terça-feira, 31 de janeiro de 2012

MOSKITO DANÇANDO FREVO

YOANI SÁNCHEZ

Por Altamiro Borges, do Blog do Miro.Blogueira ou mercenária?
Nas vésperas da visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, a mídia colonizada tem feito grande alarde em torno do nome da blogueira cubana Yoani Sánchez. Ela é apresentada como uma “jornalista independente”, que mantém um blog com milhões de acessos e que enfrenta, com muitas dificuldades materiais, a “tirania comunista”, que a persegue e censura.
Na busca pelo holofote midiático, líderes demotucanos e, lamentavelmente, o senador petista Eduardo Suplicy têm posado de defensores da blogueira. Eles se juntaram para pressionar o governo a conceder visto para que Yoani venha ao Brasil assistir a pré-estréia do filme “Conexões Cuba-Honduras”, do documentarista Dado Galvão – que, por mera coincidência, é membro-convidado e articulista do Instituto Millenium, o antro da direita que reúne os barões da mídia nativa.
Mas, afinal, quem é Yoani Sánchez? Em primeiro lugar, ela não tem nada de “jornalista independente”. Seus vínculos com o governo dos EUA, que mantém um “escritório de interesses” em Havana (Sina), são amplamente conhecidos. O Wikileaks já vazou 11 documentos da diplomacia ianque que registram as reuniões da “dissidente” com os “agentes” da Sina desde 2008.
Num deles, datado de 9 de abril de 2009, o chefe da Sina, Jonathan Farrar, escreveu ao Departamento de Estado: “Pensamos que a jovem geração de dissidentes não tradicionais, como Yoani Sánchez, pode desempenhar papel a longo prazo em Cuba pós-Castro”. Ele ainda aconselha o governo dos EUA a aumentar os subsídios financeiros à blogueira “independente”.
Anualmente, o Departamento de Estado destina cerca de 20 milhões de dólares para incentivar a subversão contra o governo cubano. Nos últimos anos, boa parte deste “subsídio” é usada para apoiar “líderes” nas redes sociais. A própria blogueira já confessou que recebe ajuda. “Os Estados Unidos desejam uma mudança em Cuba, é o que eu desejo também”, tentou justificar numa entrevista ao jornalista francês Salim Lamrani.
Neste sentido, não dá para afirmar que Yoani Sánchez padece de enormes dificuldades na ilha – outra mentira difundida pela mídia colonizada. Pelo contrário, ela é uma privilegiada num país com tantas dificuldades econômicas. Além do subsídio do império, a blogueira também recebe fortunas de prêmios internacionais que lhe são concedidos por entidades internacionais declaradamente anticubanas. Nos últimos três anos, ela foi agraciada com US$ 200 mil dólares de instituições do exterior.
Na maioria, os prêmios são concedidos com a justificativa de que Yoani é uma das blogueiras mais famosas do planeta, com milhões de acesso, e uma “intelectual” de prestígio. Outra bravata divulgada pela mídia colonizada. Uma rápida pesquisa no Alexa, que ranqueia a internet no mundo, confirma que seu blog não é tão influente assim, apesar da sua farta publicidade na mídia e dos enormes recursos técnicos de que dispõe – inclusive com a estranha tradução “voluntária” para 21 idiomas.
Quanto ao título de “intelectual” e principal dissidente de Cuba, a própria Sina realizou pesquisa que desmonta a tese usada para projetar a blogueira. Ela constatou que o opositor mais conhecido na ilha é o sanguinário terrorista Pousada Carriles. Yoani só é citada por 2% dos entrevistados – ela é uma desconhecida, uma falsa líder, abanada com propósitos sinistros.
A “ilustre” blogueira, inclusive, é motivo de chacota pelas besteiras que publica e declara em entrevistas à mídia estrangeira. Vale citar algumas que já compõem o “ciberbestiário” de Yoani Sánchez:
- [Sobre a Lei de Ajuste Cubano, imposta pelos EUA para desestabilizar a economia cubana, ela afirmou que não prejudica o povo] porque nossas relações são fortes. Se joga o beisebol em Cuba como nos Estados Unidos;
- Privatizar, não gosto do termo porque tem uma conotação pejorativa, mas colocar em mãos privadas, sim.
- Não diria que [os chefões da máfia anticubana de Miami, sic] são inimigos da pátria;
- Estas pessoas que são favoráveis às sanções econômicas [dos EUA contra Cuba] não são anticubanas. Penso que defendem Cuba segundo seus próprios critérios;
- [A luta pela libertação dos cinco presos nos Estados Unidos] não é um tema que interessa à população. É propaganda política;
- [A ação terrorista de Posada Carriles contra Cuba] é um tema político que as pessoas não estão interessadas. É uma cortina de fumaça;
- [Mas os EUA já invadiram Cuba, pergunta o jornalista] Quando?;
- O regime [de Fulgencio Batista, que assassinou 20 mil cubanos] era uma ditadura, mas havia liberdade de imprensa plural e aberta;
- Cuba é uma ilha sui generis. Podemos criar um capitalismo sui generis.
Por último, vale rechaçar a mentira midiática de que Yoani Sánchez é censurada e perseguida em Cuba. Participei no final de novembro de um seminário internacional sobre “mídias alternativas e as redes sociais” em Havana e acessei facilmente o seu blog. Segundo o governo cubano, nunca houve qualquer tipo de bloqueio à página da “jornalista independente”.
Quanto às perseguições sofridas, Yoani Sánchez tem se mostrado uma mentirosa compulsiva e cínica. Em 6 de novembro de 2009, ela afirmou à imprensa internacional que havia sido presa e espancada pela polícia em Havana, “numa tarde de golpes, gritos e insultos”. Em 8 de novembro, ela recebeu jornalistas em sua casa para mostrar as marcas das agressões.Mas ela não tinha hematomas, marcas ou cicatrizes”, afirmou, surpreso, o correspondente da BBC em Havana, Fernando Ravsberg.
O diário La República, da Espanha, publicou um vídeo com testemunhos dos médicos que atenderam Yoani um dia após a suposta agressão. Os três especialistas disseram que ela não tinha nenhuma marca de violência. Diante dos questionamentos, ela prometeu apresentar fotos e vídeos sobre os ataques. Mas até hoje não apresentou qualquer prova.
A imprensa não tocou nesse assunto.
Mas já já vai tratar dele.
Dilma Rousseff completou um ano de Governo e ainda não foi a Washington.
Visita Fidel primeiro que Obama.
É verdade que ela já esteve com o Presidente norte-americano em Nova York, onde ambos foram participar da Assembléia-Geral das Nações Unidas.
Mas nada de visita oficial aos EUA.
No ano passado, Dilma visitou 15 países, sendo que a Argentina e o Uruguai - nossos vizinhos - ela foi duas vezes.
Esteve ainda na Europa, na Africa e na Ásia.
Agora, depois de Cuba, Dilma viajará para o Haiti. É a opção preferencial pelos pobres.
Ela não foi a Washington, mas também não esteve no Circuito Elizabeth Arden - Roma, Paris e Londres.
Em Paris, para dizer a verdade, ela passou um dia, depois de uma reunião dos Brics em Cannes.
Mas não esteve com Sarkosy.
Foi ver a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova
Laurindo Lalo Leal Filho
Crítica da mídia é sucesso na TV argentinaNa Argentina a televisão pública vem surpreendendo o telespectador com um debate até então inédito, levado ao ar pelo programa 6 7 8. Com bom humor, ironia e documentação consistente, os grandes jornais e as emissoras comerciais de rádio e TV são analisados e criticados diariamente em horário nobre.

