quinta-feira, 10 de maio de 2012

Senado corta a regalia imoral.
O Senado diminuiu os gastos com seus membros ao cortar em definitivo (claro que serão criadas outras incidências remuneratórias para substituir essa) a famosa "ajuda paletó", apelido dado aos 14º e 15º salários dos congressistas que "ganham tão pouco" para fazerem discursos vazios da tribuna de cada casa. 
Com esse corte a economia anual no Senado será de R$ 4,3 milhões e na Câmara (se aprovada a medida) de R$ 27.3 milhões. 
Essa regalia foi criada quando a capital federal ainda era no Rio de Janeiro, sob a justificativa de que os parlamentares se mudavam para àquela Cidade no início dos trabalhos e regressavam aos seus Estados quando o transporte era ainda muito difícil. 
Durou até hoje, com passagens aéreas gratuitas e jatos modernos a todo instante.

E SE BASTOS LEVAR O CALOTE?


Por Carlos Chagas.
Deve cuidar-se o advogado   Márcio Thomaz Bastos. 
Não por estar defendendo um chantagista notório, porque o juramento dos advogados exige que se disponham a patrocinar as causas de quantos aflitos os procurem. A razão é mais prosaica: será que vai receber seus honorários, que certamente incluem um percentual pelo  desgaste de imagem? Circulou a informação de que teria cobrado 15 milhões de reais de Carlinhos Cachoeira, mas o bicheiro honrará o suposto contrato?
Fica difícil se depender do primeiro advogado  contratado pelo réu, no atual episódio.  Vamos preservar o nome dele, dando apenas as iniciais: CDA. Se precisar, completaremos. O profissional está a ver navios, alegando seu   cliente,  para não pagar,  que continuou na prisão desde que engaiolado, no caso, em Mossoró, Rio Grande do Norte.
Márcio Thomas Bastos atua em diversas frentes, uma de conseguir a liberdade para   Cachoeira, ação que o Superior Tribunal de Justiça julgará nos próximos dias. Há controvérsias,  pois se tem residência fixa, documentação em ordem e nunca foi condenado antes, também poderá constituir-se em embaraço às investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, caso solto.
Corria ontem o rumor de que se o bicheiro não sair da Papuda, estaria disposto  a procurar a Polícia Federal e  recorrer à delação premiada para safar-se, iniciativa semelhante a jogar barro no ventilador de sua quadrilha. Na Justiça de Goiás, está sendo processado por corrupção,  peculato, formação de quadrilha armada e vazamento de dados sigilosos. No plano federal, tem mais coisa.
Outra missão quase impossível do ex-ministro da Justiça é protelar o depoimento do cliente, marcado para o dia 15, na CPI mista. As denúncias contra ele são do domínio público, ainda que Bastos não tenha tido acesso à documentação integral produzida no inquérito da Operação Monte Carlo.
Em suma, senão cada dia com sua agonia, assistimos pelo menos cada dia com suas versões explosivas.
ARCABUZADO MESMO
A decisão de ontem do Conselho de Ética do Senado deixa poucas dúvidas a respeito da cassação do mandato do senador Demóstenes Torres. Foi aplaudida a  intervenção do senador Álvaro Dias em favor do relatório do senador Humberto Costa sobre a quebra  do decoro parlamentar do representante de Goiás. Não deve demorar muito a degola, capaz de deslocar do Supremo Tribunal Federal para a justiça comum o processo contra Demóstenes. Ficou clara a indignação dos integrantes do Conselho de Ética diante de recente discurso dele, negando ligações com Carlinhos Cachoeira. 
PROXIMIDADE DO VETO
Não terá sido por conta do apelo da linda Camila Pitanga que a presidente Dilma decidiu vetar integralmente o Código Florestal. Já havia decidido bem antes, estando para ser editada Medida Provisória capaz de suprir as necessidades da lei aprovada no Congresso. A bancada ruralista, que tanto festejou a aprovação, deveria ter previsto a reação da chefe do governo, em especial porque são bissextas, senão inócuas, quaisquer tentativas de derrubada de vetos presidenciais.
A MORTE DA CONSTITUINTE 
Houve tempo em que o então presidente Lula e sua chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pronunciaram-se em favor da esdrúxula proposta de convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva, capaz de atualizar a Constituição de 1988. Seria uma aberração, já que os supostos detentores do Poder Constituinte Originário  seriam eleitos separadamente dos atuais deputados e senadores, que continuariam a deter o Poder Constituinte derivado. Fatalmente haveria conflito.
A natureza das coisas prevaleceu, fazendo com que a tese da Constituinte Exclusiva fosse morrendo de morte morrida. Não houve necessidade da morte matada. Hoje, ninguém mais fala da proposta, que sumiu nos desvãos da Preça dos Três Poderes. 
Randolfe diz que existem 'gravíssimas' acusações contra Marconi Perillo.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) deixou há pouco a CPMI do Cachoeira, onde estão sendo ouvidos os delegados responsáveis pelas Operações da Polícia Federal Monte Carlo e Vegas. Segundo o senador, um dos delegados afirmou que 30 máquinas caça níquel arrecadavam R$ 1 milhão por mês e o Cachoeira ficava com 30% deste valor. Ainda segundo Randolfe, conforme foi investigado pela policia, de novembro de 2010 a março de 2011, período da Operação Monte Carlo, pesam sobre o governador de Goiás, Marconi perillo, gravíssimas acusações. Randolfe cobra um chamado urgente de Perillo para depor na CPI. "O Perillo foi citado nas gravações do Cachoeira mais de 200 vezes. Ele teria tido dois encontros com Cachoeira, um deles na residência do senador Demóstenes Torres, e pelo menos duas ligações diretas do Cachoeira com o Perilo. Em uma delas o governador deseja feliz aniversário a Cachoeira", disse. Ainda há indícios de que três empresas contratadas por Cachoeira receberam dinheiro da Delta.

Dilma divulga nomes dos sete membros da Comissão da Verdade.

O GLOBO

Ex-advogada de Dilma, na ditadura, é um dos membros da comissão

Por Luiza Damé, O Globo

A presidente Dilma Rousseff anunciou os nomes dos sete integrantes da Comissão da Verdade. Paulo Sérgio Pinheiro, ex-secretário de Direitos Humanos do governo Fernando...

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Em meio à descontração na CPMI do Cachoeira, que decidiu segredo no depoimento de delegados e procuradores, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) foi sincero: “Tudo que aqui for falado vai vazar”.
A empresa Delta Engenharia é contratada pelo Senado para fazer a manutenção da “sala do pânico”, onde a CPI mista do Cachoeira guarda documentos. Nada a ver com a enrolada Delta Construções.

