quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O CONTROLE DA INTERNET É A ARMA DOS PODEROSOS

O medo que os governos tem da internet chega a ser cômico... Mas na verdade é assustador! Que a rede tem poder, todos sabemos, o que falta descobrir é seu alcance.
E, também sabemos, os governos fazem o possível para controlar ou, ao menos, amenizar seus efeitos e seu alcance. Foi assim como o Irã, na 
revolta depois da fraude das eleições de 12 de junho de 2009, foi assim no Xinjiang durante os conflitos étnicos entre Chineses e a minoria Uigur no mesmo ano... Países democráticos ou não estão sempre em busca de ferramentas de controle, seja através da obrigatoriedade de cadastros diversos de websites, passando pelo controle rígido de cyber-cafés ou pela tentativa de aprovação de leis restringindo o acesso livre, a liberdade de expressão e feroz controle dos dados em rede como na Lei Azeredo, felizmente barrada pela maciça manifestação de repúdio dos brasileiros.
A pior de todas as ameaças, sem dúvida, é a 
ACTA, que vai além até do mero controle da rede, tratando também de assuntos relacionados, de propriedade intelectual e etc, um verdadeiro AI5Digital em escala global.
Agora, me chega a notícia de que os EUA, o Império, está aprontando mais uma das suas, mais uma ação inconsequente: Os americanos querem ter o 
poder de desligar a internet. Segundo a notícia, a ação se restringiria ao país, o que não torna menos perigosa a iniciativa, mas conhecendo o histórico democrático do país, não surpreenderia se expandissem este "direito" à todo o planeta.
As situações em que este "desligamento" seria possível são os básicos, ameaças terroristas, segurança nacional e outras baboseiras típicos do vocabulário terrorista local.
Por mais que o Irã e a China tenham reduzido drasticamente a velocidade de conexão dos usuários locais para tentar evitar que qualquer tipo de informação saísse, ou tenham bloqueado - e assim os mantenham - diversos sites e redes sociais e também por mais que estes e outros usem diversas ferramentas de controle, censura e espionagem, nunca ninguém chegou ao ponto de pregar o desligamento da internet em si, o apagão completo e o fim da troca de dados contra algum perigo potencial.
Estamos diante de uma grave agressão não só contra a liberdade de expressão, mas contra a própria humanidade que tem hoje na internet um direito básico (vide 
Finlândia), como uma extensão de nós mesmos.
O desligamento da internet é o mesmo que a negação de direitos humanos básicos, é a punição coletiva pela paranóia estatal e pela paranóia da segurança contra inimigos invisíveis e eternamente potenciais. Não surpreende, porém, que a iniciativa tenha vindo exatamente do país que representa o maior perigo à humanidade e que, exatamente por isto, se torna o principal alvo - ainda que, acredito, 99% das vezes apenas acredite ser um alvo ou estar a perigo, pura invenção de um serviço secreto paranóico e de uma população com síndrome de Deus na barriga.
A questão, aliás, também respinga no que, para os EUA, é um direito sagrado, o das empresas fazerem o que bem entendem - especialmente no terceiro mundo. Empresas de internet como Google, Yahoo, Microsoft e afins estariam sujeitas ao controle do Estado e seus negócios iriam ser enquadrados pelo governo sempre que este sentisse a necessidade de declarar que alguma emergência estivesse acontecendo, por mais fantasiosa que esta fosse - e normalmente é.
Este projeto ainda traria o fantasma do monitoramento perpétuo. Que os EUA possuem as ferramentas para nos monitorar não é novidade, mas estamos falando de um outro nível de monitoramento, totalmente legal, totalmente invasivo e simplesmente capaz de tudo, com poderes irrestritos para garantir a "segurança" do Império. Não resta dúvida de que, falando de internet, o monitoramento não se restringiria às fronteiras de um país, algo não só impossível como ridículo de se pensar quando falamos da web.
Um Big Brother global que, à diferença do que existe, teria poderes jamais vistos, e tudo dentro da mais estrita lei. A deles, dos EUA, mas ainda assim a lei. E o Império costuma ser muito zeloso destas, ao menos quando se trata de enfrentar um inimigo externo, basicamente tudo que se mova e olhe torto.
Vamos acompanhar e protestar. Pressionar no que der e impedir que nossa liberdade seja novamente posta em risco. O controle da internet é a arma dos poderosos, é a demonstração do desespero de quem está acostumado a mandar e ser obedecido, a dizer algo e ter a confiança e não ser questionado e com a internet tudo isto se perde, tudo isto vira fumaça e o controle se torna algo frágil quando enfrenta o conhecimento, a contra-prova, a mídia cidadã e a revolta.

DISQUE DENÚNCIA

As informações divulgadas pelo WL permitem afirmar com toda a certeza que as embaixadas dos EUA têm por papel primordial exercer e dar suporte a ações intervencionistas e de espionagem. O mais preocupante é saber que eles estão fechando embaixadas em todo o mundo (para cortar gastos) e pretendem abrir mais DEZ repartições "diplomáticas" no Brasil, inclusive na Amazônia!
No mínimo, um péssimo sinal para a nossa soberania. Querem apertar a CANGA no pescoço das "colônias latinas
".

