quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Tudo na mesma.
O ano de 2012 começou repleto de "novidades": enchentes nos lugares de sempre, BBB12, carnaval, políticos e magistrados com 60 dias de férias, o negão sem dar seu voto, a Presidenta de férias num quartel, as escolas de samba majestosas com dinheiro de transgressores e narcotraficantes, enfim, coisas nunca dantes vivenciadas pela população.
Assembléia dos ratos.
Alguém conhece a fábula "Assembléia dos ratos" de La Fontaine? Se não, procurem conhecê-la e observem se o povo brasileiro não parece com os ratos.
Indignado, mas covarde para algum botar o guizo no gato.

INÍCIO DE ANO

Quem produz cocaína?
PM cerca Cracolândia para coibir tráfico de drogas... A cocaina usada no Brasil vem de onde? Dos produtores de soja? Dos criadores de gado? Nenhum estado produtor do Brasil planta coca, então, todo mundo sabe que vem da Bolivia e os caminhos são mais que conhecidos, mas se acabar com isso a mina seca.
Melhor tentar acabar com as formigas que com o formigueiro, e a farra continua.

REI MOMO

CONGRESSO: RUIM COM ELE, PIOR SEM ELE

Por Carlos Chagas.
Desde antes do Natal e durante todo o mês de janeiro, mais boa parte de fevereiro, o Congresso não funcionará. Qual o significado dessa folga, para 190 milhões de brasileiros? Nenhum. Absolutamente nenhum. Da mesma forma, quando recomeçarem os trabalhos, quem se dará conta? Deputados, senadores, funcionários e jornalistas, é claro. Mais ninguém, exceto se estourar este ano, como nos anteriores, algum malfeito, escândalo ou sucedâneo digno de menção nas folhas e nas telinhas.
É melhor que seja assim. De uns anos para cá, o Congresso tem-se revelado amorfo, insosso e inodoro. Ótimo. É sinal da inexistência de crises, porque Câmara e Senado só despertam a grande atenção nacional em períodos inusitados. A última vez foi quando das denúncias sobre o mensalão. Depois, uma santa pasmaceira, por certo que ajudada por deputados e senadores, cuja realização popularmente mais conhecida de 2011 foi a votação da lei proíbindo os pais de aplicarem palmada nas crianças.
Demonstram os cronistas esportivos que o melhor juiz de uma partida de futebol é aquele que não aparece. Vale o mesmo para o Poder Legislativo, se desenvolve apenas a rotina da discussão e votação de projetos de lei sem importância.
O risco dessa evidência está em que a tranqüilidade pode ser confundida com a desimportância. Não faltarão vozes para perguntar “Congresso, para que Congresso?”
A resposta é clara e serve para calar a boca dos radicais: para estar à disposição da nação em momentos de crise. A História está pontuada de exemplos em que a intervenção parlamentar serviu para minorar ou até evitar rupturas institucionais. Às vezes não dá, o próprio Congresso vê-se atropelado pelas circunstâncias, mas, como regra, sua intervenção é sempre oportuna.
Sendo assim, não há que lamentar o vazio, seja do recesso, seja dos períodos de pálido funcionamento legislativo. Melhor verificar que, em caso de necessidade, o Congresso marcará presença. Ruim com ele, pior sem ele.
SEM SURPRESA
Ninguém se espante se amanhã, quinta-feira, ela desembarcar em Brasília e começar a reunir o governo.
PERCEBENDO ANTES
Certas pessoas, desprezando a chamada clarividência e, muito menos, dotes de profetas e conhecedores sobrenaturais do futuro, simplesmente conseguem raciocinar antes das outras. Percebem a marcha dos processos políticos com mais rapidez. Não se deixam impressionar pelas aparências ou enganar pelas emoções.
No PT tem gente assim, mesmo rara. Companheiros que preferencialmente colocaram-se em cone de sombra para não ofuscar a euforia da multidão de presunçosos, arrogantes, ingênuos e também os sequiosos de gozar as benesses do poder. São os antigos intelectuais, boa parte dos quais abandonou o partido por falta de espaço. Mas alguns bissextos ficaram, por respeito e amor à legenda que um dia pretendeu-se diferente das demais e acabou igual.
Esses doutrinadores andam preocupados. Lembram o exemplo dos militares, que de tanto usufruírem do poder fatiaram-se, desordenaram-se e acabaram superados. Claro que são situações distintas, primeiro porque enquanto detinham os controle nacional mais os generais-presidentes gradativamente suprimiam direitos e liberdades públicas, ao passo em que agora permanece a democracia, com eleições, liberdade de imprensa e sucedâneos. O problema está em que a inspiração é a mesma, ou seja, “nós” de um lado e “eles” do outro.
Assim, o PT caminha para separar-se da sociedade, organizando-se além dela. Poderá colher,como resultado, a derrota nas eleições deste ano, na medida em que deixará de eleger os prefeitos das principais capitais. Ante-sala para perder os quatro estados que governa, Rio Grande do Sul, Acre, Bahia e Distrito Federal. E a presidência da República, como ficaria? Dilma ou Lula são mais do que apostas, pois quase certezas. Quase, se o partido não voltar às suas origens, esquecido de que precisa realizar as mudanças um dia anunciadas e agora abandonadas.
UMA LUZ, ENFIM.
No desarrumado ninho dos tucanos, um fósforo foi aceso: nas bases, mais do que nas cúpulas, germina a proposta de que 2012 é o ano da definição do candidato que em 2014 disputará a presidência da República. Porque apenas com uma liderança fulanizada será possível levar adiante uma proposta alternativa de governo. Empurrar a escolha com a barriga por conta de ambições contraditórias será perder tempo precioso. No Brasil e alhures, infelizmente é assim: são os homens que conduzem os processos, e, com todo o respeito, se não faltam homens no PSDB, uns estão anulando os outros. Pode ser que dê certo o movimento para agilizar a ação partidária. Se não der, adeus tucanos sem rumo...

NEM TANTO

"O novo EcoSport terá muito axé!"
Ministro Aloizio Mercadante, louvando a ciência e tecnologia do carro made in Bahia.

PACATO CIDADÃO

CEARÁ; 100% das delegacias de Fortaleza estão paralisadas.
O Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpoci/CE) informou nesta quinta (5) que 100% das delegacias de Fortaleza já aderiram à greve. Segundo o vice-presidente do sindicato, inspetor Xavier Farias, os policiais civis em greve aguardam uma resposta do Governo até as 13 horas de hoje. “Ainda estão trabalhando alguns policiais das metropolitanas, mas são pessoas terceirizadas. No geral, 90% já parou”, afirma.
Nesta quarta (4) a tentativa de acordo entre os grevistas e o Governo fracassou.
Agora a Sinpoci aguarda que a Secretaria de Segurança Pública e Cidadania do Ceará (SSPDS) envie um representante do Governo para negociar as reivindicações dos policiais.