Dilma sobre gestos à esquerda: 'Fico estarrecida com pergunta'.

Em viagem a Cuba, Dilma Rousseff mostra surpresa ao ser questionada sobre coincidência de duas recentes agendas com público de esquerda - a outra foi a ida ao Fórum Social. Diz achar 'interessante' modo como mídia analisa atos dela e ter ficado 'estarrecida' com esse tipo de pergunta. Em março, Dilma deve retribuir visita de Barack Obama com viagem aos EUA.

Havana A presidenta Dilma Rousseff teve nesta terça-feira (31) a chance de definir-se como de “esquerda” e de fazê-lo num lugar símbolo do ideal socialista na América Latina. Em vez disso, reagiu com surpresa ao ser questionada, em entrevista em Cuba, sobre recentes sinais políticos que emitiu nos últimos dias, incluindo a visita oficial à ilha de Fidel Castro.
Presidenta, a senhora começou o ano indo ao Fórum Social e agora vem a Cuba, são gestos políticos mais à esquerda. Por que a senhora fez isso?
"Eu acho interessante a forma como a mídia analisa meus atos... Posso te dizer uma coisa? Eu fico estarrecida com esse tipo de pergunta, estarrecida. Porque... significa que no ano passado eu fui à União Européia, recebi os Estados Unidos (…), fui no G20, fui pra Argentina... Como é que a gente interpretaria o ano passado?"
No roteiro internacional 2012 de Dilma, aberto com a visita a Cuba, está previsto também que ela viaje aos Estados Unidos, provavelmente em março, em retribuição a uma visita feita pelo presidente Barack Obama ao Brasil no ano passado.
Dilma já esteve nos EUA, como presidenta, mas foi para abrir a Assembléia Geral das Nações Unidas no ano passado.
Em Cuba, Dilma não 'derrapa' à direita e prega aliança estratégica
A Grécia funciona como uma espécie de endoscopia em tempo real das consequências sociais e éticas da maior crise capitalista dos últimos 80 anos. A percolação da tragédia na pirâmide social do país escancara os custos humanos de se preservar a riqueza financeira quando o mecanismo que a reproduz já não se sustenta. Esse é o cerne do impasse global que avança para o 4º ano de sacrifícios urbi et orbi.
Mas nada disso parece sensibilizar a mídia demotucana, cuja leitura sugere que o único ponto do planeta que afronta os direitos humanos é uma ilha a 150 quilômetros de sua meca intelectual e política. Por certo não é o que pensam os 26 milhões de desempregados e os 115 milhões de pobres da UE, por exemplo.
Elo mais frágil dessa cadeia, a Grécia emerge como um estuário pedagógico de perdas e danos. No interior do seu metabolismo,um a um, rompem-se os elos mais vulneráveis. A infância em primeiro lugar; dentro dela, as crianças pobres; e a partir daí o essencial, a segurança alimentar. Desde março de 2010, a prioridade de Atenas é adequar o país aos 'programas de ajuste' traduzidos em sucessivos cortes orçamentários.
Os macrodados da agonia gega não sensibilizam mais. Mas há detalhes que ainda desconcertam: o orçamento da educação, por exemplo, sofreu um corte de 60% este ano. Em miúdos: a rede pública de ensino dispõe atualmente de quatro de cada dez euros que recebia em 2010. Não há como preservar o essencial quando 60% do alicerce desaba. Inclua-se no essencial a merenda. Das periferias mais pobres, emergem relatos de desfalecimentos em sala de aula. Mas as agencias de notícias informam que a ministra da Educação, Ana Diamantopulu, apressou-se em desmentir a possibilidade de contemplar todas as famílias carentes com uma bolsa alimentação. Não há verbas.
O desmentido ocorreu simultaneamente ao recuo de Angela Merkel, que pretendia nomear um diretório financeiro para comandar o orçamento grego diretamente de Berlim, de modo a assegurar o pagamento dos credores acima de todas as coisas. "A discussão ficou emocional", justificou-se a premiê que hoje é a voz mais nítida do dinheiro no planeta. O recuo de Merkel não alivia o estômago da infância pobre da Grécia. A próxima cena na tela da endoscopia grega será o efeito do corte previsto no salário mínimo nacional. Com a palavra os paladinos dos direitos humanos em Cuba.

EM CUBA . . .

