou com 36,4%. O tucano apóia José Serra e o peemedebista está com Dilma Rousseff. Disputa indefinida, com ligeiro favoritismo para Perillo.
PA: Segundo o Ibope (13 a 15.10), Simão Jatene (PSDB) tem 53% contra 36% da governadora e candidata à reeleição, Ana Júlia Carepa (PT). No primeiro turno, Jatene obteve 48,9% dos votos válidos e Ana Julia ficou com 36,1%. O tucano apóia Serra e a petista está com Dilma. Simão Jatene é o favorito.
PB: De acordo com o Ibope (12 a 14.10), Ricardo Coutinho (PSB) tem 57% contra 43% do governador e candidato a reeleição, José Maranhão (PMDB). No primeiro turno, Coutinho obteve 49,7% dos votos válidos e Maranhão ficou com 49,3%. Os dois candidatos apoiam Dilma. O representante do PSB é o favorito.
PI: Segundo o Data AZ (14 a 17.10), o governador e candidato a reeleição, Wilson Martins (PSB), tem 55% contra 45% de Silvio Mendes (PSDB). No primeiro turno, Martins teve 46,7% dos votos válidos e Mendes ficou com 30,1%. O socialista apóia Dilma e o tucano está com Serra. Wilson Martins é o favorito.
RO: De acordo com o Ibope (15 a 17.10), Confúcio Moura (PMDB) tem 58% contra 42% do governador e candidato a reeleição, João Cahulla (PPS). No primeiro turno, Confúcio obteve 44% dos votos válidos contra 37,1% de Cahulla. Os dois candidatos apóiam Dilma Rousseff. Confúcio Moura é o favorito.
RR: Segundo o Ibope (15 a 17.10), Neudo Campos (PP) tem 55% contra 45% do atual governador e candidato a reeleição, Anchieta Júnior (PSDB). No primeiro turno, Neudo obteve 47,6% dos votos válidos e Anchieta ficou com 45%. Os candidatos apóiam, respectivamente, Dilma e Serra. Neudo Campos é o favorito.

domingo, 24 de outubro de 2010

ARRANCADA FINAL

Botafogo dando mole na defesa.... haja coração.
Acabooooooooooooou, acaaaaboooooouuuuuuuuuu
Ufa, sensação de tirar a nhaca, hj a noite promete .
Botafogo vence o Vitória por 1 a 0! É o início da  !