PREFERÊNCIA !!!

"Dilma já sabia do repasse a Pernambuco".
Ministro Fernando Bezerra justificando a “preferência” por seu estado natal.
Enchente: Eduardo Campos, a Globo te espera.
O jornal nacional, o Bom (?) Dia Brasil e o jornal O Globo insistem em ignorar as explicações de Bezerra Coelho, Ministro da Integração.
Clique aqui para ler “Ministro afoga o PiG na enchente. O PiG mente”.
O que a Globo fez entre quarta e quinta-feira é uma velha operação de verão.
São as Águas de Março do Ali Kamel.
Quando chove fora de São Paulo, a culpa é do Lula e da Dilma.
(Agora, de Eduardo Campos, Governador do Estado do Privilégio, Pernambuco.)
Quando chove em São Paulo, a culpa é de Deus, como dizia o então governador (?), Padim Pade Cerra, antes de ser afogado pelo Amaury.
Agora, o Ali Kamel magnifica a tragédia cíclica do verão brasileiro.
Se enche em Minas e no Rio em 2012, a culpa é do Eduardo Campos, porque levou todo o dinheiro para Petrolina.
O que o Ali Kamel não conta é que parte do dinheiro da enchente o Sérgio Cabral entregou à Fundação Roberto Marinho, não é isso, amigo navegante ?
O Bezerra Coelho pode se esgoelar, abrir as contas (por que não se abrem as contas do “contas abertas” ?), que não adianta.
O alvo não é ele, nem a Dilma.
Porque na Dilma isso não cola mais.
O alvo é o Eduardo Campos, de quem Bezerra Coelho foi o competente Secretário que ajudou a fundar Suape, essa revolução que Eduardo Campos plantou à beira mar, perto de Porto de Galinhas.
O alvo é o PSB, de Ciro Gomes, cuja capital, Fortaleza, o PiG (*) quis transformar numa Praça Tahir.
O PSB é aliado de Dilma e do Lula.
O Nunca Dantes tratou de aposentar o Marco Maciel em Pernambuco e o Tasso tenho jatinho porque posso no Ceará.
Crimes inafiançáveis – para a Globo.
Eduardo Campos pode, perfeitamente, ser o vice da Dilma, em 2014.
Eduardo Campos pode suceder Dilma, em 2018.
A Globo precisa abatê-lo, antes que se torna poeta federal.
(Manuel Bandeira, pernambucano, distinguia os poetas em municipais, estaduais e federais. O Padim Pade Cerra, por exemplo, nunca passou de poeta estadual. Nunca passou de Resende, mesmo com a ajuda do PiG (*).)
Eduardo Campos já disse que não é necessária uma Ley de Medios.
Que o controle remoto é a melhor arma da Democracia.
O Palocci também ajudou muito a Globo.
Palocci tem uma fixação por controles remotos (de contas bancárias alheias, por exemplo).
A Dilma chegou a dizer – em reunião reservada, na frente do Palocci -, na campanha presidencial, que o Palocci tinha sido o “salvador”da Globo.
E o que fez a Globo com o Palocci ?
Enforcou o Palocci duas vezes – no caseiro e na “consultoria”.
A Globo não perdoa.
Você vende a mãe mas não vende os interesses – dizia o Dr. Tancredo.
O correligionário do PSB, o Ciro Gmes, sabe o que é a Globo, numa campanha presidencial.
Quando a Miriam Leitão o entrevistou no pelotão de fuzilamento do Bom (?) Dia Brasil.
Ele se lembra, porque o Ciro tem uma memória prodigiosa.
Não adianta fazer um acordo de poeta estadual com a Globo – em Recife ou em Fortaleza.
Quando chega no plano Federal, a Globo joga o jogo dela – o do Golpe !
A chuva de 2012 vai colar nas costas do Eduardo Campos.
Como a de 2010 foi do Lula e a 2011, da Dilma.
Ali Kamel manda descer as imagens do ano anterior e só muda o locutor.
(A Patrícia Poeta susbtituiu as sobrancelhas editoriais da Fátima Bernardes pela contração dos lábios editoriais, ao fim das reportagens. Para deixar claro ao Kamel que acha aquilo tudo “uma vergonha !”.)
(Quem tem também uma “linguagem corporal” conspícua é a Zileide Silva, do Bom (?) Dia Brasil, em Brasília. Lembra muito o Rod Steiger, aquele que melhor absorveu as lições do Actor`s Studio. A simples respiração é um adjetivo !)
Mas, o Ali Kamel é incansavel.
Ele já tem na bica a “epidemia” da dengue, outra arma fulminante contra governos trabalhistas, no verão.
Aí, seria bom o Kamel dar uma olhada no que aconteceu com a Folha (**), que pagou caro por disseminar uma “epidemia” que não houve.
O Eduardo Campos e o PSB quando começam a sair da toca são recebidos com a saudação de “benvindos” da Globo.
Bastam a Patrícia Poeta e a Zileide Silva para afogá-los a meio caminho do Alvorada.
Com ou sem controle remoto.
Paulo Henrique Amorim

INFLAÇÃO . . .

A NOVA GUERRA AMERICANA: dezembro de 2011-- queda de avião norte-americano não tripulado (dron) no Irã reforça indícios de que a guerra dos EUA e aliados contra o país já começou; 2ª quinzena de dezembro:explosão de planta de conversão de urânio, em Isfahán.
** novembro de 2011: explosão de unidade da guarda iraniana causando a morte do general Moqaddam, principal impulsionador do programa nuclear iraniano; julho de 2011: assassinato do físico nuclear Dariouh Rezaie.
** 24 de dezembro de 2010: vírus Stuxnet ataca sistema industrial do projeto nuclear iraniano (60% da ocorrência mundial do Stuxnet concentra-se no Irã, o que evidencia um direcionamento coordenado)
** ainda em dezembro de 2010: assassinado do cientista Majid Shariari em explosão de carro-bomba e atentado contra o físico Fereydoon Abbasi.

AGORA VAI SER ASSIM . . .

