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quinta-feira, 19 de abril de 2012

VOU QUEBRAR ! ! !


Cavendish, dono da Delta: “Vou quebrar!”
Acusado de abastecer empresas do esquema de Carlos Cachoeira, o empreiteiro Fernando Cavendish nega qualquer irregularidade. Ele concedeu ontem entrevista exclusiva à Folha.
Em uma conversa gravada, o senhor disse que, se colocar R$ 30 milhões na mão de político, ganha negócio. O senhor já pagou suborno?
Nesta conversa, eu debatia com sócios da Sygma, empresa [da área de petróleo e gás] que adquirimos por R$ 30 milhões. Eles não performavam. Eu os chamei para renegociar o preço. E me gravaram clandestinamente. Eu queria dizer: ‘Olha, R$ 30 milhões, se eu fosse fazer projetos políticos, doações de campanha…’ Ganho qualquer negócio. A expressão foi muito ruim. Ficou horrível, horrível. E agora vou encarar uma CPI da pior forma possível.
Já pediram propina ao senhor? E o senhor pagou?
Olha só, o que se pede são apoios políticos, para campanhas, que é uma coisa legitimada, oficializada e que várias empresas fazem. Se apoio projetos, faço doações, não é que depois vá ganhar [licitações para obras]. Mas posso estar pelo menos bem representado, tenho a oportunidade de ter informação dos futuros investimentos, das prioridades políticas.
Por que megaempresas fazem doações a campanhas? Vão ter informação. Não é normal? Não é toma lá dá cá. Tem licitação.
A relação de empreiteiras e políticos no Brasil são historicamente promíscuas.
Toda relação entre seres humanos que buscam a intimidade do dia a dia, de trabalho, gera às vezes alguns desvios. Essa intimidade, essa promiscuidade, não são só as construtoras que fazem isso. Só que tem um problema: a gente mexe com dinheiro público. E aí não podemos errar, não podemos pecar.
O senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) é sócio oculto da Delta, como diz o Ministério Público?
Não. Nunca vi o Demóstenes. Ninguém é sócio da Delta. Põe isso na sua cabeça. Já inventaram dezenas de sócios para a Delta. [O ex-governador do Rio Anthony] Garotinho foi sócio da Delta, o [ex-prefeito do Rio] Cesar Maia foi sócio. Esquece isso. Não existe. É factóide.
A Delta teria abastecido empresas fantasmas de Cachoeira em Goiás e, através delas, pago propina.
A empresa tinha um diretor no Centro-Oeste, Claudio Abreu. Sou presidente do conselho, no Rio. Não sei o que está acontecendo em Goiás, no Nordeste, no Norte.
O Claudio conheceu o Carlos Augusto Ramos [Carlinhos Cachoeira]. Eu sei quem cada um tá conhecendo? O que me importa são os resultados, os números, que me enviam em relatórios semestrais. Eu não pouso em Goiânia há cinco anos.
Eu sabia por alto que ele conhecia [ Cachoeira]. Para mim, era um empresário, era um cara bem visto no Estado. Eu não conheço os caras do Rio, vou conhecer de Goiás?
Nesse período todo de escuta, não tem uma única conversa que dê um indício de que eu tinha um conhecimento dessa movimentação.
O Claudio, nessa amizade, extrapolou os limites da atuação dele na Delta.
Conheceu Cachoeira?
Tive um encontro casual no bar de um hotel, o Claudio estava lá e me apresentou, muito rápido.
O Claudio Abreu nunca informou que dava dinheiro para o esquema do Cachoeira?
Nunca. Ele era sócio de terceiros, ia comentar comigo? A gente abriu uma auditoria para investigar essa movimentação.
Foram R$ 39 milhões. Não deu para perceber?
A empresa rodou nesses dois anos, 2010 e 2011, R$ 5 bilhões. Tem 46 mil fornecedores. Esse dinheiro nesse universo, é imperceptível.
A Delta é acusada também de favorecimento no Distrito Federal. O senhor conhece o governador Agnelo Queiroz?
Nunca vi. Eu tenho um crédito lá de R$ 30 milhões para receber, no contrato do lixo. A gente lá só apanha. Se eu tivesse ajudado na campanha dele, precisava de Dadá [araponga do esquema Demóstenes], de fulaninho, de beltraninho, contando história lá embaixo?
E o governador de Goiás, Marconi Perilo?
Não conheço, nunca vi.
Por que a Delta contratou o ex-ministro José Dirceu como consultor?