Com golaço de Marcelo Cordeiro, time volta a vencer no Brasileiro.
Em clima de "Arrancada Final", campanha do clube para motivar a torcida nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, o Botafogo voltou a vencer após nove jogos. O time derrotou o Vitória por 1 a 0, neste sábado, no Stadium Rio. Marcelo Cordeiro fez o gol que recolocou o Glorioso na zona de classificação para a Libertadores. O próximo adversário é o Atlético-MG, sábado.
Em um bom primeiro tempo, com chances para os dois lados, houve um ligeiro domínio alvinegro. Sob uma chuva fina, os times davam espaço e priorizavam a busca pelo gol.
Logo no início, Marcelo Mattos arriscou de fora da área e o goleiro teve que pegar em dois tempos. Do outro lado, Ramon bateu falta, Jefferson se virou para espalmar e Wallace desperdiçou o rebote. O mesmo Ramon teve chance na entrada da área e finalizou por cima.
Os sustos foram estes dois e mais uma jogada de Júnior pelo lado esquerdo em que Jefferson defendeu e Marcio Rosário tirou no rebote. De resto, só deu Botafogo. Por cima, Loco Abreu e Danny Morais, principalmente assustavam. Por baixo, Jobson só era parado com faltas.
E havia ainda a bola parada. Em boa oportunidade, Marcelo Cordeiro rolou e Lucio Flavio bateu por cima, aos 36. Em outra falta veio o gol. Aos 45, Marcelo Cordeiro bateu com extrema categoria, no ângulo direito do goleiro Viáfara.
Na volta para a etapa final, o Botafogo seguiu melhor. E só não ampliou aos 5 por muito pouco. Em bela jogada, tramada, Jobson, Alessandro e Lucio Flavio trocaram passes até Marcelo Mattos, dentro da área, bater rente à trave. No mesmo lance, porém, Marcelo Cordeiro se machucou sozinho, sentiu uma fisgada na coxa esquerda e foi substituído por Edno.
Bem postado defensivamente, o Botafogo pouco era ameaçado (foi apenas em duas cobranças de falta de Bida, para fora). À esta altura, entretanto, não conseguia levar muito perigo nos contra-ataques. No que parecia ser o melhor deles, Somália recebeu de Alessandro, aos 22, dominou bonito, mas não conseguiu colocar força no chute.
Contudo, aos 27, veio chance ainda melhor. Jobson fez boa jogada e recebeu de Lucio Flavio na cara do gol, tendo ainda Loco Abreu livre. Ele buscou o canto direita, mas errou o alvo por pouco. Por outro lado, Henrique recebeu na entrada da área e bateu por cima, também muito perto do gol.
Neste panorama, as chances de gol escassearam. Os minutos finais foram dramáticos. Cobrança de falta próximo à área, Elkeson bateu por cima. Escanteio na área, Jefferson tirou de soco. Renato, então, ganhou preciosos segundos próximo à bandeirinha de córner. Nino arrancou pela direita e bateu fraco, para fora. Finalmente, veio o apito final! O reencontro com a vitória e o início da "Arrancada Final"!
Botafogo: Jefferson, Danny Morais, Leandro Guerreiro e Márcio Rosário; Alessandro, Marcelo Mattos, Somália, Lucio Flavio (Renato) e Marcelo Cordeiro (Edno); Jobson (Fahel) e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Mercado financeiro perde fé nas chances de Serra.
Durou muito pouco o entusiasmo do mercado financeiro com a possibilidade de uma virada no segundo turno da eleição presidencial.
O acirramento da disputa levou muitos investidores a refazer suas apostas na semana passada para considerar a possibilidade de uma vitória do tucano José Serra, mas novas pesquisas fizeram esse otimismo desaparecer. Os sinais mais visíveis dessa inflexão apareceram no mercado de juros futuros, em que os investidores negociam contratos para se prevenir contra variações inesperadas nas taxas de juros.
As taxas negociadas nesse mercado caíram por dois dias na semana passada, logo depois da divulgação de uma pesquisa CNT/Sensus que indicou Serra e a petista Dilma Rousseff quase empatados.
Mas os juros voltaram a subir nesta semana. Dúvidas sobre o comportamento da inflação foram o principal motivo, mas analistas também apontaram a vantagem folgada de Dilma nas últimas pesquisas como um fator.
Contratos com vencimento em janeiro de 2012 eram fechados com taxa de juros equivalente a 11,44% antes do primeiro turno da eleição. A taxa desses contratos caiu para 11,22% na sexta-feira e subiu ontem para 11,34%.
CRENÇA.
Esse movimento reflete a crença dos investidores de que Serra seria mais rigoroso que Dilma no controle dos gastos públicos e isso contribuiria para reduzir a taxa de juros necessária para conter a inflação, dizem analistas.
Serra não apresentou um plano de governo e tem feito promessas que podem causar estrago nas contas públicas, como a de aumentar o valor do salário mínimo para R$ 600 no dia da posse, mas ninguém se assusta com isso.
"O mercado não leva em conta as promessas", disse Tony Volpon, um analista da corretora Nomura Securities em Nova York. "O histórico de Serra aponta para uma política fiscal mais austera."
Analistas também atribuíram a Serra a valorização sofrida pelas ações da Eletrobrás na última semana. Eles dizem que a interferência do governo na gestão da estatal seria menor com Serra.
"Dilma aumentaria a intervenção do governo na economia", escreveu o economista José Carlos Faria, do Deutsche Bank, em nota para clientes ontem. "Por outro lado, o BC provavelmente teria mais autonomia com ela."
Para Christopher Garman, um analista da consultoria Eurasia Group, o comportamento dos investidores nos últimos dias refletiu uma visão excessivamente otimista sobre o que Serra faria.
"A leitura do mercado está errada", disse Garman. "A equipe de Dilma sabe tão bem quanto Serra que precisa frear o crescimento das despesas do governo." Nota distribuída na terça-feira pela Eurasia estimou em 70% as chances de uma vitória de Dilma no segundo turno.

