quinta-feira, 6 de setembro de 2012

INFRA-ESTRUTURA

BNDES libera R$ 67,866 bilhões em empréstimos no mês de julho.

O valor total de empréstimos liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somaram 67,866 bilhões de reais no acumulado de janeiro a julho, queda de 2% ante igual período de 2011. Já as aprovações de novos financiamentos somaram 86,817 bilhões de reais no ano, até julho, informou o banco nesta quinta (6). 
A indústria recebeu 22,848 bilhões de reais em empréstimos de janeiro a julho, o setor de comércio e serviços ficou com 16,822 bilhões de reais e o de infraestrutura, separado na classificação do BNDES, com 22,843 bilhões de reais da instituição. 
Já a agropecuária recebeu 5,354 bilhões de reais em empréstimos no período.

MAIS DINDIN?!?

Ayres Britto quer aumento de 7,12% nos salários dos ministros do STF.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Calos Ayres Britto encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei solicitando aumento de 7,12% nos salários dos ministros da Corte já para o início de 2013. O reajuste passaria de R$ 26, 7 mil para R$ 28,6 mil. "A revisão pretendida encontra respaldo na Constituição Federal de 1988 que, no artigo 37, assegura periódica adequação do subsídio à realidade econômica do país", afirma Britto. Para ele, o reajuste traria um impacto de R$ 285 milhões no Poder Judiciário da União. Como o salário de ministro representa o teto do funcionalismo público e vários vencimentos são vinculados a ele, o aumento também beneficiaria juízes e procuradores.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

INDÚSTRIA DA FÉ

Indústria do céu.
Vejam só este fenômeno social: uns poucos picaretas inteligentes prometem o céu para os desvalidos (às vezes nem tanto), fazem "milagres" curam os cegos e os aleijados; fazem templos monumentais, arrecadam dinheiro em carretas e mandam para paraísos fiscais e ainda fazem o prefeito de São Paulo. Pobre gente brasileira, tem que levar cacete no lombo até sangrar o último pingo. 
O próximo passo será a presidência. 
Duvidam? 
Faz-me lembrar as indulgências que a Igreja Católica vendia para zerar os pecados. 
Ora, me polpem!

JUSTIÇA

O Estado de São Paulo é do PCC.
A situação do Brasil, do ponto de vista de segurança, está se equiparando à Colômbia de 20 anos atrás. Aqui em São Paulo, quem dá as ordens é o PCC. Essa quadrilha que se tornou o terceiro poder, com autoridade sobre todas as autoridades constituídas, não respeita policiais, juízes, delegados, ninguém. Quem atravessar seu caminho receberá bala nas fuças. O PCC julga e condena à morte. 
Os policiais estão manietados apesar de terem os meios para detê-los. Se não houver uma atitude de macho, por parte do governador Geraldo Alkmim, o PCC assumirá o governo em São Paulo. Nunca houve uma situação tão perigosa como essa. 
Os palermas que detém o Poder em São Paulo nada fazem para resolver a parada. Policiais são mortos todos os dias e ninguém faz nada. 
É o caos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

