sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
PAULICEIA DESVAIRADA
A prefeitura de São Paulo gasta R$ 700 milhões com o Carnaval, mas a apuração do
desfile das escolas desconhece o uso do computador.
O cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo, acusado de incitar a greve
da corporação do Rio de Janeiro, foi solto nesta sexta (24). Ele foi beneficiado
de habeas corpus que revogou o pedido de prisão preventiva. “A verdade toda será
revelada. A minha luta é pela dignidade”, disse Benevenuto. Ele estava preso no
Grupamento Especial Prisional, em São Cristóvão. Seu advogado, Raul Lins e
Silva, explicou que um erro de digitação no alvará de soltura fez com que o cabo
continuasse preso, mesmo depois que os demais líderes foram liberados. “Essa
prisão foi totalmente desproporcional. Você não pode manter bombeiros militares
em presídios de segurança máxima sob um regime disciplinar diferenciado”,
afirmou Silva.
A CONFERIR . . .
Felizmente, nesse caso, o STF prestou um bom serviço à
sociedade sem a pirotecnia adotada no julgamento da competência investigativa
do CNJ.
O que realmente me incomoda são as pessoas que votam em
políticos filiados ao PP e congêneres, como elas exercem mal o seu direito de
cidadão.
Políticos e partidos desse nível deveriam ser exterminados
pelo voto cidadão, algo num horizonte muito distante quando falamos de Brasil.
Agora esse estatuto do torcedor é tão poderoso quanto o
código de transito, que previa que bicicletas eriam que ter buzina, espelho e
blá blá blá….. e pedestre seria multado se não atravessasse só na faixa (….) ou
seja, o bonito no mundo das idéias, das fantasias… pra V. Excelências com suas
togas ficarem filosofando (sic) … na prática, não mudará nada… ou então esse país
não se chamaria Brasil… a pergunta que
fica é: com esta decisão do STF, como fica os jogos nas quarta-feiras as
22:00h, agora vai ser as 20:00h, pois a Ministra Rosa Weber afirmou
“Compartilho da compreenção de que o Estatuto, na verdade, visa assegurar ao
torcedor o exercício de sua paixão, com segurança. Isso implica, imputar,
responsabilidades ao organizadores de eventos esportivos”, pois os dirigentes
dos Clubes VENDERAM, OS JOGOS PARA A TV, ELA IMPÕE O HORÁRIO (lê-se família Marinho), quem tem razão
nessa o torcedor ou a TV.
QUEM VIVER VERÁ !?
Por Juca Kfouri, do Blog do Juca Kfouri.
Aleluia! Acabou a terra de ninguém!
A notícia abaixo, da assessoria de imprensa do STF, tem como
importância fundamental o reconhecimento de que a autonomia das entidades
esportivas é relativa e não as transforma, como até hoje foi tratado, em terra
de ninguém.
Em bom português: se o legislador assim quiser, intervém em
nome do Direito e da Justiça.
A festa da impunidade, dos falsos argumentos que confundiam
autonomia com estar acima do bem e do mal, como se as entidades esportivas
fossem soberanas e inatingíveis, A C A B O U!
STF declara constitucionalidade do Estatuto de Defesa do
Torcedor.
“Por unanimidade de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF)
declarou nesta quinta-feira a constitucionalidade do Estatuto de Defesa do
Torcedor.
Inúmeros dispositivos da norma foram questionados pelo PP
(Partido Progressista) por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade
julgada totalmente improcedente nesta tarde.
O entendimento seguiu o voto do presidente da Corte,
ministro Cezar Peluso, relator do processo.
Na ação, o PP afirmou que o Estatuto de Defesa do Torcedor
significava uma afronta aos postulados constitucionais da liberdade de
associação, da vedação de interferência estatal no funcionamento das
associações e, sobretudo, da autonomia desportiva. A agremiação acrescentou que
a norma teria extrapolado o limite constitucional conferido à União para
legislar sobre desporto, que é concorrente com os estados e o Distrito Federal,
e conteria lesões a direitos e garantias individuais.
Em seu voto, o ministro Cezar Peluso rechaçou todos os
argumentos do PP: “a meu ver, não tem razão ”, disse.
Segundo ele, o Estatuto do Torcedor é um conjunto ordenado
de normas de caráter geral, com redação que atende à boa regra legislativa e
estabelece preceitos de “manifesta generalidade”, que “configuram bases amplas
e diretrizes gerais para a disciplina do desporto nacional” em relação à defesa
do consumidor.
O ministro ressaltou que, ao propor o texto do Estatuto, a
União exerceu a competência prevista no inciso IX do artigo 24 da Constituição
Federal.
O dispositivo determina que a União, os estados e o Distrito
Federal têm competência concorrente para legislar sobre educação, cultura,
ensino e desporto. “A lei não cuida de particularidades nem de minudências que
pudessem estar reservadas à dita competência estadual concorrente”, disse.
O relator acrescentou ainda que, na medida em que se define
o esporte como um direito do cidadão, este se torna um bem jurídico protegido
no ordenamento jurídico em relação ao qual a autonomia das entidades
desportivas é mero instrumento ou meio de concretização.
Por fim, ele afirmou não encontrar “sequer vestígio de
afronta” a direitos e garantias individuais na norma, como alegado pelo PP. “Os
eventuais maus dirigentes, únicos que não se aproveitam da aplicação da lei,
terão de sofrer as penalidades devidas, uma vez apuradas as infrações e as
responsabilidades, sob o mais severo respeito aos direitos e garantias
individuais previstos no próprio Estatuto”, concluiu o ministro Cezar Peluso.
Todos os ministros presentes à sessão acompanharam o
relator.
“Compartilho da compreensão de que o Estatuto, na verdade,
visa assegurar ao torcedor o exercício da sua paixão com segurança. Isso
implica imputar responsabilidade aos organizadores dos eventos esportivos”,
afirmou a ministra Rosa Weber.
“Não me parece que tenha havido qualquer exorbitância na
(lei)”, concordou a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha.
Para o ministro Ayres Britto, o Estatuto protege o
torcedor-consumidor. “É dever do Estado fomentar práticas desportivas como
direito de cada um de nós, de cada torcedor”, ponderou.
No mesmo sentido votaram os ministros Luiz Fux, Dias
Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello“.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Não acho que a Gaviões seja tão santa. Sabe-se lá o que já deve ter
arquitetado junto com os outros dirigentes. Estão metidas a prefeitura de Sampa
e a Globo, tem armação; Lula não tem nada a ver com isso e seu único defeito
é ser corintiano.
Lembra-se da final da patética Copa João Havelange, no ano 2000?
Só
refrescando a memória: Eurico Miranda, que de santo não tem nada, desentendeu-se
com a grobo. O que o dirigente do Vasco fez no jogo da final contra o São
Caetano? Estampou logotipos do SBT como se fosse patrocinador do Vasco sem
cobrar nada ao Silvio Santos. A grobo teve que fazer mágicas pra contornar a
situação, assim como fez naquele jogo do famoso “Cala a boca, Galvão!”
Já
fica minha sugestão ao enredo da Gaviões para 2013: uma homenagem a Silvio Santos
e, por tabela, ao SBT. Para 2014 pode ser homenageada a família Saad (Band); em
2015 pode ser homenageada a extinta Manchete e recordados os 25 anos da novela
Pantanal, aquela que reduziu a pó a Rainha da Sucata, novela feita pela grobo
para comemorar os 25 anos do golpe da TV Paulista.
TEM CHEIRO DE CONSPIRAÇÃO
Sempre digo que o primeiro passo de uma conspiração é tentar caracterizar
como “teoria conspiratória” qualquer suspeita de que aquela conspiração existe.
QUEM TEM RIQUEZAS PARA VENDER?
Por Carlos Chagas
Vamos pinçar apenas alguns pedregulhos, do saco de maldades imposto
à Grécia pelos banqueiros alemães e ingleses, respaldados por organismos
internacionais: a redução de 22% no salário mínimo, a diminuição no valor das
aposentadorias, a demissão de 150 mil funcionários públicos, o aumento do
desemprego nas atividades privadas, o corte nos investimentos sociais e a
privatização de empresas públicas.
Sem esquecer que a receita enfiada goela abaixo dos gregos é a mesma
despachada para a Espanha, Portugal, França, além daquele monte de países que
vão do Báltico aos Balcãs e ao Mediterrâneo.
Apesar da conivência da grande imprensa, até a nossa, em minimizar a reação
das populações atingidas, apresentando como baderna os protestos que ganham as
ruas, fica claro ter alguma coisa mudado no relacionamento entre o capital
financeiro e as massas exploradas. Estas não agüentam mais. Aquele gasta suas
derradeiras forças na tentativa de preservar privilégios que vão saindo pelo
ralo.
A arapuca não funciona mais. Para equilibrar as finanças dos sucessivos
governos sediados em Atenas, imprevidentes, irresponsáveis e corruptos, a
banca internacional promete emprestar 130 bilhões de euros. Fica escancarada a
operação que manterá esses recursos onde sempre estiveram, ou seja, em seus
cofres, de onde não sairá um centavo. O empréstimo servirá para saldar as
dívidas da Grécia, por certo acrescidas de juros extorsivos, cabendo aos
trabalhadores e assalariados arcar com o prejuízo. Sempre foi assim, através
das décadas e dos séculos, só que não é mais. Não haverá polícia que dê jeito,
como mostram todos os dias as telinhas, mesmo distorcidas e escamoteadas suas
imagens.
É bom tomar cuidado. A engrenagem financeira internacional, mesmo podre,
desenvolverá todos os esforços para diminuir seu prejuízo. Impossibilitada de
agir na Europa insurrecta, estando a América do Norte blindada, não vai dar para
lançar suas redes da Ásia. A China chegou primeiro. Com a África em
frangalhos, para onde se voltará a banca em desespero, senão para a América do
Sul?
Dessa vez a crise não chegou primeiro para nós. Mas chegará, de forma
inapelável. Quem tem riquezas para vender, como já vendemos no passado?