TEM QUE MUDAR A LEI

Apenas 35 dos 513 deputados foram eleitos com próprios votos.
DA AGÊNCIA CÂMARA.
Levantamento do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) indica que, segundo o resultado preliminar das eleições, apenas 35 dos 513 deputados federais eleitos alcançaram individualmente o quociente eleitoral nos seus estados. Em 2006, 32 foram eleitos ou reeleitos com os seus próprios votos, sem precisar de suas coligações.
Bahia, Pernambuco e Minas Gerais elegeram cinco parlamentares cada nessa situação. Ceará, Goiás, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo têm dois eleitos cada. Acre, Distrito Federal, Piauí, Paraná, Rondônia e Roraima contam com um representante cada.
Considerando os partidos, PT e PMDB elegeram sete cada; PSB, cinco; PR, quatro; PSDB, DEM e PP, dois; e PTB, PPS, PDT, PSC, PSOL e PC do B, um.
O humorista Tiririca, que conquistou 1,3 milhão de votos pelo PR em São Paulo, teve votos suficientes para ajudar a eleger mais 3,5 deputados de sua coligação.
Por outro lado, deputados com votação expressiva não foram eleitos. No Rio Grande do Sul, a deputada Luciana Genro (PSOL) não conseguiu ser reeleita, apesar de ter recebido 129 mil votos a deputada não eleita mais votada do Brasil.
Para o líder do partido na Câmara, deputado Ivan Valente (SP), o sistema atual cria distorções "monstruosas" quando se trata de coligações partidárias, porque nem sempre o candidato "puxado" segue a mesma ideologia do mais votado.
Dilma tem 50% e Serra 40%, aponta Datafolha.
Na última pesquisa Dilma aparecia com 47%, enquato Serra tinha 41% dos votos totais A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta mostrou que a canditada do PT Dilma Rousseff tem 50% das intenções de votos contra 40% do tucano José Serra, quando contabilizados os votos totais. Brancos, nulos ou nenhum registraram 4% e os indecisos 6%.
Quando apurados os votos válidos (excluídos indecisos, nulos e brancos), a candidata do PT tem 56% contra 44% do candidato do PSDB. Em relação a última pesquisa divulgada na semana passada a candidata Dilma tinha 54% e Serra 46%.
A pesquisa praticamente repete a última rodada do Vox Populi/iG, que deu 51% das intenções de voto para Dilma Rousseff e 39% para José Serra. Quando a pesquisa Vox Populi foi divulgada, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, desferiu acusações contra o instituto. Há uma certa expectativa em torno do que o tucano vai dizer agora.
Votos de Marina.
Entre os eleitores de Marina Silva (PV), o candidato José Serra tem 46% contra 31% de Dilma Rousseff.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.536/2010. O Datafolha entrevistou 4.037 pessoas em 243 cidades. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Dilma repete Lula e debocha de Serra, OGlobo
Enquanto o Jornal Nacional mostrava hoje à noite uma outra cena em que o candidato do PSDB, José Serra, era atingido por uma espécie de bobina de adesivos, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, acusava o tucano de fazer de uma "bolinha de papel" uma "arma maligna".
A acusação, feita à tarde pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com base em uma reportagem do SBT, já havia causado indignação entre os tucanos. Agora à noite, no comício em Caxias do Sul, Dilma voltou ao tema:
- Hoje vimos uma bolinha de papel virar uma arma maligna. Usam o mesmo expediente do Rojas (goleiro do Chile), que se feriu com uma gilete para causar tumulto - disse Dilma, que prosseguiu:
- Uma televisão gravou e aparece nitidamente uma bolinha de papel; hoje a gente assistiu - concluiu a candidata sobre o episódio que ocorreu no Rio, anteontem, quando tucanos e petistas protagonizaram uma guerra nas ruas.
Dilma usou também o incidente ocorrido ontem em Curitiba, quando seu carro foi atingido por uma bexiga cheia de água:
- Não faço conversa fiada com bola de borracha cheia de água. Eu me esquivo.
Ao lado do presidente Lula e de Tarso Genro (PT), governador eleito do Rio Grande Sul, Dilma chamou os adversários de "mentirosos", referindo-se à promessa de Serra de ampliar o Bolsa Família.
- Aqueles que passaram o tempo inteiro criticando o governo agora fazem uma pintura de bonzinho, de que vão continuar os nossos programas. Esses são mentirosos porque representam outro projeto e não o nosso - afirmou a candidata.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CAMPANHA DE SERRAFAZ OFERTAS A EVANGÉLICOS