Um diretor nosso conheceu um assessor do José Dirceu. E falou pra mim: ‘Quer conhecer o José Dirceu?’ Só que fizeram um contrato de R$ 20 mil. Até hoje não consegui entender. Mas o imbecil lá resolveu fazer isso. Tanto é que, quando soube, eu disse: ‘Pode parar essa porra!’ Eu estive com José Dirceu uma vez só. Ele falou sobre a Índia, outros países. E foram dizer que a Delta é o que é por causa dele. Isso é esdrúxulo.
Como a Delta conseguiu tanta obra no PAC?
Mas essa é uma sacanagem. Quando o PAC foi proposto, anunciaram R$ 250 bilhões de investimentos em quatro anos. Quando fizeram um levantamento aí em um site, houve a indicação de que a Delta estava liderando o PAC. A gente tinha faturado uns R$ 400 milhões em 2009. Mas isso era em investimentos dos ministérios. Virei líder do PAC.
Sabe quanto vão custar [as hidrelétricas de] Santo Antonio, Belo Monte, Jirau? Só Santo Antonio corresponde ao faturamento de dez anos da Delta. Como posso, com essa minha conta de retalho, de ‘trocentos’ contratinhos que, somados, dão R$ 800 milhões, liderar o PAC? Estou liderando p. nenhuma. Mas fica bonito, na hora de bater no PT, dizer que o líder do PAC está cheio de problemas. Esquece. Eu devo estar em décimo no ranking do PAC.
O senhor é amigo do governador do Rio, Sergio Cabral. E, no governo dele, ganhou R$ 1,4 bilhão em contratos.
Não é justo falarem isso, não é decente. Eu cresci muito mais no governo do Rio antes de ele assumir. Em 2001, 80% da carteira da Delta era do Estado do Rio.
Conheci Sergio Cabral há dez anos, por meio das nossas esposas. Eu admiro ele como governante, amigo, pai, filho, irmão. É um puta sujeito. No acidente de helicóptero em que morreram as pessoas que eu mais amo [sua mulher e filho, em 2011], eu estava com ele [Cavendish e Cabral iam a uma festa na Bahia]. Tá bom. Mas não comecei a estar com ele depois de ser governador. Nós eramos a maior empreiteira do Rio antes do governo Cabral, com Cesar Maia e Garotinho. Eu era chamado o rei do Rio. Hoje a maior é a Odebrecht.
A Delta cresceu no Rio?
Quando assumi a Delta, em 1995, levando a empresa de Recife, onde foi fundada, para o Rio, tínhamos 200 funcionários. O DNER era praticamente nosso único cliente. Nossas primeiras obras foram na prefeitura do Rio, na gestão do Cesar Maia.
Ele abriu o mercado. Não exigia qualificação técnica mais restritiva que exigisse empresas maiores. Para nós foi ótimo. A gente sabia trabalhar com custo baixo, produtividade e ter um preço muito competitivo. Só existe uma forma, pelo menos para a Delta, que era uma empresa nova, de ganhar as concorrências: disputando preço.
Isso foi dito pelo filho do Cesar Maia [Rodrigo Maia, do DEM]: “Graças à Delta, nós tivemos essa economia de orçamento”. Em todas as áreas em que atuamos, quem oferece preço baixo é a Delta.
Eu não sou mais querido por isso, não. Eu sou mais odiado. Esse nível de agressividade sempre foi na contramão da cultura do mercado.
Muitos se enganam, dizem que eu sou um cara muito articulado politicamente. Mentira! Eu sou o grande articulador, lobista profissional? Isso é uma mentira.
De que estados vêm seus maiores faturamentos?
Do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde fazemos obras de conjuntos habitacionais, urbanização. Fizemos também a ampliação da Marginal [Tietê].
O escândalo prejudica os negócios?
Vou quebrar.
Será?
Vou quebrar. Quando a mídia vem com essa intensidade, existe uma reação imediata de órgãos de controle. Agora virei leproso, né? Agora eu só tenho defeitos, eu sou bandido.
O cliente [governo], que é um cliente político, abre sindicâncias para mostrar isenção. Suspende pagamentos.
Cria-se um clima péssimo na empresa. Os bancos vão suspender toda a nossa linha de crédito. Aí vem a Receita Federal. Todos precisam mostrar que a empresa tem que ser fiscalizada em todos os níveis. Não tenho caixa. Se eu não receber antes de acabar meu dinheiro, eu quebrei.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