SAMBA E SÃO PAULO: POUCO A VER.
Com todo o respeito,
mas tem raízes profundas a confusão verificada na apuração da vencedora do
desfile das escolas de samba paulistas. Trata-se de uma espécie de complexo de
inferioridade, demonstrando que dinheiro no bolso não significa necessariamente
samba no pé. Comparando-se mais uma vez a apresentação das escolas em São
Paulo e no Rio, explica-se porque votos de jurados foram rasgados, instalações
depredadas e carros alegóricos queimados...
A GRANDE SURPRESA.
Para contrabalançar a
má-vontade expressa na nota anterior diante do Carnaval paulista, vale referir
números capazes de eriçar cabelos até nos carecas cariocas. A audiência da
Rede Globo, no desfile das escolas de samba do Rio, domingo, perdeu por um
ponto para a TV-Record, que naquela hora apresentava em capítulos prolongados a
novela do “Rei David”. Sinal dos tempos? Seria oportuno começar a pensar
desde já na cobertura do Carnaval de 2013. Ou então preparar com antecedência
o “Rei Salomão”...
TUCANOS TAXIANDO
A
provável candidatura de José Serra à prefeitura de São Paulo afastará de vez a
hipótese dele concorrer à presidência da República em 2014? Parte dos tucanos
entende que sim, porque no caso de vitória, ele não teria condições de largar o
cargo na metade, voltando as costas ao eleitorado. E no de derrota, ficaria
completamente sem base.
Há, no entanto, quem
pense diferente no PSDB. Serra eleito prefeito, realizando uma administração
exemplar, ficaria na dependência de Aécio Neves dispor-se a disputar o palácio
do Planalto. O neto do dr. Tancredo não rasga dinheiro. Tudo indica que será
candidato, mas nunca reconhecendo antecipadamente a derrota. Nesse
caso, fugiria para Minas, onde seu retorno ao palácio da Liberdade parece
evidente, dependendo apenas de seu desejo. Para enfrentar Dilma Rousseff, o
senador precisaria de um mínimo de chances. Nem se fala do Lula.
Sendo assim, os
tucanos iriam buscar José Serra na prefeitura de São Paulo ou fora dela? E ele,
aceitaria?
SEM TETO???
Assim falou Martin Luther King: “O que me preocupa
não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...”; partindo-se desta frase vemos
que não podem calar-se os sem-teto! Uma vez que para a nova ministra do Tribunal
de Contas Ana Arraes, o apartamento disponibilizado não passa de uma cela e que
ministro não é presidiário, portanto que seja entregue um de 250 metros
quadrados pertencente ao senado.
Aplicando-se o o programa “Minha Casa Minha
Vida”, do governo quantos sem teto caberiam?
Como canta o Zé Ramalho em sua
música Admirável Gado Novo.
É duro tanto ter que caminhar..
E dar muito mais do
que receber...
E ter que demonstrar sua coragem...
A margem do que possa parecer –
e assim vamos;
Fazendo de Contas com o dinheiro com os cinco dos doze meses ao
ano de impostos!
SEGUNDO O NOTICIÁRIO!!!
Agora o Brasil inicia o ano.
País de povo ignorante,
otário, que não quer trabalhar, que não quer educação, que não quer saúde, que
não quer saneamento básico, não quer segurança.
Afinal, todos querem vida fácil,
assim são os oportunistas, corruptos e principalmente nossos políticos.
Isto é
confirmado de 2 em 2 anos quando o povão vai votar.
TÁ DIFÍCIL
"Até quando vamos aguentar pagar a conta".
No Brasil tudo que acontece de terrivel, só
sensibiliza o povo naquele momento de repercursão através da midia.
Mas depois
tudo fica normal.
Falo como ex. a questão da violência que assola nosso pais,
que só lembramos quando acontece crime terríveis.Pois bem, nos outro setores não
é diferente, basta ver o caso da fila dos SUS, que um cidadão para marca uma
consulta tem que acorda 01:00h da manhã para tentar marca a consulta para cerca
de 04 a 06 meses.
Quando os políticos que têm planos de saúde de primeira e
vitalício são atendido sempre que solicitam na mesma hora.
Então, eu pergunto
onde está o dinheiro dos imposto que pagamos?
Pois assim fica difícil...
JET-SKY
Lí agora que o advogado daquele filhinho de papai - aquele que atropelou e matou
uma menina de 3 anos na praia, com um jet Sky - alega que o menino apenas ligou
o mesmo - o resto foi produzido pelo veículos desgovernado.
Não entendo de jet
Sky - mas eu gostaria de ouvir a opinião de alguém - que
entendem.
Como o jet Sky não tem rodas, eu me pergunto com o é que o mesmo se
manteve em pé?
Heraclito Fortes do DEM tomou cartão Vermelho do povo
piuiense em 2010 juntamente com o hipócrtica Mão Santa do PSC ex-PMDB um dos
primeios governadores cassados do Brasil por improbridade administrativa.
Quanto
o caso Pinheirinho, o governo do PSDB exagerou muito na dose, desrespeitou os
direitos Humanos de pessoas de bem e trabalhadores, dezenas de pessoas foram
acordadas as 5h30 da manhã sob gritarias, xingamentos e cassetadas estes foram os
depoimentos de muitos.
Agora se fosse um governador do PT que agisse assim, Deus
nos livre, a generalização seria total: PT, mas como é do PSDB
derrotado.
Acre recebe reforço da Força Nacional .
Um efetivo de 40 bombeiros da Força Nacional de Segurança Pública chega ao Acre
nesta quinta (23) para auxílio no trabalho de busca, resgate e salvamento das
vítimas da enchente do Rio Acre. O grupo se juntará aos 30 oficiais que já
estavam nas cidades de Rio Branco e Brasiléia desde 17 de fevereiro. O pedido ao
Ministério da Justiça pelo governo do estado para.
Fernando Bezerra vai ao Acre amanhã.
O ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) vai ao Acre nesta sexta
(24) para acompanhar a situação da enchente dos rios, que já atinge 65 mil
pessoas em nove cidades do estado. Bezerra vai sobrevoar as áreas alagadas em
companhia do governador Tião Viana e o chefe da Defesa Civil Nacional, Armin
Braun.
Segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil, o nível do Rio Acre
manteve a medida de 17,50 metros. Porém, ainda existem 16.798 pessoas alojadas
em abrigos públicos. A presidenta Dilma Rousseff anunciou a liberação de R$ 1
milhão, que será usado para a compra de alimentos, água potável, produtos de
higiene e limpeza.
CARNAVAL . . .
Mortes no trânsito caem 18% .
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou nesta quinta (23) o balanço do
Carnaval e constatou uma redução dos índices de acidentes nos 67 mil quilômetros
em rodovias federais no Brasil. Em relação aos seis dias de Operação Carnaval no
ano passado, houve uma queda de 22% (4.312 no ano passado contra 3.346 acidentes
em 2012). O número de feridos foi 25% menor (2.690 em 2011, contra 2.001 em
2012), e as mortes caíram 18% (216 de 2011 contra 176 em 2012). Neste
Carnaval, 30.425 pessoas sopraram o bafômetro e, desses, 1.410 foram reprovados.
CINZAS ...
Além do Senado vazio, só três deputados pingados registraram presença ontem
na Câmara: o presidente, Marco Maia (PT-SP), Augusto Carvalho (PPS-DF) e José
Antônio Reguffe (PDT-DF).
Aeroportos registram 9% de atrasos durante o carnaval.
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) divulgou nesta quinta (23) que os aeroportos registraram atrasos em 9% dos voos no carnaval. Das 18.145 partidas programadas, 1.598 saíram com atraso superior a 30 minutos. Trata-se de um aumento de 8,2% quando comparado com o mesmo período de 2011. A Infraero informou que aumentou o número de funcionários neste ano, além de integrar a Empresa Nacional de Aviação Civil, empresas aéreas, Polícia Federal, Receita Federal, Agência de Vigilância Sanitária, Departamento de Controle do Espaço Aéreo e Vigilância Agropecuária Internacional, nos Centros de Gerenciamento Aeroportuário.
VENCEDORES E DERROTADOS
A
doutrina neoliberal costuma criticar a ação do Estado na economia, sobretudo as
políticas oficiais de crédito ao desenvolvimento, pelo risco inerente, acusam,
de 'escolher os vencedores no lugar dos mercados", o que configuraria uma
interferência política na proficiência do laissez-faire para consagrar os mais
eficientes e punir a inoperância cara. O 'resgate' grego compromete essa
narrativa ao demonstrar que o juiz neoliberal quando age não apenas escolhe
vencedores, como traduz as custas do processo em um verdadeiro massacre dos
derrotados.(Carta Maior; 5ª feira, 23/02/ 2012)
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
COMO PODE?!
É impressionante ver como as pessoas se mobilizam para seguir blocos, trios
elétricos, troças e até bonecos gigantes, mas não mostram a mesma disposição
para combater os desmandos que assolam nosso país.
Aliás, 2012 finalmente vai
começar, após exatos cinquenta e dois dias.
EDUCAÇÃO ZERO!?
O incidente na apuração das notas das escolas de
samba em São Paulo mostra que as instituições brasileiras, sem exceção, são
dominadas por indivíduos inescrupulosos e criminosos.
É só ver as malversações
do dinheiro em qualquer instituição.
Isto só é possível em virtude da covardia
dos bons e da ousadia dos maus.
A seguir nesse passo, nos próximos 20 anos,
teremos uma sociedade predominantemente corrupta e violenta.
A sociedade espelha
apenas a índole ética de um Povo.
MULHERENGO
O economista senhor Dominique Strauss Kahn (DSK)
parece não saber economizar.
Já está de volta à cena, acusado de envolvimento em
rede de prostituição.
Dessa vez o caso parece maior e mais sério.
Há pouco
tempo, essa mesma criatura foi acusado de cometer estupro contra uma camareira,
negra e pobre; conseguiu a liberdade, dizendo-se inocente, vítima de armação
política.