AULA DE IMPERIALISMO CONTEMPORÂNEO

Por Emir Sader, Carta Maior
Os EUA se tornaram uma potência imperial na disputa pela sucessão da Inglaterra como potência hegemônica, com a Alemanha. As duas guerras mundiais – tipicamente guerras interimperialistas, pela repartição do mundo colonial entre as grandes potências, conforme a certeira previsão de Lenin – definiram a hegemonia norteamericana à cabeça do bloco de forças imperialistas.
No final da Segunda Guerra, os EUA tiveram que compartilhar o mundo com a URSS – a outra superpotência, não por seu poderio econômico, mas militar, que lhe dava uma paridade política. Foi o período denominado de “guerra fria”, que condicionava todos os conflitos em qualquer zona do mundo, que terminavam redefinidos no seu sentido no marco do enfrentamento entre os dois grandes blocos que dominavam a cena mundial.
Nesse período os EUA consolidaram seu poderio como gendarme mundial, poder imperial que tinha se iniciado na América Latina e o Caribe e que se estendeu pela Europa, Asia e Africa. Invasões, ocupações, golpes militares, ditaduras marcaram a trajetória imperial norteamericana. Montaram o mais gigantesco aparelho de contra inteligência, acoplado a um monstruoso aparato militar.
Terminada a guerra fria, com a desaparição de um dos campos e a vitória do outro, esses mecanismos não foram desmontados. A OTAN, nascida supostamente para deter o “expansionismo soviético”, não foi desmontada, mas reciclada para combater os novos inimigos: o “terrorismo”, o “islamismo”, o “narcotráfico”, etc.
Os documentos publicados confirmam tudo o que os aparentemente paranoicos difundiam sobre os planos e as ações dos EUA no mundo. Eles são a única potência global, aquela que tem interesses em qualquer parte do mundo e, se não os tem, os cria. Que pretende zelar pela ordem norteamericana no mundo, a todo preço com ameaças, ataques, difusão de noticias falsas, ocupações, etc., etc.
Qualquer compreensão do mundo contemporâneo que não leve em contra, como fator central a hegemonia imperial norteamericana, não capta o essencial das relações de poder que regem o mundo. A leitura dos documentos é uma aula sobre o imperialismo contemporâneo.
ESCALADA DOS INVESTIMENTOS; indústria brasileira cresce 11,8% este ano até outubro; setor de bens de capital --máquinas e equipamentos -- lidera a expansão, segundo o IBGE, com crescimento de 29,2% no período, refletindo forte avanço dos investimentos. Pesquisa da CNI revela que 92% das indústrias pretendem investir em 2011. (Carta Maior -02/12)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Veja??? alguém ainda liga para aquilo?? No fundo é até importante que exista uma revista como aquela, afinal ela engrandece e qualifica quem persegue.
Viva o Chico, e Deus lhe pague por tanta poesia!
E Chico Buarque lê a Veja? Ele como um dos marcos da música e da literatura do Brasil, vai se preocupar com esta revista porque? Eu que não sou literata nem nada, tenho coisas melhores para ler, que dirá Chico.

A REINVENÇÃO E O VENENO

A Veja desencadeou mais uma de suas cruzadas, desta vez para menosprezar e ridicularizar o cantor e compositor Chico Buarque. E tudo por causa de Prêmio Jabuti. Longe de ser privilegiado ao receber um prêmio, de música ou de literatura, é mais provável que Chico agregue valor ao prêmio que o contrário.

ESPAÇO A SER OCUPADO

A chegada do Estado ao complexo abre espaço para o avanço de políticas sociais que estavam sendo preparadas. (Luiz Eduardo Soares, antropólogo, autor de 'Elite da Tropa' 1 e 2; Estadão, 29-11)
SÍNTESE DE UMA ESCOLHA: 'OCUPAÇÃO' PELA CIDADANIA X 'AJUSTE FISCAL' Como será feita a manutenção da área ocupada?" (Hélio Luz, ex-chefe de polícia do Rio, sobre o pós-conflito nas favelas do Rio; Zero Hora, 28-11)

NO MORRO DO ALEMÃO

Dudu di Valença & Rodrigo-Amanheço no Puteiro-DVD

QUASE II

QUASE

O sonho permanece? Falta 90 minutos para chegar ao paraíso domingo que vêem explode coração.
O Engenhão pode viver o seu primeiro dia de gloria.
O Fluminense jogou muito mais contra o próprio nervosismo do que contra um time adversário. Venceu e está a um passo do paraíso, precisando apenas derrotar o Guarani, que já está rebaixado para a segunda divisão.
Domingo que vem o Engenhão viverá um dos dias mais gloriosos de sua curta existência.
A torcida do Fluminense vai lotar as dependências do estádio para empurrar o time ao degrau que falta para levantar a taça de campeão do Brasil.
Será que pode mandar pintar nas Laranjeiras! ? ? “Tri-Campeão Brasileiro 1970 – 1984 – 2010″!!!

NINGUÉM ME ENTENDE !!!

Agora confirma-se aquilo de que já se suspeitava e sabe-se: os verdaeiros inimigos do Irã são os regimes árabes conservadores, como a monarquia absoluta saudita e a ditadura mal disfarçada egípcia, que temem o fortalecimento do Irã muito mais que os Estados Unidos ou Israel. É a esses regimes que um ataque dos Estados Unidos ao Irã mais interessa. E todos esses regimes são aliados dos Estados Unidos. Esses regimes são, também, tão ou mais autoritários que o regime iraniano, mas sobre isso a comunidade e a mídia internacionais nunca falam. Por que será?
A Coréia do Norte pede ajuda humanitária à Coréia do Sul e dispõe de todo esse arsenal bélico, e ainda o fornece para regimes comoo do Irã, cujos reais objetivos ninguém conhece, a não ser os aiatolás que ditam as regras n o país. O mundo está tão enlouquecido, que vai acabar sendo destruído pela irresponsabiidade das grandes ptências, principalmente Rússia e Estados Unidos, que fornecem as tecnologias para que esses países com governantes sem a mínima coinfiabilidade construam tudo o que quiserem em termos de armamentos de guerra.
O MUNDO PRECISA DE AMOR, E CULTIVA O ÓDIO.
O HOMEM VAI ACABAR COLHENDO OS FRUTOS DA ÁRVORE QUE ESTÁ PLANTANDO.