EUA

NOVA DOUTRINA DE SEGURANÇA REFORÇA ATENTADOS, SABOTAGENS E ROBÔS. - Orçamento norte-americano de defesa poderá ter cortes de US$ 500 bi em uma década, mas Barack Obama garante que atuação militar do império continuará eficaz. A nova estratégia de segurança nacional, anunciada nesta 5ª feira pelo democrata, pressupõe redução numérica de tropas, compensada pela expansão de forças especiais, ágeis, secretas, treinadas para ataques pontuais fulminantes, como a operação que resultou no assassinato de Bin Laden. Sobretudo, porém, a "doutrina Obama" apoia-se fortemente em recursos tecnológicos. Inaugura-se uma nova era de atentados e sabotagens, baseados em cepas renovadas de vírus, ataques no ciberespaço, espionagem, uso de robôs e veículos não tripulados. Obama não o diria, naturalmente, mas é forçoso arguir: o arsenal inclui também a eliminação de 'lideranças indesejáveis' através de operações 'tecnológicas' que minam a saúde do adversário? O Irã, alvo de sucessivos assassinatos de cientistas ligados ao programa nuclear do país (vide acima), avulta como o laboratório de teste da nova guerra americana. (Carta Maior; 5ª feira; 05/01/ 2012)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Paulo Kliass
Devagar com o ufanismo exagerado!
Nada contra quem queira comemorar a ultrapassagem da Inglaterra e a conquista do sexto lugar. Mas o fundamental é que não se perpetue a tradição secular de se acomodar nos louros desse tipo de vitória parcial e continuar esquecendo a urgência de compartilhar esses frutos com a maioria da população
Ford investirá R$ 5 bilhões no Brasil
A Ford investirá R$ 5 bilhões no Brasil até o ano de 2015, segundo informou o presidente da companhia para o Brasil e América Latina, Marcos Oliveira, durante uma reunião em Brasília, na manhã desta quarta (4), com a participação do ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) que representou o governo federal. O anúncio oficial do investimento deve acontecer no meio do ano, durante evento em Salvador. Segundo o presidente da companhia, os recursos serão investidos no projeto de ampliação da Ford no país e não incluem os R$ 400 milhões já anunciados para a implantação da primeira fábrica de motores da montadora no Nordeste.

MINAS GERAIS

Aumenta para 66 o número de municípios atingidos pelas chuvas.
A Defesa Civil informou na tarde desta quarta (4) que o número de municípios em situação de emergência, devido as chuvas, subiu de 53 para 66. Segundo o coronel Martins, chefe da Defesa Civil, estes números aumentaram, pois somente hoje chegou a informação das outras cidades que foram afetadas. Até agora foram registradas seis mortes e quatros pessoas ainda estão desaparecidas.

GREVES


O Eike báltico
O empresário estoniano Margus Reinsalu anuncia nos jornais locais que investirá € 700 milhões em resort de luxo na ilha de Cajaíba (BA). Dois sócios desistiram. Espera-se que não recorra ao BNDES.
Nova reserva de 300 mil m2  abrigará 54 índios
A Funai investe em nova reserva em Roraima, depois dos conflitos envolvendo a Raposa do Sol: é a reserva Anaro, na fronteira Norte do Brasil, unindo-a à Raposa e a São Marcos. São 300 mil m2 destinados a 54 índios, numa área de grande riqueza mineral. Temem-se conflitos com fazendeiros que habitam a região desde 1943 e contestam a propriedade indígena, oficializada com a Constituição de 1988.
Balanços que não explicam nada
Os balanços de 2011 da velha mídia retratam fielmente sua incapacidade para dar conta dos fenômenos fundamentais do mundo contemporâneo – incluindo o Brasil e a América Latina.
Senão, vejamos:
O fenômeno mais importante e abrangente de 2011: o novo ciclo da crise capitalista, agora afetando diretamente a governos, que não poupa a nenhum governo do centro do capitalismo. Como se poderia explicar, sem uma visão crítica do capitalismo e dos seus mecanismos de crise cíclica? Como explicar se as sociedades norteamericanas e europeias seriam os modelos que deveríamos seguir? Como explicar se no centro da crise estão os sistemas bancários, o FMI, o Banco Central Europeu e o modelo neoliberal?
Como explicar que um governo que, tudo o que fez em 2011 foi correr atrás de ministros corruptos, herdados do governo Lula, tenha a mais alta popularidade de um governo no seu primeiro ano? Como explicar, se as políticas econômicas e sociais nao forma incluídas entre as pautas essenciais desse governo?
Como explicar que seu ídolo francês, Strauss-Kahn, praticamente escolhido pela velha mídia para dirigir a França, caia em desgraca em um episódio de alguns minutos apenas? Sabia-se desse aspecto da sua vida, mas como era o dirigente máximo do FMI e iria capitalizar o descontentamento com Sarkozy para fazer um governo super moderado, era melhor nao dar destaque, até que nao deu mais para segurar e terminou a carreira do seu ídolo.
No Oriente Médio finalmente surgiria a democracia, descoberta por jovens mobilizados pela internet. Os velhos ditadores – todos elogiados ate ali por essa mesma mídia - cairam e forma substituídos por democracias liberais. Nada disso acontece e forças muçulmanas ganham as eleições ou ocupam os novos governos provisórios desses países, demonstrando a distancia entre a realidade dessas sociedades e as ilusões dos liberais.
Toda a imoralidade do pais estava concentrada no PT, no governo Lula e nos seus aliados. De repente aparece um livro que revela as maiores negociatas da história do país, por meio da privataria tucana e a velha mídia nao tem o que dizer.
Convocados por todos os meios que dispunham, manifestações fajutas cantadas em prosa e verso como a versão cabocla dos “indignados”, tiveram vida curta e publico pequeno. Os brasileiros são corruptos? Se deixam comprar por alguns trocados do Bolsa Família? Dificil explicar.
A Argentina, governada por dirigentes tresloucados e corruptos, reelege sua presidente no primeiro turno, com três vezes mais votos do que o segundo colocado. Como explicar isso aos leitores?
O jovem, dinâmico e flamante dirigente da oposição, Aécio Neves, foi para os jornais não por seus vibrantes pronunciamentos com propostas para o país, mas pelo bafômetro, pela queda do cavalo e outras farras privadas.
FHC foi comemorado nos seus 80 anos, mas deu pra se pronunciar pelo abandono das camadas populares definitivamente pelos tucanos, pelo sugestivo lema I care e outras bobagens do ramo, mesmo se saudado como a mente mais lúcida da oposição.
O contingente cada vez menos de leitores dessa mídia ficou sem entender o mundo, mesmo se tivesse paciência de ler os balanços do fim de ano. Ficam esperando que o modelo econômico brasileiro imploda, que a inflação dispare, que o desemprego aumente, que o DEM não desapareça definitivamente, que o Serra e o Aécio nao troquem tabefes – pelo menos em publico – e que nao saia a CPI da Privataria.
O PRÉ-SAL E O BELICOSO DUETO FRANCO-AMERICANO - A extrema direita republicana, o claudicante Obama e até o desidratado Sarkozy se escoram no discurso da guerrra contra o Irã para contornar o desgaste de uma liderança pífia, incapaz de enfrentar o verdadeiro inimigo responsável pelo empobrecimento, o desemprego e a insegurança que afetam a vida dos seus eleitores. Desta vez, é o programa nuclear iraniano que desempenha o papel exercido pelas "armas de destruição em massa", principal cabo eleitoral de Bush na invasão do Iraque em 2003 e de sua posterior reeleição, em 2004, quando os democratas, a exemplo do tíbio Obama, não tiveram a coragem de afrontar o engodo belicista diante de um eleitorado manipulado pelo terrorismo da direita. Hoje, como ontem, a marcha da guerra explica também, em boa parte, a pressão sobre os preços do petróleo. As cotações mantém-se acima de US$ 100 o barril em plena desaceleração mundial, adicionando explosividade a uma economia minada em seus alicerces estruturais. O Brasil assiste à espiral bélica de um mirante privilegiado. Embora a mídia tenha dado pouco destaque, a Petrobrás bateu seu recorde de produção em novembro último: 2,1 milhões de barris/dia. Mas não é apenas o suprimento imediato que está garantido. Até 2015, a estatal investirá S$ 224,7 bi ( 390 bi de reais) em exploração e produção. Quase a metade desse total, mais de 45%, vai acelerar a exploração dos grandes reservatórios do pré-sal. Nos próximos oito anos caberá a eles assegurar 40% da oferta brasileira, garantindo o suprimento de uma demanda de 3,3 bilhões de barris/dia no final da década. A regulação soberana dessa riqueza, anunciada pelo governo Lula em 2009 --e demonizada pelo dispositivo midiático demotucano-- consolidou a reversão de boa parte do processo de privatização do petróleo brasileiro. Passados 14 anos da quebra do monopólio feita em 1997, pelo governo FHC, a Petrobrás é responsável por 90% da produção nacional. Das 49 descobertas marítimas registradas nesse período, 39 foram feitas pela estatal, entre elas o pré-sal, em 2007. Ademais da segurança energética, a hegemonia pública nessa área faz das encomendas vinculadas ao ciclo do pré-sal --condicionadas por elevados índices de nacionalização-- um dos maiores impulsos industrializantes da história do país. Quanto vale isso em plena recessão mundial, combinado com a marcha da guerra no Irã? Com a palavra, os privatistas e seu dispositivo de imprensa. (Carta Maior; 4ª feira; 04/01/ 2012)