CONLUIO DOS GRANDES PARTIDOS

Por Carlos Chagas.
A importância do julgamento do mensalão ofuscou, esta semana,  escândalo de razoáveis proporções, denunciado da tribuna do Senado por Pedro Simon: PMDB, PSDB e PT entraram em conluio na CPI do Cachoeira para proibir que deputados e senadores, fazendo perguntas a Fernando Cavendish, aproveitassem para expor a participação do empreiteiro nas lambanças de Carlinhos Cachoeira.
Cavendish estava amparado por habeas-corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal para ficar calado durante o depoimento, mas as indagações que receberia serviriam, mesmo sem respostas, para mostrar seus malfeitos. O que fizeram o presidente e o relator da CPI?
Simplesmente proibiram as perguntas. Mais ainda, liberaram o depoente dois minutos depois de ter ele exibido a autorização da mais alta corte nacional de justiça para permanecer em silêncio.
Mas teve pior, disse Pedro Simon: PT,  PSDB e PMDB,  mancomunados, esvaziaram a sessão, não enviando seus líderes e, mesmo, seus representantes.
Um acordo havia sido  celebrado entre eles para tornar completamente inócua a presença de Cavendish, que nem ao menos ouviu os questionamentos capazes de expor sua participação nas tramóias em exame.
Felizmente ainda existem senadores como o representante gaúcho, capaz de denunciar a nudez do rei, mesmo sendo seu súdito. Se o empreiteiro tinha o direito de não depor contra ele mesmo, em que
lei estava escrito que os parlamentares não poderiam fazer suas perguntas, esmiuçando o escândalo?
MISÉRIA SEM FIM
Anuncia o governo que a partir do ano que vem o salário-mínimo será elevado de 622 para 670 reais. Houve até celebração no palácio do Planalto, pelo reajuste que ultrapassará a inflação.
Um presente para o trabalhador...
Estão brincando com a miséria alheia. Como poderá um infeliz operário viver e sustentar sua família com essas migalhas? Nunca é demais repetir que a Constituição assegura para quem recebe o
salário-mínimo, e sua família, condições para prover habitação, alimentação, vestuário, educação, saúde e até lazer.
Seria uma bela experiência obrigar esses tecnocratas, mais os ministros e, com todo o respeito, a própria presidente da República,  a passarem um mês que fosse sobrevivendo com essa porcaria. Quando criado por Getúlio Vargas, o salário-mínimo bastava para as despesas referidas. Quando João Goulart, ministro do Trabalho, dobrou a importância congelada durante todo o governo anterior de Eurico Dutra, não apenas ele caiu. Getúlio também, logo depois. Vem agora o governo do trabalhador, perdão, apenas do  partido do próprio, e dez anos depois de instalado no poder continua humilhando metade da população do país.
Porque apesar de toda a propaganda sobre a criação na nova classe média, 80 milhões de brasileiros recebem apenas o salário-mínimo...
INSPIRAÇÕES BANDIDAS
A gente não sabe direito o que faz a Abin, sempre trabalhando em silêncio, mas seria bom se estivesse investigando quem anda inspirando as manifestações de tribos indígenas,  recrudescidas esta semana. Ainda ontem peitaram o senador José Sarney, presidente do Senado, depois de haverem,
na véspera, desfilado com tacapes e bordunas pela Praça dos Três Poderes. Querem a revogação da portaria 303 da Advocacia Geral da União, que garante a entrada das forças armadas nas reservas indígenas. Mais ainda, pressionam o Congresso para tornar efetiva a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas,  das Nações Unidas, que o Brasil assinou  nos tempos do governo do sociólogo. 
Esse documento garante autonomia política, administrativa e econômica nas  reservas indígenas, que hoje são 206 em todo o país. Quer dizer, logo um cacique com PHD em alguma universidade européia fechará o território onde vivem seus parentes, declarando ser nação independente, elegendo-se presidente da República, rei ou imperador, desligado  da União que a Constituição diz ser indissolúvel. É claro que quinze minutos depois assinará acordo de mútua proteção econômica e militar com algum governo do Velho Mundo.  Ou, mais fácil ainda, com os Estados Unidos, tendo em vista  a nova nação situar-se na Amazônia.
A denúncia dessa lambança foi feita esta semana pelo repórter Carlos Newton, no blog da Tribuna da Imprensa, mas não se registrou um único comentário por parte dos jornalões. Claro que por motivos óbvios...
NÃO TEM OUTRA FORMA
Especula-se que o ministro Joaquim Barbosa, depois de assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal, poderá  procurar a presidente Dilma Rousseff e os presidentes do Senado e da Câmara para propor a discussão sobre nova forma da nomeação de   ministros da mais alta corte nacional de justiça. Muita gente questiona a mecânica atual,  de o chefe do  Executivo escolher quem quiser, desde que com alto saber jurídico e reputação ilibada, indicando seu nome ao Senado para aprovação até agora automática
Realmente, na teoria, trata-se de influência excessiva de um Poder sobre outro, mas fica no ar a pergunta: que outra hipótese de indicação dos ministros do Supremo seria superior a essa?
Eleição direta, com campanha eleitoral?

ROMPIMENTO

PT poderá romper com PSB em 2014.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que o partido poderá romper com o PSB do governador Eduardo Campos em 2014. Para ele, há uma sinalização do PSB em lançar candidatura própria em 2014 e se aliar aos tucanos. “Acho que há uma disposição do PSB de se fortalecer, colocando na ordem do dia a possibilidade de disputar 2014 fora do nosso bloco”, disse em entrevista concedida na semana passada, antes que o deputado João Paulo Cunha (PT) desistisse de concorrer à prefeitura de Osasco após ser condenado pelo mensalão - Falcão trabalhava então com a hipótese de absolvição.