TRANCA, JOGA A CHAVE FORA

O QUE ELES NÃO FAZEM ! ?

WikiLeaks revela espionagem dos EUA sobre a ONU e segredos do Irã.

Site vaza 250 mil documentos diplomáticos secretos e expõe política externa americana.


O site WikiLeaks divulgou que, mais de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos EUA enviados para mais de 250 embaixadas e consulados americanos em todo o mundo, revelando iniciativas e bastidores polêmicos sobre a política externa de Washington.
Os documentos, divulgados pelos jornais The New York Times (EUA), The Guardian (Reino Unido), Le Monde (França), El País (Espanha) e pela revista Der Spiegel (Alemanha), fazem parte do maior vazamento de material diplomático da história e colocam Washington em uma situação delicada.
O material revela ordens de espionagem sobre membros da Organização das Nações Unidas (ONU) por parte do Departamento de Estado americano e informações sobre o programa de mísseis do Irã. Veja os principais tópicos dos documentos revelados pelo WikiLeaks e clique nos links para saber mais detalhes sobre cada caso.
Espionagem sobre a ONU - Os papéis mostram que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, mandou diplomatas espionarem a liderança da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os alvos estão o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon e representantes de Reino Unido, França, China e Rússia, países com assento permanente do Conselho de Segurança.
Segundo os documentos vazados pelo WikiLeaks, Hillary ordenou que especialistas elaborassem relatórios com detalhes sobre os sistemas de comunicação utilizados pelos principais diplomatas da ONU, incluindo senhas e códigos de segurança usados em redes privadas e comerciais para as contatos oficiais da entidade.
Os documentos afirmam que as principais agências de inteligência dos EUA estão envolvidas na espionagem sobre a ONU. O Serviço Secreto dos EUA, o FBI e a CIA foram acionados pelo Departamento de Estado para "serviços de coleta de informações". Espionagens sobre oficiais e propriedades da ONU são expressamente proibidas pela convenção de 1946.
Arábia Saudita pede ataque contra o Irã - Outro ponto citados nos documentos são os repetidos pedidos do rei Abdullah, da Arábia Saudita, às lideranças americanas que atacassem o Irã para acabar com o programa nuclear do país persa.
Os documentos revelam que vários países árabes pressionaram os EUA para um ataque contra as instalações nucleares iranianas e expõem os bastidores das tensões sobre o programa de enriquecimento de urânio mantido pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad. As mensagens teriam sido enviadas para embaixadas americanas para todo o Oriente Médio.
Parceria de mísseis entre Irã e Coreia do Norte - O WikiLeaks também revelou que o Irã obteve acesso a um sofisticado sistema de mísseis capaz de atingir o oeste da Europa graças à ajuda da Coreia do Norte. Os foguetes são muito mais poderosos do que qualquer arma publicamente conhecida do arsenal iraniano.
Os mísseis, baseados no design do foguete russo R-27, dão ao Irã a capacidade de atacar capitais no oeste europeu ou cidades russas. Desde 2006 especula-se que a Coreia do Norte poderia vender ao Irã os armamentos.
A versão coreana do míssil, conhecido como BM-25, pode levar material nuclear explosivo. Embora os especialistas acreditem que o Irã ainda não tenha tecnologia o suficiente para produzir material nuclear com finalidades bélicas, especula-se que esse seja o objetivo do programa atômico iraniano.
Negociações pelo fim de Guantánamo - O material vazado revela que diplomatas americanos pressionaram outros países para receber os detidos da prisão em Cuba, e para isso estabeleceram "negociações". Para a Eslovênia, por exemplo, disseram que as lideranças do país só teriam receberiam uma visita do presidente Barack Obama se recebessem um prisioneiro. Para a Bélgica, receber um prisioneiro seria uma "via de baixo custo para obter maior proeminência na Europa".
Usina iraniana de Qom - Segundo o WikiLeaks, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) receberam das autoridades iranianas plantas apenas parciais das obras da usina de secreta de Qom. A atitude elevou ainda mais as suspeitas de que o complexo deva ser usado pelo Irã para a produção de armas nucleares.
Boicote à posse de Ahmadinejad - Os documentos revelam que embaixadores da União Europeia concordaram em boicotar a posse de Mahmoud Ahmadinejad como presidente do Irã. Os diplomatas mantiveram a decisão em segredo. Os europeus se viram em uma situação dupla - precisavam mostrar que não apoiavam as controversas eleições iranianas, mas tinham de reconhecer que o poder estava nas mãos de Ahmadinejad e do supremo aiatolá Ali Khamenei.
Fornecimento de armas a militantes - Nos documentos, diplomatas americanos descrevem os esforços falhos dos EUA em prevenir a Síria de fornecer armas para o grupo militante Hezbollah, atuante no sul do Líbano, que ampliou seu arsenal significativamente desde a guerra de 2006 com Israel. Uma semana depois de Bashar al-Assad, presidente sírio, prometer não enviar mais armas para os militantes, os EUA reclamaram de que a Síria continuava a armar os rebeldes.
Crise no Paquistão - Os cabos mostram a preocupação dos EUA com a presença de material radioativo em usinas nucleares do Paquistão, que Washington temia ser usado em ataques terroristas. As comunicações revelam que, desde 2007, os EUA vinham tentando remover urânio altamente enriquecido de um reator usado para pesquisas no Paquistão.
Em um cabo emitido em 2009, a embaixadora dos EUA no Paquistão, Anne W. Patterson, diz que o país se recusa a aceitar uma visita de especialistas dos EUA. Segundo ela, autoridades do Paquistão disseram que uma visita seria vista pelos paquistaneses como "se os EUA estivessem tomando as armas nucleares do Paquistão".
China e infiltração cibernética - Os documentos revelam preocupação sobre o suposto uso em grande escala, pelo governo chinês, de técnicas de infiltração e sabotagem cibernética. Alguns dos cabos diplomáticos afirmam que uma rede de hackers e especialistas em segurança foram contratados pela China a partir de 2002, e que essa rede conseguiu acesso a computadores do governo e de empresas dos EUA, além de aliados ocidentais e do Dalai Lama.
Os cabos citam um contato chinês que disse à embaixada dos EUA em Pequim que o governo chinês estaria por trás da infiltração do sistema de computadores do Google no país em janeiro.
O WikiLeaks é um site que se dedica a revelar documentos militares secretos dos EUA e de outros países. Neste ano, o site divulgou cerca de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Antes disso, o WikiLeaks já havia divulgado 90 mil relatórios confidenciais sobre abusos cometidos no Afeganistão. O site promete mais vazamentos nos próximos dias.