CARLOS CHAGAS

Por Carlos Chagas.
Não raro o ridículo supera a derrota. Certas instituições, grupos, partidos, clubes ou sucedâneos, depois de uma peleja, saem mais desmoralizados do que vencidos quando, ao invés de lutarem até o fim, preferiram entregar-se ao adversário. Assim acontece desde a primeira eleição do Lula, com as centrais sindicais.
Em vez de resistir e dar suporte às propostas e postulados pelos quais empenharam-se desde que criados, cederam ao recuo do candidato de seus sonhos, apoiando o pesadelo que foi a adesão do Lula ao neoliberalismo e às imposições dos gestores da política econômica anterior.
Lula ganhou a presidência da República, em 2002, mas assumiu rendido e derrotado através da “Carta aos Brasileiros”, quando comprometeu-se a não mudar nada do que vinham impondo Fernando Henrique Cardoso e sua quadrilha. Aderiu e, embora inovando com o assistencialismo do bolsa-família, integrou-se no modelo elitista dominado pelo mercado.
Esperava-se que a CUT, a Central Sindical e outros penduricalhos formassem na trincheira da resistência. Afinal, eles é que deram suporte à candidatura do PT. Durante anos lideraram a batalha contra a supressão e o restabelecimento dos direitos sociais, pela preservação dos monopólios estatais e a soberania nacional. Poderiam ter levado o governo dos trabalhadores a permanecer sustentando os postulados que o levaram à vitória nas urnas.
Por fatores que o fisiologismo explica tanto quanto a fraqueza das convicções, as centrais sindicais encolheram-se. Deixaram de reagir aos avanços das elites financeiras e até deram apoio ao recuo de Lula e de Dilma Rousseff. Sumiram das ruas as passeatas, as greves, as contestações.
Os dirigentes sindicais que discordaram viram-se afastados, uma equipe de sabujos passou a controlar as instituições e o sindicalismo brasileiro ganhou as profundezas. Desapareceram os movimentos em favor de melhores condições de vida, da defesa dos aposentados, dos assalariados que não fossem metalúrgicos e das grandes bandeiras nacionais então ensarilhadas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A propaganda é o único negócio em que os clientes que têm mais dinheiro podem fazer exigências até que obtenham da agência seu pior produto, enquanto o pequeno cliente, com pouco dinheiro, deve covardemente aceitar o que a agência faz de melhor. Thomas D. Murray.

RESOLUÇÕES . . .

O Passado tem relação ativa com o presente.
Essa assertiva de um Historiador françês é tão verdadeira e aplicável ao Brasil.
Para entender a forma e conteúdo autoritários tão presentes nas "raízes do Brasil" e a aversão que "os donos do poder" tem a ampliação da implementação das políticas públicas.  E os meios de comunicação deram sustentação a ditadura civil e militar de 1964. Mas, a forma conservadora de construção do Brasil sempre favoreceu os patrimonialistas, só resta perceber quem são os atuais defensores desse modelo de sociedade reacionária ainda presente na nossa formação atual.