PRA ONTEM

Renovar é preciso!
A eleição para prefeitos e vereadores está próxima. Depois da Lei da Ficha Limpa, do atrasado julgamento do mensalão pelo STF, será que ainda vamos ver os eleitores insistirem em votar em candidatos que já mostraram as suas credenciais de corruptos, irresponsáveis e incompetentes?
Faz-se necessário que haja uma grande reflexão dos eleitores, a fim de que, nas urnas, cassem-se aqueles candidatos que se tornaram profissionais da política. 
Renovar é preciso! 
Assim, aproveitem para cassar nas urnas, os candidatos de partidos que apoiam o governo, considerando que esses, são os inimigos dos aposentados e pensionistas. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

FORMULA IDEAL

Acho que a Copa do Brasil deveria conter somente os times campeões estaduais. Seriam 32 clubes: os 27 campeões estaduais mais 5 vices dos Estados considerados mais fortes (exemplo: SP, RJ, MG, RS e PR, lista esta que poderia variar, conforme um ranking oficial da CBF ou algo do tipo). Isto fortaleceria os estaduais em um momento que se discute a possível extinção desses torneios, dando às equipes participantes a possibilidade indireta de chegar à Libertadores do ano seguinte. 
Nesse cenário, a Copa do Brasil teria duração mais curta e poderia acontecer entre os estaduais (que também teriam que ser reduzidos, o que é o ideal) e o Campeonato Brasileiro.

Já o Brasileirão e a Libertadores da América, por sua vez, deveriam acontecer como na Europa: ao longo de toda a temporada. 

Poderiam começar em agosto e terminar somente em maio do ano seguinte, com dois meses de férias mais pré-temporada (junho e julho) e um recesso para o Natal e o Ano Novo.

BOLA DENTRO

Ao invés de se buscar tímidas mudanças que pouco acrescentam, por que não se fazem amplas alterações, que muito podem contribuir para a saúde financeira e organizacional dos clubes?
Por Luis Filipe Chateaubriand, da Carta Maior.
Foi lançado, esta semana, o calendário do futebol brasileiro para 2013. Pode-se dizer que há melhorias em relação a anos anteriores. No entanto, estas são tímidas, pontuais, insuficientes.
Não seria melhor fazer um calendário definitivo, com mudanças profundas, transformadoras e adequadas?
Para não se dizer que “não falei das flores”, há dois fatores a serem louvados no projeto divulgado: a volta da Copa do Nordeste e a inclusão dos clubes que participam da Taça Libertadores da América na Copa do Brasil.
A volta da Copa do Nordeste é imperiosa! É muito penoso – tanto do ponto vista técnico, como do ponto de vista comercial – para os grandes clubes nordestinos jogarem deficitários campeonatos estaduais da região, ao invés de se confrontarem em interessante torneio interestadual (ou regional, se preferirem esta denominação). Grande “bola dentro” da CBF.
No entanto, é um erro fazer com que os clubes que disputam o Nordestão tenham que disputar, também, os Estaduais, que lhes são deficitários. O certo seria que os grandes clubes do Nordeste – Sport, Náutico, Santa Cruz PE, Bahia, Vitória, Fluminense, Ceará, Fortaleza, América, ABC, Botafogo, Treze – disputassem apenas o torneio nordestino, que é rentável, e não torneios que não lhes servem para nada.
Outra modificação interessante é permitir que os clubes que irão à Libertadores em 2013 possam jogar a Copa do Brasil. Não faz sentido os clubes que jogam as competições continentais ficarem alijados das copas nacionais – em nenhum país do mundo civilizado do futebol isso acontece. Corrigir a distorção é algo benéfico.
No entanto, mesmo esta modificação, louvável, apresenta problemas em sua configuração: os clubes que estão na Libertadores só começam a jogar a Copa do Brasil quando a Libertadores acabar; por óbvio, a Libertadores termina bem antes da Copa do Brasil.
Isso não deveria acontecer. Em países com futebol desenvolvido e organizado, tanto as competições continentais, como as copas nacionais, estendem-se ao longo da temporada toda, para evitar que clubes priorizem, em dado período, uma competição, em detrimento de outra.
De resto, as mesmas monumentais e irracionais distorções de sempre. Relato apenas as principais – pois, para relatar todas, o leitor ficaria por boas horas à mercê deste texto –, que são.
• Não se adaptou nosso calendário ao europeu ou, como Juca Kfouri diz, ao mundial. Com isso, vamos continuar sofrendo com transferências de jogadores na “janela” de meio de ano (muito mais nociva que a do início do ano) e com a perda de grandes jogadores para os clubes, como Neymar, para disputarem Olimpíadas, Copa América, etc.
• O Campeonato Brasileiro continua tendo rodadas aos meios de semanas, quando deveria ter rodadas apenas aos fins de semanas.
• Os campeonatos estaduais continuam inchados – seja em número de rodadas, seja em número de participantes – e ainda têm algumas rodadas jogadas em fins de semanas, obrigando rodadas do Campeonato Brasileiro a serem alocadas em meios de semanas.
• Quando a seleção joga, clubes também jogam: um absurdo!
• As competições jogadas em meios de semanas não são distribuídas ao longo da temporada, mas jogadas em partes específicas desta, fazendo com que clubes, em determinado período, deixem em segundo plano alguma competição para priorizar outra.
• A pré-temporada é ridícula, limitando-se a pouco mais de uma semana.
• Clubes grandes podem fazer mais de 80 jogos oficiais por temporada, mais do que o razoável.
• Centenas de clubes pequenos podem fazer menos de 20 jogos oficiais ao longo de três ou quatro meses do ano, menos que o razoável e uma aberração dolorosa, que gera desemprego em massa de profissionais do futebol.
Então, fica aqui a minha sugestão para a nova diretoria da CBF: por que, ao invés de se buscar tímidas mudanças que pouco acrescentam, não se fazem amplas mudanças, que muito podem contribuir para a saúde financeira e organizacional dos clubes?
Não é preciso mudar o eixo da Terra para se fazer o óbvio.