MANO: DUNGA NÃO SE PREPAROU PARA SER TÉCNICO.
As pazes estão definitivamente seladas entre o comando técnico da seleção brasileira e a TV Globo, a se considerar a festa realizada ontem por Galvão Bueno, a cara e a voz da emissora no futebol, anteontem, em SP.
Mano Menezes, técnico da seleção, ficou no evento, no clube Dorothy Parker, por quase três horas. Entre um gole e outro do espumante "Bueno Cuveé Prestige", da linha de vinhos que estava sendo lançada por Galvão, ele foi o centro das atenções. "Eu sempre tive um relacionamento bom com a imprensa. Sempre soube que os jornalistas são um meio para eu dizer o que eu quero para o lado de lá (torcedores)", dizia ele a Adilson Miguel, diretor da AmBev para a CBF a cervejaria patrocina a seleção. "Mas, depois que eu fiz contrato com a Nike, melhorou. A empresa me ofereceu um "media training" (treinamento para falar com jornalistas). Me treinaram para não ficar nervoso, não ser grosso. Porque, se eu sou mal-educado com o repórter, é com o torcedor que estou sendo grosso."
A Nike ensinou "várias coisas, detalhes mesmo" a Mano. "Por exemplo, a não olhar pra cima quando tenho alguma dúvida antes de responder. Fica feio (na foto ou na TV)", dizia o técnico. "Eu nunca fico nervoso. A única coisa que me irrita é sacanagem. E tem muita no futebol. Tem muito repórter que não tem informação e chuta. Ou insinua. Isso me irrita."
Adilson, da AmBev, interrompe: "Logo no primeiro jogo do Dunga como técnico, na Noruega (em 2006), ele deu uma patada num rapaz. Eu falei: "Dunga, você devia fazer um media training". Ele dizia: "Adilson, estão armando". Ele se achava sempre vítima de uma conspiração. Mano concorda: "Os treinadores da velha guarda viam conspiração em tudo. E os jogadores deles viraram técnicos (caso de Dunga). O problema é que o Dunga não se preparou para ser técnico".
Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, recomendava ao diretor da cervejaria que fechasse logo um patrocínio direto a Mano, como foi feito com Dunga. "Deixa ele começar a ganhar primeiro!", brincava Adilson. "Vai por mim: depois fica caro", reforçava o corintiano. O executivo da AmBev pegou os cartões da mulher de Mano, Maria Inês, e de Camilla, filha do treinador, que trabalham com ele. "Eu já tive um bar. E o meu sócio falava: "O segredo de qualquer negócio é a despesa. Como e o quanto se gasta'", dizia Mano.
Vanderlei Luxemburgo, que treinou a seleção entre 1998 e 2000, cochicha com o técnico: "Você ainda está com bastante cabelo. Eu fiz dois implantes depois que saí daquilo lá (seleção)".
Ronaldo chega com a mulher, Bia Antony. Jô Soares faz festa para o craque. E aconselha: "De gordo para gordo, Ronaldo: se interna num spa. Senão você não consegue  (emagrecer). É um inferno. Quem te fala é uma pessoa que já pesou 160 kg e que hoje pesa uns 90 kg" .
"E você não está gordo. Está engordado", diz ainda Jô. Dirigindo-se a Sanchez, o presidente do Corinthians, o apresentador declara a sua fé inquebrável em Ronaldo: "Esse tem tudo para voltar a jogar e estraçalhar. Eu adoro esses invencíveis".