Era uma questão de tempo. 
A gente sempre soube que o negócio das organizações Globo era comprometido com o crime organizado (empresários que patrocinam políticos da direita: DEM, PPS e PSDB), mas faltavam provas.
Com essa CPMI tudo virá a público. A Globo só se salva dessa se o PT quiser. E olha que com um Gurgel aliado à Vênus Platinada, ninguém espere que o PT vá agir coeso nessa CPMI da mídia e do crime organizado.
Mas, as revelações das operações já farão um senhor estrago na Casa Grande, digo na Globo.
Olha ai o motivo do desespero da Globo… 
Eles sabem que, se a Veja cair, pode levar outros consigo.
A CPMI agora será da Veja-Época-Chachoeira…, ou PiG-Cachoeira. 
O Sr. Demóstenes era do DEMO-PiG. 
O PIG está apavorado com o efeito dominó: se o Civita cair, arrastará os demais barões da mídia. 
Por isso o Globo já se alinhou na defesa do Civita, enquanto Folha e Estadão tentam tirar os respectivos da reta.
Os métodos são praticamente os mesmos, e o PiG é um coro de uma só voz nas tentativas de golpe contra Lula e Dilma, usando para isso dos métodos mais sujos (e criminosos) existentes.
É o que Dom Civita dirá na CPMI: não fizemos nada que toda a (velha) imprensa não faz há décadas. 
O recado está dado, e o blogueiro do bando Abril, conhecido por Rei do Esgoto, tenta deixar a coisa bem clara. “Não é contra a veja, é contra toda a imprensa” que a CPMI está investigando. 
Um grito de socorro aos parceiros (comparsas seria a palavra apropriada): nos ajudem agora porque amanhã serão vocês a serem punidos pelas maracutaias que todos fizemos.
Ler o Rei do Esgoto faz mal ao estômago, mas tem uma vantagem: é a voz dos donos: por ele sabemos tudo que Dom Civita e o Serra pensam e querem.

Saiu no Blog do Nassif:

(Quando esse ansioso blogueiro diz que a Veja e a Globo são a corda e a caçamba …)

Estadão revela elos de Cachoeira com a revista Época


Saiu no Blog do Nassif.
(Quando esse ansioso blogueiro diz que a Veja e a Globo são a corda e a caçamba …) Estadão revela elos de Cachoeira com a revista Época

Por Geraldo Reco.

A revista mencionada é a Época:

“Então, dá pra plantar isso aí? Os caras fazerem a ligação com eles?”, questiona o empreiteiro. O araponga, então, responde: “Dá. Se não der, a gente coloca na mídia, né? Que aí os caras se interessam. Vou falar com aquele amigo lá da CGU”, diz Dadá”.

A plantação de Dadá e a Revista Época

O Estadão de hoje traz repostagem acerca de um suposto esquema de Cachoera na CGU. Mas o mais interessante são os diálogos de Claudio Abreu, então na Delta, e Dadá, aquele. A Polícia Federal tinha detonado a operação Voucher que envolveu o Ministério do Turismo e prendeu  pessoas em Brasília, São Paulo, Macapá e Curitiba. Dentre elas estava Frederico Silva da Costa, então Secretário Executivo do Ministério.

Cláudio Abreu ao saber da prisão de Costa fala com Dadá para tentar estabeleer uma ligação com uma concorrente, a Warre Engenharia que, segunda ele (Cláudio) foi beneficiada por Costa numa obra no Parque Mutirama em Goiânia. Os diálogos do Estadão:

“O pessoal da Warre Engenharia é aqui da cidade. O dono dela é o Paulo Daher e o filho dele, o Ricardo Daher. (…) Eles são amigos de infância. E esse cara que foi preso aí (Frederico) arrumou dinheiro pra eles e direcionou as obras”, explicou Abreu a Dadá.

“Então, dá pra plantar isso aí? Os caras fazerem a ligação com eles?”, questiona o empreiteiro. O araponga, então, responde: “Dá. Se não der, a gente coloca na mídia, né? Que aí os caras se interessam. Vou falar com aquele amigo lá da CGU”, diz Dadá.

O Estadão menciona que dias depois uma “revista semanal semanal de grande circulação” trouxe matéria estabelecendo a ligação desejada por Cléidio Abreu. Pesquisei na internet e encontrei matéria da Revista Época na qual se percebe nítidamente a “plantação”.

Os links e a matéria da Época estão abaixo.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,esquema-de-carlinhos-cachoeira-tinha-funcionario-infiltrado-na-cgu,870408,0.htm

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI257290-15223,00.html

O Ministro entro na festa

As investigações da PF sobre corrupção no Ministério do Turismo incluem uma obra que recebeu milhões liberados por Pedro NovaisAndrei Meireles, Marcelo Rocha e Murilo Ramos, com Leandro LoyolaDida Sampaio TUDO DOMINADO

O ministro do Turismo, Pedro Novais. Abaixo, seu secretário executivo, Frederico Silva da Costa, algemado. Novais liberou dinheiro para obra de empresa de amigos de CostaSérgio LimaHá algum tempo não se via coisa parecida. Na semana passada, a Polícia Federal (PF) prendeu 35 pessoas na Operação Voucher, suspeitas de participar de desvio de recursos no Ministério do Turismo. Entre os presos está o secretário executivo do ministério, Frederico Silva da Costa (leia o quadro). A investigação se concentra em um convênio que liberou R$ 4 milhões para o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). No papel, o Ibrasi deveria treinar pessoas no Amapá para trabalhar no setor turístico. Na realidade, segundo a PF, o dinheiro foi desviado para empresas de fachada, montadas por servidores, políticos e empresários. Nas investigações, surgiu outro grande negócio com ingredientes para um novo escândalo. É comum que conversas gravadas com autorização captem diversos assuntos tratados pelos investigados. Foi assim que os policiais esbarraram no nome da empresa Warre Engenharia, de Goiânia. Os desdobramentos podem criar problemas para o atual ministro, Pedro Novais, do PMDB.

A Warre foi contratada pela prefeitura de Goiânia para revitalizar o Parque Mutirama, a principal área de lazer na área central da capital de Goiás. O dinheiro para a obra – R$ 45 milhões – é do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), que tem recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e é administrado pelo Ministério do Turismo. Na época em que foi firmado o convênio entre prefeitura e ministério, Frederico Silva da Costa era o responsável pelo Prodetur. A escolha da empresa Warre não foi uma surpresa para o setor da construção civil em Goiás, segundo ÉPOCA ouviu de empresários de Goiânia. Antes mesmo da realização da concorrência pública no 001/2010, executivos do mercado comentaram que a obra estava destinada à Warre. Essas versões eram alimentadas por causa da relação de amizade entre as famílias de Frederico Costa, o responsável pela liberação dos recursos, e dos empresários Paulo Daher e Paulo Daher Filho, os donos da Warre.