DECEPÇÃO

BUFFET FARTO, ORQUESTRA AFINADA E PISTA VAZIA.
Há certo gosto de decepção no ar. 
O conservadorismo que durante meses, anos, cultivou o julgamento do chamado mensalão como uma espécie de terceiro turno sanitário, capaz de redimir revezes acumulados desde 2002 no ambiente hostil do voto, percebe-se agora algo solitário na festa marcada para arrebanhar multidões. Como assim se os melhores buffets da praça foram contratados; a orquestra ensaiou cinco anos a fio e o repertório foi escolhido a dedo? Por que então a pista está vazia? Falta apenas o essencial: a alegria do povo. 
A pouca ou nenhuma influência desse engenhoso ardil nas intenções de voto diz o bastante sobre a frágil hipocrisia vendida como marco zero da moralidade pública pelos seus vulgarizadores midiáticos. 
Não é esse porém o acerto de contas com o qual terá que se enfrentar o PT.

NÃO FECHA . . .

Gilberto Maringoni, da Carta Maior.
Quem paga as campanhas milionárias?
Candidatos a vereador em São Paulo têm campanhas orçadas em até R$ 5 milhões. A pergunta a ser feita é não apenas de onde vêm os financiamentos, mas como serão pagos depois. Em quatro anos de mandato, um vereador recebe R$ 624 mil. Mesmo que não gaste um centavo, ele não tem como retribuir a gentileza. Como fechar a conta?