CALENDÁRIO ELEITORAL MAIA

É o maior guerreiro do Brasil!!! Além de cunhar a expressão "PiG" para a imprensa golpista, ele sabe muito bem e na pele o nojo que é a rede Globo! Quando vejo múmias como regina Duarte, uma veia bancando gatinha. . . Meu nojo ainda é maior !! Para as classes mérdias do Brasil . . . A Globo não é só entretenimento mas uma seita poderosa, uma religião cuja "missa" e "o fantástico" aos domingos! ! ! 
Vamos orar a Deus pelo Amorim pra que não sofra nenhum atentado. Pra quem não sabe a Globo tem grande experiência em repressão, isso está no seu sangue, pois nasceu do GOLPE MILITAR e sua na infância teve aulas de ditadura... Oremos irmãos!! Hora de tirar meleca do nariz !!
"Atiram em Cristina para acertar a Dilma".
Em entrevista ao Página/12, Paulo Henrique Amorim fala sobre as críticas feitas pela imprensa brasileira contra as reformas na legislação da comunicação aprovadas na Argentina. O PIG se horroriza com o que acontece na Argentina, diz que é o exemplo que não deve ser seguido; imagine se Dilma resolvesse fazer o que fez Cristina, a colocariam diante de um pelotão de fuzilamento...Por isso há editoriais dizendo que há uma ‘democradura’ na Argentina. Em matéria de comunicações, o Brasil é uma ditadura perfeita”.
Darío Pignotti - Página/12 Tradução: Katarina PeixotoA imprensa brasileira, com a Globo na liderança, tem por hábito promover chanchadas para demonizar a presidenta Cristina, criticando as reformas na legislação dos meios de comunicação”. Dizem que Paulo Henrique Amorim, um dos jornalistas mais influentes do Brasil, está entre as pessoas mais detestadas pelos executivos da rede Globo, onde trabalhou por mais de uma década.
“Conheço a maquinaria da Globo por dentro, vi ela funcionar quando fui editor e depois correspondente em Nova York, entre 1985 e 1996, sei como orquestraram uma campanha para destruir a reputação de Lula nas eleições de 1989. As campanhas sujas contra governantes que provocam algum incômodo são habituais aqui e, ressalvadas as distâncias, se repetem agora contra Cristina. Isso que digo sobre a Globo alcança também outros meios de comunicação aos quais passei a chamar Partido da Imprensa Golpista (PIG)”, assinala o jornalista. “O PIG se horroriza com o que acontece na Argentina, diz que é o exemplo que não deve ser seguido; imagine se Dilma resolvesse fazer o que fez Cristina, a colocariam diante de um pelotão de fuzilamento... Por isso aparecem editoriais dizendo que há uma ‘democradura’ na Argentina. Um absurdo... em matéria de comunicações, o Brasil é uma ditadura perfeita”.
A entrevista de Amorim ao Página/12 iniciou há dois meses no aeroporto de Porto Alegre, onde um grupo de senhoras o observava insistentemente, até que uma delas se aproximou de mim para perguntar: “É o Amorim, da televisão?” O diálogo foi retomado na semana passada por telefone, desde São Paulo, onde ele trabalha como um dos âncoras da Rede Record, a única que disputa em alguns horários a liderança ainda incontestável da Globo.
Uma espécie de movimento de “indignados” contra o bloco midiático dominante começa a se observar no Brasil, processo vigoroso, mas que ainda permanece nas bordas do sistema, dado que ainda não conseguiu colocar o pé na televisão nem conta com o apoio de um jornal de alcance nacional. Encabeçando essa guerrilha informativa, há centenas de blogueiros e sites independentes como Carta Maior, Vermelho, Opera Mundi, Brasil Atual, identificados com uma bandeira comum: a aprovação de uma nova legislação para a regulação dos meios de comunicação.
Nas últimas semanas de seu governo, Lula deu a benção ao movimento insurrecional concedendo-lhe uma entrevista no Palácio do Planalto e elaborando um esboço para esse projeto de legislação, herdado por Dilma Rousseff.
Paulo Henrique Amorim está entre os poucos, ou pouquíssimos, âncoras televisivos de grande audiência alinhado com as reivindicações da imprensa genericamente chamada de “alternativa”. Por isso, suas intervenções sarcásticas acabam sendo particularmente incômodas para os herdeiros de Roberto Marinho, patriarca do grupo Globo, falecido em 2003.
“O Brasil precisa despertar, e creio que está despertando. A Globo é poderosa, mas já não é mais tanto quanto foi. A Globo quis, mas não conseguiu impedir que Lula fosse eleito e reeleito, quis e não pode impedir que Dilma fosse eleita. A família Marinho é uma ameaça à democracia”.
Uma hipotética lei de comunicação deveria acabar com o modelo “monopolista onde a família Marinho abusa da propriedade cruzada de meios de comunicação para asfixiar a competição; no Rio de Janeiro, são donos de tudo, até do Cristo Redentor, a fundação Marinho limpou a estátua do Cristo Redentor, e o próximo passo é se adonarem da Copa do Mundo de 2014”. O método do maior grupo midiático da América Latina, sustenta Amorim, pode ser sintetizada em uma linha: “Proscrever todo debate com um mínimo interesse na mudança”.
“Se dependesse da família marinho, se interromperiam os movimentos de rotação e translação da Terra, eles não querem mudar nada”, reforça. Seguindo a lógica de um partido político, a “Globo atuou como oposição golpista contra Lula e atrasa mesmo as transições mais modestas em um país como o nosso, onde nunca caminhamos na direção de mudanças com grande velocidade”.
“O Brasil foi o último país a liberar os escravos (no final do século XIX) e para que ninguém se sentisse ameaçado queimaram os arquivos; um século depois veio a transição para a democracia, uma transição porca, porque em 1985 assumiu a presidência um colaborador dos militares, José Sarney. E seguimos esperando a transição completa porque até hoje se obstrui toda investigação sobre a ditadura”.
No dia 18 de novembro, Dilma Rousseff promulgou a Comissão da Verdade, atribuindo a ela poderes para averiguar e examinar os delitos perpetrados durante a ditadura. O lobby militar e o “boicote” do grupo Globo serão, aponta Amorim, dois fatores de poder que oporão “total resistência” a uma comissão que, segundo a lei, só procurará levantar os responsáveis por assassinatos, desaparecimentos e torturas, mas não encaminhará o julgamento de ninguém. “Se a Comissão avançar, inevitavelmente virá a público a cumplicidade da Globo com a ditadura, por isso eles vão combatê-la ou ocultá-la. A Globo foi muito mais porta-voz, foi um dos grupos mais beneficiados pelos militares, que deram a ela uma rede nacional de micro-ondas, tornando possível que se tornasse o gigante que é hoje”.

É MUITA ÁGUA

QUEM VIVER, VERÁ. . .