Nove empresas se inscreveram para participar da licitação para a reforma do Parque Mutirama. Seis foram desclassificadas pela prefeitura. Das três que continuaram na disputa, duas desistiram às vésperas da abertura de propostas. Sobrou apenas a Warre. Denúncias feitas na Câmara Municipal de Goiânia pelo vereador Elias Vaz (PSOL) fizeram com que o prefeito Paulo Garcia (PT) anunciasse o cancelamento da concorrência e a abertura de uma nova licitação. Garcia sondou então o Ministério do Turismo e soube que, se revogasse a licitação vencida pela Warre, os recursos federais seriam suspensos. “A prefeitura recebeu um ofício do Ministério do Turismo em novembro de 2010. O documento dizia que o recurso estava liberado para a execução da obra e que, se ela não fosse iniciada até 31 de dezembro, o município perderia o dinheiro. Os recursos voltariam para o Orçamento Geral da União”, diz Andrey Azeredo, secretário de Licitações da prefeitura de Goiânia. “O ato de revogação da licitação do Mutirama foi até confeccionado. Mas, por problemas internos, o ato não foi publicado e ficou sem validade.”

O prefeito de Goiânia iria revogar a licitação, mas desistiu depois de aviso do Ministério do Turismo

Como a revogação não foi publicada, o contrato com a Warre Engenharia foi firmado. O Ministério Público Federal entrou no caso. Para os procuradores, tudo leva a crer que a licitação foi um jogo de cartas marcadas. Em janeiro, o procurador da República Marcello Santiago Wolff considerou ter indícios suficientes para abrir um inquérito para apurar fraude na concorrência. Mesmo depois de o Ministério Público ter oficialmente informado o Ministério do Turismo sobre a investigação, o ministro Pedro Novais foi a Goiânia no final de abril. Novais participou de uma solenidade festiva em que anunciou a liberação dos “primeiros R$ 10 milhões” para as obras. Novais sabia das irregularidades. “Houve realmente alguns questionamentos, mas que já foram solucionados”, afirmou Novais, em discurso.

Segundo o Ministério Público, não há nada solucionado no caso. Na semana passada, a pedido dos procuradores, a Polícia Federal também abriu inquérito para investigar irregularidades na licitação para as obras no Mutirama. O empresário Paulo Daher, dono da Warre, afirmou que são “infundadas” as alegações do Ministério Público Federal. Daher enviou uma nota técnica da prefeitura de Goiânia, na qual se baseia para alegar que a licitação foi legal. Daher não quis comentar sua relação pessoal com Frederico Silva da Costa. Em resposta a ÉPOCA, o ministro Novais disse que, por causa das investigações do Ministério Público, passará a ser mais “cauteloso” nos repasses de dinheiro para a obra do Parque Mutirama. Ele disse também que se confundiu na hora de anunciar os recursos liberados em Goiânia. Novais diz que ele mesmo só autorizou a liberação de R$ 4 milhões.

Em janeiro, ÉPOCA já mostrara que Costa era uma fonte potencial de grandes problemas para o governo Dilma. Um dos motivos era sua gestão à frente do Prodetur. Com Frederico no comando, o governo de Goiás teve acesso a R$ 13 milhões do programa e construiu uma rodovia que favoreceu o acesso ao Rio Quente Resorts, na região de Rio Quente, um dos principais pontos turísticos de Goiás. Outro programa do ministério, o Fundo Geral de Turismo, também concedeu um financiamento ao Rio Quente Resorts. Seria uma operação legítima, se o resort não pertencesse à família de Costa. Além da suspeita de dar uma força aos negócios da família com dinheiro de todos os brasileiros, Costa também é alvo de outra investigação. Ele, o pai e o irmão são acusados de desvio de recursos públicos da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) nos anos 1990. Seus bens estão bloqueados pela Justiça por causa da investigação. Apesar dos fatos desabonadores para sua nomeação para o segundo cargo no Ministério do Turismo, Costa foi mantido no governo por pressão do PMDB, acolhida pelo então chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

Na semana passada, as investigações da PF mostraram que Frederico Silva da Costa não atuou apenas em Goiás. Segundo a PF, Costa, na prática o verdadeiro ministro da pasta, foi fundamental para a liberação de verbas para o Ibrasi. Tudo começou com uma emenda ao Orçamento proposta pela deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), que destinou R$ 4 milhões para o treinamento de trabalhadores no setor turístico no Amapá. A PF afirma que Costa atuou não só para liberar a emenda de Fátima, como garantiu o escoamento do dinheiro dos cofres públicos para entidades fajutas. Em uma das gravações captadas pela Polícia Federal, Costa ensina o empresário Fábio Mello a montar uma entidade de fachada para receber o dinheiro liberado pelo ministério – e que seria desviado depois. “O importante é a fachada e tem de ser uma coisa moderna, que inspira confiança em relação ao tamanho das coisas que vocês estão fazendo”, diz Costa. “Pega um negócio aí para chamar a atenção, assim, de porte, por três meses. Mas é para ontem! Que, se alguém aparecer para tirar uma foto lá nos próximos dias, as chances são altas!”

Dono da Conectur, que recebeu dinheiro público pelo Ibrasi e deveria treinar trabalhadores, o petista Errolflynn Paixão disse, em depoimento à PF, que seu sócio na empresa “chegou a dizer que o dinheiro seria devolvido à deputada (Fátima Pelaes)”. Secretário nacional de Desenvolvimento do Turismo até a semana passada, o ex-deputado federal Colbert Martins (PMDB-BA) foi preso porque assinou a liberação da verba com base em um documento falso. Em um diálogo com sua chefe de gabinete, captado pela polícia, Colbert demonstra preocupação com a emenda de Fátima Pelaes, pois ela seria de interesse do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). “E tem de ver aquela obra lá do Amapá, aquela lá da Fátima Pelaes, daquela confusão do mundo todo, que é de interesse do Sarney. Tá certo?”, diz Colbert. “Que se cancelar aquilo, aquilo tá na bica de cancelamento, enfim algumas que eu sei de cabeça, assim. Cancela aquela, pega Sarney pela proa, vai ser mais confusão ainda, o.k.?” A deputada Fátima Pelaes nega as acusações.

Colbert e Frederico Silva da Costa têm algo em comum – além de ambos trabalharem no mesmo ministério, terem tratado da emenda de Fátima Pelaes e terem sido presos na semana passada. Eles chegaram a seus cargos indicados por Francisco Bruzzi, assessor da liderança do PMDB na Câmara dos Deputados. Bruzzi trabalha em uma sala minúscula, com espaço apenas para sua mesa e de sua secretária. Economista de 62 anos, com longa carreira em cargos públicos no Executivo e no Legislativo, Bruzzi é chefe de gabinete do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). Ele é especialista nos trâmites do Orçamento Geral da União. Pelas mãos de Bruzzi, passam as sugestões de gastos do PMDB que ultrapassam R$ 1 bilhão por ano. Sugestões de Bruzzi para os ministérios do Turismo e da Agricultura foram acolhidas pelo PMDB e transformadas em atos publicados no Diário Oficial.