No desespero, Serra promete o céu na terra oferecendo espaço em seu governo aos evangélicos. É o doce pecado de um pagão desesperado.
Campanha de Serra faz ofertas a evangélicos
BRENO COSTA, Folha de São Paulo
A campanha de José Serra (PSDB) está oferecendo benefícios a igrejas evangélicas e a entidades a elas ligadas em troca de apoio de pastores à candidatura tucana. O mesmo foi feito na campanha do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin.
O responsável pelo contato com os líderes é Alcides Cantóia Jr., pastor da Assembleia de Deus em São Paulo.
Ele responde pela "coordenadoria de evangélicos" da campanha, criada ainda no primeiro turno exclusivamente para angariar apoios entre evangélicos.
"Disparo entre 150 e 200 telefonemas por dia, mais ou menos", diz Cantóia, que trabalha numa espécie de guichê montado no térreo do edifício Praça da Bandeira (antigo Joelma), quartel-general da campanha de Serra. No local, ele também recebe pastores para "um café".
Os telefonemas são feitos para pastores de várias denominações em todo o Estado de São Paulo, em busca de pedido de voto em Serra entre os fiéis de suas respectivas igrejas.
Segundo Cantóia, entre os argumentos para conquistar o engajamento dos evangélicos, além do discurso relativo a valores, como a posição contrária à descriminalização do aborto, está a promessa de apoio a parcerias entre essas igrejas e entidades assistenciais a elas vinculadas com prefeituras e governo, em caso de vitória tucana.
Como exemplo, cita a possibilidade de, com os tucanos no poder, igrejas poderem oferecer apoio a crianças e adolescentes, complementando o período que elas passam na escola. Assistência a idosos também é citada.
"O objetivo é levar as crianças para dentro da igreja", afirma o pastor. "Esse é um dos argumentos. Seriam igrejas em tempo integral, complementando a atividade da escola."
Cantóia afirma, também, tentar intermediar demandas recebidas de pastores junto a prefeituras. Por exemplo, pedidos para que entidades funcionem como creche ou que virem intermediárias do programa Viva Leite, do governo estadual.
Alcides diz ter sido um dos articuladores que levou os pastores Silas Malafaia, do Rio de Janeiro, e José Wellington Bezerra, de São Paulo, ambos da Assembleia de Deus, a gravarem depoimentos de apoio a Serra, exibidos em sua propaganda na TV.
O Conselho dos Pastores de São Paulo, que reúne representantes de diversas denominações protestantes, estima que cerca de 80 mil pastores em SP apoiem Serra.