domingo, 15 de agosto de 2010

GALVÃO BUENO

COLUNA DA MÔNICA BERGAMO. Fotos Marisa Cauduro/Folhapress.
Domingão do Galvão.

O locutor passa por tratamento para se livrar de fungos na garganta e na boca e diz que pretende animar seu próprio programa de auditório.
Galvão Bueno prova o vinho que leva seu nome, em hotel de SP.
Em SP para o lançar, na terça, um vinho e um espumante que levam seu nome (o "Bueno Paralelo 31" e o "Bueno Cuvée Prestige", assinados pelo francês Michel Rolland), Galvão pega régua e compasso: ele pretende redesenhar a vida profissional a partir de 2014, ano em que narrará, no Brasil, uma Copa do Mundo "pela última vez". O locutor recebeu a coluna no hotel Hyatt, onde fica quando está na cidade ele hoje vive em Mônaco. Entre copos de vinhos e declarações de amor à mulher, Desirée, falou sobre vários assuntos.
VOLTA DA SELEÇÃO.
Um espetáculo. Esse primeiro jogo (contra os EUA, na terça) resgatou o nosso jeito de ser, a nossa irreverência, a molecagem sadia. Você vê o Ganso, o Neymar e o Pato, que tinham que estar lá na Copa da África. Fiquei extremamente feliz. Tive mais prazer em transmitir esse amistoso do que nos seis jogos que fiz na Copa.
NA ÁFRICA
Transmitir jogos da seleção brasileira, na minha profissão, é um êxtase. Mas talvez esta tenha sido a única das minhas dez Copas em que não tive nenhum prazer (nas partidas). Você sentia que os jogadores não jogavam com gosto, eles jogavam com raiva, mais para dar respostas do que pelo prazer de jogar. Isso não é o futebol brasileiro. O processo foi tão doloroso, tão triste, uma coisa tão exagerada, tão radical.
DUNGA
Eu sempre defendi o Dunga. Ele começou muito bem, caminhou bem e depois se perdeu inteiramente. Por que uma pessoa tão vitoriosa tem que se alimentar de revanchismo? E não foi só Dunga. Foi o (auxiliar técnico) Jorginho, o (supervisor) Américo Faria. Quem se alimenta de ódio e de revanche está sempre mais perto da derrota do que da vitória. Nós saímos da Copa sem usar a terceira substituição. Talvez não tivesse ninguém pra colocar, porque ele não levou a seleção. Levou os amigos dele.
Folha - A briga com Dunga afetou o ânimo da TV Globo?
Nós? Nada. Zero. Não quer falar? Não fala. Punido foi o pobre do torcedor brasileiro. E o que falaram, que a (apresentadora) Fátima Bernardes pediu uma entrevista e ele não deu, que ele pediu cabeça de gente...conversa fiada. Quem é ele para pedir cabeça de alguém na TV Globo?
E por que a bronca?
O Dunga tinha traumas antigos que foram alimentados pelos assessores. O problema não era a TV Globo. É que é legal eleger a Globo. É legal eleger a Folha. É legal eleger a revista "Veja" (como alvo). E eleger o Galvão. É o maior barato. Para os outros.
CALA A BOCA GALVÃO
Foi um barato, uma grande gozação. E virei papagaio! O Ayrton Senna me chamava de papagaio e agora

