terça-feira, 31 de maio de 2011

NUM VAI DAR EM NADA . . .

Do Blog do Claúdio Humberto.
O deputado Romário (PSB-RJ) teve seu requerimento para a convocação do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, aprovado pela Comissão de Turismo e Desporto. 
O ex-jogador defendeu a convocação do dirigente para que responda às acusações do colega Anthony Garotinho (PR-RJ), que quer uma CPI para investigar a organização da Copa 2014. "Dependendo do que ele responder, a CPI pode não ter motivo. Se não for convincente, a gente terá certeza da necessidade dela", disse Romário. Em discurso na Câmara, Garotinho disse que Teixeira é chefe de "quadrilha que assalta os cofres públicos"

IMPEACHMENT COLLOR

A assessoria de imprensa da Presidência do Senado divulgou nota informando que o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), determinou a volta do painel sobre o impeachment de Fernando Collor à galeria Túnel do Tempo. O corredor de acesso entre o prédio principal do Senado e o Anexo 2 abriga a mostra que conta, em 16 painéis, a história do Senado desde a sua instalação, em 1826, até os dias atuais. A nova galeria foi inaugurada ontem (30) sem o painel sobre o impeachment. Segundo a note, "diante da repercussão verificada pelo conteúdo da exposição inaugurada ontem no 'Túnel do Tempo', o presidente do Senado Federal, Senador José Sarney, esclarece que não foi o autor nem o curador da exposição - feita por organismo especializado da Casa - e que determinou a inclusão do episódio do impeachment do Presidente Fernando Collor na linha de eventos na referida mostra."

DE MAL A PIOR . . .

CALMA, CAVALHEIROS

O vice Michel Temer, um gentleman, ficou intrigado com a atitude do  ministro Antonio Palocci, sujeito muito jeitoso, que por telefone lhe disse desaforos, ameaçando demitir os ministros do PMDB. Palocci agora chora pelos cantos: foi obrigado por Dilma a agir de forma “dura”

VELHO OPORTUNISTA

A defesa que o ex-presidente FHC agora faz da “descriminalização” da droga não é apenas sintoma de perda de juízo. É que o velho político percebeu que é a maneira mais fácil de voltar  a aparecer na mídia.

É PARA TODOS . . .

Joseph Blatter, candidato único, será reeleito amanhã 1 de junho para o quarto e último mandato de quatro anos na presidência da Fifa. Michel Platini, craque francês dos anos 80 e atual presidente da União Europeia, é, desde logo, o mais cotado a sucedê-lo.
Emerson Carvalho, técnico da seleção brasileira sub-17, acertou jogos-treinos com Cruzeiro e Vasco, sexta e domingo, na Granja Comari. Antes da viagem, dia 14, para o Mundial no México, dois amistosos com o Uruguai, nos dias 7 e 9.
José Reis é o novo gerente de futebol do Criciúma, contratado até 2012. Ele fez bom trabalho no Boavista nos dois últimos Campeonatos Cariocas, e no Duque de Caxias na Série B do Campeonato Brasileiro de 2010.
Josué Teixeira, técnico do Sampaio Corrêa, abriu oito pontos de vantagem sobre o vice-líder faltando cinco jogos para o final do Campeonato Maranhense. Invicto em seis jogos, ele conseguiu domingo a quinta vitória (2 a 0, gols de Célio Codó)) sobre o Santa Quitéria.
Renê Simões, técnico do Bahia, superfeliz com a recuperação de Jobson – destaque do jogo com dois gols no empate com o Flamengo – e animado com Carlos Alberto: “Ele vai se encaixar muito bem com o Ricardinho no nosso meio-campo”.
Afonsinho, ex-jogador do Botafogo, estará hoje no encerramento do Cinefoot, no Cine Arteplex, onde será exibido o longa-metragem Passe Livre, de 1974, do cineasta e escritor mineiro Osvaldo Caldeira.
Elcio Mendonça deixa a assessoria de imprensa da Portuguesa, de São Paulo, após dois anos, e assume a do Nautico, de Recife, com sua empresa Dois Toques Comunicação. É um profissional jovem de muita competência e qualidade.

TÁ MAL DE PONTARIA . . .

COLOMBIANO APITA CERRO x SANTOS

O jogo de amanhã à noite no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, Cerro Porteño x Santos, que decide o primeiro finalista da Copa Libertadores da America, terá arbitragem colombiana: Wilmar Roldán e os assistentes Abraham Gonzalez e Eduardo Diaz. O outro finalista será conhecido na noite seguinte: Velez Sarsfield (Argentina) ou Peñarol (Uruguai), que venceu ( 1 a 0) o primeiro jogo, em Montevidéu.
O Santos terá também a vantagem do empate por ter ganho (1 a 0) o primeiro jogo. O técnico Muricy Ramalho não contará com o lateral-esquerdo Léo, contundido no tornozelo. Alex Sandro será o substituto.
  • A Fifa confirmou ontem, em comunicado oficial, que o Mundial interclubes voltará a ser disputado no Japão, entre 8 e 12 de dezembro. A grande expectativa é por uma final entre o Santos, se ganhar a Copa Libertadores, e o Barcelona, que ganhou pela quarta vez a Liga dos Campeões da Europa. Messi e Neymar seriam os garotos-propaganda da decisão.