ELEIÇÕES 2012

EM SÃO PAULO, A MÍDIA COSPE NO PRATO QUE VENDEU AO ELEITOR - A vitória de Gilberto Kassab nas eleições municipais de São Paulo, em 2008, foi bancada pela imprensa paulista como uma espécie de revide à reeleição de Lula dois anos antes, alcançada à contrapelo da campanha do impeachment embutida na denúncia do 'mensalão'. Foi a manipulação desse caldo de cultura que deu ao alcaide medíocre e 'bonachão' mais de 60% dos votos no 2º turno do pleito. A conta da fraude acaba de chegar e representa, em si, uma denúncia do jornalismo que agora cospe no prato que enfiou na goela do eleitor abastendo-se, naturalmente, de qualquer autocrítica.  Em fim de mandato, a administração patrocinada pelo anti-petismo midiático  carrega um atestado de fracasso em praticamente todas as áreas sensíveis à vida da metrópole: transportes, educação, saúde, prevenção de enchentes... Pesquisas dos mesmos veículos que o catapultaram aos píncaros da glória, com factóides como 'A Cidade Limpa', indicam que um candidato apoiado por Kassab teria hoje a rejeição de 49% dos eleitores. Outros 40% classificam a sua gestão como um desastre. O bombardeio algo orquestrado pode ser uma advertência à criatura  que ensaia vôo solo com seu PSD, num momento em que o conservadorismo se ressente de nomes e requer unidade para renovar a artilharia antipetista em outubro. Embora desfrutável, a ascensão e a decadência de Kassab devem servir de alerta. Assim como fez de uma nulidade um case eleitoral vitorioso, a mídia poderá regenerar  vampiros de bico longo, vendendo-os como 'administradores capazes' diante da grave situação da metrópole. A melhor denúncia do engodo é afrontá-lo desde já com respostas inovadoras, criativas, sintonizadas com as aspirações da cidade e atentas às lições oferecidas pela crise mundial em outras metrópoles. Inclui-se aí o papel estratégico do setor de serviços, como educação, cultura, amparo aos idosos etc na oferta de emprego à juventude; a ocupação de imóveis vazios com uma política municipal de aluguel social aos pobres e aos jovens casais em início de vida; forte incentivo ao professorado municipal; a criação de uma taxa social sobre o uso da cidade pelo aparato financeiro e sua destinação ao atendimento à saúde; a comunicação permanente com a cidadania como materialização, mais que nunca indispensável, da democracia participativa na gestão da cidade. (Carta Maior; 3ª feira; 03/01/ 2012)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O CAPITALISMO ABRE AS JAULAS E PARTE PARA CIMA - A incapacidade de renovação, ainda que em eterna fuga para a frente a exemplo do que se fez na crise dos anos 30 e no pós-guerra,  é a cicatriz mais assustadora desse semblante carcomido, de cuja garganta ecoa a voz de Angela Merkel  a grunhir a consequência desse limite ,com a anuência obsequiosa de seus pares: "2012 será ainda pior que 2011". Nada mais a prometer. O pior. (Carta Maior; 2ª feira; 02/01/ 2012)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Que se va o velho STF e venha o novo STF
Em primeiro lugar desejo a todos um 2012, não de fim de mundo, mas de mudanças profundas, que no ano velho fique o STF da Famiglia Dantas.
O STF que defende torturador (Lei da "anistia").
O STF contra o Brasil (Kosovo da reserva indigena para quase nenhum indio).
O STF da Madame NorthFleet (proibição de abertura dos HDs do Dantas).
O STF do Algilmar (habeas corpus seguido de 48horas).
Que seja passado o abominavel STF. Que fique no ano velho o STF da Lei ao pé da letra, dos dois pesos e duas medidas, o STF da injustiça.
Que venha o novo STF inspirado na juiza Calmon, inspirado na Justiça!
A nova arma do cidadão brasileiro
Um site onde poderemos a qualquer momento entrar e saber o que quisermos a respeito das atividades governamentais já está em funcionamento na internet. T
rata-se do Queremossaber.org
O novo serviço criado pela comunidade ativista Transparência Hacker será a ponte de ligação entre o Governo e o cidadão comum brasileiro. Será bastante entrar no site e obter informações sobre 5.661 órgãos públicos, depois disso a pessoa escolhe com qual pretende se comunicar e apresenta sua dúvida ou pedido. Quando surge uma resposta ao pedido o site publica e avisa ao solicitante por e-mail. Caso não fique satisfeito o cidadão pode entrar com recurso ou mesmo acionar o MPF diretamente no site.
Foi inspirado no portal ingles What They Know.
Maravilha

ESMAGRECER

São Paulo: o primeiro assassinato no trânsito.
Um desgraçado bêbado, drogado, e acordado à custa de energéticos, bateu seu carro violentamente no carro de uma senhora grávida de 7 meses arremessando-a para longe no meio de um cruzamento na zona sul da capital paulista, já nesse domingo se tornando o primeiro assassinato de trânsito do ano em São Paulo.
Esse marginal já tinha sido autuado por dirigir embriagado e se encontrava solto para continuar a praticar crimes impunemente num miserável País onde as Leis foram feitas para serem desrespeitadas.
A criança que se encontrava no ventre de sua mãe assassinada foi retirada do seu útero e se mantém viva e sob cuidados médicos na UTI de um hospital paulistano.
Malditos carniceiros, malditas leis brandas brasileiras!
O Brasil idiota e perdulário
Aplicado em telas sensíveis ao toque, ressonância magnética, motores de foguetes e supercondutores, o Nióbio é produzido 95% no Brasil, onde se encontram 87% das jazidas mundiais do minério raro. Mesmo assim, estamos jogando no lixo (entenda-se bolsos) dos consumidores mundiais uma fortuna incalculável por nossa irresponsabilidade e criminosa gestão na administração das "nossas minas". O preço do minério é ditado por ingleses na bolsa de Londres e pagam o que bem entendem por uma preciosidade que em sua esmagadora maioria só é encontrada no Brasil, mais precisamente em Roraima, onde ONGs internacionais ditam as ordens aos imbecis brasileiros que nada fazem para coibir a invasão e o abuso.

ARRANCADA

Brasil vai aumentar produção de grãos e carnes, diz Ministério
O Ministério da Agricultura anunciou que o Brasil deve aumentar sua produção de grãos em 88% e de carnes em 98% nos próximos 40 anos. A safra de 2011/2012 está estimada em 159 milhões de toneladas e deverá chegar a 299,5 milhões de toneladas em 2050. Segundo a previsão da pasta, a produção de carnes totalizou 26,5 milhões de toneladas em 2011 e será de 52,6 milhões de toneladas dentro dos 40 anos.

QUE CRISE ?!?

COMO ASSIM ??

De olho grande
Grupos estrangeiros negociam a compra de 30% da Rede TV do sócio Marcelo Carvalho e articulam com empresários brasileiros para convencer Amilcare Dalevo a vender também a sua parte de 70%.
Congresso custou R$ 6,1 bi em 2011
A ONG Contas Abertas divulgou um estudo, feito a pedido do R7, onde demonstra que o Congresso Nacional custou cerca de seis bilhões ao erário em 2011. Segundo o documento, só o Senado gastou R$ 2,8 bilhões de janeiro a 30 de novembro do ano passado.
Já a Câmara dos Deputados, gastou R$ 3,3 bilhões no mesmo período. A verba foi usada na compra de materiais e pagamentos de salários, indenizações e aposentadoria para servidores. Em 2010, o gasto foi de R$ 5,4 bilhões nos onze primeiros meses. Desta forma, houve um aumento de quase R$ 800 milhões nos gastos de 2011. Neste ano, o Congresso deve gastar mais ainda porque está prevista e autorizada uma nova edição do concurso do Senado com 246 vagas abertas para cargos de nível superior.
Os selecionados receberão salários que chegam a R$ 23,8 mil.
Marta quer rasgar acordo para não sair da vice
Está por um fio o acordo para que a senadora Marta Suplicy (PT-SP) ceda ao colega José Pimentel (PT-CE) a primeira vice-presidência do Senado ao final do primeiro ano de mandato. Pelo acordo, firmado quando ambos disputavam o mesmo lugar na mesa diretora, Marta renunciaria no início de 2012 para se revezar com Pimentel, mas ela gosta da função de substituta eventual de José Sarney (PMDB-AP).
Gostando do jogo
Marta Suplicy já avisou à cúpula do seu partido e à direção do Senado que já não vê “sentido” em abrir mão da primeira vice-presidência.
Revezamento
O acordo prevê a posse de José Pimentel em fevereiro próximo e a renúncia dele dentro de um ano, para a recondução da senadora.
‘Nada a declarar’
Diante do impasse, o senador José Pimentel não comenta o caso. Para ele, o assunto é uma “questão de partido” e é melhor aguardar.