DILMA TEM RAZÃO

A Band é satélite da grobo
É a mulher brasileira.
Realmente a presidenta Dilma demonstrou em Cuba ser uma grande estadista.
Tenho orgulho de ter votado nela.
Nosso país é um exemplo de convívio com os vizinhos e com o mundo, há muitos anos! Porém, uma ressalva… Os presidentes anteriores ao Lula, “faziam tudo que seu Mestre mandava”…
Portanto, não podiam relacionar com Cuba… Viva Lula/Dilma e a soberania nacional! ;
E ainda deixa um recado nas entrelinhas: se vocês do PïG não passarem a minha mensagem direitinho, vão deixar transparecer que lhes falta inteligência, porque todos os brasileiros que têm dois neurônios funcionando estão entendendo.

ELA NÃO MUDA DE LADO

Dilma em Cuba espinafra Alckmin. Ela não muda de lado
Amigo navegante, assista com atenção à importante entrevista que a Presidenta deu em Cuba.
Observe que ela fala em respeitar os Direitos Humanos em Guantánamo.

E enfatiza: “e no Brasil !”

No Brasil !

Onde ?

Onde que os Direitos Humanos são menos respeitados no Brasil ?

Na Cracolândia ou em Pinheirinho ?

http://www.youtube.com/watch?v=3BrrniKRA00&feature=player_embedded


É claro que os fiéis seguidores do Ali Kamel jamais interpretarão “o Brasil ” como São Paulo”.

Eles dirão que os Direitos Humanos só não são respeitados em Cuba, não é isso, amigo anvegante ?

A Presidenta Dilma não muda de lado.

Não é o Padim Pade Cerra, que abandonou a presidência da UNE, e foi aparecer numa universidade americana – onde não conseguiu diploma de nada.

E depois descambou para a extrema-direita, ao cair no colo do Bispo de Guarulhos.

Ela, não.

Da VAR-Palmares à Presidência, ela está do mesmo lado.

E se irritou quando um repórter do PiG (*) perguntou qual o significado da visita a Cuba.

Ela se disse “estarrecida” com a pergunta.

E deu um “toma lá” para o “dá cá”:

No ano passado, ela foi à União Eurpéia, ao G20, esteve com o Obama, foi à Argentina, à África do Sul e, à reunião da Celac, no México – http://www.itamaraty.gov.br/temas/america-do-sul-e-integracao-regional/celac -, com os países das Américas e do Caribe – com todos os chefes de Estado ou seus representantes e ninguém perguntou a ela “qual o significado da visita”.

O “significado” da visita foi um investimento do Brasil de US$ 640 milhões na construção do porto de Mariel.

Diante do inaceitável – disse ela – bloqueio econômico dos Estados Unidos – crítica que os seguidores de Ali Kamel omitirão -  ela fez um empréstimo rotativo para oferecer US$ 400 milhões em alimentos a Cuba; e outro para fornecer máquinas agrícolas.

Significa fazer um acordo estratégio em áreas em que Cuba é muito forte: biotecnologia e ciências médicas.

O Brasil conversa com todo mundo.

Sem preconceitos, disse ela.

E Direitos Humanos não é arma política.

“Quem joga pedra (EUA – PHA) tem telhado de vidro (Guantánamo – PHA)”.

Aí o repórter perguntou se ela ia ver Fidel Castro.

Sim, ela respondeu.

“Com muito orgulho”.

Paulo Henrique Amorim

RITA LEE

Rita Lee x PM-SE.
Vivemos em um suposto regime democrático que pressupõe plena liberdade de expressão, desde que acompanhada por responsabilidade no uso de tal liberdade. No caso ocorrido em Aracaju, onde a adolescente da terceira idade Rita Lee chamou policiais de filhos de prostitutas, me parece que seriam bem vindos processos cíveis individuais solicitando indenização moral a cada um dos policiais que julgassem ter sido injuriados ou difamados.
Muito simples e perfeitamente inserido no sistema capitalista em que vivemos.
Algum defensor dos "direitos dus manu" se habilita?
Será que os políticos merecem nossos votos?
Os eleitores brasileiros precisam, antes de tudo, se conscientizarem de que o Brasil foi transformado num monte de lixo depois da subido ao poder dessa escória nojenta que está aí. Ao se dirigirem às urnas os brasileiros precisam pensar muito bem se querem continuar a pagar a extorsão que pagam de impostos e receberem em troca uma banana podre.
Precisam saber se querem continuar sob o fogo das armas dos meliantes que são protegidos pelos calhordas, enquanto as famílias são massacradas todos dias.
Se querem continuar a ser tratados como cães quando se aposentam enquanto os marajás do serviço público nadam em fortunas; se aceitam de bom grado o tratamento que recebem nos hospitais e postos de saúde; se querem sustentar os políticos corruptos.
Pensem nisso.

AHH ! ! ! ADRIANO . . .

PSD e Kassab
O PSD deveria mudar de nome para Partido Sem Destino. Ora se oferece ao PSDB, ora ao PT e, também já se insinuou ao PMDB. Como um partido que nem tempo de TV tem quer ser cabeça de chapa com o PSDB?
Esse Kassab se acha, não?