A aproximação de Bruzzi com Frederico Silva da Costa foi motivada pelo interesse comum pelas emendas parlamentares. Ao receber os repórteres de ÉPOCA em sua sala, na semana passada, Bruzzi disse que, de tanto tratar de emendas com o então secretário de Infraestrutura do Ministério do Turismo, o partido achou que promover Costa a secretário executivo seria uma boa opção para atender aos anseios do PMDB na gestão do ministro Pedro Novais. “Ele (Frederico) sempre atendeu com eficiência às demandas do PMDB e às solicitações da liderança do PMDB”, afirma Bruzzi. Ele convenceu o então líder Henrique Eduardo Alves a bancar a indicação de Costa para a função. Costa prestava contas a Bruzzi do que se passava no ministério. Apesar de ser o número dois da pasta, Costa se deslocava até a pequena sala de Bruzzi na Câmara. “O líder chama sempre os secretários executivos aqui. ‘Vem cá, que tem um deputado aqui querendo resolver um problema.’ E (o secretário executivo) vem. O ministério não é do partido? Então, vem”, afirma Bruzzi.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves. Ele indicou a cúpula do Ministério do Turismo e quis que o partido deixasse o governo, depois da operação da PF.

A operação da Polícia Federal da semana passada causou problemas entre o PT e o PMDB. Os líderes do PMDB se revoltaram não só com a prisão de Colbert Martins, mas com o fato de ele ter sido algemado. Eles reclamaram à presidente Dilma Rousseff. De acordo com assessores próximos, Dilma teria sido surpreendida pela operação, deflagrada na última terça-feira. Pouco depois das 8 horas da manhã, Dilma mandou chamar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e perguntou o que era a Operação Voucher. Desde 2008, a Polícia Federal estava comedida não só no número, como na maneira de conduzir suas operações. Àquela altura do dia, Cardozo sabia pouco e Colbert Martins já havia sido preso em São Paulo, enquanto esperava pelo ministro Pedro Novais. O carro com Novais passaria para pegá-lo e os dois iriam ao aeroporto de Congonhas e voariam para Brasília. Ao ser avisado da prisão, Novais voltou para o hotel.

Por volta das 11 horas, Dilma soube que o ex-ministro do Turismo Luiz Barreto estava no P’alácio para uma solenidade. Barreto era o ministro em 2009, quando o convênio com o Ibrasi foi celebrado e um de seus principais colaboradores era Frederico Silva da Costa. Dilma mandou chamar Barreto e o interrogou. Como tinha de ir à solenidade, Dilma repassou então a tarefa de interrogar Barreto ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Ao meio-dia, o deputado Henrique Eduardo Alves convocou a bancada de deputados do PMDB na Câmara para receber o vice-presidente, Michel Temer. Na versão que chegou ao Palácio do Planalto, Alves defendeu a saída do ministro do Turismo, Pedro Novais, e o afastamento de políticos indicados pelo PMDB. O risco de um racha no governo foi contornado porque Dilma ligou para Temer e avisou que a operação nada tinha a ver com o ministro Pedro Novais. A pedido de Dilma, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, também telefonou para Novais. Mantido no cargo, Novais poderá agora explicar a liberação do dinheiro público para a reforma do Parque Mutirama, em Goiânia, cercada de suspeitas.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

UM NÓ DOS DIABOS


Por Carlos Chagas
                                               Mais uma semana passou sem que a presidente Dilma tenha nomeado os sete integrantes da Comissão  da Verdade. Há esperanças, mesmo vãs, de que não demore muito a designação daqueles que deverão, durante dois anos, promover uma devassa nos porões da ditadura militar. Indaga-se o porque da protelação e a resposta é essencialmente uma: porque até agora os cidadãos cogitados e sondados vem saltando de banda, refratários a  investigar malfeitos cujos autores são em grande parte conhecidos, mas poderão,  quando convocados a depor,  apontar os responsáveis maiores, aqueles que sabiam, autorizavam e até estimulavam a tortura, os assassinatos e os  desaparecimentos dos adversários.
                                               Nessa hora, o país pegará fogo. Imagine-se um major, um coronel,  um delegado ou um agente de polícia chamados a elucidar sua participação naqueles atos de horror, diante da indagação sobre se agiram sozinhos ou cumprindo ordens.     De quem? Do general, do  comandante, do ministro? E o presidente da República,  sabia?
                                               Tome-se o Riocentro. Um sargento morreu, um capitão teve suas vísceras expostas, mas as bombas, de onde vieram? Quem programou e autorizou o atentado? Sabe-se que havia muito mais gente envolvida no episódio, uns que se escafederam quando as coisas deram errado, outros que permaneciam de plantão em seus gabinetes, à espera dos  resultados. A quem se subordinavam?  As ligações se estenderiam do Ceiex ao Dói-Codi,   do I Exército ao ministro do Exército e ao chefe do SNI? Mesmo desinformado da operação, que motivos levaram o presidente da República a aceitar a ridícula conclusão de um IPM a respeito de terem sido os comunistas os responsáveis?  Teria sido para poupar amigos  ou por perceber que o regime explodiria, destruindo a abertura política  em andamento e levando a um endurecimento inevitável?
                                               Cada um dos múltiplos episódios eivados de violência  e animalidade tem sido dissecados ao longo das décadas através de farta literatura. Mas uma investigação oficial poderá despertar a reação daqueles que hoje, sem terem  participado de nada, mostram-se prontos a defender a memória dos antigos camaradas. Para a grande maioria das forças armadas de hoje, da ativa e da reserva,  os velhos  chefes  cumpriram seu dever. Não podem ser execrados e ter sua memória exposta no pelourinho. Se for essa a conseqüência natural da Comissão da Verdade, no mínimo os militares  exigirão  a exposição dos excessos também praticados pelo lado  do terrorismo e da subversão. 
                                               Em suma, um nó dos diabos no desenvolvimento democrático a duras penas conquistado. E com o risco de que não pode, à maneira do nó górdio de Alexandre, ser desfeito com a espada.  É óbvio que tendo  sido praticados por agentes do estado, os crimes praticados assumem proporções muito maiores, mas nem por isso ocultam seqüestros, assassinatos, assaltos e apropriações variadas,  também facilmente comprovados.  Talvez por isso demore a designação dos sete indigitados que a lei aprovada pelo Congresso impõe sejam conhecidos...