PÉ NA BUNDA

SEMPRE TENTANDO

Pois é, como está muito bem colocado no texto inicial, trata-se de um momento REALMENTE histórico, e não aqueles ridículos momentozinhos "históricos" que Bonner, Kamel etc, volta e meia nomeiam quando Obama vai falar com egípcios, Madame "Charuto" Clinton vai visitar a Birmânia e coisas semelhantes.
Seria fundamental que neste próximo quinquênio o pré-sal financiasse exclusivamente as nossas deficiências em educação, saúde e segurança.
Que esta abominável tirania de 5 ou 6 famílias elitistas de São Paulo (e alhures) compartilhasse o espaço audio-visual com dezenas e centenas de outros grupos de comunicação, com outras mensagens e outras orientações político-ideológicas. No Brasil, só a elite pode ter Ideologia, coisa que evidentemente nega de pés juntos e só utiliza a palavra para menosprezar o posicionamento de opositores.
Enfim, um momento crucial que de maneira nenhuma podemos nos dar ao luxo de perder, como perdemos, para só ficar, nos casos mais recentes, em 64, em 85, em 88 (fizemos uma Constituição arejada mas não regulamentamos quase nada, 90 e 94 com a eleição daqueles dois pândegos, além de muita coisa que deixou de ser feita, até o momento, sob a égide de Lula e Dilma.
Valha-nos, São Pochmann,S ão Tombini, São Patriota.

Projeto 4 Cantos - Luigi Bertolli - Brasil Pandeiro



Música gravada com músicos dos 4 cantos do país, integrante do DVD exclusivo da Luigi Bertolli, 4 Cantos.Direção: Betão AguiarProdução Musical: Betão Aguiar e Chico Salem
Categoria:
Entretenimento
Palavras-chave:
BRASIL PANDEIRO
Luigi Bertolli
Licença:
Licença padrão do YouTube
O jornalista Beto Almeida enviou para a redação da Carta Maior o belíssimo vídeo acima, uma música gravada com músicos dos 4 cantos do país, integrante do DVD exclusivo da Luigi Bertolli, 4 Cantos. E escreveu um pequeno texto para homenagear o Brasil e o povo brasileiro neste final de 2011 e início de 2012. Publicamos aqui o vídeo e o texto, como uma mensagem de final de ano para nossos milhares de leitores e leitoras. Uma mensagem que deseja um Feliz Ano Novo para o Brasil.
Que o nosso país, em 2012, aproveite o enfrentamento da crise econômica internacional como uma oportunidade para corrigir injustiças sociais aqui dentro, que crie impostos para os banqueiros, que aumente os investimentos em educação, saúde e reforma agrária.
Que o Brasil tenha, em 2012, uma Comissão da Verdade que lance luz sobre a nossa história, que liberte memórias aprisionadas e preencha nossa democracia de sentido de justiça.
Que o Brasil construa, em 2012, um sistema de regulação para um dos setores mais importantes da vida contemporânea, a comunicação, pois esse direito, o da comunicação, é da cidadania, de milhões de pessoas, e não de alguns grupos encastelados em seus esquemas de poder.
Que o Brasil, em 2012, torne-se cada vez mais um país com a cara do povo brasileiro.
Esses são os votos da Carta Maior para o Brasil, para o povo brasileiro e para cada um de nossos leitores e leitoras.
Samba da união - Beto AlmeidaChegou a hora, agora e sempre, de nossa gente bronzeada mostrar todo o seu valor. Reunindo pastorinhas e cantores, com a ajuda de todas as padroeiras, mas unindo-se sobretudo em torno de um rumo nosso, com santa gana de justiça e paz, mas daquela paz que precisa de mais igualdade, mais soberania, mais solidariedade.
Essa gente já tem feito muito. Não se deixar esmagar e seguir criando e inventando formas de cantar, dançar e viver, já é uma façanha. Já tirou um retirante da ameaça da pena de morte da fome e colocou-o lá na alvorada de uma nova era. Já tirou do ostracismo uma sobrevivente das macabras torturas e, vencendo machismos e tantos outros feios preconceitos alimentados pelos endinheirados, encarregou-a de seguir ampliando direitos pra quem mais precisa . E ela está dando conta do recado!
Essa gente que cria com doçura, , que insiste com gentileza,que resiste com bravura e que se apresenta com nobreza, deve estar sempre mais no centro do palco. Iluminando os terreiros com luz para todos, encorajando os jeitos e os modos de partilhar e espalhar mais dignidade com casa, trabalho, salário e direitos, enquanto em outras terras, chamadas mais cultas, tudo isso está sendo demolido, reduzido, destruído. Por lá, seres humanos da nossa cor são enxotados e tangidos como gado. Ou para a prisão ou para a deportação das xenofobias. Aqui, mesmo faltando muito, mesmo sem ter distribuído tudo - prioridade das prioridades - abrimos os braços para a partilha com os hermanos e africanos da nossa dívida eterna.
Nossa gente bronzeada, com as sábias escolhas políticas que vem fazendo sob um dilúvio de mentiras, , encoraja o brasilzão a não falar fino com os gringos, nem grosso com os hermanitos. Vamos esquentando os tambores da integração, para que nas veias ainda abertas da nossa Pátria Grande circule o sangue da mesma cor e destino, como um mar e rio que um dia vão mesmo se juntar. Chegou mesmo a hora desta gente, nossa gente, começar a dar os primeiros passos para virar a página dos cem anos de solidão para se encontrar na nova era dos cem anos de cooperação. O projeto é generoso. Sabotagens não vão faltar. Portanto, ....reunir nossos valores, pastorinhas e cantores que nós queremos sambar, o samba da união.
Um Feliz 2012 para o Brasil!
 
Quadro de Alfredo Volpi
A Carta Maior deseja um Feliz Ano Novo para o Brasil. Que o nosso país, em 2012, aproveite o enfrentamento da crise econômica internacional como uma oportunidade para corrigir injustiças sociais aqui dentro, que crie impostos para os banqueiros, que aumente os investimentos em educação, saúde e reforma agrária. Que o Brasil tenha, em 2012, uma Comissão da Verdade que lance luz sobre a nossa história. Que construa um sistema de regulação para a comunicação e que se torne, cada vez mais, um país com a cara do povo brasileiro.

ATUALISSÍMO

SARAVÁ

Outro ano que não terminou
Nunca houve um ano tão – vamos dizer – dramático para a imprensa mundial como este que tem as horas contadas. Tudo indica que 2011 irá se juntar a 1968 para ser – na feliz expressão de Zuenir Ventura – mais um ano que não terminou.
Por Washington Araújo na Carta Maior.

QUE VENHA 2.012

ANSEIOS DO POVO ?!?