Vamos ver se consegue safar-se novamente.
Só quis variar um pouco de
assunto e personagem, vez que nossos políticos estão sempre pensando em limpar
os cofres da viúva.
CARNAVAL
O carnaval já se foi, mas vou dar a última
pitadinha...
O carnaval de São Paulo não é nenhuma tosca imitação do Carnaval do
Rio, é diferente, como é diferente em outros lugares, cada um com sua
cultura, violência existiu em todos os lugares, agora misturar carnaval com
torcidas organizadas, realmente é querer apagar fogo com gasolina...
ENCHENTES
Senadora critica omissão em enchentes.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirmou nesta quarta (22) que está
preocupada com a situação dos municípios do Amazonas e do Acre, que sofrem com
as fortes cheias dos rios Juruá, Branco e Acre, provocados por problemas com as
bacias hidrográficas da região amazônica. “Anomalias estão virando quase
cotidiano, quase regra nas manifestações climáticas no Brasil e, principalmente,
na região amazônica”, disse a senadora.
Para ela, o problema merece atenção já
que as cheias estão se tornando freqüentes. “Isso ocasiona problemas graves,
profundos, que não são vistos pelas autoridades como deveriam e são muitas vezes
ignorados porque ocorrem em cidades pequenas”, afirmou. Até o momento, sete
municípios do Amazonas e do Acre foram atingidos e cerca de 70 mil pessoas estão
desabrigadas.
DEU BORÉU . . .
A escola de samba Unidos da Tijuca é a campeã do carnaval carioca pela terceira
vez em sua história, após uma acirrada disputa na apuração do Grupo Especial. O
inventivo carnavalesco Paulo Barros levou para a Marquês de Sapucaí zabumba,
baião, vaqueiros e sanfonas para celebrar o centenário de nascimento de Luiz
Gonzaga em 2012. Porto da Pedra e Renascer foram rebaixas para o Grupo de Acesso
A. Quarenta jurados avaliaram os quesitos mestre-sala e porta-bandeira,
fantasia, conjunto, evolução, alegorias e adereços, comissão de frente,
harmonia, bateria, enredo e samba-enredo, e a Unidos da Tijuca esteve o tempo
todo à frente dos concorrentes.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Brasil na rota do tráfico de drogas
O Brasil virou rota dos narcotráficantes, na sexta-feira (17), em Corumbá/MS na fronteira com a Bolívia, a PF, PRF e PM fizeram uma apreensão de 674 quilos de cocaina vindo de Santa Cruz de La Sierra. O Brasil continua com suas fronteira ao abandono, o Governo Federal prometeu investir no combate ao tráfico de drogas e ao contrabando, só ficou nas promessas.
O Brasil virou rota dos narcotráficantes, na sexta-feira (17), em Corumbá/MS na fronteira com a Bolívia, a PF, PRF e PM fizeram uma apreensão de 674 quilos de cocaina vindo de Santa Cruz de La Sierra. O Brasil continua com suas fronteira ao abandono, o Governo Federal prometeu investir no combate ao tráfico de drogas e ao contrabando, só ficou nas promessas.
SE ERA PARA CORTAR, POR QUE APROVARAM?
Por Carlos Chagas
O Brasil continua o país das perplexidades. O governo acaba de cortar 55 bilhões do orçamento para o ano em curso. Ninguém se insurge contra fazer economia, não fossem dois reparos: não se completaram dois meses desde que o Congresso votou o orçamento e ele foi sancionado pela presidente Dilma. Quer dizer, ela e a equipe econômica aprovaram a previsão de gastos elaborada por deputados e senadores. Vem agora o ministro Guido Mantega e, certamente autorizado pela chefe do governo, passando a tesoura na lei de meios. Não teria sido muito mais lógico e simples ter alterado o orçamento através de vetos feitos no palácio do Planalto? O desgaste é evidente, para a administração federal.
A segunda crítica surge pior. Cortaram gastos essenciais, inadmissíveis, a começar pela Saúde, reconhecidamente a banda podre do governo, apontada em todas as pesquisas como o ponto fraco do poder público. Sem falar nos cortes na Ciência e Tecnologia, no Meio Ambiente, na Segurança Pública e ate na Educação. Ainda esta semana a presidente da República afirmou ser a Saúde Pública sua maior preocupação. E agora vai tirar dinheiro de hospitais, postos de saúde, remédios, ampliação do número e melhoria de vencimentos para médicos e enfermeiros?
Positivamente, não dá para entender, em especial porque cortes quase não se viu nos recursos destinados a empreiteiras e a bancos.
MAIS UMA VITÓRIA DA DEMOCRACIA
Mesmo por placar apertado, o Supremo Tribunal Federal acaba de decidir que a lei da ficha limpa vale para as eleições de outubro. Os ministros mais novos, com uma exceção, decidiram em favor do sentimento nacional, da voz rouca das ruas, que exigia a aplicação imediata da lei. Os mais ponderados e de saber jurídico mais sedimentado ficaram contra, alegando arranhões nos direitos individuais, já que cercear candidaturas de condenados pela Justiça ainda dispondo de recursos aos tribunais pode caracterizar injustiça. Prevaleceu, no entanto, a tese de que negar registro a candidatos não se trata de punição penal, mas de exigência eleitoral.
De uma forma ou de outra, a mais alta corte nacional decidiu de acordo com a tendência popular, hipótese considerada um erro por dois ministros, para os quais, entre suas funções, inclui-se a de votar contra o coletivo, se for para garantir o indivíduo.
Vale aguardar, agora, mais um pronunciamento fundamental do Supremo, o julgamento dos 38 mensaleiros responsáveis por um dos maiores escândalos dos últimos tempos, envolvendo partidos, Congresso e governo. Ainda que nem todos os réus devam ser condenados, pelo menos os cabeças bem que poderiam sentir o peso da lei.
UM RECUO DESNECESSÁRIO
Deu a presidente Dilma um sinal de fraqueza ao convidar mais uma vez o senador Blairo Maggi para ministro dos Transportes, convite que, aliás, ele não aceitou. A iniciativa deveu-se à rebelião no Partido da República, donatário daquele ministério, cujos parlamentares andam ameaçando votar contra projetos do governo caso não venham a ocupar o cargo do qual foi defenestrado um de seus líderes, Alfredo Nascimento.
Ora bolas, se o atual senador pelo Amazonas foi obrigado a pedir demissão, acusado de malfeitos, menos razão tem seus companheiros para tentar substituí-lo por um dos seus. Acresce que o substituto, atual ministro, também é do PR, só que não pertence ao grupo do antecessor. Estariam as bancadas do partido imaginando entrar outra vez na caverna do Ali Babá, que o ministro Paulo Passos trancou, deixando de atender-lhes pleitos no mínimo duvidosos?
Sendo assim, a presidente Dilma não deveria ter cedido às pressões, convidando Maggi. Equivaleu a desprestigiar Passos, apesar de a novela continuar inconclusa, pela recusa do empresário.
Dizem alguns auxiliares palacianos que tudo não passou de manobra sutil e maliciosa da presidente, que sabia de ante-mão da recusa do senador mato-grossense e apenas jogou para a platéia do PR, mantendo o seu preferido nos Transportes. A esperteza, quando é demais, come o esperto, diz um refrão popular, mas convém aguardar os próximos capítulos.
ESPECULAÇÕES
Vamos supor que o ex-presidente Lula insista mesmo em que a presidente Dilma Rousseff deve disputar a reeleição, em 2014. Imaginando que até lá a chefe do governo poderá perder parte da popularidade de que hoje dispõe, os tucanos mostram-se assanhados e já iniciaram a estratégia de reforçar Aécio Neves como candidato, em especial tendo quase convencido José Serra a disputar agora a prefeitura de São Paulo. O ex-governador aceita a proposta, mesmo deixando uma saída aberta para o caso de Dilma se tornar imbatível: disputaria outra vez o governo de Minas.
A pergunta que se faz envolve a terceira força, o PMDB. Outrora o maior partido nacional, admitiriam seus líderes continuar a reboque do PT, placidamente voltando a indicar Michel Temer para vice na chapa da presidente? Ou arriscariam, como os tucanos, até por sobrevivência, enfrentar a sucessão com candidato próprio? O atual substituto de Dilma surge como candidato natural, mas, positivamente, não empolga. Alternativas? Roberto Requião sempre será uma...
Por Carlos Chagas
O Brasil continua o país das perplexidades. O governo acaba de cortar 55 bilhões do orçamento para o ano em curso. Ninguém se insurge contra fazer economia, não fossem dois reparos: não se completaram dois meses desde que o Congresso votou o orçamento e ele foi sancionado pela presidente Dilma. Quer dizer, ela e a equipe econômica aprovaram a previsão de gastos elaborada por deputados e senadores. Vem agora o ministro Guido Mantega e, certamente autorizado pela chefe do governo, passando a tesoura na lei de meios. Não teria sido muito mais lógico e simples ter alterado o orçamento através de vetos feitos no palácio do Planalto? O desgaste é evidente, para a administração federal.
A segunda crítica surge pior. Cortaram gastos essenciais, inadmissíveis, a começar pela Saúde, reconhecidamente a banda podre do governo, apontada em todas as pesquisas como o ponto fraco do poder público. Sem falar nos cortes na Ciência e Tecnologia, no Meio Ambiente, na Segurança Pública e ate na Educação. Ainda esta semana a presidente da República afirmou ser a Saúde Pública sua maior preocupação. E agora vai tirar dinheiro de hospitais, postos de saúde, remédios, ampliação do número e melhoria de vencimentos para médicos e enfermeiros?
Positivamente, não dá para entender, em especial porque cortes quase não se viu nos recursos destinados a empreiteiras e a bancos.