A VEZ DO JUDICIÁRIO

Por Carlos Chagas.
Assim como o Congresso, o Judiciário também reinicia seus trabalhos esta semana. Voltam-se as atenções para o Supremo Tribunal Federal, com pauta carregada. Decisão urgente será a análise da liminar concedida durante o recesso, que suspendeu a prerrogativa de o Conselho Nacional de Justiça investigar denúncias malfeitos de juízes e de tribunais antes do pronunciamento das respectivas corregedorias. Está em xeque a jurisdição correcional  do CNJ, uma das razões de sua criação.
Da mesma forma, entra em ebulição na mais alta corte nacional de justiça, o processo contra os 38 mensaleiros,  já avançado pelo  relatório do ministro Joaquim Barbosa e agora na dependência do revisor, ministro Ricardo Lewandowski.  A maioria dos integrantes do Supremo já vem acessando os autos para ganhar tempo na preparação de seus votos, imaginando os mais otimistas que as decisões venham a ser tomadas ainda neste primeiro semestre. A briga é de foice em quarto escuro entre os advogados dos réus, cada qual pretendendo livrar o seu cliente mesmo às custas da condenação dos outros. Não houve, nesse caso, unidade de defesa, prevalecendo o “cada um por si”.
O ponto nevrálgico do Judiciário, porém, repousa na lentidão com que   transcorrem os julgamentos, tanto na justiça comum quanto na trabalhista. Exceção da justiça militar, sem atrasos de pauta.
VERDADE PROTELADA
Inexistem indicações de estar a presidente Dilma prestes a designar os integrantes da Comissão da Verdade, sancionada  em lei. Serão sete, cabendo à Câmara e ao Senado a indicação de seus dois  representantes, devendo os outros cinco  provir da sociedade civil. Na investigação dos responsáveis por atos de tortura e coisa pior, praticados à sombra do estado nos anos bicudos da ditadura, não haverá como evitar que venham a ser revelados também os crimes dos opositores da repressão. Muitos integrantes do antigo regime militar hoje postos em sossego serão chamados a prestar contas, da mesma forma como os que pegaram em armas contra os então detentores do poder. A memória nacional ficará enriquecida, ainda que pela lei da anistia ninguém possa ser punido penalmente. A reabertura de velhas feridas beneficiará os historiadores, mas elevará  a temperatura.  Talvez por isso a presidente da República  protele ao  máximo o início dos trabalhos da Comissão da Verdade. Perdoar, não perdoará nunca, mas como se  sentirá caso venham a ser identificados os esbirros que a torturaram? Ou quando revelados os nomes de companheiros que hoje são ou foram  ministros, responsáveis por seqüestros, assaltos e até assassinatos?
PROGRAMA INVISÍVEL
Quando criado, meses atrás, o PSD foi definido por seu criador, Gilberto Kassab, como um partido que não era de direita, nem de esquerda, muito menos de centro. Sequer do alto ou de baixo. Parecia uma agremiação misteriosa, insossa, amorfa e inodora, apenas um abrigo para oposicionistas ávidos de aderir ao governo.
Anuncia-se agora que os integrantes do PSD iniciarão seminários e reuniões para definir o programa partidário. Dentro de que limites?
Pelo jeito,  promoverão um resumo dos programas dos demais partidos, caso não joguem todos para o alto  e aproveitem aquele que cair em cima do armário...
MAIS UM ABSURDO
Em Brasília, os bancos estão fechados. Ninguém entra nas agencias, se não for amigo do gerente nem  conhecer os desvãos dos porões e das escadas de serviço.  O estranho é que os bancários não estão em greve. Desta vez, com piquetes nas portas dos bancos, as paralisações correm por conta da greve dos vigilantes. Quer dizer, daqueles que deveriam zelar pela integridade dos correntistas e dos funcionários.
Não se discutem as razões dessa categoria que arrisca a vida todos os dias e recebe salários de fome e de miséria. Se houver um fator responsável pelo impasse será a abominável terceirização de serviços que o neoliberalismo exacerbou. Para não arcar com despesas trabalhistas, os bancos delegaram a empresas privadas a contratação de vigilantes, assim como de todo o tipo de serventes, encarregados da limpeza, servidores de cafezinho, motoristas, recepcionistas, escreventes e toda uma fauna de trabalhadores deixados à margem de sua responsabilidade. Aliás,   não só os bancos, mas montes de empresas privadas e de empresas públicas, até repartições governamentais, ministérios, tribunais, Congresso, Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores. Fizeram todos a festa de uns poucos malandros que celebram altos contratos, recebem  muito  e pagam misérias aos que empregam. Inclua-se nesse rol até jornalistas, técnicos de computação, enfermeiros e a torcida do Flamengo.
O diabo é que estamos no final do mês, todo mundo  tem contas   para pagar, os credores não livram a cara de ninguém e o poder público cruza os braços. No máximo manda a polícia, quando há agitação.
Câmara gasta mais de R$ 8 milhões com novos laptops.
A Câmara dos Deputados vai renovar o aparato tecnológico dos parlamentares e assessores para, quem sabe, finalmente se conectar com os eleitores: gastou mais de R$ 7 milhões em novos laptops da HP. Também comprou computadores da Lenovo por R$ 1,2 milhão, para inveja de deputados da Alemanha, Itália e outros países europeus, que não recebem o mimo bancado pelos contribuintes. Deve ser a crise do euro.
Por nossa conta
O Senado, que não é de ferro, gastou R$ 188,9 mil em tablets para os 81 senadores e 29 servidores. Cada um saiu a R$ 1.718.
Google celebra descoberta de Cataratas do Iguaçu com doodle.
Quem acessar a página inicial do Google nesta terça-feira poderá encontrar o logotipo da empresa recortado entre uma vegetação que dá vistas para as Cataratas do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina. À direta da imagem está Álvar Núñes Cabeza de Vaca, que descobriu as quedas d'água em 1541, motivo da homenagem da companhia ao monumento natural.
As cataratas se formam das águas do rio Iguaçu, que nasce próximo a Curitiba, no Paraná, e corre para o oeste. As quedas têm entre 82 e 60 metros de alturas, e são inúmeras por causa das pequenas ilhas espalhadas no meio rio. O fluxo do Iguaçu se divide nas ilhas e gera entre 150 e 300 cataratas. O nome Iguaçu foi dado pelos índios, e significa "grande água".
As quedas fazem parte do Parque Nacional do Iguaçu, patrimônio natural da humanidade há mais de 70 anos e que soma 225 mil hectares entre as porções argentina a brasileira. Depois das cataratas, que separam as partes alta e baixa do Iguaçu, o rio de encontra com o Paraná, e na junção dos dois fica a tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

BLOCO DA ALIANÇA

É CADA UMA . . .

Primeiro foram os incêndios – por “combustão espontânea” – das favelas localizadas em áreas valorizadas de SP.
Depois veio a reintegração de posse da comunidade de Pinheirinho, em favor de um megaespeculador, decretada pela Justiça e executada por uma força-tarefa de 2 mil homens, sob o comando do governador.
Essa reintegração cria um precedente preocupante.
Logo logo vão aparecer outros mega-espertalhões, munidos de títulos de domínios de escassa validade – mas “reconhecida” pela justiça – reivindicando a posse de áreas de grande valor, ocupadas por “invasores” e “vândalos”, pobres ou nem tanto.
Uma inustiça cometida contra UM significa uma ameaça contra TODOS.

DIZ ALGO . . .