NÓS PERDEMOS


Por Moisés Diniz, do Blog Altino Machado
Toda a imprensa brasileira, todos os analistas, os políticos de modo geral, os padres e os pastores, os milionários, a sempre assustada classe média e os pobres de todas as favelas.
Todos aplaudem a ação vigorosa e mortal das Polícias do Rio de Janeiro e das Forças Armadas contra a bandidagem dos morros. Quem seria "doido" de ficar contra a ação para prender esses criminosos que estavam aterrorizando a bela cidade do Rio, sede da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016?
Eu também sou a favor da ação, só não fico no time daqueles perversos brasileiros que defendem a morte dos bandidos e aplaudem de pé o "Tropa de Elite". Eu defendo prisão perpétua para esses bandidos de alto grau e seus crimes hediondos. Assassinato não. Minha alma não permite.
Eu também concordo com a ação do Estado brasileiro, mas lamento que o Brasil tenha permitido chegar a isso. Lamento que a miséria humana tenha chegado a tão elevado patamar, num país rico e gigantesco em terra, água e biodiversidade.
As elites falharam. As elites do Brasil pecaram e nenhum confessionário curará as suas feridas. Elas acumularam riqueza demais. A concentração de renda chegou a limites absurdos.
Tem gente demais passando fome, tem jovens demais disponíveis para viver do tráfico de drogas, tem prostituição demais. Tem político omisso demais, magistrados, jornalistas, líderes populares. Todos nós temos culpa.
Nós perdemos. Nós perdemos para nós mesmos. Não vencemos os bandidos, derrotamos o Brasil, derrotamos a nossa honestidade e capacidade política, nossas energias de cinco séculos. Fracassamos.
Perdemos para a bandidagem que se tornou referência dos pobres dos morros, no lugar dos líderes da esquerda, dos líderes populares, que só querem saber de superávit primário e commodities para exportação.
A esquerda deixou de enfrentar as elites, aliou-se a ela e não distribuiu renda com a energia que deveria ter feito. A reforma agrária, inacreditável, mesmo sendo uma bandeira capitalista, continua como se estivéssemos na metade do século passado.
Os mortos dos morros do Rio são brasileiros que a elite os transformou em bandidos. Nessa hora tem gente, em inúmeras mansões, bebendo whisky e comemorando indiretamente as mortes.
Nós perdemos a capacidade de amar os pobres das favelas do Rio, de São Paulo, da Amazônia, porque aqui também têm pobres, jovens discriminados com o potencial mortífero de se tornar um bandido do porte daqueles do Rio.
Eu não quero levar para o túmulo essa culpa. Eu quero mudar, ser menos egoísta e mais fraterno, ouvir mais as pessoas e menos o poder do qual faço parte.
Quero voltar a viver como um ser humano normal, que seja capaz de chorar e de pedir perdão. E, acima de tudo, de mudar meus procedimentos políticos, para que eles sejam mais democráticos, mais livres, mais honestos e mais populares.
Quero lutar para que as minhas filhas não tenham também que dizer, no futuro, que elas também foram derrotadas na sua honestidade e no seu humanismo. Que elas também não precisem dizer:
Nós perdemos.
Moisés Diniz é autor do livro o "Santo de Deus" e deputado estadual do PCdoB do

UM PASSO A FRENTE

Após o alivio que a eleição de Dilma trouxe, a continuação do brilhante governo de Lula e a colocação no seu devido lugar dos retardados desse país, capitaneados pela midia paulista e principalmente por esses jornais, (pretenso democrata) vemos a necessidade de ampliar o poder dessa nação cuja riqueza e tamanho tem sido envergonhado por brasileiros mesquinhos e covardes, que se corrompem e se submetem à forças economicas internas e externas.
É hora do Brasil assumir seu especial lugar nas economias desenvolvidas desse planeta.