UMA ESTREIA NO PRIMEIRO CLÁSSICO

O Botafogo deverá promover a estreia do meio-campo Renato – campeão brasileiro em 2002 e 2004 no Santos -, que está voltando de sete temporadas no Sevilha (Espanha), no primeiro clássico que disputará no Campeonato Brasileiro, domingo 19 de junho, com o Flamengo, às 18h30m, no Engenhão, pela quinta rodada.
Com a antecipação da abertura da janela de transferências autorizada pela Fifa para jogadores vindos do exterior, a partir de 15 de junho, o Botafogo será um dos beneficiados, a exemplo do Vasco, que poderá estrear o veterano Juninho Pernambucano, ex-Al Gharafa (Qatar), do Grêmio, que contará com o meio-campo Gilberto Silva, ex-Panatinaikos (Grécia) e o Corinthians com Alex, ex-Spartak Moscou (Rússia).
  • Alessandro, lateral-direito, anunciou ontem que não continuará no Botafogo: “Vou cumprir o contrato até dezembro e depois procuro outro clube. Gosto do ambiente entre os companheiros, sou bem tratado pelos dirigentes e pela comissão técnica, mas prefiro não continuar” – disse o jogador, que em momento algum da entrevista se referiu à perseguição dos torcedores, motivo de sua vontade de sair do clube.
  • O Botafogo continua tentando reforços, entre eles o meio-campo Edu, do Internacional. O clube garante que não desistiu de contratar o veterano Gilberto, do Cruzeiro, anúncio que vem se arrastando há quase dois meses. Até agora o Botafogo ainda não obteve resposta do Superior Tribunal de Justiça Desportiva sobre o efeito suspensivo para o atacante Herrera. Loco Abreu está na seleção uruguaia.

SALVAMENTO DA LÍNGUA . . .

O árbitro Paulo César Oliveira, da Federação Paulista de Futebol, sorteado ontem para apitar amanhã o primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, está sob suspeita. O advogado Laércio Benko entrou com ação na Quarta Vara Cível de São Paulo pedindo a quebra dos sigilos telefônico e bancário não só dele, mas também do coronel Marcos Marinho, diretor da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista.
Na semifinal do Campeonato Paulista em que o Palmeiras foi eliminado pelo Corinthians, Paulo César Oliveira expulsou um jogador e o técnico do Palmeiras, que fizeram denúncia contra ele. No sorteio de ontem, na sede da Confederação Brasileira de Futebol, Paulo César Oliveira foi sorteado para Vasco x Coritiba e os assistentes serão Carlos Berkenbrock, de Santa Catarina, e Marcelo Van Gasse, de São Paulo. Trio Fifa.
Outro árbitro paulista, Wilson Luis Seneme, participou do sorteio. Junto com Paulo César Oliveira, ele é um dos cotados para a Copa do Mundo de 2016, depois de três participações consecutivas do gaúcho Carlos Eugênio Símon nos Mundiais de 2002-2006-2010. O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Sergio Corrêa da Silva, que normalmente escala o quarto árbitro da Federação local, desta vez decidiu por outro paulista, Luis Flávio Oliveira, irmão do árbitro sorteado, que apitou, muito bem, a decisão Santos x Corinthians.
Ministério do Esporte: agora em alta velocidade
Depois de se responsabilizar pela segurança nos estádios de futebol, anunciando implantação de circuito fechado de TV, ignorando a obrigação dos clubes prevista no Estatuto do Torcedor;
Depois de assumir o papel fiscalizador e até cadastrar torcedores, substituindo a competência das secretarias de Segurança Pública estaduais ...
... agora o Ministério do Esporte se responsabiliza pelo projeto do novo autódromo do Rio de Janeiro, que substituirá o atual, onde será construído o Parque Olímpico para os Jogos de 2016.
A notícia está na página do Ministério do Esporte.
Agora em alta velocidade.
Enquanto isso...
... a 105 dias dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, centenas de competidores ainda não viram a cor do dinheiro da Bolsa Atleta de 2010...

ESTÁDIOS BARATINHOS

Um dos problemas para o atraso nas obras do Itaquerão é o alto orçamento: R$ 1,51 bilhão.
Para reduzir os gastos os projetistas tiraram cerca de 50 mil metros quadrados de uma área que era destinada ao estacionamento da arena, informa o Painel da Folha de S.Paulo deste domingo.
Mas, se quiserem reduzir mais, consultem o governo do Distrito Federal.
Aqui, o estádio de 72 mil lugares que está sendo construído é baratinho, apenas R$ 650 milhões.
E sabem como economizaram?
Não cotaram os preços da grama, da cobertura, do placar eletrônico, dos elevadores, das cadeiras, do sistema de iluminação ...
Está aí a receita. Afinal, tudo isso não faz a mínima falta num estádio moderno, não é mesmo?     
Depois, no dia da inauguração, vem a notícia: "Estádio custou R$ 1,5 bilhão"!
Mas aí tá todo mundo feliz, é dia de festa e a bola vai rolar.
E bota bola nisso...