RODRIGUENAS

Em agradável palestra discorríamos sobre as curiosidades da vida literária brasileira, pouco antes de iniciarmos a filmagem da segunda parte do documentário Dom Quixote dos pampas sobre o acadêmico Carlos Nejar, que nos recebera em sua residência, na Urca. Dizia eu ao poeta gaúcho que, quiçá, a maior de todas elas seria a morte de Machado de Assis e o nascimento de Guimarães Rosa, em 1908. Entretanto, adverti que outra incrível coincidência era o fato de que dois escritores nordestinos considerados pornográficos, Nelson Rodrigues e Jorge Amado, brotaram do ventre materno em 1912. 
Não obstante o cenário do genial teatrólogo pernambucano tenha sido o Rio de Janeiro da década de 40 e o do romancista das fazendas de cacau o território adubado pelo sangue das emboscadas das Terras do sem fim; além do cenário da cidade de São Salvador imortalizada pelo pitoresco erotismo e miscigenação de Teresa Batista cansada de guerra e Dona Flor e seus dois maridos. É verdade que a data e região de nascituro não lhes possibilitaram a proximidade de âmbito ficcional e ideológico, uma vez que são autores distintos em suas opções políticas e literárias, que, no entanto, se igualam pelo rótulo da pornografia. 
Diz que o baiano romântico e sensual se notabilizara por capturar o imaginário pátrio através das figuras sedutoras ao estilo de Tieta e Gabriela, enquanto que o autor de Bonitinha mas ordinária vinculou a alma do subúrbio carioca às obsessões sexuais extraídas de sua fértil imaginação pautada pelo patético da condição humana. Foi então que observei ao cinegrafista e editor Curt Ponce que, mesmo não se celebrizando como ficcionista, não só por se utilizar da paisagem urbana, Nelson Rodrigues encarnaria o espírito machadiano em seu clássico Vestido de noiva.
Foi então que afirmei ao Nejar que a história de um natimorto, Alaíde, até certo ponto poderia ser considerada uma espécie de versão teatral de Memórias póstumas de Brás Cubas, com elementos narrativos que, em pleno ápice realista em se tratando de Machado de Assis, antecedem o surrealismo de Buñuel e Breton. Isto sem dizer que, para além do cientificismo naturalista, a ideia fixa do memorialista Cubas pode-se fazer demonstrar pelas obsessões patológicas das figuras dramáticas inventadas por Rodrigues.
É fato que o dublê de teatrólogo ainda tentara se aventurar no ofício dramatúrgico com a investida sobre Castro Alves; contudo, Amado se equilibra na cobiçada corda da posteridade ao se utilizar de uma popularesca brasilidade calcada no retrato de malandros, pescadores e prostitutas, a causar desprezo (ou inveja?) aos desdenhosos e satíricos modernistas de São Paulo. Sobre este ponto inclusive, em seu Dicionário de apelidos dos escritores da literatura brasileira, o gramático e filólogo Claudio Cezar Henriques aponta que o criador de Jubiabá fora alcunhado, por Oswald, de “Rasputin de Linha Reta”; e de “Pai João das Letras”, por Mário de Andrade. 
Apesar de não dialogar com a concepção de um sincretismo religioso e étnico, o dramaturgo Nelson Rodrigues se aproveita da popularidade obtida pela reação ao exame do grotesco que aguça a sua ira e criatividade, a ponto de escrever peças como Álbum de família, Bonitinha mas ordinária Sete gatinhos. Porém, por vezes, nota-se que nestes registros a preocupação estética se posiciona aquém da proposital agressividade contra a hipocrisia de uma sociedade arcaica e decadente.
Jornal do Brasil - Wander Lourenço.
Em agradável palestra discorríamos sobre as curiosidades da vida literária brasileira, pouco antes de iniciarmos a filmagem da segunda parte do documentário Dom Quixote dos pampas sobre o acadêmico Carlos Nejar, que nos recebera em sua residência, na Urca. Dizia eu ao poeta gaúcho que, quiçá, a maior de todas elas seria a morte de Machado de Assis e o nascimento de Guimarães Rosa, em 1908. Entretanto, adverti que outra incrível coincidência era o fato de que dois escritores nordestinos considerados pornográficos, Nelson Rodrigues e Jorge Amado, brotaram do ventre materno em 1912. Ainda que outras abordagens rodrigueanas esbarrem na psicanálise mítica, a erotização do discurso que se arvora em diferentes fórmulas de análise o impele à condição de gênio maldito, a se inventariar ora pelo escândalo da prostituição caseira e familiar; ora pela desestabilização da união matrimonial. Tal constatação se apercebe em Anjo negro, Toda nudez será castigada e Perdoa por me traíres que, em síntese, pode se traduzir pela magistral condição de adultério: “A esposa desiludida é uma grande mulher”.
Por fim, se parte de um país retrógrado e moralista não consente as lições de pornografia ministradas por Nelson Rodrigues e Jorge Amado, pode-se imaginar que, supostamente, a consagração de seus libertinos manuscritos se eternize; seja pelo incondicional aplauso de uma plateia a esbanjar êxtase e indignação; seja pelo silêncio cúmplice e sestroso, propositado pela instigante leitura de uma cena de Gabriela cravo e canela a subir pelos telhados da memória brasileira.

GULUDICES

Eleições e votos...
Exagero e guludices divirtuam e fantasmas surgem. 
Nas ultimas eleições o percentual de abstençoes cravou 21%, índice próximo dos paises com votos não obrigatório, constam nestes os contrarios a abrigatoriedade; Os que sustentam que a "Politica" é estupidez; Quem no cotidiano não há exigencias do titulo "em dia" e uns poucos que não conseguiram deslocar-se. 
Tenho posições e não me afasto dos que lutaram com oligarquias e aristocratas para terem "também" o direito de votar/opinar e candidatar-se. Falo de comunidades/povoados, sertanejos, mulheres, negros e até indios; Queriam opinar, lutaram e conseguiram; Optaram, anularam ou em branco, votaram, podem reclamar, ou simplesmente justifique somando a quem interessa o ato furtuito.

CEDO DEMAIS?!

Peluso sai com reconhecimento de jurisdicionados.
O STF deve estender tapete vermelho, na porta principal do prédio, para a saída do ministro Cezar Peluso, por motivo de aposentadoria compulsória. Sua última participação, como juiz naquela Corte, foi apresentada de forma equilibrada, convincente e tranquila. 
Em minha opinião, trata-se de magistrado de extraordinárias qualidades, embora, não o considere bom administrador, como condutor do Poder Judiciário, durante sua gestão à frente da presidência do STF. 
Certamente, falta-lhe vocação para administrar. 
Mas, suas virtudes são bem maiores que deficiências. 
Foi magistrado merecedor do respeito de todos.