domingo, 28 de novembro de 2010

PARA OS ANAIS DA HÍSTORIA

Pouco mais de cinco horas depois do começo da retomada do complexo do Alemão, policiais hastearam bandeiras do Brasil e do Estado do Rio de Janeiro no alto do morro. O local escolhido foi o alto teleférico construído há pouco tempo na comunidade.  As bandeiras marcam a entrada definitiva do estado na comunidade, dominada pelo tráfico durante anos.
Num primeiro momento, os policiais hastearam as bandeiras do Brasil e da Polícia Civil. Momentos depois, a bandeira da polícia foi substituída pela do Estado do Rio.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, informou no fim da manhã de hoje que a prefeitura vai intensificar os serviços sociais, iniciar reformas de escolas, creches e dar apoio familiar à comunidade assim que terminar a invasão no Complexo do Alemão.
"Vencemos! Trouxemos a liberdade ao complexo do Alemão", comemorou o comandante geral da PM, coronel Mario Sérgio, na manhã de hoje quando as equipes conseguiram entrar na comunidade sem intenso confronto. Cerca de 2.600 homens entre policiais militares, civis, federais, equipes do Exército, Marinha e Aeronáutica, com ajuda de carros blindados e helicópteros, reassumiram o comando do complexo de favelas do Alemão. "Agora é um trabalho de busca, procura, prisões e apreensões", disse o coronel.
O domingo, 28 de novembro de 2010, já está na história do Rio de Janeiro. Policiais do 16º BPM (Olaria) e equipes táticas de outros batalhões entraram no complexo do Alemão às 8h da manhã. Inicialmente, homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) tomaram a localidade conhecida como Areal, que fica na parte central da favela, pela rua Joaquim de Queiróz, principal via de acesso. Policiais do Bope dominam o alto e o restante do complexo.
"Os moradores sabem que nós viemos trazer paz para essa população. Nós recebemos centenas de pedidos de ajuda. Todas as casas serão revistadas", frisou o coronel. 

TÁ DOMINADO

VILA CRUZEIRO

O POVO QUIZ

Precisa se atentar que a decisão de invadir uma comunidade escapa dos dirigentes das polícias ! É uma questão de vontade política dos governantes eleitos pelo povo! Quanto a corrupção presente nas corporações! Sabemos muito bem que isso não é uma exclusividade da esfera policial, existe até na propria imprensa!
Quem compra a droga .. financia o tráfico; paga a corrupção; sustenta a guerrilha urbana; "emprega" a violência; capitaliza o terror e promove a desgraça urbana.
Como podemos verificar o consumidor tem grande parcela de responsabilidade pela consequência de seu ato.
Nada justifica o vício principalmente se ele for o alicerce do crime!
Uma ação fantástica, uma operação sem falhas, uma movimentação coordenada como nunca se viu. A maior operação que o País já presenciou. A união uníssona do sistema repressor, com forças de segurança pública e Forças Armadas mostrando que quem manda é o Poder Público, e não o tráfico de drogas. Enfim, uma orquestra de verdade sem uma nota dissonante.
E agora aparece um retardado encontrando defeito na perfeição. O artigo em tela é uma mancha fecal no currículo do tão conceituado jornal.
Tem muita gente preocupada com a ação do governo do Estado do Rio de Janeiro, mormente aqueles que consomem os "produtos" do tráfico. A questão neste momento não é quem paga, e sim como é que vai ficar daqui prá frente. Certa elite que se incomoda tanto com programas sociais do governo, deve entender que a presença do estado é mais que fundamental para as comunidades carentes, é vital! Está certo o prefeito do Rio. Agora é preciso uma segunda invasão: a de serviços públicos!

RIO QUEM PAGA A CONTA?

Por Fernado Canzian
Felipe Dana/Silvia Izquierdo/AP
Policiais fortemente armados cercam traficantes em favela do Rio; bandidos tentam fugir em moto da ação da polícia
Policiais fortemente armados cercam traficantes em favela do Rio; bandidos tentam fugir em moto da ação da polícia.