A CACHOEIRA SECOU

                                               Depois de ameaçar com a possibilidade de jogar barro no ventilador, Carlinhos Cachoeira parece haver aceitado em gênero, número e grau os conselhos de Márcio Thomas Bastos, seu advogado. Dia 15, quando for depor na CPI, se for, deverá revelar apenas nome e número de seu  registro, negando-se a detalhar atividades de qualquer espécie. É claro que essa disposição pode mudar ao sabor das circunstâncias e das emoções do bicheiro, mas as informações de hoje são de que pretende chegar mudo e sair calado. Falaria  o mínimo possível, por certo que proclamando sua inocência. Como deverá ser provocado, resta saber se disporá de nervos para tanto.

Por Carlos Chagas
                                             Duas semanas atrás  o PMDB celebrou 46 anos de fundação, num jantar com direito à presença do vice-presidente Michel Temer e outros líderes.  Nos idos de 1966, chamava-se apenas MDB, Movimento Democrático Brasileiro. O parto foi difícil.  O Ato Institucional número 2, editado meses antes, extinguiu os antigos partidos e criou o bipartidarismo forçado. Copiávamos tanto os Estados Unidos que até a sua experiência política chegou pelo correio, ainda que lá apenas a natureza das coisas levasse aos partidos Republicano e Democrata, podendo existir muitos outros, se quisessem. Aqui não. Seriam só dois, mesmo. As casuísticas regras do jogo impunham que para funcionar, as agremiações necessitariam determinado número de deputados e de senadores.
                                               Logo o Congresso acuado e humilhado forneceu montes de parlamentares ávidos de formar no partido do governo, denominado de Arena, Aliança Renovadora Nacional. Uns poucos corajosos buscaram fundar a legenda da oposição. Amaral Peixoto, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Negrão de Lima, Mario Martins e outros conseguiram o número necessário de deputados, mas, na hora de  fazer as contas, faltavam dois senadores.  Para  o governo Castello Branco seria um vexame o Brasil dispor de apenas um partido, evidência a mais da ditadura que nos assolava. Sendo assim, o próprio presidente da República convocou ao seu gabinete dois leais correligionários, Rui Carneiro, da Paraíba, e José Guiomard, do Acre.
                                               Diz a lenda que os dois senadores imaginaram a hipótese de ser convidados para ministros, espantando-se quando um constrangido marechal apelava para ingressarem no MDB. Cumpriram a missão e foram, até o fim, dois leais servidores da oposição. Por cautela, na hora de escolherem o presidente do partido, os cardeais ditos oposicionistas foram buscar um militar. Era o senador Oscar Passos, do Acre, herói da FEB e nem por sombra ligado ao regime anterior, de João Goulart e Leonel Brizola. Ulysses Guimarães ficou com a vice-presidência.                                           
                                             Fazendo das tripas coração, o MDB começou a atuar de forma tímida, estabelecendo-se no país o mote de que o primeiro governo militar  criara dois partidos: o do “Sim” e o do “Sim senhor”!
                                             Vieram as eleições parlamentares e muita gente pregava o voto em branco. Para acomodar os diversos grupos antes conflitantes e agora  “revolucionários”  desde criancinhas, inventaram a sublegenda, capaz de abrigar no guarda-chuva da Arena desafetos tradicionais como os egressos da UDN, do PSD, do PSP e outros partidos  extintos. Eram na verdade três  num só, em quase todos os estados.
                                               Mais eleições, quatro anos depois, elegendo-se pelo MDB  um grupo jovem, infenso à acomodação dos caciques, logo chamados de “autênticos”: Marcos Freire, Fernando Lyra, Chico Pinto, Lysâneas Maciel, Paes de Andrade, Alceu Collares  e mais uns poucos, como deputados, esmeravam-se em tentar fazer oposição de verdade, denunciando o arbítrio dos detentores do poder.  Eram tolerados, até para o governo fazer média internacional. Como Oscar Passos não se reelegeu para o Senado, passou a presidência a Ulysses Guimarães.
                                               Sucederam-se Costa e Silva e Garrastazu Médici, com o  país já sob o tacão do AI-5, o pior dos instrumentos de horror político. Cassações às centenas, o MDB chegou a pensar na auto-dissolução,  mas seguiu em frente. A farsa das eleições presidenciais indiretas deu a vez ao general  Ernesto Geisel,  a ser “eleito” pelo Congresso, onde a Arena dispunha de dois terços dos deputados e senadores.
                                       Coube aos autênticos engendrar uma reação: por que não lançar  um anti-candidato, já que a lei eleitoral permitia a propaganda pelo rádio e a televisão? Aproveitariam a campanha para expor críticas e idéias. Pensaram em Aliomar Baleeiro, então ministro do Supremo Tribunal Federal, que recusou. Fixaram-se em Barbosa Lima, Sobrinho, presidente da ABI, que aceitou.  Fio quando Ulysses Guimarães, sempre presidente, reivindicou a missão, ficando o dr. Barbosa como vice. No dia do lançamento da candidatura, mais frustração: o presidente da República que saía, Garrastazu Médici, proibiu a transmissão. E a surpresa das surpresas:  o discurso do candidato oposicionista constituiu-se numa das mais belas peças da crônica republicana. Exigiu liberdade, falou em anistia para os cassados e perseguidos e empolgou autênticos e não autênticos. “A caravela vai partir. As velas estão pandas de sonho e aladas de esperança. Posto no alto da gávea pelo povo brasileiro, espero um dia poder anunciar: “alvíssaras, meu capitão! Terra à vista! À vista,      a ansiada terra da liberdade!”
                                               A campanha rendeu frutos, coincidindo com o desgaste dos governos militares. Nas eleições de 1974, para o Congresso, havia uma só vaga de senador por estado. Eram vinte, e o MDB elegeu dezesseis. Os caciques refugaram apresentar-se. Por via das dúvidas Ulysses, Tancredo e outros preferiram continuar candidatando-se à Câmara dos Deputados. O partido que selecionasse correligionários dispostos ao sacrifício, nos estados, já que o rolo compressor da Arena permanecia o mesmo. Apresentaram-se Marcos Freire, por Pernambuco, Paulo Brossard, pelo Rio Grande do Sul, Roberto Saturnino, pelo Rio, Orestes Quércia, por São Paulo, Itamar Franco, por Minas, Leite Chaves, pelo Paraná, entre outros. Foi uma surra memorável, para o governo, prenunciando que quatro anos depois, quando seriam duas as vagas de senador por estado, a oposição dominaria a casa. Isso se não elegesse também maioria na Câmara, credenciando-se a fazer o futuro presidente da República, pelas regras do jogo impostas pela ditadura.
                                               A volta à democracia ainda estava distante e, para não perder o poder futuro, em 1977 o general Ernesto Geisel fechou o Congresso e editou o “pacote” de abril, criando o senador indireto, biônico, estabelecendo a vinculação total de votos e outros atos de arbítrio.
                                               Mesmo assim, a sorte estava lançada. Geisel impôs o último general-presidente, João Figueiredo, tendo o MDB lançado outra dupla de anti-candidatos: o general Euler Bentes Monteiro e Paulo Brossard, que obviamente foram derrotados.
                                               A corrente, porém, era definitiva: Figueiredo extinguiu o bipartidarismo forçado, concedeu a anistia e preparou-se para a escolha de um civil para sucedê-lo, desde que fosse da Arena, agora transformada em PDS. O MDB passou a PMDB, obrigado a acrescentar o prefixo de “partido”.  A campanha das “diretas já”, conduzida pelo partido, eletrizou  a nação, ainda que sem conquistar o número necessário de votos, no Congresso. Mesmo assim, era o fim da ditadura. Passou-se para a oposição um grupo de dissidentes do partido governista, reagindo à possibilidade de Paulo Maluf tornar-se o candidato oficial. Aureliano Chaves, José Sarney, Antônio Carlos Magalhães, Jorge Bornhausen e outros ajudaram a  dar a vitória a Tancredo Neves. Fossem as eleições diretas e o candidato seria Ulysses. Ainda indiretas, melhor o sagaz governador de Minas.
                                               Sucedeu-se a tragédia, o novo presidente, fundador na Nova República, adoece na véspera da posse. Coube a Ulysses Guimarães, sempre presidente do partido, decidir que tomaria posse José Sarney, vice de Tancredo por conta da necessidade de composição com a dissidência governista.
                                               Seguiram-se cinco anos de governo do cristão-novo no poder, compartilhado por Ulysses e o PMDB, que nas eleições seguintes elegeu todos os governadores,  menos um, fazendo ampla maioria na Câmara e no Senado.
                                               Vale parar por aqui, já que com as eleições presidenciais de 1988 o PMDB desapareceu. Deixou de ser o partido de luta que era, tornando-se ainda no governo Sarney o partido do fisiologismo. Do aproveitamento das benesses e das nomeações. Foi moralmente  minguando nos governos de  Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique e Lula. Sequer esboçou um gesto de reação quando o sociólogo impôs ao Congresso a reeleição no exercício do cargo.  Apoiando governos os mais dispares, lutando por favores e vantagens,  perdendo até a coragem  de lançar candidatos à presidência da República, o PMDB encontra-se  a caminho do fim.