MAIS UMA VITÓRIA DA DEMOCRACIA
Mesmo por placar apertado, o Supremo Tribunal Federal acaba de decidir que a lei da ficha limpa vale para as eleições de outubro. Os ministros mais novos, com uma exceção, decidiram em favor do sentimento nacional, da voz rouca das ruas, que exigia a aplicação imediata da lei. Os mais ponderados e de saber jurídico mais sedimentado ficaram contra, alegando arranhões nos direitos individuais, já que cercear candidaturas de condenados pela Justiça ainda dispondo de recursos aos tribunais pode caracterizar injustiça. Prevaleceu, no entanto, a tese de que negar registro a candidatos não se trata de punição penal, mas de exigência eleitoral.
De uma forma ou de outra, a mais alta corte nacional decidiu de acordo com a tendência popular, hipótese considerada um erro por dois ministros, para os quais, entre suas funções, inclui-se a de votar contra o coletivo, se for para garantir o indivíduo.
Vale aguardar, agora, mais um pronunciamento fundamental do Supremo, o julgamento dos 38 mensaleiros responsáveis por um dos maiores escândalos dos últimos tempos, envolvendo partidos, Congresso e governo. Ainda que nem todos os réus devam ser condenados, pelo menos os cabeças bem que poderiam sentir o peso da lei.
UM RECUO DESNECESSÁRIO
Deu a presidente Dilma um sinal de fraqueza ao convidar mais uma vez o senador Blairo Maggi para ministro dos Transportes, convite que, aliás, ele não aceitou. A iniciativa deveu-se à rebelião no Partido da República, donatário daquele ministério, cujos parlamentares andam ameaçando votar contra projetos do governo caso não venham a ocupar o cargo do qual foi defenestrado um de seus líderes, Alfredo Nascimento.
Ora bolas, se o atual senador pelo Amazonas foi obrigado a pedir demissão, acusado de malfeitos, menos razão tem seus companheiros para tentar substituí-lo por um dos seus. Acresce que o substituto, atual ministro, também é do PR, só que não pertence ao grupo do antecessor. Estariam as bancadas do partido imaginando entrar outra vez na caverna do Ali Babá, que o ministro Paulo Passos trancou, deixando de atender-lhes pleitos no mínimo duvidosos?
Sendo assim, a presidente Dilma não deveria ter cedido às pressões, convidando Maggi. Equivaleu a desprestigiar Passos, apesar de a novela continuar inconclusa, pela recusa do empresário.
Dizem alguns auxiliares palacianos que tudo não passou de manobra sutil e maliciosa da presidente, que sabia de ante-mão da recusa do senador mato-grossense e apenas jogou para a platéia do PR, mantendo o seu preferido nos Transportes. A esperteza, quando é demais, come o esperto, diz um refrão popular, mas convém aguardar os próximos capítulos.
ESPECULAÇÕES
Vamos supor que o ex-presidente Lula insista mesmo em que a presidente Dilma Rousseff deve disputar a reeleição, em 2014. Imaginando que até lá a chefe do governo poderá perder parte da popularidade de que hoje dispõe, os tucanos mostram-se assanhados e já iniciaram a estratégia de reforçar Aécio Neves como candidato, em especial tendo quase convencido José Serra a disputar agora a prefeitura de São Paulo. O ex-governador aceita a proposta, mesmo deixando uma saída aberta para o caso de Dilma se tornar imbatível: disputaria outra vez o governo de Minas.
A pergunta que se faz envolve a terceira força, o PMDB. Outrora o maior partido nacional, admitiriam seus líderes continuar a reboque do PT, placidamente voltando a indicar Michel Temer para vice na chapa da presidente? Ou arriscariam, como os tucanos, até por sobrevivência, enfrentar a sucessão com candidato próprio? O atual substituto de Dilma surge como candidato natural, mas, positivamente, não empolga. Alternativas? Roberto Requião sempre será uma...
Já são mais de seis mil os desabrigados com as enchentes em Rio Branco (AC), e as projeções oficiais permanecem assustadoras. O rio Acre, segundo as projeções, vai continuar subindo. A Defesa Civil se baseia no volume de águas que o rio atingiu em Assis Brasil, e que agora começa a vazar, passando por Brasileia, onde inundou 95% da cidade, segundo a prefeita local. A água está chegando a Xapuri e deve chegar a Rio Branco, elevando ainda mais o nível das águas na capital. O estado é de alerta. Em Xapuri, todos estão em prontidão, e equipes já se preparam para prestar assistência às famílias, que já estão avisadas. Em Rio Branco mais alojamentos estão sendo construídos para desalojados.
Dilma pede atenção aos motoristas
A presidenta Dilma Rousseff fez uma alerta nesta segunda (20) - na edição do programa Café com a Presidenta - para os motoristas que vão pegar a estrada no retorno do Carnaval. Ela chamou atenção para o perigo de consumo de bebida alcoólica antes de dirigir e fez um balanço das campanhas federais de prevenção a acidentes nas rodovias. “Tem uma coisa que me preocupa muito nessa época, são os acidentes de trânsito nas estradas e nas cidades. O que a gente percebe, é que, na maioria das vezes, os acidentes poderiam ter sido evitados com um pouco mais de cuidado e responsabilidade dos motoristas”, salienta. Desde o dia 15 de dezembro até o próximo domingo (26), o governo federal está fazendo uma operação integrada nas rodovias federais, estaduais e municipais, batizada de Operação RodoVida, para tentar reduzir o número de acidentes.
Saúde irá realizar 3,4 mi testes antiaids
O governo federal quer realizar este ano 3,4 milhões de exames rápidos antiaids. A meta foi anunciada pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde) na abertura dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí, no Rio. "O diagnóstico precoce é fundamental para bloquear a cadeia de transmissão e para as pessoas terem acesso mais rápido ao tratamento", salienta. O ministro ressaltou ainda que este ano o foco principal é o público mais jovem.
Brasil anuncia em maio compra de caças Rafale
Pista livre para os caças franceses Rafale: o Brasil se prepara para anunciar em maio a compra de 36 unidades desses aviões de combate, suspensa no início do governo Dilma. A alegação será “transferência de tecnologia”. A negociação ignora a concorrência internacional que a lei exige e segue à risca o acordo entre França e Índia, primeiro país a adquirir o modelo, ajudando a tirar o fabricante Dassault do buraco.
Recuo de Lula
Então presidente, Lula anunciou a opção pelos Rafale durante visita do colega francês Nicolas Sarkozy, em setembro de 2009. Depois, recuou.
FAB é figurante
O problema é que Lula anunciou a opção pelos Rafale antes mesmo de solicitar parecer técnico da FAB, que apita muito pouco nesse negócio
Concorrência
Além dos franceses, disputam a venda de US$ 10 bilhões em aviões de combate os caças F-18 da Boeing (EUA) e os Gripen da Saab (Suécia).
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Vasco e Flamengo decidem 4ª feira a primeira vaga para a final da Taça Guanabara, domingo 26, com o vencedor de Botafogo x Fluminense, a outra semifinal, 5ª feira, no mesmo horário e também no Engenhão.
O Vasco fez a melhor campanha nos sete jogos da fase de classificação. Foi o único com 100% de aproeitamento: sete jogos, sete vitórias. Teve o segundo melhor ataque (16), a segunda melhor defesa (3) e o artilheiro Alecsandro (7).
O Flamengo, 2º do Grupo A, ganhou quatro jogos e empatou três. Marcou 10 gols – pior ataque dos semifinalistas -, mas teve a melhor defesa, que só ontem sofreu o primeiro gol.
O Botafogo ganhou quatro jogos e empatou três. Marcou 17 gols – melhor ataque dos semifinalistas – e sofreu quatro. Igual ao Flamengo em pontos (15), foi 1º no Grupo A pelo saldo de gols: 13. O Flamengo teve nove gols de saldo.
O Fluminense, único dos semifinalistas que perdeu (2 jogos), ganhou 4 e empatou 1. Terceiro melhor ataque (15), teve a pior defesa (7). É o único dos quatro grandes das semifinais que há dois anos não ganha clássico.
ARBITRAGEM – Luis Antonio Silva Santos apitará Vasco x Flamengo. Pericles Bassols apitará Botafogo x Fluminense.
DESEMPATE – Em caso de empate nos dois jogos das semifinais, não haverá prorrogação. Os finalistas serão conhecidos em cobranças de tiros livres da marca do pênalti.
56 JOGOS, 156 GOLS - Com os 25 gols nos oito jogos de ontem da rodada final da fase de classificação da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca registra 156 gols em 56 jogos. A média é de 2.78 gols/jogo.
ARRIBA, ESPANHA!
Maré humana toma conta das ruas de Madrid, Barcelona e de dezenas de outras cidades espanholas neste domingo. Trabalhadores aderem em massa ao protesto convocado pelas centrais sindicais contra a reforma laboral do governo Rajoy. Perto de completar dois meses de mandato, o PP tenta fazer todo o mal de uma vez e enfileira o arrocho contra os trabalhadores na sequência de um draconiano corte de gastos fiscais. A austeridade trouxe, por exemplo, um efeito desconcertante na esfera da saúde pública: de um lado, filas que só fazem crescer; de outro, alas inteiras de hospitais fechadas com leitos ociosos, por medida de economia. A revista 'Nature' denuncia, ainda,o "suicídio científico espanhol", fruto dos cortes de gastos que incentivam a debandada de pesquisadores para o exterior. A reforma laboral que levou 500 mil às ruas de Madrid ,outros 400 mil em Barcelona, barateia a demissão e autoriza a redução unilateral de salários pelos patrões. A relevancia desse cabo de guerra extrapola as fronteiras do país. A economia espanhola é a pinguela frágil que interliga nações pobres e ricas no interior do quebra-cabeças do euro. Se o arrocho fracassar aí pela pressão das ruas, abre-se um avenida de bandeiras comuns para a unificação dos protestos na zona do euro, capaz de mudar a relação de forças e a agenda dominante nos pós- crise em todo o mundo.