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ESTRANHOS NO NINHO

O sambódromo vai virar um reinado de Roberto Carlos no Carnaval de 2011. Além do cantor, que será homenageado em carro alegórico da Beija-Flor, a escola de samba está convidando artistas que participaram com ele do show "Emoções Sertanejas", neste ano, para desfilarem na avenida. São campeões de vendas como Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó e Victor e Leo. Num outro carro estarão mulheres que já fizeram dueto com o cantor. A apresentadora Hebe confirmou presença.
GENTE GRANDE.
E a equipe de Roberto está espantada com a parafernália que envolve a preparação de um desfile. O samba-enredo composto por Erasmo Carlos, Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle, que concorre com outros 90 para ser a música oficial do desfile da Beija-Flor, teve que ser gravado em estúdio, por 20 músicos, para ser executado no concurso. O custo da gravação de cada um dos sambas gira em torno de R$ 20 mil.

sábado, 7 de agosto de 2010

A BOLA E A CATRACA

O Ministério Público quer padronizar os sistemas de venda de ingressos e uniformizar as catracas eletrônicas dos estádios de todos os clubes do Campeonato Brasileiro. Se os equipamentos forem os mesmos em todo o país, diz o promotor Paulo Castilho, será mais fácil coibir a ação de cambistas e a falsificação de bilhetes.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

SANDY HEPBURN

A cantora Sandy aparece com visual inspirado em "Bonequinha de Luxo" na capa da revista "Nova", que chega às bancas na segunda-feira; o penteado é assinado pelo cabeleireiro Marco Antonio de Biaggi e as imagens foram feitas pelo fotógrafo Jairo Goldflus.

terça-feira, 20 de julho de 2010

CUSTO E BENEFÍCIO

Circula entre alguns dos maiores grupos empresariais do Brasil, com sede em SP, uma tabela, feita a partir de dados oficiais do TSE, para ajudá-los a dar dinheiro para candidatos nas eleições. De acordo com a planilha, o voto mais "caro" do país é o de Roraima: R$ 28 por eleitor, para a escolha de um deputado estadual. Em seguida vêm Distrito Federal (R$ 14) e Mato Grosso do Sul (R$ 13,8). Em São Paulo e no Rio, o voto "custa" cerca de R$ 4.

MÔNICA BÉRGAMO - 2002

Serra e o PRONA da Colômbia.
Por Milton Alves Santos.
Da Mônica Bérgamo, em 2002.
FANTASMA 1
A "ligação" do PT com as Farc, a guerrilha colombiana, ganhou impulso com a visita, em 99, de um representante da guerrilha, Hernán Ramirez, ao governador Olívio Dutra, do RS. Na época, Ramirez visitou também o deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), secretário-geral do PSDB e líder do governo no Congresso.
FANTASMA 2
Virgílio diz que a visita do guerrilheiro só lhe trouxe aborrecimentos: Ramirez passou a dizer que ele era o "principal interlocutor" da guerrilha no Brasil. "Eles são malucos, uma espécie de Prona da Colômbia", diz Virgílio. O deputado Marcos Rolim (PT-RS) também diz que "foi um erro" Olívio Dutra receber as Farc.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

NA TRAVE

E o tamanho do complexo do Piritubão está sendo reavaliado pela Odebrecht, que estuda o empreendimento. Kassab queria construir um centro de exposições de 600.000 m2. A empreiteira concluiu que, para ter viabilidade econômica, o melhor seria um centro de 160.000 m2. Só depois que ele já gerasse receitas seria construída a segunda parte, de 140.000 m2. Já o centro de convenções abrigaria 8.000 pessoas.