Os favelados fluminenses que vivem há anos sob o terror de traficantes, milícias e policiais corruptos são os maiores financiadores da operação de "resgate" que o Estado iniciou na semana passada no Rio.
A perversão da carga e do sistema tributário do Brasil faz com que os pobres paguem, proporcionalmente, muitíssimo mais impostos do que os mais ricos.
Em tese, todo mundo come. Mas pobres e ricos pagam os mesmos 37% de imposto em um pacote de biscoito, 17% no quilo do arroz, 32% no açúcar, 26% em uma água sanitária. E por aí vai.
Como o rico ganha mais que o pobre, é o segundo quem compromete, proporcionalmente, grande parte do seu dinheiro para manter o Estado.
Segundo dados oficiais (IBGE e Ipea), a carga tributária sobre os pobres teria de cair 86% para se igualar à dos mais ricos.
Quem ganha até dois salários mínimos hoje compromete 49% de seu rendimento com impostos. Quanto mais pobre, mais tungado.
Portanto, é o pobre oprimido no Rio (pela conivência e desprezo desse mesmo Estado que o esfola com impostos, taxas e tributos) que deveria ter sido protegido, em primeiro lugar, de seus algozes.
Durante muitos anos, a polícia (que custa muito mais ao pobre do que ao rico) foi justamente quem ajudou a instalar a indústria do tráfico no Rio. Por não combatê-la ou por ajudá-la diretamente pela via da corrupção.
É, portanto, lamentável todo o ôba-ôba em torno da ação "heroica" das "tropas de elite" e outros superlativos a respeito do novo papel das polícias e das forças de segurança.
Eles não fazem mais do que a obrigação. São pagos (e extremamente caros aos favelados) justamente para fazer isso.
Pior. O que as ações das forças de segurança em ação no Rio revelam é que é muito mais fácil do que se supunha desmantelar a ação desses grupos de criminosos (des)organizados.
As imagens de traficantes fugindo como ratos para o morro do Alemão são emblemáticas. É só comparar as fotos nesta página.
São policiais financiados pelo dinheiro dos impostos com armamento pesado, coletes, etc., contra um bando de traficantes desdentados que (revelam termos de diálogos grampeados) parecem ter saído ontem de uma caverna neandertal.
Eles perderam muito em quatro dias. Centenas de motos e veículos, armas, munição e milhares de quilos das drogas que os financiam além dos pontos de venda do produto.
Em menos de uma semana, a polícia e os fatos mostraram que, quando o Estado quer, não há nada que possa ser feito contra ele.
O Estado é o ente mais forte de um país normal.
A grande questão é: como ele é usado? Quais suas prioridades?
É preciso ter sempre em perspectiva: os pobres (a grande maioria) são os que mais financiam o Estado brasileiro com seus impostos.
É a eles, por justiça moral, que país deveria voltar suas prioridades.
Precisamos de uma trem-bala de R$ 33 bilhões financiado pelo Estado para a classe média viajar ao Rio ou SP?
Ou seria melhor acabar de vez com a opressão no Rio e coalhar essas comunidades com programas sociais? Ou eliminar o esgoto a céu aberto em centenas de favelas brasileiras, repletas de pagadores de impostos?
A resposta a essas perguntas é simples: quem vai pagar?

BANDIDAGEM NA MIRA II

TEMPO QUENTE

A BANDA PODRE

UMA HORA TERMINA ! !

INAVASÃO

Fala-se dos milhões de reais que o narcotráfico movimenta mas, não se fala de onde vem o dinheiro. E vem dos caras que consomem drogas. Acho um erro descriminalizar o consumo sem descriminalizar a venda. Ora, quando alguém compra roubo pode ser penalizado como quem roubou. Agora quem compra um produto ilegal (a droga) é tratado como coitadinho ou um cara "maneiro".

EU SEI

É complicado julgar a distância, ainda mais quando se trata do AfroReggae, pois a imprensa sempre passou uma imagem positiva do trabalho feito nas comunidades carentes, onde o Estado não entrava. Fico então com a imagem do momento. Na entrevista do coordenador, vi uma figura no mínimo suspeita, que tem ligações estreitas com os chefões do tráfico se diz neutro, sem bandeira para defender. Ora, nesse momento, não dá pra ficar neutro!! Ou se é do lado da legalidade ou se é do lado da bandidagem.
Por que é que o nome da organização é AfroReggae e não Afro Samba, ou Afro Forró, ou afro qualquer coisa brasileira, hein?
Acho que sei: Não fica bem nos noticiários de TV ou da imprensa se falar Afro Baião ou coisa parecida!

TROPA DE OPORTUNISTAS

Traficante negociar com policia??? só no nosso Brasil mesmo!!! ... chumbo neles!!! bandito/traficante bom só MORTOOO!!!!
Durante estes anos todos estas ONGs fizeram o que? Agora que a coisa pode secar pro lado deles, querem mediar negociação.
TOCA ESTES CAMARADINHAS, NA CADEIA.

AGORA ELES APARECEM

A turma do contra não desaparece, sempre criticaram a omissão do estado, sempre criticaram que os poderes não se união, sempre diziam que um governo jogava a culpa no outro e vice-versa, ai quando os governos se unem, quando é montada uma operação nunca antes vista na história do nosso país, essas mesmas pessoas continuam a criticar.
Essas pessoas criticam porque nunca fizeram nada para ajudar o RIO DE JANEIRO, largaram o RIO durante anos jogado as traças, e agora estão torcendo contra os CARIOCAS.
Traficantes do Rio chamam coordenador do AfroReggae para mediar negociação.
Traficantes cercados no Complexo do Alemão, conjunto de favelas localizado na zona norte do Rio, enviaram mensagens ao mediador de conflitos e coordenador do AfroReggae, José Júnior, para iniciar algum tipo de conversação antes da invasão da polícia.

José Junior, coordenador da ONG AfroReggae, que está no Complexo do Alemão, no Rio, tentando mediar uma rendição de criminosos
José Junior, coordenador da ONG AfroReggae, que está no Complexo do Alemão, no Rio, tentando mediar uma rendição

José Júnior está agora no Complexo do Alemão disposto a negociar uma rendição com os traficantes para evitar o elevado número de mortes que se espera em um eventual combate.
Desde 1993, ele criou a ONG que atua na área social cultural em favelas, abrigando e empregando ex-traficantes dispostos a abandonar o crime. Os mediadores atuam para evitar confrontos que prejudiquem a vida de moradores das comunidades.
O comandante-geral da PM do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, disse neste sábado que a polícia vai invadir o Complexo do Alemão "a qualquer momento". Segundo o oficial, a decisão já está tomada e não há possibilidade de se voltar atrás.
"Temos toda a superioridade. Não há hipótese de os traficantes serem bem sucedidos. Eles devem se entregar, essa é a hora. Depois que entrarmos, as coisas serão complicadas", afirmou o comandante da PM.
Para conter a onda de violência iniciada em 21 de novembro no Rio, a polícia iniciou operações em diferentes morros e favelas. Com auxílio de blindados da Marinha, a polícia entrou na favela da Vila Cruzeiro, no complexo da Penha (zona norte), na quinta (22). Com a aproximação dos policiais, traficantes fugiram para uma comunidade vizinha, no Complexo do Alemão.
Felipe Dana/AP
Soldados do Exército participam de operação no Complexo do Alemão, na Penha, zona norte do Rio; veja outras imagens

AFUNDOU

FAZER O QUÊ ! ?