Maré humana toma conta das ruas de Madrid, Barcelona e de dezenas de outras cidades espanholas neste domingo. Trabalhadores aderem em massa ao protesto convocado pelas centrais sindicais contra a reforma laboral do governo Rajoy. Perto de completar dois meses de mandato, o PP tenta fazer todo o mal de uma vez e enfileira o arrocho contra os trabalhadores na sequência de um draconiano corte de gastos fiscais. A austeridade trouxe, por exemplo, um efeito desconcertante na esfera da saúde pública: de um lado, filas que só fazem crescer; de outro, alas inteiras de hospitais fechadas com leitos ociosos, por medida de economia. A revista 'Nature' denuncia, ainda,o "suicídio científico espanhol", fruto dos cortes de gastos que incentivam a debandada de pesquisadores para o exterior. A reforma laboral que levou 500 mil às ruas de Madrid ,outros 400 mil em Barcelona, barateia a demissão e autoriza a redução unilateral de salários pelos patrões. A relevancia desse cabo de guerra extrapola as fronteiras do país. A economia espanhola é a pinguela frágil que interliga nações pobres e ricas no interior do quebra-cabeças do euro. Se o arrocho fracassar aí pela pressão das ruas, abre-se um avenida de bandeiras comuns para a unificação dos protestos na zona do euro, capaz de mudar a relação de forças e a agenda dominante nos pós- crise em todo o mundo.
O DOMINGO É de carnaval e de Quitéria Chagas, 31 anos, formosura da cor do jambo, Mulata do Gois e do Brasil, que leva o título em 2012 pelo conjunto da obra. Nossa musa (veja o post acima) revela em entrevista aos repórteres Ana Cláudia Guimarães e Daniel Brunet, da turma da coluna, a ascendência que faz dela uma cabrocha diferente das demais: é filha e neta de mãe e avó angolanas, miscigenada por pai pernambucano, frequentador de samba, e avô português. Diz no pé, Quitéria!
A coluna Zapping, do jornal Agora S.Paulo, confirmou nesta semana que o programa “Pânico na TV” mudará de canal. Ele deixará a RedeTV!, onde era exibido desde 2003, e passará a ser transmitido pela Band. A mudança evidencia a violenta crise da emissora dos empresários Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho, que não paga os salários dos funcionários e caminha para a falência.
Pela transmissão da TV Globo e pelos comentários de alguns “calunistas”, a mídia reprovou a escola de samba Gaviões da Fiel por sua homenagem ao ex-presidente Lula. Com o tema “Verás que o filho fiel não foge à luta – Lula, o retrato de uma nação”, ela foi a penúltima a desfilar na madrugada deste domingo (19) no sambódromo de São Paulo.
Desta vez não foram os "indignados" que acamparam nas praças da Espanha, mas centenas de milhares de trabalhadores organizados em seus sindicatos que saíram às ruas para protestar contra o "pacote laboral" do governo direitista de Mariano Rajoy. Segundo cálculos parciais, mais de 1 milhão de espanhóis participaram das manifestações em Madri e Barcelona neste domingo (19). Outras 57 cidades aderiram à jornada de luta.
SE ERA PARA CORTAR, POR QUE APROVARAM?
Por Carlos Chagas
O Brasil continua o país das perplexidades. O governo acaba de cortar 55 bilhões do orçamento para o ano em curso. Ninguém se insurge contra fazer economia, não fossem dois reparos: não se completaram dois meses desde que o Congresso votou o orçamento e ele foi sancionado pela presidente Dilma. Quer dizer, ela e a equipe econômica aprovaram a previsão de gastos elaborada por deputados e senadores. Vem agora o ministro Guido Mantega e, certamente autorizado pela chefe do governo, passando a tesoura na lei de meios. Não teria sido muito mais lógico e simples ter alterado o orçamento através de vetos feitos no palácio do Planalto? O desgaste é evidente, para a administração federal.
A segunda crítica surge pior. Cortaram gastos essenciais, inadmissíveis, a começar pela Saúde, reconhecidamente a banda podre do governo, apontada em todas as pesquisas como o ponto fraco do poder público. Sem falar nos cortes na Ciência e Tecnologia, no Meio Ambiente, na Segurança Pública e ate na Educação. Ainda esta semana a presidente da República afirmou ser a Saúde Pública sua maior preocupação. E agora vai tirar dinheiro de hospitais, postos de saúde, remédios, ampliação do número e melhoria de vencimentos para médicos e enfermeiros?
Positivamente, não dá para entender, em especial porque cortes quase não se viu nos recursos destinados a empreiteiras e a bancos.
MAIS UMA VITÓRIA DA DEMOCRACIA
Mesmo por placar apertado, o Supremo Tribunal Federal acaba de decidir que a lei da ficha limpa vale para as eleições de outubro. Os ministros mais novos, com uma exceção, decidiram em favor do sentimento nacional, da voz rouca das ruas, que exigia a aplicação imediata da lei. Os mais ponderados e de saber jurídico mais sedimentado ficaram contra, alegando arranhões nos direitos individuais, já que cercear candidaturas de condenados pela Justiça ainda dispondo de recursos aos tribunais pode caracterizar injustiça. Prevaleceu, no entanto, a tese de que negar registro a candidatos não se trata de punição penal, mas de exigência eleitoral.
De uma forma ou de outra, a mais alta corte nacional decidiu de acordo com a tendência popular, hipótese considerada um erro por dois ministros, para os quais, entre suas funções, inclui-se a de votar contra o coletivo, se for para garantir o indivíduo.
Vale aguardar, agora, mais um pronunciamento fundamental do Supremo, o julgamento dos 38 mensaleiros responsáveis por um dos maiores escândalos dos últimos tempos, envolvendo partidos, Congresso e governo. Ainda que nem todos os réus devam ser condenados, pelo menos os cabeças bem que poderiam sentir o peso da lei.
UM RECUO DESNECESSÁRIO
Deu a presidente Dilma um sinal de fraqueza ao convidar mais uma vez o senador Blairo Maggi para ministro dos Transportes, convite que, aliás, ele não aceitou. A iniciativa deveu-se à rebelião no Partido da República, donatário daquele ministério, cujos parlamentares andam ameaçando votar contra projetos do governo caso não venham a ocupar o cargo do qual foi defenestrado um de seus líderes, Alfredo Nascimento.
Ora bolas, se o atual senador pelo Amazonas foi obrigado a pedir demissão, acusado de malfeitos, menos razão tem seus companheiros para tentar substituí-lo por um dos seus. Acresce que o substituto, atual ministro, também é do PR, só que não pertence ao grupo do antecessor. Estariam as bancadas do partido imaginando entrar outra vez na caverna do Ali Babá, que o ministro Paulo Passos trancou, deixando de atender-lhes pleitos no mínimo duvidosos?
Sendo assim, a presidente Dilma não deveria ter cedido às pressões, convidando Maggi. Equivaleu a desprestigiar Passos, apesar de a novela continuar inconclusa, pela recusa do empresário.
Dizem alguns auxiliares palacianos que tudo não passou de manobra sutil e maliciosa da presidente, que sabia de ante-mão da recusa do senador mato-grossense e apenas jogou para a platéia do PR, mantendo o seu preferido nos Transportes. A esperteza, quando é demais, come o esperto, diz um refrão popular, mas convém aguardar os próximos capítulos.
ESPECULAÇÕES
Vamos supor que o ex-presidente Lula insista mesmo em que a presidente Dilma Rousseff deve disputar a reeleição, em 2014. Imaginando que até lá a chefe do governo poderá perder parte da popularidade de que hoje dispõe, os tucanos mostram-se assanhados e já iniciaram a estratégia de reforçar Aécio Neves como candidato, em especial tendo quase convencido José Serra a disputar agora a prefeitura de São Paulo. O ex-governador aceita a proposta, mesmo deixando uma saída aberta para o caso de Dilma se tornar imbatível: disputaria outra vez o governo de Minas.
A pergunta que se faz envolve a terceira força, o PMDB. Outrora o maior partido nacional, admitiriam seus líderes continuar a reboque do PT, placidamente voltando a indicar Michel Temer para vice na chapa da presidente? Ou arriscariam, como os tucanos, até por sobrevivência, enfrentar a sucessão com candidato próprio? O atual substituto de Dilma surge como candidato natural, mas, positivamente, não empolga. Alternativas? Roberto Requião sempre será uma...
Por Carlos Chagas
O Brasil continua o país das perplexidades. O governo acaba de cortar 55 bilhões do orçamento para o ano em curso. Ninguém se insurge contra fazer economia, não fossem dois reparos: não se completaram dois meses desde que o Congresso votou o orçamento e ele foi sancionado pela presidente Dilma. Quer dizer, ela e a equipe econômica aprovaram a previsão de gastos elaborada por deputados e senadores. Vem agora o ministro Guido Mantega e, certamente autorizado pela chefe do governo, passando a tesoura na lei de meios. Não teria sido muito mais lógico e simples ter alterado o orçamento através de vetos feitos no palácio do Planalto? O desgaste é evidente, para a administração federal.
A segunda crítica surge pior. Cortaram gastos essenciais, inadmissíveis, a começar pela Saúde, reconhecidamente a banda podre do governo, apontada em todas as pesquisas como o ponto fraco do poder público. Sem falar nos cortes na Ciência e Tecnologia, no Meio Ambiente, na Segurança Pública e ate na Educação. Ainda esta semana a presidente da República afirmou ser a Saúde Pública sua maior preocupação. E agora vai tirar dinheiro de hospitais, postos de saúde, remédios, ampliação do número e melhoria de vencimentos para médicos e enfermeiros?
Positivamente, não dá para entender, em especial porque cortes quase não se viu nos recursos destinados a empreiteiras e a bancos.
MAIS UMA VITÓRIA DA DEMOCRACIA
Mesmo por placar apertado, o Supremo Tribunal Federal acaba de decidir que a lei da ficha limpa vale para as eleições de outubro. Os ministros mais novos, com uma exceção, decidiram em favor do sentimento nacional, da voz rouca das ruas, que exigia a aplicação imediata da lei. Os mais ponderados e de saber jurídico mais sedimentado ficaram contra, alegando arranhões nos direitos individuais, já que cercear candidaturas de condenados pela Justiça ainda dispondo de recursos aos tribunais pode caracterizar injustiça. Prevaleceu, no entanto, a tese de que negar registro a candidatos não se trata de punição penal, mas de exigência eleitoral.