JOALHERIA: A GALINHA - 1885

BLOG DO NOBLAT.
Os ovos sempre foram símbolos da criação e de uma nova vida. Na Páscoa de muitos países, até hoje, é uma tradição a troca de ovos de Páscoa entre parentes e amigos.
Na Rússia, onde a Páscoa é a mais alegre celebração religiosa do ano, não era diferente, e assim como outros povos da Europa Oriental, ao regressar das cerimônias religiosas às quais não faltavam, fossem ricos ou pobres, trocavam delicados ovos de galinha pintados à mão.
Essa tradição não se perdeu de todo e temos também aqui no Brasil comunidades de origem eslava que continuam a fazer como seus avós. E pintam peças lindas.
Os nobres, no entanto, foram sofisticando cada vez mais o presente e criando ovos de madeira, papier machê, porcelana, cristal.
Mas os Romanov sendo os Romanov, e tendo a ventura de contar com um brilhante artesão joalheiro trabalhando para a corte, surgiu, em 1885, o primeiro Ovo de Páscoa que é uma joia.
Peter Carl Fabergé era seu nome. Entre 1885 e 1917, ele e seus assistentes criaram 105 objetos luxuosíssimos, em forma de Ovos de Páscoa. O termo Oeuf Fabergé tornou-se sinônimo de requinte e beleza e essas peças são cobiçadas por museus do mundo inteiro, como as obras-primas que são.
Tudo começou quando o czar Alexandre III encomendou ao ourives Fabergé um ovo para dar de presente à sua mulher, Maria Fyodorovna. De dentro de uma caixa toda forrada em camurça, a czarina retirou um ovo esmaltado em branco, de 6.5 cm de altura.
Acompanhava um cartão ensinando a apertar um minúsculo botãozinho que faz o ovo se abrir em dois: dentro dele uma gema de ouro polido que também se abre. E lá dentro a pequenina galinha em ouro de quatro cores, com olhos de rubi.
Vendido pelos soviéticos na década de 20 do século XX, passou por muitos leilões e coleções, até ser comprado por um colecionador russo. Está de volta à Mãe Rússia.

CARAJÁS, TAPAJÓS SERÁ QUE SAI . . .

Agência Senado.
Aprovado plebiscito para criação do estado de Tapajós.
O Plenário do Senado aprovou há pouco a realização de plebiscito para consultar a população do Pará a respeito da divisão do território do estado para a criação de outra unidade da federação, denominada Tapajós. O substitutivo ao PDS 19/99 prevê a criação de Tapajós a partir da desintegração de 27 municípios paraenses da parte oeste do Pará. A matéria seguirá para promulgação.
O plebiscito sobre a criação do estado de Tapajós deverá ser feito em até seis meses. Os paraenses deverão opinar, na mesma ocasião, a respeito da criação do estado de Carajás, originário da divisão da região sul e sudeste do território paraense. O plebiscito a respeito de Carajás foi aprovado no início do mês na Câmara.
QUER SABER MAIS AKI.

PROCURANDO LUGAR . . .

Unificação, quando vamos poder falar em unficação?
"Olhar" para o que é de fora, não é mais tão bonito.
A comunicação eletrônica tem nos mostrado os desajustes e erros de políticas de governos liberais que por décadas moldaram os discursos da elite brasileira. Agora, após 8 anos de crescimento de emprego e renda, a nova classe C pode ser informada sobre a realidade mundo à fora.
Não resta a oposição brasileira "deixar o povão", como afirma FHC e focar na "nova" elite, que almeja tudo de ruim que a antiga ainda espera retormar um dia.