BEM VINDO

RENDIÇÃO OU INVASÃO

A CRISE NO RIO E O PISTACHE MIDIÁTICO.
Traficantes se rebelam e a cidade vai à lona. Encena-se um drama sangrento, mas ultrapassado. O canto de cisne do tráfico era esperado. Haverá outros momentos análogos, no futuro, mas a tendência declinante é inarredável. E não porque existem as UPPs, mas porque correspondem a um modelo insustentável, economicamente, assim como social e politicamente.
As UPPs, vale dizer mais uma vez, são um ótimo programa, que reedita com mais apoio político e fôlego administrativo o programa “Mutirões pela Paz”, que implantei com uma equipe em 1999, e que acabou soterrado pela política com “p” minúsculo, quando fui exonerado, em 2000, ainda que tenha sido ressuscitado, graças à liderança e à competência raras do ten.cel. Carballo Blanco, com o título GPAE, como reação à derrocada que se seguiu à minha saída do governo.
A despeito de suas virtudes, valorizadas pela presença de Ricardo Henriques na secretaria estadual de assistência social --um dos melhores gestores do país--, elas não terão futuro se as polícias não forem profundamente transformadas.
Afinal, para tornarem-se política pública terão de incluir duas qualidades indispensáveis: escala e sustentatibilidade, ou seja, terão de ser assumidas, na esfera da segurança, pela PM. Contudo, entregar as UPPs à condução da PM seria condená-las à liquidação, dada a degradação institucional já referida.
O tráfico que ora perde poder e capacidade de reprodução só se impôs, no Rio, no modelo territorializado e sedentário em que se estabeleceu, porque sempre contou com a sociedade da polícia, vale reiterar. Quando o tráfico de drogas no modelo territorializado atinge seu ponto histórico de inflexão e começa, gradualmente, a bater em retirada, seus sócios - as bandas podres das polícias -  prosseguem fortes, firmes, empreendedores, politicamente ambiciosos, economicamente vorazes, prontos a fixar as bandeiras milicianas de sua hegemonia.
Discutindo a crise, a mídia reproduz o mito da polaridade polícia versus tráfico, perdendo o foco, ignorando o decisivo: como, quem, em que termos e por que meios se fará a reforma radical das polícias, no Rio, para que estas deixem de ser incubadoras de milícias, máfias, tráfico de armas e drogas, crime violento, brutalidade, corrupção?
Como se refundarão as instituições policiais para que os bons profissionais sejam, afinal, valorizados e qualificados? Como serão transformadas as polícias, para que deixem de ser reativas, ingovernáveis, ineficientes na prevenção e na investigação?

sábado, 27 de novembro de 2010

Há cenas de forte simbolismo registradas na bem-sucedida operação de retomada da Vila Cruzeiro, na Penha, pelo poder público. Por exemplo, a foto de uma coluna liderada por um blindado da Marinha, seguido por veículos da Polícia Militar, estampada na primeira página de ontem do GLOBO, se conjuga com tomadas inéditas, transmitidas ao vivo pela TV, de hordas de bandidos armados em fuga pelo alto do morro em direção ao Complexo do Alemão, área que se torna uma das últimas grandes trincheiras no Rio desses grupos de criminosos. As imagens trazem causa e efeito: diante de uma operação conjunta do Estado brasileiro — policiais com o suporte de uma das forças armadas —, traficantes e seus fuzis não tiveram alternativa a não ser a fuga em massa, como nunca registrada na cidade.
O problema do tráfico e crimes correlatos na região metropolitana da cidade não foi resolvido na quinta-feira, mas, no plano político e psicológico, foi dado duro recado à marginalidade: o projeto de segurança em aplicação no Rio de Janeiro é para valer, não se esgota nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), e ele ganha uma musculatura invejável com a integração de instrumentos de outras instâncias do Estado brasileiro. Neste sentido, os fatos que se desenrolam nos últimos dias vão além deste recado. Constituem-se um divisor de águas na segurança pública brasileira. A sociedade entendeu, e é palpável o apoio popular a este avanço articulado contra o banditismo, feito com planejamento e calma, como tem defendido o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Assistir à fuga desesperada de bandidos gerou alegria e, ao mesmo tempo, frustração, pois parecia fácil cercá-los no alto da passagem entre as duas comunidades. Mas não era, segundo explicou Beltrame ao GLOBO. Lembremo-nos que a crônica da luta contra o crime no Rio está repleta de ações pirotécnicas de tomadas de áreas, depois devolvidas ao tráfico pela impossibilidade de as polícias mantê-las sob controle.
Destaque-se, ainda, a participação do Tribunal de Justiça do Rio, parte relevante da operação conjunta do Estado, ao aceitar transferir mais presos perigosos para fora do Estado e qualquer detido nos atos de terror, de destruição de veículos nas ruas.
As autoridades não podem perder este momento especial e inédito. Ficou provado que as Forças Armadas têm condições de ajudar bastante no apoio logístico, tópico, nesta guerra, em que está em jogo o estado de direito democrático. A atuação na operação de policiais federais, a cessão de 800 soldados de elite do Exército — vários com experiência em favelas do Haiti —, para o cerco do Complexo do Alemão, a mobilização de mais carros blindados para o transporte de soldados do Bope e helicópteros da Aeronáutica, tudo isto está dentro desta acertada percepção. "Mudou o paradigma", declarou ontem, no Rio, o ministro da Defesa, Nelson Jobim. E a sociedade agradece.
Há muito o tráfico deixou de ser uma questão de segurança pública simples. Já foi no passado, mas, no caso do Rio, uma longa sucessão de governos incompetentes e populistas permitiu o enraizamento de quadrilhas na região metropolitana. Ao mesmo tempo, a corrupção, que chegou à alta hierarquia da Secretaria de Segurança, praticamente extinguiu o poder público como força repressora do crime. Tantos desmandos só poderiam desaguar nesta situação, cujo enfrentamento tem de ser de todos — sociedade e Estado.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ENCURRALE-O