De uma forma ou de outra, a mais alta corte nacional decidiu de acordo com a tendência popular, hipótese considerada um erro por dois ministros, para os quais, entre suas funções, inclui-se a de votar contra o coletivo, se for para garantir o indivíduo.
Vale aguardar, agora, mais um pronunciamento fundamental do Supremo, o julgamento dos 38 mensaleiros responsáveis por um dos maiores escândalos dos últimos tempos, envolvendo partidos, Congresso e governo. Ainda que nem todos os réus devam ser condenados, pelo menos os cabeças bem que poderiam sentir o peso da lei.
UM RECUO DESNECESSÁRIO
Deu a presidente Dilma um sinal de fraqueza ao convidar mais uma vez o senador Blairo Maggi para ministro dos Transportes, convite que, aliás, ele não aceitou. A iniciativa deveu-se à rebelião no Partido da República, donatário daquele ministério, cujos parlamentares andam ameaçando votar contra projetos do governo caso não venham a ocupar o cargo do qual foi defenestrado um de seus líderes, Alfredo Nascimento.
Ora bolas, se o atual senador pelo Amazonas foi obrigado a pedir demissão, acusado de malfeitos, menos razão tem seus companheiros para tentar substituí-lo por um dos seus. Acresce que o substituto, atual ministro, também é do PR, só que não pertence ao grupo do antecessor. Estariam as bancadas do partido imaginando entrar outra vez na caverna do Ali Babá, que o ministro Paulo Passos trancou, deixando de atender-lhes pleitos no mínimo duvidosos?
Sendo assim, a presidente Dilma não deveria ter cedido às pressões, convidando Maggi. Equivaleu a desprestigiar Passos, apesar de a novela continuar inconclusa, pela recusa do empresário.
Dizem alguns auxiliares palacianos que tudo não passou de manobra sutil e maliciosa da presidente, que sabia de ante-mão da recusa do senador mato-grossense e apenas jogou para a platéia do PR, mantendo o seu preferido nos Transportes. A esperteza, quando é demais, come o esperto, diz um refrão popular, mas convém aguardar os próximos capítulos.
ESPECULAÇÕES
Vamos supor que o ex-presidente Lula insista mesmo em que a presidente Dilma Rousseff deve disputar a reeleição, em 2014. Imaginando que até lá a chefe do governo poderá perder parte da popularidade de que hoje dispõe, os tucanos mostram-se assanhados e já iniciaram a estratégia de reforçar Aécio Neves como candidato, em especial tendo quase convencido José Serra a disputar agora a prefeitura de São Paulo. O ex-governador aceita a proposta, mesmo deixando uma saída aberta para o caso de Dilma se tornar imbatível: disputaria outra vez o governo de Minas.
A pergunta que se faz envolve a terceira força, o PMDB. Outrora o maior partido nacional, admitiriam seus líderes continuar a reboque do PT, placidamente voltando a indicar Michel Temer para vice na chapa da presidente? Ou arriscariam, como os tucanos, até por sobrevivência, enfrentar a sucessão com candidato próprio? O atual substituto de Dilma surge como candidato natural, mas, positivamente, não empolga. Alternativas? Roberto Requião sempre será uma...
SE ERA PARA CORTAR, POR QUE APROVARAM?
Por Carlos Chagas
O Brasil continua o país das perplexidades. O governo acaba de cortar 55 bilhões do orçamento para o ano em curso. Ninguém se insurge contra fazer economia, não fossem dois reparos: não se completaram dois meses desde que o Congresso votou o orçamento e ele foi sancionado pela presidente Dilma. Quer dizer, ela e a equipe econômica aprovaram a previsão de gastos elaborada por deputados e senadores. Vem agora o ministro Guido Mantega e, certamente autorizado pela chefe do governo, passando a tesoura na lei de meios. Não teria sido muito mais lógico e simples ter alterado o orçamento através de vetos feitos no palácio do Planalto? O desgaste é evidente, para a administração federal.
A segunda crítica surge pior. Cortaram gastos essenciais, inadmissíveis, a começar pela Saúde, reconhecidamente a banda podre do governo, apontada em todas as pesquisas como o ponto fraco do poder público. Sem falar nos cortes na Ciência e Tecnologia, no Meio Ambiente, na Segurança Pública e ate na Educação. Ainda esta semana a presidente da República afirmou ser a Saúde Pública sua maior preocupação. E agora vai tirar dinheiro de hospitais, postos de saúde, remédios, ampliação do número e melhoria de vencimentos para médicos e enfermeiros?
Positivamente, não dá para entender, em especial porque cortes quase não se viu nos recursos destinados a empreiteiras e a bancos.
MAIS UMA VITÓRIA DA DEMOCRACIA
Mesmo por placar apertado, o Supremo Tribunal Federal acaba de decidir que a lei da ficha limpa vale para as eleições de outubro. Os ministros mais novos, com uma exceção, decidiram em favor do sentimento nacional, da voz rouca das ruas, que exigia a aplicação imediata da lei. Os mais ponderados e de saber jurídico mais sedimentado ficaram contra, alegando arranhões nos direitos individuais, já que cercear candidaturas de condenados pela Justiça ainda dispondo de recursos aos tribunais pode caracterizar injustiça. Prevaleceu, no entanto, a tese de que negar registro a candidatos não se trata de punição penal, mas de exigência eleitoral.
De uma forma ou de outra, a mais alta corte nacional decidiu de acordo com a tendência popular, hipótese considerada um erro por dois ministros, para os quais, entre suas funções, inclui-se a de votar contra o coletivo, se for para garantir o indivíduo.
Vale aguardar, agora, mais um pronunciamento fundamental do Supremo, o julgamento dos 38 mensaleiros responsáveis por um dos maiores escândalos dos últimos tempos, envolvendo partidos, Congresso e governo. Ainda que nem todos os réus devam ser condenados, pelo menos os cabeças bem que poderiam sentir o peso da lei.
UM RECUO DESNECESSÁRIO
Deu a presidente Dilma um sinal de fraqueza ao convidar mais uma vez o senador Blairo Maggi para ministro dos Transportes, convite que, aliás, ele não aceitou. A iniciativa deveu-se à rebelião no Partido da República, donatário daquele ministério, cujos parlamentares andam ameaçando votar contra projetos do governo caso não venham a ocupar o cargo do qual foi defenestrado um de seus líderes, Alfredo Nascimento.
Ora bolas, se o atual senador pelo Amazonas foi obrigado a pedir demissão, acusado de malfeitos, menos razão tem seus companheiros para tentar substituí-lo por um dos seus. Acresce que o substituto, atual ministro, também é do PR, só que não pertence ao grupo do antecessor. Estariam as bancadas do partido imaginando entrar outra vez na caverna do Ali Babá, que o ministro Paulo Passos trancou, deixando de atender-lhes pleitos no mínimo duvidosos?
Sendo assim, a presidente Dilma não deveria ter cedido às pressões, convidando Maggi. Equivaleu a desprestigiar Passos, apesar de a novela continuar inconclusa, pela recusa do empresário.
Dizem alguns auxiliares palacianos que tudo não passou de manobra sutil e maliciosa da presidente, que sabia de ante-mão da recusa do senador mato-grossense e apenas jogou para a platéia do PR, mantendo o seu preferido nos Transportes. A esperteza, quando é demais, come o esperto, diz um refrão popular, mas convém aguardar os próximos capítulos.
ESPECULAÇÕES
Vamos supor que o ex-presidente Lula insista mesmo em que a presidente Dilma Rousseff deve disputar a reeleição, em 2014. Imaginando que até lá a chefe do governo poderá perder parte da popularidade de que hoje dispõe, os tucanos mostram-se assanhados e já iniciaram a estratégia de reforçar Aécio Neves como candidato, em especial tendo quase convencido José Serra a disputar agora a prefeitura de São Paulo. O ex-governador aceita a proposta, mesmo deixando uma saída aberta para o caso de Dilma se tornar imbatível: disputaria outra vez o governo de Minas.
A pergunta que se faz envolve a terceira força, o PMDB. Outrora o maior partido nacional, admitiriam seus líderes continuar a reboque do PT, placidamente voltando a indicar Michel Temer para vice na chapa da presidente? Ou arriscariam, como os tucanos, até por sobrevivência, enfrentar a sucessão com candidato próprio? O atual substituto de Dilma surge como candidato natural, mas, positivamente, não empolga. Alternativas? Roberto Requião sempre será uma...
Por Carlos Chagas
O Brasil continua o país das perplexidades. O governo acaba de cortar 55 bilhões do orçamento para o ano em curso. Ninguém se insurge contra fazer economia, não fossem dois reparos: não se completaram dois meses desde que o Congresso votou o orçamento e ele foi sancionado pela presidente Dilma. Quer dizer, ela e a equipe econômica aprovaram a previsão de gastos elaborada por deputados e senadores. Vem agora o ministro Guido Mantega e, certamente autorizado pela chefe do governo, passando a tesoura na lei de meios. Não teria sido muito mais lógico e simples ter alterado o orçamento através de vetos feitos no palácio do Planalto? O desgaste é evidente, para a administração federal.
A segunda crítica surge pior. Cortaram gastos essenciais, inadmissíveis, a começar pela Saúde, reconhecidamente a banda podre do governo, apontada em todas as pesquisas como o ponto fraco do poder público. Sem falar nos cortes na Ciência e Tecnologia, no Meio Ambiente, na Segurança Pública e ate na Educação. Ainda esta semana a presidente da República afirmou ser a Saúde Pública sua maior preocupação. E agora vai tirar dinheiro de hospitais, postos de saúde, remédios, ampliação do número e melhoria de vencimentos para médicos e enfermeiros?
Positivamente, não dá para entender, em especial porque cortes quase não se viu nos recursos destinados a empreiteiras e a bancos.