PÊNALTI

Ricardo Teixeira, da CBF, e Gilberto Kassab (DEM) já não se entendem como antigamente. Auxiliar direto do presidente da entidade do futebol brasileiro não esconde a contrariedade com o fato de o prefeito e o governador Alberto Goldman, de SP, voltarem a defender o Morumbi para sediar jogos da Copa de 2014. Quando vetaram o estádio, os cartolas estavam seguros de que Kassab bancaria a construção de uma nova arena em São Paulo. "Não dá para confiar nele", diz o assistente de Teixeira.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

FOGUEIRA

De um auxiliar direto de Ricardo Teixeira, da CBF, sobre o fato de o governador Alberto Goldman, de SP, insistir em apresentar o Morumbi para sediar partidas de abertura da Copa de 2014: "Esse pessoal está brincando com fogo". Teixeira não aceita o estádio do São Paulo F.C. E ponto final.
MIMADO
E Teixeira não procurou até agora Felipão para ser o técnico da seleção porque tem medo de levar mais um não pela cara. O técnico já recusou outras sondagens do presidente da CBF.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O TUDO OU NADA

O MORUMBI OU NADA.
Ricardo Teixeira, presidente da CBF, recebeu telefonema anteontem do governador de SP, Alberto Goldman. Combinaram encontro no dia 21, no Palácio dos Bandeirantes. Goldman dirá a ele que a única alternativa de SP para sediar o jogo de abertura da Copa de 2014 é o estádio do Morumbi. Caso a Fifa insista em vetar a arena, a cidade abrirá mão desta primeira partida.
PARALELAS.
Goldman apresentará então duas opções a Teixeira, para os outros jogos: o Pacaembu, que seria reformado com recursos públicos, ou o novo estádio do Palmeiras, que já está sendo construído na Pompeia. Uma arena em Pirituba está fora de cogitação. "É um empreendimento privado sobre o qual não temos como nos comprometer com datas", diz Goldman.
BEM DEPOIS.
E a Odebrecht está finalizando os estudos para a construção do Piritubão, que entregará à Prefeitura de SP. Sem o estádio de futebol, o complexo, com centro de exposições e de convenções, custará R$ 2 bilhões; com ele, R$ 2,7 bilhões. A arena só ficaria pronta depois da Copa de 2014 -a não ser que o prefeito Gilberto Kassab e Goldman despejassem recursos públicos na obra, o que eles dizem que não farão.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

TÔ FORA

MÔNICA BERGAMO
A Odebrecht se reuniu pelo menos três vezes com o prefeito Gilberto Kassab (DEM), na própria prefeitura, para falar sobre o projeto do Piritubão. Em todas, deixou claro que se interessa em investir no complexo -mas não num estádio de futebol para a Copa, que considera economicamente inviável.
Nas reuniões com Kassab foi discutida inclusive a possibilidade de o BNDES financiar o estádio -a prefeitura entraria como avalista. A Odebrecht reforçou que tem projeto de centro de convenções e arena multiuso para o lugar. Se eles forem rentáveis, ela poderia então estudar a construção do estádio -mas isso seria bem depois da Copa de 2014. Conclusão: a Odebrecht pode até construir um estádio em Pirituba -mas desde que outro investidor coloque o dinheiro.
O REI ESTÁ NU
O governo de SP, desde sempre favorável à reapresentação do Morumbi como alternativa para sediar jogos da Copa de 2014, acredita que a eliminação da seleção na África reforça a sua posição. É que, derrotado, Ricardo Teixeira, presidente da CBF e articulador do veto ao Morumbi, vai "baixar a crista e engolir sapos", acredita um integrante da equipe que discute a Copa 2014 no Estado.