PAR OU IMPAR

Passei a ter dúvidas sobre o constante vazamento de gravações do Caso Cachoeira. Se o processo corre em segredo de justiça, se os documentos enviados pelo STJ estão trancados com sete chaves no cofre do Congresso, como diz o presidente da CPMI, como explicar os “furos de reportagens” exibidos pelas tevês, diariamente, sempre com novas revelações sobre o assunto? 
Das duas uma: trata-se de cortina de fumaça para se distanciar de peixes graúdos ou há orquestração conjunta para envolver em polêmicas, o maior número possível de figurões a serem sacrificados pelo “bem comum” dos intocáveis. 
É sabido e consabido, que uma investigação quando envolve foros diferenciados, quanto mais pessoas comprometer, mais estará fadada a dar em nada, com eventuais punibilidades prescritas.

NÃO ACABOU

MORCEGAO

DECISÃO CARIOCA

CEROL NA LINHA

SUPER DELTA

CESTA BÁSICA


Dieese: cesta básica aumenta em abril.

O Dieese divulgou nesta segunda (7) que a cesta básica ficará mais cara no mês de abril, em 15 das17 capitais pesquisadas. Os alimentos que mais impulsionaram a alta foram o óleo de soja, o feijão, o leite, o pão, o tomate e a batata. No mês passado, a cesta básica havia ficado mais barata em 11 cidades por conta da queda dos preços da carne bovina. Só em Goiânia, os preços aumentaram 20,87% em abril. Pela pesquisa, São Paulo continua com a cesta básica mais cara do país, custa em média R$ 277,27. Em segundo colocado no ranking está Porto Alegre, com o valor de R$ 268,10. As maiores baixas foram apuradas em Vitória (-4,81%), Goiânia (-4,60%) e Rio de Janeiro (-4,13%). Os aumentos mais expressivos foram registrados em João Pessoa (6,24%), Natal (6,15%) e Aracaju (5,65%). Segundo o Dieese, o salário mínimo em abril deveria ter sido de R$ 2.329,35 para atender às necessidades básicas de uma família.

ALIBI. . .


A crise econômica mundial está entre outros aspectos, ligada a escassez do  petróleo barato (extraído na superfície e em meio terrestre) daqui pra frente petróleo sera mais caro (extraído a grande profundidades em oceanos) e escasso; o 11/09 é ligado a escassez de petróleo barato, por ter sido "alibi" utilizado por Bush pra invadir Iraque, uma das maiores reservas mundiais de  petróleo barato (extraído na superfície em meio terrestre) em outras palavras: a crise veio pra ficar é daí pra bem pior! 

A HISTÓRIA APERTA O PASSO

ELEIÇÃO PLEBISCITÁRIA NA FRANÇA CONDENA A ORDEM NEOLIBERAL. A HISTÓRIA APERTA O PASSOAs eleições presidenciais francesas (leia o relato da festa socialista nas ruas de Paris, pelo correspondente  Eduardo Febbro;nesta pág) e o avanço da Frente de Esquerda Radical na Grécia, que se tornou a segunda força política do país subtraindo maioria parlamentar aos artífices do suicídio ortodoxo (leia análise nesta pág), a exemplo da derrota de Cameron na 5ª feira, na Inglaterra (leia o artigo de Marcelo Justo, direto de Londres), são decisões locais. Mas o revés que elas impuseram ao conservadorismo tem um alcance mundial e o seu significado é claro: devem acelerar a travessia para um novo ciclo histórico, como já ocorre no Brasil com o governo Dilma. (Carta Maior; 2ª feira 07/05/2012).

A VITORIA DE FRAÇOIS HOLLANDE

Milhares festejam nas ruas de Paris a vitória de François Hollande.
Imensa, coletiva, assombrosamente jovem e liberadora, como uma lufada de um perfume renovador, como o fim de um pesadelo, barulhenta e comovedora até às tripas: a alegria que explodiu nesta noite de domingo em Paris, após a confirmação da vitória do socialista François Hollande, é indescritível. As pessoas cantam e dançam na Praça da Bastilha, correm pelas ruas com bandeiras francesas, garrafas de Champagne, retratos de Hollande e rosas na mão. Esta explosão coletiva tem o nome mais humano que se conhece: esperança. Sarkozy deixou atrás de si um país agredido
Por Eduardo Febbro, direto de Paris, na Carta Maior.