MAIS UMA VITÓRIA DA DEMOCRACIA
Mesmo por placar apertado, o Supremo Tribunal Federal acaba de decidir que a lei da ficha limpa vale para as eleições de outubro. Os ministros mais novos, com uma exceção, decidiram em favor do sentimento nacional, da voz rouca das ruas, que exigia a aplicação imediata da lei. Os mais ponderados e de saber jurídico mais sedimentado ficaram contra, alegando arranhões nos direitos individuais, já que cercear candidaturas de condenados pela Justiça ainda dispondo de recursos aos tribunais pode caracterizar injustiça. Prevaleceu, no entanto, a tese de que negar registro a candidatos não se trata de punição penal, mas de exigência eleitoral.
De uma forma ou de outra, a mais alta corte nacional decidiu de acordo com a tendência popular, hipótese considerada um erro por dois ministros, para os quais, entre suas funções, inclui-se a de votar contra o coletivo, se for para garantir o indivíduo.
Vale aguardar, agora, mais um pronunciamento fundamental do Supremo, o julgamento dos 38 mensaleiros responsáveis por um dos maiores escândalos dos últimos tempos, envolvendo partidos, Congresso e governo. Ainda que nem todos os réus devam ser condenados, pelo menos os cabeças bem que poderiam sentir o peso da lei.
UM RECUO DESNECESSÁRIO
Deu a presidente Dilma um sinal de fraqueza ao convidar mais uma vez o senador Blairo Maggi para ministro dos Transportes, convite que, aliás, ele não aceitou. A iniciativa deveu-se à rebelião no Partido da República, donatário daquele ministério, cujos parlamentares andam ameaçando votar contra projetos do governo caso não venham a ocupar o cargo do qual foi defenestrado um de seus líderes, Alfredo Nascimento.
Ora bolas, se o atual senador pelo Amazonas foi obrigado a pedir demissão, acusado de malfeitos, menos razão tem seus companheiros para tentar substituí-lo por um dos seus. Acresce que o substituto, atual ministro, também é do PR, só que não pertence ao grupo do antecessor. Estariam as bancadas do partido imaginando entrar outra vez na caverna do Ali Babá, que o ministro Paulo Passos trancou, deixando de atender-lhes pleitos no mínimo duvidosos?
Sendo assim, a presidente Dilma não deveria ter cedido às pressões, convidando Maggi. Equivaleu a desprestigiar Passos, apesar de a novela continuar inconclusa, pela recusa do empresário.
Dizem alguns auxiliares palacianos que tudo não passou de manobra sutil e maliciosa da presidente, que sabia de ante-mão da recusa do senador mato-grossense e apenas jogou para a platéia do PR, mantendo o seu preferido nos Transportes. A esperteza, quando é demais, come o esperto, diz um refrão popular, mas convém aguardar os próximos capítulos.
ESPECULAÇÕES
Vamos supor que o ex-presidente Lula insista mesmo em que a presidente Dilma Rousseff deve disputar a reeleição, em 2014. Imaginando que até lá a chefe do governo poderá perder parte da popularidade de que hoje dispõe, os tucanos mostram-se assanhados e já iniciaram a estratégia de reforçar Aécio Neves como candidato, em especial tendo quase convencido José Serra a disputar agora a prefeitura de São Paulo. O ex-governador aceita a proposta, mesmo deixando uma saída aberta para o caso de Dilma se tornar imbatível: disputaria outra vez o governo de Minas.
A pergunta que se faz envolve a terceira força, o PMDB. Outrora o maior partido nacional, admitiriam seus líderes continuar a reboque do PT, placidamente voltando a indicar Michel Temer para vice na chapa da presidente? Ou arriscariam, como os tucanos, até por sobrevivência, enfrentar a sucessão com candidato próprio? O atual substituto de Dilma surge como candidato natural, mas, positivamente, não empolga. Alternativas? Roberto Requião sempre será uma...
Vale é a 5ª em valorização de ações.
Um levantamento publicado no site da revista “The Economist” mostra que as ações da empresa brasileira de mineração Vale aparecem em quinto lugar no ranking das 200 maiores empresas do mundo. Os acionistas que aplicaram US$ 100 há dez anos teve retorno US$ 1,2 mil. No topo das ações mais valiosa do mundo na última década, aparece a Apple. Quem investiu US$ 100 na companhia de Steve Jobs em fevereiro de 2002 tem agora ações avaliadas em U$ 3,9 mil. Outro brasileiro que aparece na listagem é o Banco do Brasil, ocupando o oitavo lugar, rendendo US$ 1,1 mil de retorno para os acionistas, com a mesma aplicação inicial. As empresas brasileiras são beneficiadas nos rankings devido à valorização do Real desde 2002. Das dez companhias que lideram o ranking, sete são de países emergentes e três são americanas. Em segundo lugar aparece a empresa russa Sberbank, em terceiro a americana Conoco Phillips, em seguida vem Amazon (EUA), Vale, Petrochina, América Movil (México), Banco do Brasil, China Petroleum e Oil & Natural Gas Corp (Índia).
Copa 2014: Fifa vem ao Brasil em março para uma série de decisões.
A equipe da Fifa virá ao Brasil em março para mais uma reunião de trabalho com o COL - Comitê Organizador Local, que também é presidido por Ricardo Teixeira -, e uma nova rodada de vistorias às obras das arenas da Copa será realizada. Dessa inspeção pode até mesmo sair a confirmação da participação da Fonte Nova, em Salvador, na Copa das Confederações de 2013, embora esta seja uma possibilidade remota. Mas o que interessa mesmo à Fifa é a aprovação da Lei Geral da Copa. Em visita ao Brasil em janeiro, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, disse que já era hora de "a criança nascer''. O parto, no entanto, continua complicado. A irritação tem tudo para aumentar, uma vez que na última versão do projeto, elaborada pelo relator Vicente Cândido (PT-SP), o artigo referente à responsabilidade civil por danos durante o Mundial ficou do jeito que o governo federal queria, o que não atende ao desejo da Fifa.
O CARNAVAL EM BRASÍLIA
Por Carlos Chagas
A partir de hoje, é só Carnaval. Importa menos saber se somos um país de doidos, de imprevidentes, de malandros ou de sonhadores, porque a verdade é essa: planos, projetos e propostas se interrompem por conta folia, onde mergulha a maior parte da população, submetendo-se os demais à pressão dos fatos.
Como tudo é fantasia, vale imaginar as próprias, ou seja, as fantasias, capazes de ser usadas aqui em Brasília.
Abriria o desfile a Ala das Ministras Abandonadas, com Gleise Hoffmann, da Casa Civil, à frente, como Branca de Neve. Com todo o respeito, Ideli Salvatti, da Coordenação Política, apareceria como a Bruxa Malvada, perseguida pelos Caçadores, no caso Henrique Eduardo Alves e Waldemar da Costa Netto. Graça Foster, recém empossada na presidência da Petrobrás, seria Chapeuzinho Vermelho, fugindo do Lobão Mau, o ministro das Minas e Energia. Ana de Holanda, da Cultura, voltada para o passado, meio sem futuro, desfilaria de Semana da Arte Moderna, agora comemorando 90 anos. Teresa Campello, do Desenvolvimento Social, e Mirian Belchior, do Planejamento, fariam a dupla do Gato na Tuba, miando mais do que soprando. Isabela Teixeira, do Meio Ambiente, passaria como Beduína no Deserto do Saara.
Agastada com a recusa de sua pretensão de ser a porta-bandeira da Escola de Samba Desunidos do Congresso, Martha Suplicy pediria ingresso no bloco palaciano, apresentando-se como a Bela Adormecida. Erenice Guerra, como Nora Ney, entoando “Ninguém Me Ama, Ninguém Me Quer”.
Muitos ministros seguiriam como Cavaleiros de Granada, aqueles que alta madrugada, brandindo lança e espada, saíram em louca cavalgada. Para que? Para nada.
Na comissão de frente do Bloco do Ali Babá estarão os ex-ministros demitidos por acusações de corrupção: Antônio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais. Orlando Silva, Carlos Lupi e Mário Negromonte – todos distribuindo notas de dólar para as arquibancadas e levantando cartaz dirigido ao restante do ministério, com os dizeres “Eu Sou Você Amanhã”. Os ministros Fernando Pimentel, Fernando Bezerra e Guido Mantega viriam a seguir na Ala dos Blindados, usando armaduras medievais.
Logo atrás, de presidiários, arrastando bolas de ferro presas nas canelas, os 38 mensaleiros cantando “Está Chegando a Hora”. Em evoluções surpreendentes, entrariam e sairiam de um carro-gaiola, com destaque para Marcos Valério e Delúbio Soares, impedidos de descer por conta de passistas do Ministério Público e da Polícia Federal.
Apesar de onze e não quatro, os ministros do Supremo Tribunal Federal vão aparecer como os “Cavaleiros do Apocalipse” mas o destaque será a ministra-corregedora do CNJ, Eliana Calmon, chicote em punho, fantasiada de Zorro.
A multidão entrará em delírio quando entrar a Escola de Samba Dependentes do Bigode, com o próprio em carro aberto, vestido de general McArthur segurando a faixa “Eu Voltarei”. Liderando a bateria, Renan Calheiros, autor do samba-enredo “Não é Preciso Morrer Para Estar no Céu”. Cuícas, surdos e tamborins em atividade, os senadores desfilariam com camisolões e asas de anjo, exceção de pequeno grupo vestido de diabinhos, entre eles Pedro Simon, Roberto Requião, Jarbas Vasconcelos, Demóstenes Torres e Álvaro Dias.
Sensação causará o Bloco da Compensação, com deputados do PT, PMDB, PP e penduricalhos trajando mortalhas e farrapos, cantando a altos brados “Mamãe Eu Quero Mamar”. Marco Maia, em vez de porta-bandeira, será o porta-mamadeira.