É claro que os trabalhadores europeus, estão oprimidos entre o desemprego e a perda de direitos trabalhista, sem sindicatos fortes e combativos só contam com os movimentos populares. Com o aperto da crise o caminho das esquerdas europeias é reconstruir por um lado a utopia e critica socialista e por outro um movimento de trabalhadores que enfrente a ocupação do estado pela branca e pela direita, sem esta opção politica em breve a Europa pode degenerar institucionalmente.

O REI ESTÁ NU

2011-2012: Foi a pobreza que gerou a crise, não o inverso.



Por Saul Leblon, na Carta Maior.
Estender a jornada de trabalho, sem contrapartida salarial, é a contribuição que Portugal e Espanha oferecem ao mundo no apagar das luzes de 2011. Uma alternativa neoliberal ao colapso do neoliberalismo. Antes de dar a isso o epíteto de uma excrescência conservadora talvez fosse mais justo creditar a Passos Coelho e a Mariano Rajoy o benefício da coerência. Nada mais fazem os dirigentes ibéricos do que radicalizar os fatores que deram origem ao colapso mundial, assentado, entre outros pilares, em três décadas de arrocho sobre o rendimento do trabalho nas principais economias ricas, associado a mimos tributários que promoveram o fastígio dos endinheirados.
Para clarear as coisas: não foi a crise que gerou o arrocho e a pobreza em desfile no planeta, mas sim o arrocho e a desigualdade neoliberal que conduziram ao desfecho explosivo, exacerbado agora por direitistas aplicados, que dobram a aposta no veneno. A ordem dos fatores altera a agenda futuro: a crise não é apenas financeira; controlar as finanças desreguladas é um pedaço do caminho para controlar a redistribuição do excedente econômico, ferozmente concentrado nas últimas décadas na base do morde e assopra --arrocho de um lado, crédito e endividamento suicida do outro, falindo famílias e governos.
Vista desse ângulo a equação contesta, por exemplo, o jogral do conservadorismo nativo que qualifica como 'temerário' o reajuste de 14% (9% reais) para o salário mínimo em 2012, como a sugerir, à moda Rajoy e Passos Coelho, que a 'gastança' (fiscal/salarial) estaria na origem da crise, sendo a hora da verdade sinônimo de hora do arrocho. Ao injetar R$ 47 bi adicionais à demanda interna, o governo brasileiro na verdade reforça as imunidades do país em relação às origens da crise mundial.Em boa parte assentada no definhamento do poder de compra dos assalariados que se encontra hoje comprimido entre os menores da história em muitos países.
O aumento do salário mínimo, ao contrário, coloca o poder de compra de 48 milhões de brasileiros no nível mais alto dos últimos 30 anos. E isso gera encadeamentos produtivos e fiscais virtuosos, de que se ressentem os países ricos nesse momento. A 'gastança' de R$ 19,8 bi com os 20 milhões de aposentados beneficiados pelo reajuste do mínimo, por exemplo, retornará aos cofres públicos na forma de R$ 22,9 bilhões em impostos.Cálculos do Dieese.
O que fizeram os governantes das economias desenvolvidas desde os anos 90 - com os aplausos obsequiosos do dispositivo midiático demotucano - foi lubrificar uma espiral inversa. Desde 2000, a classe média americana dotada de diploma universitário, não tem reajuste salarial. Mais de 46 milhões de norte-americanos vivem hoje na pobreza, constituindo-se na taxa mais elevada dos últimos 17 anos: 15,1% .
Em termos absolutos, o contingente atual de pobres é o maior desde que Census Bureau começou a elaborar as estatísticas americanas, há 52 anos. Síntese do desmonte social acionado pelo neoliberalismo, o número de norte-americanos sem seguro-saúde é da ordem de 50 milhões de pessoas e tudo isso antecede a crise, que agravou o esferalamento do way of life elevando a 46 milhões o total de desempregados, sobre uma base de dissolução pré-existente.
A receita não é privilégio norte-americano. Um quarto de todos os lares da Ingaterra e País de Gales, cerca de 20 milhões de pessoas, vivem em estado de pobreza atualmente, um sólido legado de sucessivos governos neoliberais, desde Tatcher, passando por Blair até chegar no atual 'engomadinho' atual, como diz Luiz Gonzaga Belluzzo. Cameron cuida de jogar a pá de cal naquela que já foi a rede de serviços sociais mais equipada da Europa. Pesquisas indicam que em pleno inverno, um número crescente de famílias inglesas vive o pior quadro de aperto financeiro desde a II Grande Guerra. E um relatório recente da OCDE - não propriamente uma trincheira progressista - sugestivamente intitulado "Divididos estamos: porque aumenta a desigualdade”, indica que “a renda média de 10% das pessoas mais ricas representa nove vezes a renda dos 10% mais pobres” nos países (ricos, em sua maioria) que integram esta organização.
A distância aumenta em dez para um na Grã-Bretanha, Itália e Coreia do Sul; chega a quatorze para um em Israel, Estados Unidos e Turquia, diz o informe. Os dados sobre os Estados Unidos mostram que “a renda por família, após o pagamento de impostos, mais do que dobrou entre 1979 e 2007, entre o 1% mais rico. Na fatia dos 20% mais pobres, caiu de 7% para 5% no mesmo período.
“Quando se fala dos mais ricos entre os ricos estamos dizendo que há espaço para aumentar os impostos”, afirmou Angel Gurria, o secretário geral da organização, numa menção indireta às escandalosas isenções tributárias acumuladas pelos endinheirados desde o governo Reagan, nos anos 80.
Foi sobre essa base de renda e trabalho esfacelados simultaneamente pela transferências de empregos e empresas às 'oficinas asiáticas', que se instalou o colapso neoliberal. A asfixia desse arranjo capitalista só não explodiu antes, graças à válvula de escape do endividamento maciço de governos e famílias, que atingiu patamares de virtuosismo insustentável na bolha imobiliária norte-americana, espoleta da crise mundial de 2008.
Quando as subprimes gritaram --'o rei está nu' todo o criativo edifício de uma supremacia financeira baseada no crédito sem poupança (porque sem empregos, sem renda e sem receita fiscal compatível) veio abaixo.
A tentativa atual de 'limpar o rescaldo' do desabamento removendo apenas seus gargalos financeiros --ou seja, salvando os bancos e arrochando ainda mais os assalariados e os pobres-- é mais uma forma de perpetuar a essência da crise do que de enfrentar as suas causas seminais. O jogo é mais pesado. Controlar as finanças desreguladas é sum pedaço do caminho para controlar a redistribuição do excedente econômico, ferozmente concentrado nas últimas décadas, na base do morde e assopra --arrocho de um lado, crédito do outro. Preservar o modelo com arrocho de crédito, como se tenta, requer uma carnificina econômica e social. A julgar pelas iniciativas dos governantes portugueses e espanhóis, a direita está disposta a movimentar o açougue em 2012. A ver.
**A moeda única européia, o euro, completou dez anos de existência neste 1º de janeiro, com um augúrio de Angela Merkel: "2012 será pior que 2011".