sábado, 3 de julho de 2010

ATÉ O FIM

O governador Alberto Goldman (PSDB-SP) insistirá com Ricardo Teixeira, da CBF, e a Fifa para que o Morumbi abrigue partidas da Copa de 2014 no Brasil. "Se o estádio não é adequado para a abertura, é pelo menos para os demais jogos", afirma. Ele diz confiar nas declarações do prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP) de que não está articulando para que o Piritubão seja o plano B do Mundial. "O que ele me diz é que Pirituba não é para a Copa e sim centro de convenções com arena multiuso." Kassab diz ainda que o complexo "não estará pronto em 2014".
NA CABEÇA DE KASSAB
Informado de que o secretário municipal Marcos Cintra (Trabalho), um dos responsáveis pela licitação do Piritubão, afirma que a arena será construída de acordo com as especificações da Fifa, visando à Copa, Goldman diz: "Ele é secretário do quê? Vai ver sabe mais do que eu. Não sou obrigado a saber tudo o que se passa na prefeitura, nem na cabeça do prefeito, muito menos na do Marcos Cintra".
QUEM TEM BOCA
O Palmeiras vai dar uma medalha comemorativa do jogo contra o Boca Juniors, no dia 9, na despedida do Parque Antarctica, que será reformado, para os torcedores do setor "premium" do estádio. O ingresso custará R$ 600. Haverá também a exibição de um time de masters do clube.
O estádio será decorado com bandeiras do Verdão e da Itália.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

NA GRAMA
Em três anos de existência de sua lei de incentivo (semelhante à Lei Rouanet, da cultura), o Ministério do Esporte autorizou R$ 818,4 milhões para patrocínios de empresas e pessoas físicas. Balanço da pasta mostra que, desse total, R$ 239,3 milhões foram captados no período. A pasta premiará os que usaram a regra para investir no setor.
CALDO DE GALINHA
Pelé está preocupado com o jogo do Brasil contra a Holanda, na sexta-feira. "Os chilenos partiram para um jogo suicida contra nós e deixaram a defesa aberta demais." Já com a Laranja Mecânica, disse o Rei à coluna, a história "vai ser diferente, muito mais difícil. Eles têm mais experiência, foram duas vezes vice-campeões".
VIVA DUNGA
Comentarista do SBT, Pelé ficou do lado de Dunga na briga contra a TV Globo, que teve privilégios cortados pelo técnico brasileiro na cobertura da Copa. "O Dunga mostrou personalidade."
TCHAU, MARADONA
E Pelé admite que uma final de Brasil contra a Argentina seria eletrizante. "Tem muito brasileiro torcendo pra isso." Mas o craque vai torcer mesmo é pela Alemanha, e contra Maradona, no sábado. "Eu prefiro que os argentinos voltem logo para casa."

terça-feira, 29 de junho de 2010

PLATEIA VIP

Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, da TV Globo, está organizando almoço em torno de Dilma Rousseff (PT). Os convidados vão se reunir na célebre casa do Cosme Velho, no Rio, onde Marinho recebeu praticamente todos os governantes brasileiros.
E a grande preocupação de empresárias e socialites que se reuniram na sexta com Dilma na casa de Abilio Diniz, do Pão de Açúcar, era saber como ela, se eleita presidente, lidará com "os radicais do PT". "Lula conseguiu segurá-los. E ela? É nosso medo", diz uma das convidadas. Dilma disse que o PT é seu "menor problema", pois "amadureceu" no poder. Quem não se adaptou deixou o partido.
MAPA
Dilma contradisse o adversário, José Serra (PSDB), que afirma que a Bolívia exporta "90%" da cocaína consumida no Brasil. No ranking dela, o primeiro "exportador" é a Colômbia, seguida de Peru e então Bolívia. Em relação às diferenças entre os países da América Latina, "ela deu uma brincada e falou rindo: "Temos que aceitar que os mais parecidos conosco são os argentinos mesmo'", relata uma das presentes.
ELEFANTE PAULISTA
E a ex-ministra fez uma revelação às convidadas: o BNDES financiará estádios de no máximo 40 mil lugares para a Copa de 2014, para que depois não virem elefantes brancos. A CBF de Ricardo Teixeira pressiona o Estado de São Paulo a construir arena de 60 mil lugares.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