A madrugada estará alta quando a Escola de Samba dos Tucanos Perdidos fizer sua aparição. Fernando Henrique, num trono carregado por Mendonça de Barros, Pedro Malan, Nelson Jobim e outros, usará cetro, coroa e manto vermelho. O singular é que logo depois se verá Geraldo Alckmin, na mesma situação, sustentado por Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Trípoli, só que o governador virá vestido como Papa, distribuindo bênçãos em profusão. Segue-se a Ala dos Indecisos, com José Serra usando o uniforme do Dr. Silvana, Inimigo da Humanidade, e Aécio Neves, de Harry Potter.
O PT, em coro, cantará “Zum, Zum, Zum, Está Faltando Um”, por ter sido o Rei Momo impedido de comparecer, neste Carnaval. Uma peculiaridade: os companheiros se apresentarão sem os tradicionais macacões de operário, mas, dessa vez, de fraque e cartola, desfilando de costas para as arquibancadas.
Encerrando a apoteose, numa carruagem puxada por dúzias de guerrilheiros fardados e armados, será a vez DELA. Há controvérsias, mas a fantasia parece da Princesa Isabel. Ou de Catarina, a Grande?
Por Carlos Chagas
A partir de hoje, é só Carnaval. Importa menos saber se somos um país de doidos, de imprevidentes, de malandros ou de sonhadores, porque a verdade é essa: planos, projetos e propostas se interrompem por conta folia, onde mergulha a maior parte da população, submetendo-se os demais à pressão dos fatos.
Como tudo é fantasia, vale imaginar as próprias, ou seja, as fantasias, capazes de ser usadas aqui em Brasília.
Abriria o desfile a Ala das Ministras Abandonadas, com Gleise Hoffmann, da Casa Civil, à frente, como Branca de Neve. Com todo o respeito, Ideli Salvatti, da Coordenação Política, apareceria como a Bruxa Malvada, perseguida pelos Caçadores, no caso Henrique Eduardo Alves e Waldemar da Costa Netto. Graça Foster, recém empossada na presidência da Petrobrás, seria Chapeuzinho Vermelho, fugindo do Lobão Mau, o ministro das Minas e Energia. Ana de Holanda, da Cultura, voltada para o passado, meio sem futuro, desfilaria de Semana da Arte Moderna, agora comemorando 90 anos. Teresa Campello, do Desenvolvimento Social, e Mirian Belchior, do Planejamento, fariam a dupla do Gato na Tuba, miando mais do que soprando. Isabela Teixeira, do Meio Ambiente, passaria como Beduína no Deserto do Saara.
Agastada com a recusa de sua pretensão de ser a porta-bandeira da Escola de Samba Desunidos do Congresso, Martha Suplicy pediria ingresso no bloco palaciano, apresentando-se como a Bela Adormecida. Erenice Guerra, como Nora Ney, entoando “Ninguém Me Ama, Ninguém Me Quer”.
Muitos ministros seguiriam como Cavaleiros de Granada, aqueles que alta madrugada, brandindo lança e espada, saíram em louca cavalgada. Para que? Para nada.
Na comissão de frente do Bloco do Ali Babá estarão os ex-ministros demitidos por acusações de corrupção: Antônio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais. Orlando Silva, Carlos Lupi e Mário Negromonte – todos distribuindo notas de dólar para as arquibancadas e levantando cartaz dirigido ao restante do ministério, com os dizeres “Eu Sou Você Amanhã”. Os ministros Fernando Pimentel, Fernando Bezerra e Guido Mantega viriam a seguir na Ala dos Blindados, usando armaduras medievais.
Logo atrás, de presidiários, arrastando bolas de ferro presas nas canelas, os 38 mensaleiros cantando “Está Chegando a Hora”. Em evoluções surpreendentes, entrariam e sairiam de um carro-gaiola, com destaque para Marcos Valério e Delúbio Soares, impedidos de descer por conta de passistas do Ministério Público e da Polícia Federal.
Apesar de onze e não quatro, os ministros do Supremo Tribunal Federal vão aparecer como os “Cavaleiros do Apocalipse” mas o destaque será a ministra-corregedora do CNJ, Eliana Calmon, chicote em punho, fantasiada de Zorro.
A multidão entrará em delírio quando entrar a Escola de Samba Dependentes do Bigode, com o próprio em carro aberto, vestido de general McArthur segurando a faixa “Eu Voltarei”. Liderando a bateria, Renan Calheiros, autor do samba-enredo “Não é Preciso Morrer Para Estar no Céu”. Cuícas, surdos e tamborins em atividade, os senadores desfilariam com camisolões e asas de anjo, exceção de pequeno grupo vestido de diabinhos, entre eles Pedro Simon, Roberto Requião, Jarbas Vasconcelos, Demóstenes Torres e Álvaro Dias.
Sensação causará o Bloco da Compensação, com deputados do PT, PMDB, PP e penduricalhos trajando mortalhas e farrapos, cantando a altos brados “Mamãe Eu Quero Mamar”. Marco Maia, em vez de porta-bandeira, será o porta-mamadeira.
A madrugada estará alta quando a Escola de Samba dos Tucanos Perdidos fizer sua aparição. Fernando Henrique, num trono carregado por Mendonça de Barros, Pedro Malan, Nelson Jobim e outros, usará cetro, coroa e manto vermelho. O singular é que logo depois se verá Geraldo Alckmin, na mesma situação, sustentado por Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Trípoli, só que o governador virá vestido como Papa, distribuindo bênçãos em profusão. Segue-se a Ala dos Indecisos, com José Serra usando o uniforme do Dr. Silvana, Inimigo da Humanidade, e Aécio Neves, de Harry Potter.
O PT, em coro, cantará “Zum, Zum, Zum, Está Faltando Um”, por ter sido o Rei Momo impedido de comparecer, neste Carnaval. Uma peculiaridade: os companheiros se apresentarão sem os tradicionais macacões de operário, mas, dessa vez, de fraque e cartola, desfilando de costas para as arquibancadas.
Encerrando a apoteose, numa carruagem puxada por dúzias de guerrilheiros fardados e armados, será a vez DELA. Há controvérsias, mas a fantasia parece da Princesa Isabel. Ou de Catarina, a Grande?
Herrera sai do banco para sacramentar a goleada por 4 a 1 contra o Bonsucesso.
O Botafogo conseguiu mais uma goleada na Taça Guanabara. Depois dos 5 a 0 diante do Olaria, o Alvinegro derrotou ontem o Bonsucesso, por 4 a 1, no Engenhão. Líder do Grupo A com 12 pontos, o Glorioso manteve a invencibilidade no Estadual e está bem próximo da classificação para a semifinal do primeiro turno. Andrezinho, com dores na coxa direita, foi poupado, dando lugar a Felipe Menezes no meio-campo.
O jogo começou morno, com poucas chances de gol. O Alvinegro tentou com Márcio Azevedo, após tabela com Renato, mas Saulo fez a defesa. Bóvio apareceu bem para o Bonsucesso aos 29, soltando uma bomba para defesa de Jefferson. Já o Botafogo teve boa oportunidade aos 35: Maicosuel avançou pela esquerda, mas Felipe Menezes chutou fraco. Ele mesmo mandou bola na trave aos 40, até que Maicosuel abriu o placar dois minutos depois, após tabelar com Elkeson e driblar o marcador.
Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Márcio Azevedo foi derrubado na área por Gomes. Coube a Loco Abreu cobrar e aumentar o placar: 2 a 0. Elkeson teve duas boas chances de fazer o terceiro, mas foi o Bonsucesso que diminuiu, aos 11, com Adriano Magrão. A torcida alvinegra vaiava Felipe Menezes e pedia a entrada de Herrera mas, aos 14, Oswaldo de Oliveira colocou Cidinho no lugar de Maicosuel, que sentiu pancada no joelho direito. O pedido da galera só seria atendido aos 24 minutos, quando Herrera finalmente entrou e, três minutos depois, marcou o terceiro. O argentino completou para o gol ao pegar o rebote, depois que Loco Abreu carimbou a trave em cabeçada.
Elkeson também mandou uma bola na trave aos 31. E já no finzinho, aos 45, Herrera deixou novamente a sua marca, com um belo gol, após receber de Renato.
**ESPANHA SE LEVANTA CONTRA A DIREITA: centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas das principais cidades espanholas neste domingo em manifestação unitária convocada pelas centrais sindicais
** país protesta contra reforma laboral do governo Rajoy que barateia a demissão sumária de trabalhadores e permite a redução de salário por decisão unilteral dos patrões
** AUSTERICÍDIO: perto de completar dois meses de sua volta ao poder em 21 de dezembro, a direita espanhola acumula feitos notáveis
** além do massacre trabalhista, a edição do jornal El País, deste domingo, documenta o caos da austeridade imposto ao sistema de público de saúde, onde as filas aumentam e alas inteiras de hospitais são fechadas por economia
** a revista 'Nature' denuncia, ainda, o "suicídio científico espanhol", fruto dos cortes de gastos que incentivam a debandada de pesquisadores e jovens especialistas.DIREITA SE UNIFICA CONTRA O PT EM SP.
Juntos, outra vez, Serra e Kassab trouxeram confetes e serpentinas ao camarote desbotado da direita brasileira. Este ano, mais que nunca, a sucessão na prefeitura de São Paulo reafirma a dimensão estratégica de uma disputa que extrapola os limites do poder municipal. A direita sabe que precisa inaugurar um divisor em sua declinante presença no cenário nacional. Manter São Paulo sob a sua guarda pode, no mínimo, refrear a debandada da coalizão demotucana e regenerar laços da aliança para 2014. Seria apenas um passo, mas sem ele sobra pouco a fazer.Daí a mobilização total de esforços em torno de Serra. Daí, também, a tentativa frustrada do PT de inviabilizar o arco conservador, arrastando Kassab para dentro da candidatura do ex-ministro Fernando Haddad (Carta Maior; Domingo, 19/02/ 2012)
Assinar:
Postagens (Atom)




