Tribunal da Georgia intima Barak Obama (...) para que ele apresente provas concretas de que é nascido de pais americanos como reza a Lei, essa dúvida foi levantada desde a sua pré-candidatura à Presidência dos EUA e nunca foi realmente provado a sua cidadania.
Sua certidão de nascimento foi considerada falsa por inúmeros peritos que a examinaram e deram o seu verdito nesse sentido.
Apesar disso, sua candidatura foi considerada legítima.
Ainda não tem a data marcada para ele apresentar provas de que realmente é cidadão americano no Tribunal Administrativo da Geórgia e, portanto, estar apto a concorrer às eleições para a Presidência da República.
Todos sabem que seu pai é nascido no Quênia sendo cidadão do Reino Unido e não, americano.
E agora, Obama?

AFF . . .

ESCLARECIDO . . .

A ARTE DA CORRUPÇÃO . . .

Para acabar com a corrupção.
Sera que ninguém do Governo e da imprensa (PiG) está vendo que todas as grandes obras são feitas em sistema de consórcio?
Essas grandes empresas loteiam as construções em todos os setores se unindo sempre.
Pode observar: Não existe nenhuma grande obra no País que não sejam admitidos essa pratica, se elas fossem proibidas de se organizar em consorcio com certeza haveria uma maior briga nas concorrências de obras públicas com resultados obvios na defesa do dinheiro público.

EM TÁ ?!?!?!

GUERNICA PAULISTANA. . .

PINHEIRINHO

Brutalidade do PSDB/DEM II 2.000 policiais, 2 Helicopetros,2 20 viaturas, 40 cães, 100 cavalos foi com este "Exercito" e esta parnefenália toda que a truculenta PM paulista usou para desalogar 2.500 pobres trabalhadores logo às 6 horas da manhão, surpreendendo a grande maioria daquele povo dormindo.
Um morador declarou que foi acordado por policiais sendo xingado, desacatado e como ele centenas de pessoas,e stes são comentários de Ruth Aquino jornalista da Época, segundo ela a Imprensa não pode acompanhar a Operação Selvageria do PSDB paulista, se fossem grileiros ricos que invadem terras de pobres, esta barbárie aconteceria?
Jamais.

ESCARAMUÇAS INICIAIS

Por Carlos Chagas
O Congresso reabre seus trabalhos quarta-feira, quando a chefe da Casa Civil, Gleise Hoffman, levará ao senador José Sarney a mensagem anual da presidente Dilma Rousseff. O clima é tenso entre Executivo e Legislativo, mas não se espera, no texto presidencial, qualquer motivo para o agravamento das relações. Nem mesmo haverá divergências profundas, de mérito, na votação dos principais projetos em pauta para o primeiro semestre, a chamada Lei da Copa e o novo modelo de repartição pelos estados dos royalties do petróleo.
O atrito entre os dois poderes é fisiológico, de um lado, e ranzinza, do outro. Com o PMDB à frente e sem esquecer o PT, o PP, o PSB e outros, os partidos não estão gostando nem um pouco da degola de ministros, diretores e empresas públicas e altos funcionários indicados por eles na administração federal. Senão implacável, pois sujeita a contingências políticas, a guilhotina do palácio do Planalto continua a funcionar, ainda agora atingindo o Dnocs, a Petrobrás e o ministério das Cidades, depois da defenestração a conta-gotas de seis ministros. Não se duvida de que outros virão.
A Câmara, primeiro, e o Senado, depois, deverão votar no primeiro semestre a Lei da Copa, de início de acordo com os entendimentos entre o palácio do Planalto e a Fifa, que lentamente começaram a dialogar. Mas pontos de atrito poderão sobrevir, menos pelo conteúdo do projeto, mais pela má vontade que divide os poder3es Legislativo e Judiciário. Tome-se o detalhe sobre a venda de uma determinada marca de cerveja nos estádios, por coincidência aquela que patrocina a entidade internacional de futebol. Mesmo sabendo que o governo curvou-se à exigência, deputados da base oficial, agastados com a perda de cargos, poderão unir-se à oposição e alegar que a lei federal proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos estádios. Da noite parao dia terão virado puritanos empedernidos. Como reagiria a Fifa, interessada no faturamento de suas atividades? Da mesma forma, a meia-entrada para jovens e velhos integra nossa legislação, mas é rejeitada por Joseph Blatter.
Pequenas escaramuças, como a referida, poderão manter nervosas as relações entre Legislativo e Executivo, ainda que nem lá nem cá exista ânimo para confrontos definitivos. Convém aguardar, no entanto.
O PASSADO E O FUTURO.
Velhos jornalistas, até com certa razão, dirigem-se aos jovens lembrando que no tempo deles o Congresso era diferente, eivado de luminares e pleno de altos debates políticos. Falam de Afonso Arinos, Aliomar Baleeiro, Prado Kelly, Milton Campos, Carlos Lacerda, Gustavo Capanema,Vieira de Mello, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Amaral Peixoto e outros.
É bom tomar cuidado, porque ninguém garante que daqui a 50 anos os jovens repórteres de hoje não afirmem aos que estarão começando as excelências do Congresso de seus tempos iniciais. “No nosso tempo tínhamos Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Romário e Tiririca...”

CAMPEONATO ESTADUAL - PARANAENSE

JOGAÇO - LEÃO 4 X 3 TIMBÚ . . .

RIO DE JANEIRO

Lei da Copa será aprovada até março
O ministro Aldo Rebelo (Esporte) disse nesta segunda (30) que a Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 deve ser sancionada até a primeira quinzena de março, quando o Brasil deve receber novamente representantes da Fifa no País. "Como ministro, vou trabalhar para a aprovação da lei até março", afirmou Rebelo, após visita às obras do futuro estádio do Corinthians, na zona leste da capital paulista. Dois pontos da proposta ainda estão em discussão: a cobrança de meia-entrada para idosos nos jogos do Mundial e as garantias oferecidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o projeto foi elaborado.

CENAS DE VERÃO . . .