DEMOCRACIA

O que muitos não sabem, mas acreditam.
Muita gente acha que, terminado o julgamento do mensalão, os condenados irão para a prisão e os que tem mandato serão cassados automaticamente. Ledo engano de quem assim pensa. 
Os recursos serão tantos, que os mandatos terminarão antes de sua perda. Ninguém será cassado até que a Câmara analise detidamente e com todas as manobras. Nesse País, para que um ladrão de casaca seja enquadrado e preso é sempre necessário perseguir todas as possibilidades de deixá-lo solto, pois será sempre considerado "inofensivo" para a sociedade, já que tem endereço fixo e ocupação, mesmo que esta seja a de enganar o povo. 
Aqui, tudo é permitido em nome de uma democracia que "eles" criaram e os tolos nela acreditam. 
Democracia sem deveres e obrigações é anarquia.

MASSACRE

ONGs denunciam massacre a índios em fronteira entre Brasil e Venezuela.

Organizações não-governamentais (ONGs) de defesa dos direitos indígenas denunciaram nesta quarta-feira (29) a morte de 80 ianomâmis na região da fronteira entre Brasil e Venezuela. De acordo com os grupos, mineiros que trabalham na área foram os autores do ataque, que teria acontecido no mês passado na comunidade de Irothatheri. 
Segundo testemunhas, os mineiros colocaram fogo a uma casa comunal dos índios. Membros da comunidade indígena têm protestado contra a invasão de mineiros em suas terras, em busca de ouro. 
De acordo com a ONG Survival International, o massacre demorou de ser descoberto devido à remota localização da tribo atacada. A entidade disse que as pessoas que localizaram os corpos carbonizados dos índios levaram vários dias para caminhar até a localidade mais próxima. 

TÁ FORA . . .

João Paulo Cunha pretende retirar ainda hoje sua candidatura a prefeito.

Após ser condenado pelos crimes de corrupção e peculato no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) avisou a amigos que anunciará, ainda nesta quinta-feira (30), a retirada de sua candidatura a prefeito de Osasco (SP). O parlamentar afirmou que não resistirá à pressão para que seja substituído pelo vice de sua chapa, o também petista Jorge Lapas. Em uma reunião na noite de ontem (29), o núcleo de sua campanha concluiu que João Paulo deve ser poupado de constrangimento público. 
O mandato de deputado depende agora dos seus colegas da Casa, que podem, ou não, votar pela sua cassação.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