ANTIELITIZAÇÃO

A "antielitização" em curso na América Latina.
As elites latino-americanas enfrentam uma crise de identidade e estão vendo encurralada sua capacidade ideológica para transfigurar seus interesses privados em projetos políticos majoritários próprios ou afins. Essas elites perderam seus pontos de referência. Elas sempre se refugiaram e se legitimaram em seus vínculos com os países centrais e na promessa de trazer o exterior para o continente como modelo para a modernização do arcaico e do periférico.
Mas olhar “para fora” hoje em dia não é motivo de muito entusiasmo.
Amílcar Salas Oroño, do Pagina 12 - Tradução: Katarina Peixoto.
1. Boa parte das forças políticas opositoras latino-americanas evidenciam hoje uma crise de identidade. Encontram-se em um pântano de ideias, uma frustração frente a certas propostas políticas impulsionadas por alguns governos da região. Trata-se de uma situação que não é simplesmente de superfície: no fundo, ocorre que as elites latino-americanas estão vendo encurralada sua capacidade ideológica para transfigurar seus interesses privados em projetos políticos majoritários próprios ou afins. Neste sentido, um processo de antielitização latino-americana parece também estar constituindo a cena contemporânea.
2. O dilema para estas forças opositoras é que elas incorporaram quase como único e relevante princípio de ação aquilo que é indispensável para as elites: reeditar uma possível “harmonia” dos interesses sociais, tornarem-se os garantidores de uma sociedade sem conflitos na qual primem os mecanismos “naturais” de resolução de demandas, junto com as posições de privilégio. Frente às “desmedidas” dos governos, a importância prática do “equilíbrio”. Pode-se dizer que elites e forças opositoras se mimetizam, ou melhor, se complementam: os setores opositores funcionam como descarga discursiva das elites, com o apoio dos meios massivos de comunicação. Mas essa mesma pretensão do “fim dos conflitos” apresenta hoje em dia sérios problemas para relançar-se teoricamente em alguns países.
3. Não é no nível concreto da geração de riqueza ou em fatores de poder que as elites perderam terreno, mas sim em uma dimensão que também resulta fundamental para a dialética social: os imaginários coletivos. As elites não estão conseguindo atravessar e organizar discursivamente há algum tempo os diferentes níveis de linguagem das sociedades. Como dado eloquente, cabe destacar que as manchetes do Clarín e do La Nación, na Argentina, do ABC, no Paraguai, ou do Estadão e da Folha de São Paulo, no Brasil, já não geram a mesma comoção na opinião pública. Neste sentido, a capacidade das elites para promover uma extensão de seus (auto) princípios de legitimação –
com seus valores, modelos de relações sociais e metas coletivas – está fortemente afetada; é como se uma brecha tivesse sido aberta entre suas interpretações e os imaginários coletivos.
Esta circunstância se deve, fundamentalmente, ao fato de que as elites periféricas perderam seus pontos de referência. Elas sempre se refugiaram e se legitimaram em seus vínculos com os países centrais e na promessa de trazer o exterior para o continente como modelo para a modernização do arcaico e do periférico. Mas olhar “para fora” hoje em dia

PAGAR JUROS OU INVESTIR NO PAÍS?

Superávit acumulado para pagar juros foi de R$ 57,315 bilhões no 1º quadrimestre, o equivalente a 4,5% do PIB. Um ano de Bolsa Família, que beneficia 50 milhões de brasileiros, custa 0,4% do PIB. Como enfrentar a miséria e criar uma outra lógica de desenvolvimento em meio aos constrangimentos da crise mundial e do torniquete fiscal/financeiro? Falam Ana Fonseca, Alvaro García Linera, José Graziano e Amir Khair (leia artigos e entrevistas nesta pág.) - (Carta Maior; 3º feira, 31/05/ 2011)

domingo, 29 de maio de 2011

ZAGUEIRO DECIDE NA PRIMEIRA VITÓRIA

Elkeson não fez grande estreia.


Fabio Ferreira, zagueiro, foi o autor do gol de ontem à noite, na primeira vitória do Botafogo, que ganhou do time de reservas do Santos, pelo mesmo placar (1 a 0) que havia perdido na estreia, no interior de São Paulo, para o Palmeiras.
Everton cobrou o escanteio da esquerda, o zagueiro Antonio Carlos desviou de cabeça e Fabio Ferreira completou de pé direito,sem chance de defesa para o goleiro Aranha, aos 36 minutos do primeiro tempo.
O Engenhão quase vazio foi prova clara do desinteresse dos torcedores pelo início da campanha do Botafogo, sem valores e com o time desajustado. Renda: R$143.110,00. Pagantes: 6.222. Presentes: 8.662. Árbitro: Heber Roberto Lopes, do Paraná, com boa atuação.
O estreante Elkeson não deixou boa impressão, embora tenha tido pouco tempo para se entrosar em dois treinos. Everton foi o melhor do Botafogo. Maicosuel queixou-se de cãibras no final, após um desempenho nada convincente.
Caio Júnior disse que “no Campeonato Brasileiro a vitória tem que ser sempre muito comemorada, independente do placar, porque valem os três pontos”. O técnico repetiu que “o Botafogo é um time em formação e considerou o meio-campo Lucas Zen o melhor do jogo”.
Na avaliação do técnico, “o Botafogo mostrou evolução, embora precise melhorar na parte ofensiva. Perdemos por 1 a 0 e ganhamos por 1 a 0, mas o time se saiu melhor”. Caio Júnior gostou da atuação de Elkeson e deu nota oito para o estreante.
O técnico também opinou sobre a decisão da Copa do Brasil: “Nem sempre o segundo jogo em casa é vantagem. O Coritiba é um time forte em casa, mas o Vasco tem mostrado bom retrospecto fora de casa. Penso que será uma decisão muito equilibrada”.
O terceiro jogo do Botafogo será no próximo final de semana, em Fortaleza, com o Ceará, que depois de estrear perdendo (3 a 1) em casa para o Vasco, ontem ganhou (1 a 0) do Internacional, campeão gaúcho, em Porto Alegre.