Mesmo após acidente, hotéis do Rio já reservaram 70% dos quartos.
Mesmo após o desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro, uma pesquisa divulgada nesta segunda (30) pelo Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes locais (SindRio) revelou que as reservas para o carnaval já chegaram a 71% dos leitos disponíveis na cidade. Segundo o documento, os pacotes de hospedagem subiram cerca de 17,6%, quando comparado com o mesmo período do ano passado. De acordo com o superintendente do SindRio, Darcílio Junqueira, esse aumento se deve também aos investimentos feitos pelo setor. “Não só a hotelaria, mas também bares e restaurantes, todos estão se modernizando em termos de equipamentos e visual para poder receber melhor”, disse. A expectativa é que a ocupação alcance, até o carnaval, 98% nos hotéis da zona sul, podendo até chegar a 100%.

POLÍCIA PAULISTANO

EM CUBA

DILMA DÁ SHOW DE POPULARIDAD

Será que algum dos jornalões publicará esse foto de Dilma Rousseff, feita hoje pela manhã, na bacia do Rio Camaçari, na Bahia, onde ela esteve antes de embarcar para Cuba?
Provávelmente não.
Seria popularizá-la demais.
Veremos amanhã…

VISTO DE SAIDA

Dilma, esqueça Yoany Sánchez.
Por Dacio Malta, do Blog Alguém me Disse.
O ex-deputado Fernando Gabeira, um dos sequestradores do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, é proibido de entrar nos Estados Unidos.
Certa vez, a Câmara quis incluí-lo na delegação de parlamentares brasileiros que, anualmente, participam da Assembléia Geral da ONU.
Mas não obteve êxito.
Quando o filme “O que é isso, companheiro?”, baseado no livro de Gabeira, foi indicado para o Oscar, nova tentativa e nada feito.
Isso tudo ocorreu no governo Fernando Henrique Cardoso.
No segundo governo Lula, o ministro de Comunicação Social do Governo chamava-se Franklin Martins - assim como Gabeira, participante ativo no sequestro do embaixador norte-americano.
Franklin, mesmo como ministro, nunca conseguiu acompanhar Lula nas viagens do Presidente aos EUA.
O Governo norte-americano negou, sistemáticamente, o visto diplomático à autoridade, mesmo estando ele em missão oficial.
Agora cobram uma posição de Dilma Rousseff em favor de Yoany Sanchez, “dissidente” cubana que quer vir ao Nordeste fazer propaganda anti-castrista.
Se nem FHC, nem Lula conseguiram êxito na defesa de seus nacionais, junto aos EUA, por que diabos Dilma deve defender a vinda de uma estrangeira ao Brasil?
A tentativa de emparedar Dilma não é apenas uma falta de respeito ou cobrança fútil da mídia brasileira com a Chefe do Governo, e mais do que isso: é uma tentativa de desmoralizá-la perante a opinião pública.
Dilma vai a Cuba tratar assuntos de Estado, e não se imiscuir em assuntos internos da Ilha.
Poderia até, em conversas informais, tratar da questão dos presos políticos, de uma maneira mais ampla - assim como já fizeram, com êxito, a Espanha e o Vaticano.
Mas não cuidar de um assunto isolado - de uma blogueira que reclama não pode sair do país, mas que já viveu anos na Europa, e hoje está em Cuba, a soldo sabe-se lá de quem, sem trabalhar, com liberdade suficiente para escrever o que bem entende, e com tradução em 18 idiomas.

YOANI SÁNCHEZ NÃO AJUDA CUBA

Por Julia Sweig, na Folha de São Paulo.

Uma confissão: a viagem da presidente Dilma a Cuba me faz sentir “inveja de política externa”. Como historiadora e analista política que vem viajando à ilha e escrevendo sobre ela há 25 anos, já teci fantasias sobre ter a oportunidade de assistir a meu próprio presidente fazer uma viagem dessas.
Mas, nos EUA, a ideia de que eleitores e financiadores de campanhas cubano-americanos puniriam um presidente que fosse longe demais nos leva a ignorar as transformações monumentais, embora lentamente implementadas, advindas sob Raúl. Perda nossa, ganho do Brasil.
Quando primeiro decidi escrever uma coluna sobre a viagem de Dilma a Cuba, imaginei que eu falaria sobre o teor das reformas econômicas, sociais e políticas -empresas privadas, acúmulo de capital e produtividade agora são coisas patrióticas, e não contrarrevolucionárias- abrangidas no eufemismo governamental sobre “atualização do socialismo cubano”.
Mas, quando uma jornalista de uma séria agência de notícias internacional me telefonou para falar sobre a visita, ela me surpreendeu ao apresentá-la, como a imprensa brasileira vem fazendo, como um teste da política de direitos humanos de Dilma.
Após um ano na Presidência, Dilma vem lentamente, e com alguns desvios incômodos, assinalando a intenção de fazer dos direitos humanos uma parte de sua agenda nacional e internacional.
Em Cuba, porém, não são o blog de Yoani Sánchez nem a comparação autoelogiosa e historicamente falsa que ela traçou com Dilma na juventude que merecem atenção ou são medidas de avanço dos direitos humanos.
Os tuítes dela não se comparam às críticas aguçadas e profundamente focadas ao governo que podem ser encontradas, por exemplo, em nada menos que o site da Arquidiocese de Havana, www.espaciolaical.org.
Ali, uma gama inusitada e ideologicamente diversificada de vozes critica o governo, a burocracia e o Partido Comunista por sua opressão desumanizadora dos cidadãos cubanos. As críticas não medem palavras, mas sua intenção é serem construtivas, e não histriônicas -escritas no espírito de uma oposição leal, nacionalista.
A Igreja Católica não é a única outra voz ativa no país, mas sua voz, e a de numerosos outros acadêmicos, figuras culturais e jornalistas, torna obrigatório perguntar “o que significa a dissidência na Cuba de Raúl? E qual seria a melhor maneira de potências externas apoiarem o movimento em Cuba em direção a uma sociedade e economia abertas?”.
O “diálogo político” que o ministro Patriota e a presidente Dilma pretendem realizar com Cuba, além da geração de empregos (o porto de Mariel) e os primeiros passos em direção ao aumento do comércio e dos investimentos, tem muito mais chances de reforçar transformações positivas do que se poderia conseguir brincando de favorito com este ou aquele “dissidente”.
Nos EUA já tivemos mais de um século de experiência tentando e não conseguindo identificar vencedores na política interna cubana.
Se não posso ter meu presidente em Havana, permita-me a liberdade de oferecer uma sugestão não solicitada a Dilma: falar com Raúl sobre opções para a imprensa brasileira abrir sucursais em Havana em tempo para a viagem do papa Bento 16, em março.
A cobertura das transformações na ilha e das vozes que fazem parte dela só poderá ajudar a vocês e seu público, no momento em que o Brasil se abre para Cuba e Cuba se abre para o Brasil. E talvez também ajudar Washington a ver Cuba além de sua política doméstica.
*Julia Sweig é diretora do programa de América Latina e do Programa Brasil do Council on Foreign Relations, autora de “Inside the Cuban Revolution” e “Cuba: What Everyone Needs to Know”, e escreveu para a ‘Folha’.

