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terça-feira, 17 de abril de 2012

EMENDA DANTE

As 'diretas já' para que serviram?
Sobre os fato de hoje, eu fico pensando nessas mensagens sobre as Diretas Já, que alguns foram para as ruas defender, embora nem todo o povo brasileiro tenha ido. Mas, fizeram uma força danada pela redemocratização do país, isso aconteceu, os políticos profissionais reassumiram, e voltaram a mandar, e o que fizeram de bom esse caras até agora? 
Hoje os estupros, asssassiantos, sequestros são feitos à luz do dia, tiroteios entre bandidos são travados no meio das ruas, a qualquer hora, e pessoas morrem nos corredores dos hospitais, por falta de atendimento. 
A educação é péssima, os valores morais foram jogados na lata do lixo, o respeito entre as pessoas não mais existe mais, e a criançada está aprendendo bem isso tudo. 
Então, era esse mesmo o objetivo a ser alcançado? 
Quem lucrou com isso?

domingo, 22 de agosto de 2010

CADE O SHOWMÍCIOS

Artistas da MPB discutem prós e contras da lei que proíbe showmícios.

"Por que foi mesmo que se proibiram os showmícios?" A pergunta é de Caetano Veloso, que já cantou em palanques quando isso era permitido e, segundo diz, faria o mesmo na eleição deste ano.
Prática que ganhou força a partir do movimento das Diretas, em 1984, os showmícios foram proibidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2006, numa reforma que também aboliu a distribuição de brindes por candidatos aos eleitores.
Com o assunto de volta à pauta, a Folha ouviu o que pensam a respeito os artistas que já se envolveram nesse tipo de adesão política.
Gilberto Gil, Djavan e Chico Buaque cantam jingle da campanha de Lula de 1989; ouça:
Chico Buarque e outros artistas cantam jingle de FHC para a Prefeitura de SP em 1985:
"A presença de um artista querido pode ser tomada como um brinde ao eleitor", disse Caetano, por e-mail. "Mas não é necessariamente isso: pode ser apoio político deliberado por parte do artista e, mesmo quando pago, pode ser parte da mensagem do candidato. "
Segundo o cantor, a liberação de brindes materiais pode ser tomada como abertura para a compra de votos, "mas uma canção cantada por alguém querido não é algo que você leva para casa".
Musa do movimento das Diretas, Fafá de Belém considera a proibição "uma farsa". Ela argumenta que a música é componente agregador e, se não for feita ao vivo, será tocada mecanicamente.
"Estando ou não o artista lá, a música dele está rolando sem autorização e, muitas vezes, nem o Ecad (direitos autorais) é pago", diz.
Musa da campanha das Diretas-Já, a cantora Fafá de Belém participa de comício na praça da Sé, em SP, em 1984
Veterano dos showmícios, tendo cantado nas campanhas de Tasso Jereissati, Ciro Gomes, Aécio Neves e Mario Covas, o cantor Raimundo Fagner apoia a proibição.
Para ele, é preciso haver alguma relação ideológica entre o artista e o candidato.
"Muito artista grande não tem nenhum critério, troca de palanque como quem troca de camisa e vai pelo dinheiro mesmo", opina.
É mais ou menos o que pensa Lobão, que se apresentou na campanha de Lula à Presidência, em 1989. Ele lembra que, naquele ano, aconteceu de uma mesma banda fazer shows para partidos de ideologias opostas.
"Essa indústria tem que parar, é coisa de sem-vergonha", diz. "Ser pago para fazer isso faz do artista uma espécie de marqueteiro, que é um parasita da política."

quarta-feira, 21 de abril de 2010

NUM DEU CERTO !!!!