WIKILEAKS

DO BLOG DO MIRO.
O Equador agiu de acordo com importantes princípios dos direitos humanos internacionais. E nada poderia demonstrar quão apropriada foi sua ação quanto a ameaça do governo britânico, de violar um princípio sagrado das relações diplomáticas e invadir a embaixada para prender Assange.
Desde sua fundação, o WikiLeaks revelou documentos como o filme “Assassinato Colateral”, que mostra a matança aparentemente indiscriminada de civis de Bagdá por um helicóptero Apache, dos Estados Unidos; além de detalhes minuciosos sobre a face verdadeira das guerras contra o Iraque e Afeganistão; a conspiração entre os Estados Unidos e a ditadura do Yemen, para esconder nossa responsabilidade sobre os bombardeios no país; a pressão do governo Obama para que outras nações não processem, por tortura, oficiais da era-Bush; e muito mais.
Como era de prever, foi feroz a resposta daqueles que preferem que os norte-americanos não saibam dessas coisas. Líderes dos dois partidos chamaram Assange de “terrorista tecnológico”. E a senadora Dianne Feinstein, democrata da Califórnia que lidera o Comite do Senado sobre Inteligência, exigiu que ele fosse processado pela Lei de Espionagem. A maioria dos norte-americanos, britânicos e suecos não sabe que a Suécia não acusou formalmente Assange por nenhum crime. Ao invés disso, emitiu um mandado de prisão para interrogá-lo sobre as acusações de agressão sexual em 2010.
Todas essas acusações devem ser cuidadosamente investigadas antes que Assange vá para um país que o tire do alcance do sistema judiciário sueco. Mas são os governos britânico e sueco que atrapalham a investigação, não Assange.
Autoridades suecas sempre viajaram para outros países para fazer interrogatórios quando necessário, e o fundador do WikiLeaks deixou clara sua disposição de ser interrogado em Londres. Além disso, o governo equatoriano fez uma oferta direta à Suécia, permitindo que Assange seja interrogado dentro de sua embaixada em Londres. Estocolmo recusou as duas propostas.
Assange também comprometeu-se a viajar para a Suécia imediatamente, caso o governo sueco garanta que não irá extraditá-lo para os Estados Unidos. Autoridades suecas não mostraram interesse em explorar essa proposta, e o ministro de Relações Exteriores, Carl Bildt, declarou inequivocamente a um consultor jurídico de Assange e do WikiLeaks que a Suécia não vai oferecer essa garantia. O governo britânico também teria, de acordo com tratados internacionais, o direito de prevenir a reextradição de Assange da Suécia para os Estados Unidos, mas recusou-se igualmente a garantir que usaria esse poder. As tentativas do Equador para facilitar esse acordo entre os dois governos foram rejeitadas.
Em conjunto, as ações dos governos britânico e sueco sugerem que sua agenda real é levar Assange à Suécia. Por conta de tratados e outras considerações, ele provavelmente poderia ser mais facilmente extraditado de lá para os Estados Unidos. Assange tem todas as razões para temer esses desdobramentos. O Departamento de Justiça recentemente confirmou que continua a investigar o WikiLeaks, e os documentos do governo australiano de fevereiro passado, recém-divulgados afirmam que “a investigação dos Estados Unidos sobre a possível conduta criminal de Assange está em curso há mais de um ano”. O próprio WikiLeaks publicou emails da Stratfor, uma corporação privada de inteligência, segundo os quais um júri já ouviu uma acusação sigilosa contra Assange. E a história indica que a Suécia iria ceder a qualquer pressão dos Estados Unidos para entregar Assange. Em 2001, o governo sueco entregou à CIA dois egípcios que pediam asilo. A agência norte-americana entregou-os ao regime de Mubarak, que os torturou.
Se Assange for extraditado para os Estados Unidos, as consequência repercutirão por anos, em todo o mundo. Assange não é cidadão estadunidense, e nenhuma de suas ações aconteceu em solo norte-americano. Se Washington puder processar um jornalista nessas circunstâncias, os governos da Rússia ou da China poderão, pela mesma lógica, exigir que repórteres estrangeiros em qualquer lugar do mundo sejam extraditados por violar suas leis. Criar esse precedente deveria preocupar profundamente a todos, admiradores do WikiLeaks ou não.
Conclamamos os povos britânico e sueco a exigir que seus governos respondam algumas questões básicas. Por que as autoridades suecas recusam-se a interrogar Assange em Londres? E por que nenhum dos dois governos pode prometer que Assange não será extraditado para os Estados Unidos? Os cidadãos britânicos e suecos têm uma rara oportunidade de tomar uma posição pela liberdade de expressão, em nome de todo o mundo.

* Tradução de Daniela Frabasile

FESTIVAL DE BOBAGENS

Por Carlos Chagas.
Os organizadores estimam 7 mil pessoas,  hoje, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, protestando contra a política de reforma agrária da presidente Dilma. Pode ser um pouco menos, mas o MST e a Contag costumam ser eficientes em suas manifestações. Ainda que sem relação de causa e efeito, engrossarão o coro dos grevistas que há dias promovem passeatas contra o governo  pela Esplanada dos  Ministérios. Nenhuma relação parecem ter com o julgamento do mensalão, ali do lado, mas...
Mas o clima ficará explosivo  se algum sem-terra gritar “absolvam José Dirceu!” no meio da multidão. Essas coisas costumam pegar como o  sarampo pegava em décadas anteriores.
É da democracia o povo sair para as ruas, mesmo dividido em categorias. Só que não deixa de ser estranho assistir tanta movimentação  inusitada como neste mês de agosto, ironicamente quando a presidente da República atinge patamares de popularidade raríssimamente registrados antes.
Um sociólogo e um cientista político se arriscariam a explicar aquilo  que para a maioria dos cidadãos parece inexplicável. Qual a razão  desses protestos quando a opinião pública nacional  afirma confiança e julga a administração federal ótima ou boa? Como repetimos de vez em quando, tem azeitona  nessa empada.    
Não dá para supor que tudo acontece por estarmos sendo governados por uma mulher. O machismo caiu de moda  faz tempo. Também fica difícil aceitar o raciocínio de estarem as massas e a classe média sendo  mais penalizadas do que de costume. Imaginar influência das manchas solares ou das fases da lua parece ridículo nos tempos atuais.
Por que diabo, então, esse surto de exigências salariais e  sociais ?
Não erra quem supuser uma orquestração. Paranóias à parte, conspira-se contra o governo de Dilma Rousseff.           
Em termos políticos, jamais as oposições. Quem sabe os aliados, aqueles que imaginaram tomar o governo de assalto e   estabelecer um condomínio no poder? Com o PT à frente e o PMDB também reclamando por mais ministérios e diretorias de empresas estatais, aí estão penduricalhos como o PR, o PP, o PSB, o PTB, o PDT e outros. Boa parte de seus líderes reagem por  ter sido alijados no primeiro ano do atual governo. Mobilizam, assim,  centrais sindicais e sucedâneos para deixar o palácio do Planalto na defensiva. Quem sabe conseguirão realizar o objetivo  oculto?        
Ameaçam com 2014, ou seja, de não apoiar a reeleição da presidente. Lançam até, sem a concordância do próprio, o movimento “volta, Lula”.
FESTIVAL DE BOBAGENS.
Começou ontem e vai  até 4 de outubro mais um festival de bobagens. Com as exceções de sempre, candidatos a prefeito e a vereador agredirão nossa paciência duas vezes por dia no rádio e outras tantas na televisão, pela  propaganda  eleitoral  obrigatória. Houve tempo em que esse tipo de programação abriu as portas para a queda da ditadura. Dezesseis candidatos a senador pelo MDB elegeram-se nos então vinte estados existentes, na única eleição majoritária que restou no plano federal. Pregavam a volta à democracia. A surpresa obrigou os detentores do poder a baixar mais medidas de exceção, como a lei Falcão, que  permitia apenas a exposição de fotografias dos candidatos, e  o senador biônico,  não  votado mas indicado pelo partido do governo.
O mundo andou para a frente, restabeleceu-se a normalidade democrática  e a propaganda eleitoral. Só que não havia mais ditadura para criticar. Os candidatos entraram nos vídeos e ocuparam os microfones  prometendo o que jamais poderiam realizar: até milagres.  Outra vez, com as exceções de sempre.  O resultado foi, em especial nas eleições de prefeito e vereador, um suceder de fantasias apresentadas por nulidades. Sem esquecer os vigaristas. É mais ou menos o que começou ontem, com as devidas desculpas..