CORTA, CORTA, CORTA...

A MESMA MÍDIA QUE SAÚDA A 'GUERRA DO RIO' EXIGE ARROCHO ORTODOXO NO PAÍS...  '... a aproximação da posse de Dilma Rousseff trouxe de volta o coro a favor de forte ajuste fiscal (...) O principal alvo da crítica, na verdade, não aparece de modo explícito. O que de fato se questiona é a decisão do governo Lula de alterar a lógica da política fiscal e a estratégia de desenvolvimento" (Francisco Luiz Lopreato, da Unicamp;) (Carta Maior - 26/11)
A aproximação da posse de Dilma Rousseff trouxe de volta o coro a favor de forte ajuste fiscal.
A alegação dos que defendem essa tese é a de que a política fiscal do governo Lula colocou em risco as contas públicas e pressionou a inflação, ou que o aumento substancial do superavit primário implicará forte queda da dívida e dos juros.
Vejamos esses pontos. Primeiro, a situação fiscal é aceitável, bem melhor do que em períodos anteriores, e a inflação pouco acima do centro da meta não parece estar associada à expansão da demanda provocada por excesso de gasto público. Além disso, a dívida pública líquida (41% do PIB) é uma das menores em relação à dos principais países do mundo.
Segundo, a queda acelerada da dívida pública, com o aumento do superavit primário, pode ter efeito positivo na taxa de juros, mas não se deve esperar baixa expressiva enquanto não houver a separação entre o sistema monetário e o de dívida pública. O atual patamar de taxa de juros está atrelado à forma "sui generis" de convivência desses dois mercados.
O problema se arrasta desde o período de alta inflação e, caso não seja eliminado por meio de reformas envolvendo alterações na remuneração da poupança e o provável abandono dos títulos indexados à Selic, dificilmente a taxa de juros cairá além do nível alcançado no período crítico da crise mundial, e as dificuldades de alongar os prazos de financiamento continuarão a existir.
O principal alvo da crítica, na verdade, não aparece de modo explícito. O que de fato se questiona é a decisão do governo Lula de alterar a lógica da política fiscal e a estratégia de desenvolvimento.
O retorno do Estado como ator central na articulação de novas frentes de investimento levou à reestruturação dos instrumentos fiscais e financeiros de apoio à ação do setor público, exigindo o fortalecimento dos bancos de crédito oficiais, o revigoramento das empresas públicas e a ampliação dos incentivos fiscais.
A candidata Dilma apresentou proposta de governo semelhante.
Espera-se que mantenha a posição ativa do Estado e ainda trate de recuperar a força do planejamento e da política industrial. Um ajuste fiscal severo vai contra essas ideias e coloca em risco a continuidade do programa de investimentos.
Mas, por outro lado, é importante que a manutenção do projeto vencedor das eleições não signifique descontrole das contas públicas. Não há esse risco. A provável redução do ritmo de reajustes do salário mínimo trará reflexos positivos no resultado da previdência social, e outros gastos devem seguir o mesmo caminho.
Além disso, a nova equipe econômica já se comprometeu com a estabilidade fiscal e com a redução da dívida pública, mantendo nível adequado de superavit primário.
O valor proposto para o saldo primário (3,1% do PIB) e um crescimento médio da ordem de 5% do PIB garantem a redução sustentada do peso da dívida pública no decorrer do próximo mandato presidencial, sobretudo se vier a ocorrer reforma capaz de dar fim ao entrelaçamento entre mercado monetário e de dívida pública, abrindo espaço para a queda da taxa de juros.
Enfim, o momento da economia brasileira é favorável e não requer a adoção de rígido programa de austeridade fiscal; basta levar adiante a política de defesa do crescimento e sustentar o compromisso de não deteriorar as contas públicas em nome da expansão econômica

LINHA VERMELHA

Mais uma vez, a elite burra culpa o Brizola pela violência... mas não eram vocês que chamavam CIEP de "hotel de pobre"? E pra você que acha bacana ir pra rodinha de amigos acender um baseadinho, considere-se culpado por tudo isso que acontece no Rio de Janeiro. Vamos parar de hipocrisia!