OS BASTIDORES DO QUASE-GOLPE;
Da série ficção, a preferida dos internautas. Começou com um telefonema de um ator consagrado para o diretor do núcleo. Ele estava irado com a peça promocional que foi ao ar na noite de domingo. Era um institucional de trinta segundos em que ele dizia apenas duas palavras. Mas a montagem induzia o telespectador a acreditar que se tratava, não de uma campanha de aniversário da maior emissora de televisão do país, mas um mosaico grosseiro cujo slogan "a gente faz senpre mais" é uma clara alusão ao do candidato José Serra. E para corroborar com a leviandade, ainda vinha o número quarenta e cinco assinado na peça, ao lado do logotipo. Ao todo, foram quarenta celebridades entre as turmas das produções, humor, shows, esporte e jornalismo. Achei até curioso a manifestação ter partido de um ator e não de um de nós. Afinal, vendemos a eles apenas nossa força de trabalho, não nossas consciências. Será? Nem sei mais... O ator foi duro e franco com o executivo da empresa. Se alguma providência não fosse tomada, ele ia aos jornais dizer que foi vítima de manipulação. Era tudo o que a emissora não queria ouvir nessa altura do campeonato. Ainda que seu candidato pudesse ser o mesmo que o da emissora, ele jamais se sujeitaria a trabalhar naquelas condições. E antes de desligar, avisou: Eu não estou sozinho. O diretor pediu paciência, disse que ia encontrar uma saída. Pensou em quem confiar num momento desses de conflito: talvez um executivo que tivesse bom transito com o jornalismo. Afinal, foi coisa dos herdeiros da Corte do Cosme Velho, incentivados pelo Guardião da Doutrina da Fé, pensou. Assim que amanheceu propôs o encontro ao executivo que considerou ser hábil o bastante para apagar o fogo. Nisso a internet já fervilhava. Pressões vinham de todos os lados, a opinião pública, os patrocinadores, os políticos, os amigos. É preciso convencer a direção de que foi um tiro no pé. Mas como fazer isso? Juntando argumentos. E lá foram os dois tentar convencer os acionistas de que aquilo fora um erro. Os artistas respeitam os interesses comerciais e políticos da emissora, mas consideram que não cabe a eles exercer esse papel institucionalmente. O artista é o vendedor de sonhos e ilusões para todos, não só para um determinado grupo político. Afora os artistas, tem os jornalistas que emprestam sua credibilidade à emissora. Ações assim pode arranhar para sempre esse vínculo com o telespectador. E assim foram as tratativas durante toda a tarde. Ok, mas qual seria a solução? Pensaram em várias. Ao final do encontro triunfou aquela que diz assim: "O texto do filme em comemoração aos 45 anos da Rede Globo foi criado - comprovadamente - em novembro do ano passado, quando não existiam nem candidaturas muito menos slogans. Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada. Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme". Esta noite não vai ser boa, nem para o Guardião, nem para a Central de Comunicação, e muito menos para o patrão. Nós aqui fora sabemos de tudo! O Povo não é bobo. Fiquem espertos.
DO BLOG; DoLaDoDeCá
EM TEMPO; A Globo parece ter sido tomada por um surto de mediocridade kameliana, e o ator do protesto mencionado simplesmente não é e não quis ser medíocre. Essa emissora já deu ao longo da história, pérolas como a edição do debate Collor Vs Lula em 1989, sem falar da "cobertura" do Comício das Diretas em 1984, como se fosse "aniversário de São Paulo". A Vênus Platinada não engana mais ninguém. Pena que seus empregados-jornalistas (?) teimem em achar que ser medíocre garante seus empregos. Eles precisam de um chá de dignidade e amor próprio.
Respeito os comentários daqueles que se indignam, mas não fazem uso de baixarias para protestar. Quanto aos outros, coitados, precisam se reciclar com a poeira do vulcão da Islândia. Mas, como tudo nesse país é feito às escuras, ainda não podemos dizer que vivemos em uma democracia. Por que a mídia em geral não se posiciona a exemplo dos PAÍSES DITO PRIMEIRO MUNDO que todos ficam sabendo que partido é apoiado por esse ou aquele grupo? Isso é sim o correto, tudo às claras, ninguém compra nada enganado.