Ricardo Teixeira faz feio demais ao atacar Dunga
Andre Balocco
Faz mal o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ao chutar Dunga e desprezar seu trabalho. Na posição de 'capo' do futebol brasileiro, ele próprio deveria ter percebido antes o que agora diz a quatro ventos: que Dunga não soube passar tranquilidade a seus jogadores; que os mesmos apenas refletiram o destempero do comandante durante os jogos da Copa; que Dunga não renovou a seleção brasileira, deixando de lado os jovens valores que poderiam amadurecer na África, em evidente preparação para a Copa no Brasil.
É choro de quem não quer assumir a sua responsabilidade.
Teixeira comanda uma máquina que gira bilhões de dólares num país pobre e é presidente de uma entidade milionária, apesar dos cofres dos clubes estarem vazios. Ele, como presidente da CBF há exatos 21 anos, é o imperador do futebol que vira a mesa e manda e desmanda, que muda de lado com a maior facilidade na política.
Pega muito mal repetir o discurso das Organizações Globo. Parece que está dando satisfação agora que se livrou do 'incômodo'.
Será que o supervisor Américo Faria, que me parece vitalício no cargo, e o 'press agent' Rodrigo Paiva (este é tão chique que nem me arrisco a chamá-lo de assessor de imprensa, temendo ser processado), não relataram ao capo o que se passava?
Será que isso não aconteceu nas Eliminatórias, em que o Brasil ficou em primeiro?
E na Copa América, que Dunga ganhou?
E na Copa das Confederações?
Se o presidente da CBF não sabia disso tudo que 'descobriu' nas últimas 24 horas, que peça demissão. Agora, chutar cachorro morto é uma das coisas mais feias que um ser humano pode fazer.
Me poupe.
Dunga cometeu erros? Pode ser que sim. Mas se cometeu mesmo, os fez estimulado pelo seu presidente





