BARCELONA, UM SHOW DO GRANDE CAMPEÃO

Messi, artilheiro da Liga, o homem do jogo


O FC Barcelona ganhou ontem pela quarta vez a Liga dos Campeões da Europa com um show de bola na vitória (3 a 1) sobre o Manchester United, diante de 90 mil espectadores no Estádio de Wembley e mais de 200 milhões que viram na televisão em todo o mundo.
Pedro abriu o caminho para a vitória aos 27 minutos, com chute de pé direito, rasteiro, no canto esquerdo, após o passe de Xavi, depois de quase 70 por cento de posse de bola do time tricampeão espanhol.
Rooney conseguiu o empate aos 33 minutos depois de tabelar com o mexicano Chicharito. O artilheiro inglês concluiu de pé direito no ângulo direito, sem chance para o goleiro espanhol.
No primeiro tempo o árbitro húngaro Viktor Kassai, 35 anos, o mais jovem da história de uma final da Liga, marcou sete faltas, duas delas de Valencia em Messi. Os brasileiros cometeram uma falta: Fabio, lateral do Manchester, em Villa, e Daniel Alves, do Barcelona, em Evra.
Messi, duas vezes eleito pela Fifa o melhor do mundo, entrou para a história como artilheiro da Liga – 12 gols em 13 jogos – ao marcar o segundo, de fora da área, aos sete minutos, com chute de efeito que enganou o goleiro. Foi o primeiro gol dele em um estádio inglês.
Villa, dos poucos que não se criaram no clube e um dos mais experientes (29 anos) do elenco, fez o gol mais bonito, aos 24 minutos, de pé direito e de fora da área no ângulo esquerdo. Foi vã a tentativa do goleiro holandês Van der Sar, que se esticou todo para tentar evitar.
Antes dos dois gols, o árbitro advertiu com cartão Daniel Alves por falta em Evra aos 14 e Carrick por derrubar Iniesta aos 16. O lateral brasileiro Fabio, com atuação discreta, sentiu dores na coxa e foi substituído aos 23 minutos pelo português Nani.
O goleiro Valdés recebeu o terceiro cartão amarelo, por retardar a cobrança de um tiro de meta, aos 39 minutos, quando o placar estava definido e o Barcelona com o título assegurado. O árbitro teve atuação boa quanto nos quatro jogos emque atuou na Copa do Mundo 2010.

Messi, 23 anos, 1m69, completou ontem 120 gols pelo Barcelona desde a estreia em 2004. Fez um gol por jogo e terminou a temporada 2010/2011 com 53 gols. Chegou ao Barcelona com 16 anos. Um dos mais bem pagos do mundo, ganha 70 milhões de reais por ano.
Pepe Guardiola, técnico do Barcelona, entrou para a história dos que ganharam a Liga dos Campeões da Europa nas duas funções: ele foi jogador do time campeão em 91/92 e agora técnico do time campeão 2010/2011. É o Zagallo do futebol espanhol.
FC Barcelona fez a Espanha passar à frente da Itália no número de conquistas da Liga dos Campeões da Europa, com o quarto título que ganhou ontem – o Real Madrid é o maior vencedor com nove – e agora com 13 os espanhóis têm um a mais que os italianos.
No placar de Wembley, após o jogo, a frase “Man of the match” - “Homem do jogo” - foi muito aplaudida pelos torcedores do Barcelona, que lotaram a parte dos assentos atrás do gol do Manchester United no segundo tempo.
Houve gestos de muita ternura no jogo. O técnico Pepe Guardiola colocou Puyol, titular absoluto que ficou na reserva por causa de dores musculares, aos 43 minutos. O zagueiro ficou emocionado e no final passou a braçadeira de capitão para o francês Abidal receber a taça.
Puyol é o capitão, mas o gesto foi homenagem do time ao companheiro que há pouco mais de dois meses passou por uma cirurgia delicada de câncer no fígado, recuperou-se e voltou a jogar com a mesma desenvoltura.

Na subida para a tribuna de honra, onde vice e campeões receberam as medalhas, Daniel Alves beijou demoradamente a taça, entregue no encerramento da festa pelo ex-jogador da seleção francesa nos anos 80 Michel Platini, hoje presidente da União Europeia de Futebol.
Muitos abraços e beijos nas comemorações dos jogadores em campo. Muita elegância dos campeões, aplaudindo os vice-campeões quando subiam para receber as medalhas. Jogadores e técnicos se trataram com muita cordialidade e simpatia.
Pepe Guardiola foi erguido pelas mãos dos jogadores do Barcelona, que o reconhecem como um ex-grande jogador e um técnico de muita competência: “Ele sabe montar, treinar e comandar um grupo sem nunca falar alto para dizer o que quer” - resumiu Iniesta.
FC Barcelona vai receber da União Europeia de Futebol o prêmio de 180 milhões de dólares – o equivalente a mais de R$330 milhões – e o Manchester United receberá 104 milhões de dolares, além dos direitos de transmissão do jogo para mais de 200 países.
Mano Menezes, técnico da seleção brasileira, esteve em Wembley e elogiou o time campeão: “O Barcelona se apresenta hoje como quase imbatível. É forte no conjunto, tem grandes valores e um esquema de jogo muito bem montado. Impressiona”.
Eusébio, o maior jogador da história de Portugal – artilheiro da Copa do Mundo de 1966 -,também elogiou o time espanhol: “O Barcelona ocupa com muita inteligência os espaços do campo e com o domínio da bola faz o que quer do jogo. Encanta”