COALIZÃO PRÓ-EUROPEIA

Partido socialista grego pede por coalizão pró-europeia.
DA REUTERS, EM ATENAS.
O líder socialista da Grécia, Evangelos Venizelos, apelou nesta segunda-feira por uma coalizão pró-europeia para manter o país na zona do euro e reiterou que os termos do impopular resgate devem ser renegociados para diminuir o fardo sobre os gregos.
O partido PASOK de Venizelos e seus rivais conservadores Nova Democracia não conseguiram a maioria no Parlamento nas eleições de domingo, deixando o cenário político da Grécia desordenado.
Os dois partidos são os únicos no Parlamento que apoiam o pacote de resgate unido a medidas de austeridade.
"Todas as forças políticas devem responder à necessidade do país para ser governado", disse o líder socialista após participar de negociações com o líder do Nova Democracia, Antonis Samaras.
Venizelos afirmou que a Grécia deve renegociar os termos do resgate, reiterando que os cortes demandados pelo pacote devem ser divididos em três anos em vez de dois. 

domingo, 6 de maio de 2012

LA BAGUETTE

A PINTAGUEIRA

SÉRIO . . .

MAIS PIZZA

PAPAGAIO DE PIRATA

Colocaram a Dilma em uma “sinuca de bico”, né? 
Jogaram a responsabilidade toda nas costas da Presidenta!!!
Se ela veta o código, e o Congresso derruba o veto, seguindo as disposições do artigo 66 da Constituição Federal, o desgaste na imagem da Presidenta será enorme. O povo desconhece as prerrogativas do Poder Legislativo explicitadas na Constituição Federal.
Logo, vão dizer ”Dilma não tem força”; “Dilma não manda nada”, o “Congresso manda na Dilma”,” Dilma é um poste”, etc.

Se ela aprova o Código, será transformada em ”Dilma, a desmatadora”, “Dilma se curva aos ruralistas”, etc.
Na minha opinião, a idéia embutida nesse movimento VETA DILMA, é apenas essa: desgastar a imagem da Presidente ao máximo!!!
Invocamos a Democracia e a Constituição Federal o tempo todo para resguardar direitos ou manifestar nossas posições, mas esquecemos que a Democracia e a nossa Constituição estabelecem a total independência dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e deixa claro, muito claro que o Poder Legislativo tem exclusividade para legislar. 
Deste modo, tem o poder constitucional de derrubar vetos presidenciais e promulgar leis elaboradas e devidamente aprovadas pelo Congresso. 
Se deputados e senadores não sucumbiram ao apelo popular, ONG's, etc, durante a produção e votação do Código Florestal, não vejo motivos de aceitarem tranquilamente um veto presidencial. 
Se há interesse, o veto será derrubado, a legislação promulgada e a imagem da Presidenta saíra desgastada desse embate. 
Simples, assim!

VETA DILMA

NO GRITO

É MAIS EMBAIXO. . .

NÃO É SÓ PAISAGENS!!!

Quando um País precisa da Camila Pitanga pra pautar o governo da Dilma, tá feio a coisa hein?
A moça filiada ao Psol, precisa de muita aula de política pra depois abrir a boca!!
Aliás quem trabalha nas empresas Roberto marinho, que omitiu as Diretas Já, desmatou onde foi construído o projac, propagou epidemias, fez com mentiras (veja Boni dizendo das maracutáis pra destruir o Lula) achando que essa moça arrasou precisa rever conceitos!
Quando um País precisa dos Globais para serem alertados das tomadas de decisões me parece involuir, e achar que o monopólio das olicarquias midiáticas tá tudo certo, precisa lêr mais.
Penso que seja vergonhoso aplaudir essa moça, que a própria Dilma não gostou muito da intromissão.
Quem aplaude Globais esquecem da regina duarte dizendo que o povo tinha que ter medo do Lula. Quem posta fotos dessa moça pedindo o veto, esquece da empresa que ela trabalha, cujo chefe andava de braços dados com os militares na época da ditadura!!!
Brasil reveja seus conceitos e suas preferencias, vamos falar por ex da militancia do Sergio Buarque de Holanda, o fundador do PT.
Essa moça do PSOL ouviu o galo cantar mas não sabe onde.
Pergunte a ela dos nichos ecológicos do Brasil, capaz dela falar do projac!!!!!!!

VAMOS DE VETO

Concordo com o "Veta, Dilma" para o retrocesso do novo código florestal brasileiro, mas para o movimento ter real credibilidade, deveríamos clamar antes o "DERRUBA O VETO DO LULA" ao fim do fator previdenciário para os trabalhadores do Brasil!

CÉU DE BRIGADEIRO

DESGASTE ÓBVIO

Por Carlos Chagas.
Por maior que seja a maquiagem, outra conclusão não há: a presidente Dilma Rousseff mexeu na poupança. Reduziu o ganho das cadernetas.
A explicação oficial é de ser a alteração inevitável para manter a queda dos juros. Há quem suponha ter sido, também, para dar aos bancos a compensação que vinham exigindo por conta da diminuição dos juros. O sistema financeiro  vai  lucrar um pouco mais nos financiamentos imobiliários.
Em termos políticos, indaga-se porque a presidente decidiu-se por esse passo arriscado, capaz de gerar óbvio desgaste na imagem de seu governo. 
No passado, não deu certo. Fernando Collor começou a cair quando congelou as cadernetas de poupança. Não que elas significassem grandes lucros para os aplicadores, mas, em especial, porque eram seguras. Deixaram de ser naquele interregno,  sem que a  bala única disparada para matar o tigre da inflação acertasse no bicho. Agora, haverá que aguardar a queda dos juros.
DIREITOS PERMANECEM.
No pronunciamento que fez quando da posse do novo ministro do Trabalho, a presidente Dilma deixou claro que não cederá à pressão do empresariado para reduzir prerrogativas  trabalhistas.  De forma clara, acentuou que ao invés de tirar direitos do trabalho, prefere educar e capacitar o trabalhador. Faz tempo que as elites invocam o tal “custo Brasil” para acabar de desmontar o legado de Getúlio Vargas. Muito já conseguiram, a começar pela garantia de emprego,  suprimida pelo então presidente Castello Branco, por influência de Roberto Campos. Fernando Henrique Cardoso avançou mais com a chamada “flexibilização” da Constituição. Agora, querem acabar com a multa por demissões imotivadas e desejam fatiar o décimo-terceiro salário e as férias remuneradas  em doze parcelas anuais.
ESBULHO.
Abominável, mesmo, está sendo saber que no Tribunal de Justiça de São Paulo pratica-se a “liberação antecipada” para funcionários e desembargadores. Quer dizer, o cidadão  envia ofício à direção do tribunal alegando despesas variadas e pedindo para receber  antecipadamente os vencimentos dos próximos meses, quem sabe anos. Deferida a pretensão, embolsa a quantia pretendida, sem juros e sem a garantia de que, se demitir-se ou  morrer,  os cofres públicos nada receberão de volta. Já imaginaram se a moda pega?
SOBRE BIGODES.
Gratuitamente,  Aloísio Mercadante ofendeu  José Sarney. Desafiado para tirar o bigode em troca de 200 mil reais, o ministro da Educação negou-se,  mas completou: “ofereçam ao Sarney, que ele aceita...”
Ora, o bigode do ex-presidente da República vem sendo sua marca fundamental, desde antes de eleger-se deputado. Brincadeira tem hora... 