DIZ ALGO . . .

domingo, 29 de janeiro de 2012

CATANDO LIXO ?!?

SERVIDÃO FINANCEIRA

* * Cúpula da Europa reúne-se nesta 2ª feira em Bruxelas, em meio à greve geral dos trabalhadores belgas contra as políticas de arrocho na UE.
** cúpula busca consenso para a 'regra de ouro' do arrocho fiscal que limita déficit no âmbito da UE em 0,5%
** Alemanha quer transformar a Grécia numa zona de ocupação do poder financeiro, revogando a soberania orçamentária de Atenas.
** objetivo é assegurar a destinação prioritária de recursos ao pagamento dos credores.
** SOLIDARIEDADE A BALTASAR GARZÓN leva milhares de pessoas às ruas de Madrid neste domingo.

DIREITOS HUMANOS

NEM O BÁSICO?!?!

AUTOGRAFA

FORUM SOCIAL TEMÁTICO


Por ser o país e a cidade sede original do Fórum Social Mundial, os governantes brasileiros sempre tiveram presença importantes nos Foros. Lula esteve aqui ainda candidato, em 2001, voltou várias vezes. Se pode dizer que Lula esteve aqui em diferentes momentos do seu governo e do próprio Fórum, desde a vez em que esteve em Porto Alegre e em Davos, em seguida, gerando mal estar em Porto Alegre, até sua participação já como presidente consagrada, dentro do país e internacionalmente, no Fórum Social Mundial de Belem, em 2008, situação confirmada na ida de Lula ao FSM do Senegal, no ano passado.
O Brasil – e Porto Alegre, em particular – foi escolhido como sede do FSM por ser, ao mesmo tempo, país do Sul do mundo, vítima privilegiada do neoliberalismo; por ter uma esquerda viva e atuante; por ter uma prefeitura com as politicas públicas mais avançadas. O PT ainda não governava o país. O FSM se consagrava como o espaço de congregação e intercâmbio entre a grande maioria dos movimentos que resistiam ao neoliberalismo.
Quando Dilma – que havia estado com Lula em Belem – volta a um evento do FSM, o Brasil é outro e o próprio FSM é outro. O governo Lula, por vias menos previsíveis, foi um sucesso. E o FSM está longe do vigor que teve no passado.
As reuniões dos membros do Conselho Internacional com os presidentes brasileiros foram momentos tradicionais do FSM. Desta vez a Dilma estreou nessa circunstância, da melhor maneira possível. A reunião foi realizada no hotel Plaza São Rafael, onde ela e uma parte dos que viemos a Porto Alegre estamos hospedados. Em torno de uma mesa retangular, tendo a seu lado Gilberto Carvalho – que dirigiu brevemente a palavra aos presentes, antes da fala da Dilma -, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, aa ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosario e o assessor especial Marco Aurelio Garcia, Dilma ouviu 6 intervenções de membros do FSM, 3 brasileiros e 3 de outros países – uma uruguaia, um português (Boaventura de Sousa Santos) e um venezuelano.
A principal intervenção foi a de Joao Pedro Stedile, que se valeu dos seus 5 minutos da melhor maneira possível. Em primeiro lugar saudando que a presidenta do Brasil tenha vindo a Porto Alegre e não ido a Davos. Em seguida, Stedile colocou, objetivamente, com argumentos diretos, reivindicações importantes sobre a política de reflorestamento, sobre a situação dos quilombolas, sobre a economia familiar, sobre a reforma agrária. Que Dilma respondeu, incluindo o reconhecimento de que a extensão dos assentamentos tem que ser agilizada, com a observação de que a qualidade de vida e de trabalho nos assentamentos tem que ser substancialmente melhorada.
No conjunto da sua intervenção pudemos ver a uma Dilma muito segura de si, muito à vontade diante das observações críticas, enfrentando a todas com desenvoltura e argumentos. Um acento fundamental na aceleração do ritmo de crescimento econômico e de fortalecimento das políticas sociais, com a obsessão em torno do programa Brasil sem Miséria – é o eixo central do seu discurso, o compromisso de terminar com a miséria no país.
Dilma declarou que o povo brasileiro não aceitará mais políticas neoliberais. Que seu governo faz, multiplica e tem orgulho de desenvolver políticas de subsídios, como instrumento de se opor aos automatismos do mercado, de promover os setores que foram vítimas privilegiadas do neoliberalismo – os mais pobres.
A presidenta reiterou múltiplas vezes a necessidade da criação do outro mundo possível, que temos que lutar conjuntamente para que seja a mensagem central da Rio+20. Ela alertou que nenhum governo vai defender posições anticapitalistas na Rio+20, que isso é tarefa dos movimentos sociais.
A exposição da Dilma deixou claro que o Brasil está engajado, desde o governo Lula, na construção de uma alternativa ao neoliberalismo. Retomou a declaração de Mujica de que o Brasil não tem culpa de ser um país grande, como o Uruguai não tem culpa de ser um pais pequeno, mas que se relacionam em igualdade de condiçoes, respeitando a soberania de cada um.
No Gigantinho lotado, Dilma retomou vários desses pontos, começando pela afirmação de que na América do Sul sao os povos os que ordenam. Que o Brasil está mostrando que é possível crescer, incluir e proteger ao mesmo tempo. Que a retirada de 40 milhões de pessoas da pobreza é uma conquista, que terá continuidade no seu governo, até o término da pobreza no país.
Que o Brasil hoje já é um outro país, mais forte, mais desenvolvido e mais respeitado. Que conversa com todos os países do continente de igual para igual, qualquer que seja o tamanho de cada um, de forma soberana e solidária.
Dilma manifestou sua esperança de que logo a Palestina possa ter seu Estado, livre e soberano. Que o mundo possa se transformar em um mundo multipolar. Que o século XXI há de ser o século da mulheres, que o Brasil contribui fortemente para isso.
Que a longa luta que sua geração desenvolveu valeu a pena. Que consigamos construir juntos o outro mundo possível e marcou encontro na Rio+20.
Os dois encontros mostram como precisamos multiplicar essas conversas e que Dilma precisa contar com canais de difusão das suas palavras, que hoje são filtradas pela velha mídia, que impede que o povo conheça na integralidade as posições da sua Presidenta. Para isso, a democratização dos meios de comunicação é um passo essencial.