A AGONIA DO NEOLIBERALISMO

Por Carlos Chagas
Vale, por um dia, começar além da  política nacional,  arriscando  um mergulho lá fora. O que continua a acontecer  na Grécia, Portugal, Irlanda e até na  França, para não falar no mundo árabe, onde  carros, escolas, hospitais e residências comuns estão sendo queimados e saqueados?    Qual a razão de multidões de jovens irem para as ruas, enfrentando a polícia e depredando tudo o que encontram pela frente?  Tornando difícil  a vida do cidadão comum.  Por que?
É preciso  notar que o protesto vem das massas, começando pelas  massas excluídas,  de negros, árabes, turcos e demais  minorias que buscaram na Europa  a saída para a fome, a miséria e  a doença onde viviam,  mas frustraram-se,  cada vez mais segregados, humilhados e abandonados. Exatamente como em seus países de origem. Mas atingindo, também, as classes trabalhadoras e a classe média desses países, certas todas de que vão pagar a conta pela incúria de suas elites.
Não dá  mais para dizer que essa   revolta é outra solerte manobra do comunismo ateu e malvado. O comunismo acabou. Saiu pelo ralo.  A causa do que vai ocorrendo repousa  precisamente no extremo   oposto: trata-se do resultado do neoliberalismo. Da consequência de um pérfido  modelo econômico e político que privilegia  os ricos, países e pessoas, relegando  os demais ao desespero e à barbárie. Porque sempre que se registra uma crise econômica nas nações neoliberais, a receita é a mesma: medidas de contenção anunciadas para reduzir salários, cortar gastos públicos,  demitir nas repartições e nas fábricas, aumentar impostos e taxas.
Fica evidente não se poder concordar com a violência.   Jamais justificá-la.  Mas explicá-la, é possível.  Povos de nações e até de  continentes largados ao embuste da livre concorrência, explorados pelos mais fortes,   tiveram como primeira opção emigrar para os países ricos. Encontrar emprego, trabalho ou  meio de sobrevivência. Invadiram a Europa como  invadem os Estados Unidos, onde o número de latino-americanos cresce a ponto de os candidatos a postos eletivos obrigarem-se a falar espanhol,  sob pena de derrota nas urnas.
Preparem-se os  neoliberais. Os protestos não demoram a atingir outras  nações   ricas.   Depois, atingirão os ricos das nações  pobres. O que fica impossível é empurrar por mais tempo com a barriga a  divisão do planeta entre um imenso  inferno e um pequenino  paraíso, entre  cidadãos de primeira e de segunda classe. Segunda?   Última classe, diria o bom senso.
Como refrear a  multidão  de jovens sem esperança, também  de homens feitos e até de idosos,  relegados à situação  de  trogloditas em pleno século XXI?  Estabelecendo a ditadura, corolário mais do que certo do  neoliberalismo em agonia? Não   vai dar, à   medida em que a miséria se multiplica e a riqueza se acumula.  Explodirá tudo.
Fica difícil não trazer esse raciocínio para o Brasil. Hoje, 40  milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza, sobrevivendo com a metade desse  obsceno salário  mínimo  elevado  para 545 reais.  Os bancos lucram bilhões a cada trimestre, enquanto cai o poder aquisitivo dos salários. Isso para quem consegue mantê-los, porque, apesar da propaganda oficial, o desemprego continua presente.   São 15 milhões de desempregados em todo  o  país, ou seja, gente que já  trabalhou com dignidade e hoje vive de biscates, ou, no reverso da medalha,  jovens que todos os anos gostariam de entrar  no mercado sem nunca  ter trabalhado.
Alguns ingênuos imaginam que o bolsa-família e sucedâneos resolveram a questão, mas o assistencialismo só faz aumentar as diferenças de classe. É crueldade afirmar que a livre competição resolverá tudo, que um determinado cidadão era pobre e agora ficou rico. São exemplos da exceção,  jamais justificando a regra de que, para cada um que obtém sucesso, milhões  continuam na miséria.
Seria bom o governo Dilma  olhar para fora.  O rastilho pegou e não serão as  polícias  que vão  apagá-lo. Ainda que consigam,  a chama  reacenderá   maior   e mais forte,  pouco depois. Na Europa, nos Estados Unidos e sucedâneos.   Até ou especialmente entre nós. Faz pouco  assistimos  tragédias causadas pelas chuvas,    com   os ricos e os remediados fugindo, mas com a população pobre, majoritária, submetida  à morte e à revolta.
A globalização  tem, pelo  menos, esse mérito: informa em tempo real ao  mundo que a saída deixada às massas encontra-se na rebelião. Os que nada tem a perder já eram maioria, só que agora estão  adquirindo  consciência, não só de suas perdas, mas da capacidade de recuperá-las através do grito de "basta", "chega", "não dá mais para continuar".
Não devemos descrer da possibilidade de reconstrução.  O passado não está aí para que o  neguemos, senão para que o integremos. O passado é o nosso maior tesouro, na medida em que   não  nos dirá o que fazer,  mas precisamente o contrário. O passado  nos dirá sempre o que evitar.
Evitar,   por exemplo, salvadores da pátria que de tempos em tempos aparecem como detentores das verdades absolutas, donos de todas a soluções e proprietários de todas as promessas.