BOLA DIVIDIDA
A decisão de Cezar Peluso, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) de rever a súmula que proíbe o nepotismo sofrerá resistência no tribunal. O vice-presidente Carlos Ayres Britto, por exemplo, encaminhará contra. Ele acredita que não é o momento apropriado para se analisar a questão, já que o próprio Peluso acaba de ser acusado de praticar nepotismo ao empregar um casal em sua equipe. Britto revelou a interlocutores que qualquer modificação na súmula soará como "afrouxamento" e "leniência" da Corte.
MUITA AREIA
"É dar muito significado a um segurança do Peluso", diz outro ministro que é contra a proposta de revisão da súmula. O homem do casal nomeado pelo presidente do STF, José Martinez, assumiu a coordenadoria de segurança da Corte. Peluso diz que o caso não é de nepotismo já que marido e mulher não são subordinados um ao outro.

PRIVATIZAÇÃO

VENDE-SE
Além de pedir ao governo federal concessão para a construção de um terceiro aeroporto no Estado, o governador de SP, Alberto Goldman, encaminhará ao Ministério da Defesa pedido de autorização para privatizar os 31 aeroportos que administra. O prejuízo anual de SP com os terminais chega a R$ 15 milhões. A Anac já analisou e concluiu que não é responsável pelo assunto.
PROCURA-SE
E o governo de SP estuda várias opções para a construção de um terceiro aeroporto. Além de Caieiras, ao norte da capital, que já tem projeto das empreiteiras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, o secretário dos Transportes, Mauro Arce, diz que já foram feitas visitas à região de Guarapiranga, na zona sul, e à região leste, onde ficam municípios como Mogi das Cruzes e Biritiba Mirim.
POR PERTO
Certo mesmo é que o terceiro aeroporto, caso saia do papel, terá que ficar a no máximo 30 km da praça da Sé e próximo a rodovias.
OPÇÃO LÓGICA
E Goldman ainda pensa em insistir com a Fifa para que o estádio do Morumbi abrigue a Copa de 2014.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

GRANDE AVANÇO

FHC diz ter sérias dúvidas sobre vitória de Serra nas eleições.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) confidenciou a interlocutor de sua mais absoluta confiança recentemente que tem sérias dúvidas sobre a possibilidade de José Serra (PSDB-SP) vencer a eleição presidencial.
"E olha que estou tentando ajudar", disse o ex-presidente, atualmente em tour pelo exterior - com retorno previsto para o dia 2.
No início de junho, convocada por FHC, a cúpula do PSDB se reuniu em São Paulo para pregar uma correção de rumo da campanha de Serra à Presidência.
O risco de desgaste com a demora na definição da vice é alvo de apreensão do grupo. A falta de diálogo e recentes rompantes de Serra também estiveram em pauta. Todos cobram informações sobre a campanha.
A avaliação foi a de que Serra deveria dedicar mais atenção aos aliados e à montagem de palanques, em vez de desperdiçar energia com a rotina da campanha

terça-feira, 22 de junho de 2010

TUDO PELO COMUNISMO

Vai custar entre R$ 12 milhões e R$ 15 milhões a campanha de Netinho de Paula (PC do B-SP), defensor do "comunismo brasileiro", ao Senado. A equipe dele usará uma máquina que faz fotomontagens das pessoas ao lado de uma imagem do candidato para arrecadar. Ela será instalada em ruas da cidade. Quem quiser contribuir paga R$ 1,99 e leva uma foto.
E o delegado Protógenes Queiroz, candidato a deputado pelo mesmo PC do B, testou slogans na convenção do partido, no sábado. Distribuiu santinhos com a frase "Satiagraha não pode parar" e o texto: "Arriscou a vida pelo Brasil. Prendeu bandidos poderosos. Tentaram suborná-lo. Não conseguiram. Não se acovardou. Agressões contra a família não o fizeram desistir".