PARA O PAÍS SEGUIR MUDANDO

Luiz Marinho é prefeito de São Bernardo do Campo.
Prefeito de São Bernardo expõe razões para o voto na candidato do PT à Presidência da República, em artigo publicado no ABCDMaior. Não é sem razão que a aprovação do governo Lula bate recorde atrás de recorde e passa dos 80%. A satisfação nasce da constatação do povo de que as políticas e ações do governo federal vêm beneficiando como nunca a todos, mas principalmente a população mais humilde, a maioria dos brasileiros.
A aprovação, a sensação de que o País tem rumo e está mudando para melhor, é reconhecida até por nosso adversário nesta disputa eleitoral, que tenta de todo modo associar sua própria imagem à do presidente. Mas a grande votação que a candidata de verdade de Lula conseguiu no primeiro turno é prova de que o povo não se deixa enganar e reconhece Dilma Rousseff como a única que poderá seguir fazendo do Brasil um lugar mais justo e com mais oportunidades para todos.
Dilma Rousseff é a certeza de que continuarão e se multiplicarão as políticas e ações que criaram mais de 14 milhões de empregos com carteira assinada, tiraram 28 milhões da pobreza e levaram a um aumento real do salário mínimo de 44,95%. Nosso adversário, ao contrário, fez parte de um governo de políticas neoliberais, com as quais a economia brasileira oscilava entre recessão e crescimento concentrador de renda.
Dilma também é a continuação da política de fortalecimento e defesa do patrimônio público. O símbolo desse processo é a Petrobras, que, no período Lula/Dilma, descobriu as reservas de petróleo pré-sal e se tornou uma das maiores empresas do setor. Essa enorme riqueza, graças a uma nova legislação formulada por Dilma, poderá ser usada nos próximos anos para investir em educação, meio ambiente e tecnologia.
Os tucanos foram contra essa legislação e ainda, quando governo, privatizaram várias empresas públicas. Dilma é a garantia de que a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica não correm risco de privatização.
Com Dilma, mais de 12,6 milhões de famílias foram beneficiadas pelo Bolsa Família. Nosso adversário e seu partido, ao contrário, sempre lutaram contra a implantação do programa e agora, na eleição, mudam de posição de forma leviana e oportunista.
Dilma é a continuidade de uma política externa soberana e baseada no diálogo, graças à qual o Brasil agora é respeitado e ouvido nos principais fóruns e órgãos de decisão internacionais.
Também representa uma nova forma de relacionamento político entre os poderes, onde os municípios pela primeira vez na nossa história tiveram vez e voz. Os 645 prefeitos do nosso Estado são testemunha: no governo Lula, quem apresentou bons projetos não teve dificuldade para obter verba, ninguém precisou de intermediários para isso.
Mais do que tudo, é com Dilma que a democracia e a defesa da vida, bens tão valiosos, vão se aprofundar e desenvolver ainda mais no nosso País. Por sua formação religiosa e sua luta contra a ditadura, Dilma sabe o caminho para fazer com que igreja, imprensa, movimentos sociais, sindicatos e todos os setores da sociedade sejam ouvidos.
É por tudo isso que dia 31 de outubro, todos aqueles que desejam um Brasil mais justo, feliz e, acima de tudo, solidário, devem votar 13, devem votar Dilma Rousseff.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PESQUISA IBOPE

IBOPE, SIM, ACERTOU FEIO O SERRA

Por Brizola Neto, Do TIJOLAÇO.
Coloco aí em cima a matéria do Jornal Nacional com o resultado que apontou Dilma 12 pontos à frente de José Serra nos votos válidos, com 56% contra 44% do tucano. Na pesquisa onde entram os nulos, brancos e indecisos, Dilma aparece com 51%, contra 40% do candidato da direita.
Essa foi a única coisa que atingiu de verdade Serra, hoje.
E amanhã tem mais, porque, segundo o jornalista Ricardo Noblat, do insuspeito O Globo, o Sensus adiou para amanhã a divulgação de sua pesquisa. Explicação:
“O Instituto Sensus fechou ontem sua mais nova pesquisa. Espantou-se com a descoberta de que Dilma abrira pouco mais de 14 pontos de vantagem. Então resolver refazer as contas.”
Aí está a origem da nova ofensiva do terrorismo tucano.