NO BRASILEIRÃO

OS DONOS DA BOLA


Os meios de comunicação andam repletos de textos e de imagens a respeito das reformas dos principais estádios de futebol, sem esquecer a construção de novos. São dezenas de bilhões, em maioria saídos dos cofres públicos, porque, como sempre, a iniciativa privada salta de banda quando se trata de botar a mão no bolso. A pergunta que se faz é se deveríamos ter-nos curvado tanto às exigências da Fifa. Afinal, faz muito que somos o maior futebol do planeta, mesmo jogando nos antigos estádios. Eles poderiam apresentar defeitos, estar defasados diante de monumentais sucedâneos nos países ricos, mas não existiriam outras prioridades? Hospitais, escolas, rodovias, ferrovias e portos deixam de se constituir em necessidades menores? Por que essa entidade internacional deve nos dizer como aplicar recursos insuficientes para promover o bem estar geral? Claro que a realização de uma Copa do Mundo em nosso território enche a população de euforia, mas estaríamos melhor caso tivéssemos resistido a boa parte das imposições dos que se julgam os donos da bola.
Exageram, porque a bola, afinal, nos pertence...

OPERAÇÃO ABAFA

MAL-ESTAR


Agora, o reverso da medalha: foi providencial a intervenção do Lula em Brasília, esta semana, para tentar apagar o incêndio no relacionamento entre o governo, os partidos e o Congresso. Mas que considerável mal-estar dominou o palácio do Planalto, disso poucos duvidam. Não é como se o Dunga começasse a dar palpites no time do Mano Meneses apenas porque o Dunga não chega aos pés do Lula. Mas o resto da situação é similar. Tratou-se do caso de intervenção explícita do antecessor nos negócios da sucessora. Parece ter dado certo, Lula e Dilma jogam no mesmo time, mas, como sempre, torna-se necessário pesquisar mais fundo. Exultantes estão os governistas adversários da presidente, contando com o enfraquecimento dela. Resta saber se a crise fica restrita aos patamares do jogo político ou se atinge o povão. Melhor esperar a próxima pesquisa.

AINDA HÁ FOGO SOB AS CINZAS

Por Carlos Chagas
A ser verdadeira a informação de a presidente Dilma Rousseff ter mandado Antônio Palocci dizer a Michel Temer que estava disposta a demitir os ministros indicados pelo PMDB, fica evidente haver ainda muito fogo sob as cinzas. O motivo dessa propalada disposição da chefe do governo teria sido o grande número de deputados do PMDB votando contra o governo, no projeto de novo Código Florestal. Ela teria adiado o gesto inusitado, quer dizer, dado um tempo nas supostas demissões, porque a questão ainda permanece inconclusa: o Senado apreciará a matéria e poderá alterar o texto aprovado na Câmara. Afinal, breve chegará a hora de José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e outros peemedebistas comprovarem sua lealdade ao palácio do Planalto. Acresce que pelo menos 30 deputados do PT também votaram contra o governo. Seria o caso de demitir os ministros do partido oficial?
Com a cabeça posta a prêmio estariam Nelson Jobim, da Defesa, Edison Lobão, das Minas e Energia, Moreira Franco, de Assuntos Estratégicos, Garibaldi Alves, da Previdência Social, Pedro Novaes, do Turismo, e Wagner Rossi, da Agricultura. Seria uma declaração de guerra ao vice-presidente Michel Temer e, por isso, permanece a notícia sob observação. Mas que é bem possível de ter acontecido, isso é.

PLANALTO . . .

EBC desiste de Série 'C' do Brasileirão
A Empresa Brasil Comunicação anunciou na sexta-feira (27), que vai abrir mão da transmissão dos jogos da Série C do Campeonato Brasileiro. Em um comunicado, a estatal afirma que após várias reuniões com a Confederação Brasileira de Futebol e da avaliação de contratos, sua situação financeira não permitiria que a compra dos direitos de transmissão fosse realizada.
De acordo como texto, no próximo ano a EBC entrará novamente em negociação  com a CBF para a elaboração de um possível acordo.

PODÊS CRÊ . . .