ANALOGIA

Tenho lido com alguma frequência, que não podemos sequer chamar de críticos, porque são, na verdade, desesperançados. Acaba de me ocorrer uma analogia pobre.
À alguém que se deslocava sempre a pé, foi dado o privilégio de ir de carro. Entretanto, ouvindo o relato, outrem retruca: porque não lhe permitiram ser levado pelo "tele-transporte" da Interprise?
Pois é mais ou menos disto que se trata.
A comparação do Brasil, existente concretamente no ano de 2012 "de nosso senhor", com o Brasil realmente existido no ano de 2002, que demonstra que a vida de 40 milhões de brasileiros melhorou, que o país cresceu -embora não ainda com o ímpeto que seria possível, dado a sobrevivência incontestável de alguns elementos perniciosos neoliberais, aguardando urgente supressão, na política macroeconômica- que, apesar da crise mastodôntica que sacode as principais economias capitalistas, o Brasil conseguiu se sustentar, reduzindo o desemprego para números inferiores a 5%, que o país conseguiu participar de várias iniciativas positivas na produção de um "mundo multipolar", onde se destaca emblematicamente a criação da Celac e a afirmação da Unassul, inaugurando uma nova fase das relações entre os países da América Latina, na direção da conquista, sonhada desde as lutas de independência, da integração de nossos povos e constituição da "pátria livre latino-americana", sendo tal instituição um instrumento de desafogo evidente do regime cubano, submetido ao feroz bloqueio do imperialismo estadunidense etc, etc...
Tudo isto não tem importância, não acalenta o coração de quem queria ver os seus desejos convertidos em realidade, portando um livro sobre o materialismo histórico debaixo do braço, sem, contudo, tê-lo lido convenientemente.
Se lesse, descobriria que o ritmo da história é determinado por condições objetivas e subjetivas que independem da vontade de qualquer indivíduo, ou mesmo classe social, considerada em si mesma, isolada do conjunto das relações sociais estabelecidas.
Nada disto importa, contesta o nosso pobre sonhador: isto não é o socialismo!
Da São Paulo que temos, à São Paulo que queremos.Para os que vivemos em São Paulo, talvez seja, na verdade, injusto nos penitenciarmos pela cidade que temos. Mário de Andrade, ainda hoje o mais paradigmático intelectual paulistano de todos os tempos, adivinhava os rumos que a industrialização paulista (leia-se brasileira) iria tomar.
Por Enio Squeff, na Carta Maior.

FIM DE SEMANA !!

DESCASO . . .

EXAGEREI . . .

MAIS UM SOLTO

PINHEIRINHO

Seria o caso das forças armadas alemãs de hoje homenagiar a SS e Gestapo pelo fim da PM, polícia tem que ser civil.
Mais claro e cristalina a abordagem, impossível.
Se àquela época tal visão era convergente com a dos vitoriosos e seus apoiadores - não esqueçamos de quem 3 dias depois da deposição de Goulart houve uma marcha em apoio aos golpistas calculada em mais de 1 milhão de pessoas (ou mais de 3 vezes a Passeata dos Cem mil de 1968).
Atribuir às elites conservadoras a culpa ou a estreiteza da análise da instituição policial, é apenas contribuir com a mistificação do passado.

BUS

Quando a polícia escreve a história.
Na página da Secretaria de Segurança de São Paulo o golpe civil-militar de 1964 estava legitimado como um “dever policial”. Esta semana, a Secretaria retirou do ar a página. Neste momento talvez seja o caso de convidar – convidar, atenção! – os policiais para assistir algumas aulas no Departamento de História da USP.
Por Francisco Carlos Teixeira, na Carta Maior.

PODERIA SER AKI !?!

GANIZE TUCANO

O PASSO SEGUINTE DA HISTÓRIA E AS LINHAS DE PASSAGEM

O passo seguinte da história não virá da maquiagem verde do capitalismo, nem de miragens dissociadas das potencialidades e circunstancias do presente. O maior desafio é superar o déficit de democracia que sanciona a ganância do dinheiro sobre a economia, a natureza e a subjetividade.  A principal urgência: colocar todo o sistema financeiro sob o controle do interesse público. O novo sujeito histórico consiste em unir o interesse comum  em defesa do bem comum: as fontes da vida na Terra, a dignidade humana, a plena realização das potencialidades do indivíduo em nosso tempo. 'Pinheirinho' não é um ponto fora da curva: a lógica dominante não tem mais nada a oferecer exceto 'Sofrimento e Dor'. A São Paulo tucana é a conexão mais avançada do capitalismo brasileiro com a saturação da ordem mundial. As eleições municipais deste ano na capital paulista não se resumem à mera troca de alcaide: elas confrontam duas lógicas diante da crise. Uma, disposta a superar as raízes do colapso em que vivemos, cujo limbo mais exposto é a desordenada ruína dos gigantescos conglomerados urbanos; a outra, decidida a impedir a mudança decretando a reintegração de posse sobre cada centímetro de cidadania conquistado pelos que vivem na soleira da porta, do lado de fora da cidade e da democracia. (Carta Maior; Domingo; 29/01/ 2012)