PARANAENSE

MARCAÇÃO

CARA OU COROA

COLLOR NA CONTRAMÃO

Por Carlos Chagas.
Celebrou-se ontem o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Por coincidência, em Brasília,  a data transcorreu sob os ecos da intervenção do senador Fernando Collor na CPI do Cachoeira, quando sustentou a importância de manter-se sigilo  nas atividades do grupo que investigará o mais recente escândalo político nacional. Faz tempo  o ex-presidente declarou guerra aos meios de comunicação, chamando jornalistas de rabiscadores e agora ameaçando o  presidente e o relator da CPI com punição, caso vazados  detalhes dos trabalhos iniciados agora.
Com todo o respeito, mas as atividades de qualquer CPI são  abertas à mídia. Não há segredo  para os depoimentos, que a televisão transmitirá ao vivo.  Quaisquer iniciativas de seus responsáveis serão públicas. Acresce estar na Internet todo o relatório da Polícia Federal  sobre a lambança envolvendo o bicheiro Cachoeira e sua quadrilha. Na Justiça, certos processos podem tramitar em sigilo, mas na CPI, não. 
Estaria Fernando Collor querendo reviver os tempos da ditadura militar, quando decretos secretos eram produzidos? Ou, mesmo, imitar o senador José Sarney, que durante algum tempo assinou resoluções  secretas na presidência do Senado,  envolvendo  nomeações de parentes e amigos?
A Constituição estabelece a plena  liberdade imprensa. Nenhum jornalista pode ser punido por divulgar informações, exceto as caracterizadas como sigilosas, ligadas à segurança nacional. Se uma CPI é constituída para investigar e elucidar malfeitos, como supor a  censura em  seus trabalhos?
ARCABUZADO.
Não há, no Congresso, quem duvide da cassação próxima do senador Demóstenes Torres. O Conselho de Ética do Senado parece na disposição de decidir o mais rápido possível pela degola do representante de Goiás. Também, quem mandou apresentar-se como dr. Jeckill, quando  era  mr. Hide? Acresce que não poderá mais renunciar,  se for  para escapar da inelegibilidade. Poucas vezes um senador terá prestado tamanho desserviço ao Legislativo, apresentando-se como paladino da ética e do Direito,  mas,  na verdade,  atuando como bedel de um bandido.
MEMÓRIAS CELERADAS.
Importam menos as razões que levaram o delegado Cláudio Guerra a confessar, em livro,  sua participação no horror repressivo dos anos de chumbo da ditadura militar. Tornou-se pastor de uma seita evangélica e, assim, arrependeu-se? Tem contas a ajustar com antigos asseclas,  como ele empenhados em torturar e assassinar adversários?  Seu depoimento é fulminante, por avançar nomes de algozes e de vítimas, com precisão invulgar. Até fornos crematórios eram utilizados para dar sumiço nos corpos dos que haviam sido colocados sob a guarda do poder público. A anistia apagou tudo? De jeito nenhum. Mesmo imunes a punições pelo Judiciário, os torturadores e assassinos devem ser identificados. Nenhum palco mais oportuno se apresenta como a Comissão da Verdade.  Seria  hora de a presidente Dilma nomear o mais rápido possível seus sete integrantes.
DEVEM EXPLICAÇÕES.
Bem antes de 1964 grupos de empresários contribuíam com altas somas de dinheiro para desestabilizar o governo constitucional de João Goulart. Financiaram o IPES do general Golbery do Couto e Silva, irrigando com  farta publicidade  os jornalões da época  como forma de se integrarem na conspiração. No 31 de março, quando as tropas do II Exército, do general Amaury Kruel,  dirigiam-se de São Paulo para o Rio, suas refeições vieram dos mais luxuosos restaurantes de São Paulo. Depois, foi um horror. Era o empresariado nacional e estrangeiro   que fornecia recursos,  viaturas, infra-estrutura e até armas sofisticadas para as atividades do Doi-Codi e similares.  Maior prova não existe do que as ações terroristas contra alguns líderes empresariais. Um deles, Boilesen, foi assassinado. Já que desvendar o passado continua na moda, que  tal levantar a ação das elites naquela guerra suja que até hoje produz surpresas? 

PLAYBOY

A mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, afirmou no sábado (5) que recebeu um convite para posar nua. Segundo ela, a recusa da proposta foi feita na mesma hora. “Eu fui convidada [para posar nua pela revista “Playboy”]. Mas não vou dar esse gostinho, não! Deixa só para o Cachoeira”, disse. Andressa informou ainda que seu marido agiu com naturalidade ao saber da proposta e até gostou. “Eu contei do convite e ele gostou, morreu de rir. É bem-humorado e espirituoso. Me ligaram convidando para ir conhecer a empresa, ver como é a produção da revista, foram supereducados. Mas eu agradeci e disse que meu papel, neste momento, não é esse”, explicou. Andressa ficou conhecida após Cachoeira ter sido preso, em fevereiro, pela Polícia Federal acusado de chefiar uma quadrilha de jogos ilegais no Goiás. As denúncias resultaram na abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso Nacional.

EMPREGUISMO

Assembleias promovem empreguismo.
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro é a mais inchada do País, com 4.328 funcionários (a paulista, com 24 deputados a mais, tem 468 servidores a menos),segundo reportage de Rafael Moraes Moura, do jornal O estado de S. Paulo. Segundo o levantamento, a Assembleia paulista é líder em carros oficiais (165) - quanto às despesas com combustível, os maiores consumidores são os deputados de Mato Grosso, que torram R$ 470 mil em gasolina por mês, mais que fluminenses e paulistas somados. A Alerj possui 789 servidores efetivos e 3.539 comissionados, totalizando 4.328 pessoas. Em seguida no ranking do inchaço de pessoal, vêm as Assembleias de São Paulo (3.860), Minas Gerais (3.840) e Pará (3.110) - dessas, São Paulo e Minas têm mais deputados que o Rio: respectivamente, 94 e 77.