É MUITO BLA, BLA

O Aécim (xera-xera) é o candidato que todo adversário poderia pedir a Deus: Inconsistente, malandro, está envolvido com tudo de pior que a direita já fez no Brasil, ele é um FHC mais jovem, com tudo de pior da malandragem desse ¨sociólogo¨.
Enfim já temos candidato para adversário de Dilma para 2014, a imprensa escrita de Minas juntamente com a ordinária da Globo nacional vão começar a soltar factoides a partir de agora para construir a imagem de bom moço nos moldes de Collor.
A direita não tem salvação, essa direita que aí está não tem nenhuma salvação, outra direita tem que emergir.
Finalmente podemos livrar Minas Gerais desse politico ordinário chamado Aécio, finalmente, esse será o último, esse será fácil, muito fácil...

É MUITO NHE NHE NHÊM . . .

No meu entender isso não passa de manobra política para saída honrosa desse demagogo do palco da disputa presidencial. Mas também não acredito que o zé bolinha de papel abortiva tenha se recolhido à própria insignificância.
Há indícios de que o mesmo está apenas entrando no ostracismo para não desgastar mais ainda a imagem.
Isso poderá facilmente ser comprovado com uma possível atuação intensa de bastidores  do PiG. Quando estivermos próximos da corrida presidencial, nosferatus poderá se mostrar como a Fênix, ou como um redentor messianico (novamente).
Havemos de convir, a vitória do PSDB no primeiro turno em São Paulo indica que a direita têm muitos votos em São Paulo.
Somente em São Paulo?

POR AKI, É IGUAL

NA EDUCAÇÃO

DEMOCRACIA TUCANA

CONVENÇÃO TUCANA

PSDB sepulta serrismo; novo líder, Aécio aposta em artigo de FHC.
Convenção tucana elege comando simpático à candidatura Aécio-2014 e, contra a vontade de José Serra, acomoda derrotado em 2010 em cargo inoperante. Segundo aliado mineiro, Aécio adotará linha de 'artigo de FHC' que prega que oposição esqueça 'povão', busque 'nova classe média' e não abra mão do 'moralismo', explorado pela convenção no 'caso Palocci'. Escanteado, Serra apela para ser lembrado: 'contem comigo'.
A reportagem é de André Barrocal.
“Contem comigo para qualquer problema, para qualquer necessidade de presença, eu estarei lá. Sou um ativista político desde minha juventude. Estou nessa luta há muitas décadas e, se deus quiser, permanecerei nela durante muitas décadas ainda (….) Antes de ser um oficial da política, eu sou um soldado.” Com estas palavras - um apelo para não ser ignorado -, José Serra, ex-governador de São Paulo, terminou sua participação na convenção nacional que o PSDB realizou neste sábado (28/05) para eleger uma nova direção. Derrotado duas vezes ao tentar virar presidente da República, o discurso de Serra encerrou mais um fracasso.
A convenção destinava-se justamente a sepultar a hegemonia serrista e paulista no tucanato. Ao mesmo tempo, buscava evitar um racha no ninho, o que exigirá do PSDB tonificar uma instância partidária inoperante nos últimos tempos, o Conselho Político, em cuja direção, a contra-gosto e com muita resistência, Serra foi assentado.
Daqui para frente e de olho na sucessão da presidenta petista Dilma Rousseff em 2014, os tucanos entregam-se à liderança do senador Aécio Neves (MG), cuja missão será reiventar um partido e um ideário derrotados mais vezes do que Serra na luta pela Presidência da República.
“Não podemos ter dois comandos. Sairemos daqui com um comando só”, dizia, ao chegar à convenção, o líder da bancada adversária de Dilma na Câmara dos Deputados, Paulo Abi-Ackel (PSDB), aliado mineiro do senador mineiro. E qual será o discurso, a linha do partido daqui em diante, com Aécio à frente? “Ah, é o artigo do Fernando Henrique”, contou Abi-Ackel.
Linha FHC: classe média e moralismo.

O deputado referia-se a um texto polêmico publicado numa revista no início de abril, no qual ex-presidente esforça-se para salvar o PSDB e a oposição em geral da falta de rumos. Nele, FHC diz que “uma oposição que perde três disputas presidenciais não pode se acomodar

É O MEU PAÍS

TEM QUE MUDAR ! !

MODERNIDADE

NA SEMANA EM QUE  TRÊS AMBIENTALISTAS SÃO ASSASSINADOS  KATIA ABREU  ACUSA  ECOLOGISTAS DE ATRASADOS E AUTORITÁRIOS. 
"... Os produtores rurais são otimistas em relação ao futuro e desejam o aumento da produção e da renda como aspiração legítima da sociedade. Para atingir seus propósitos, acreditam nos mecanismos da democracia representativa (...) No fundo, a atual luta dos ambientalistas contra os produtores brasileiros é apenas um capítulo de sua guerra contra as formas de viver e de produzir que a ciência e a tecnologia permitiram, e que os homens naturalmente escolheram (...) Os produtores do Brasil, e grande parte da sociedade que os apoia, filiam-se a uma tradição mais otimista na capacidade que tem o homem de adaptar-se às mudanças no mundo material (...). Na prática, a política ambientalista não confia nas instituições da democracia representativa. (...) Como se vê, estamos diante de duas visões de mundo e de dois modos de ação política..." (Katia Abreu, Folha,28-05)
(Carta Maior; Domingo, 29/05/ 2011)