ABSOLVIDO

Revisor do mensalão absolve Cunha por corrupção passiva e peculato.

O ministro revisor do processo do "mensalão" no Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, votou pela absolvição de João Paulo Cunha pela acusação de corrupção passiva e peculato. Cunha é o primeiro "peixe graúdo" do PT listado entre os 37 réus. 
Ele é acusado pela Procuradoria Geral da República dos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Após a conclusão do voto de Lewandowski, os demais ministros serão chamados a discorrer sobre estes.

REVISOR

O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (23) pela absolvição de Marcos Valério e seus sócios do crime de corrupção ativa. Segundo ele, não há provas suficientes para incriminar o réu – já que não existe nada para garantir que o deputado João Paulo Cunha tenha usado o cargo de presidente da Câmara dos Deputados, em 2003, para beneficiar a agência SMP&B, de Marcos Valério. Cunha é acusado de ter recebido, na época do escândalo do Mensalão, R$ 50 mil da agência SMP&B em favor da empresa de Marcos Valério em um contrato de publicidade com a Casa, além de ter desviado R$ 252 mil do contrato a fim de realizar o pagamento de um assessor particular. Pela denúncia, os desvios na Câmara somaram R$ 1,077 milhão.  
Porém, Lewandowski entende que os R$ 50 mil foram usados pelo PT para pagar uma pesquisa eleitoral. “João Paulo Cunha recebeu numerário para custear pesquisas eleitorais de interesse de seu partido. Diante dessas provas robustas produzidas, não restou comprovada a prática de nenhum ato de João Paulo Cunha para dar tratamento privilegiado à SPMP&B”, disse o ministro em seu voto. Em seguida a sessão no STF foi encerrada.

CENTENÁRIO

Centenário de Nelson Rodrigues.
Diante da corrupção institucionalizada, mensalão, mentiras, escândalos em profusão, falta de escrúpulos da era comunista/socialista lulista vale evocar as sábias palavras do mestre das crônicas (sic): “Eu sou um anticomunista. Conhecíamos o canalha, o mentiroso, o vampiro de Düsseldorf. 
Todos os pulhas de todos os tempos e de todos os idiomas, mas, ainda assim, homens. O comunismo inventou alguém que não é homem. 
Para o comunista, o que nós chamamos de dignidade é um preconceito burguês. Para o comunista, o pequeno-burguês é um idiota absoluto justamente porque tem escrúpulos.” 

ACORDA BRASIL

Os números que fazem do Brasil o 1º lugar.
Deveríamos ser os primeiros em coisas que enaltecessem o nome do País, mas em vez disso somos os primeiros em negatividades. 
Senão vejamos: o Brasil é o primeiro lugar no mundo em mortes por acidentes de trânsito; em homicídios; em latrocínios; em mortes de mulheres assassinadas; em impunidade; em número de procurados por crimes e, acima de tudo, em corrupção. 
Em apenas duas décadas saímos lá de trás para encabeçarmos a lista. 
Só não somos os primeiros em: saúde pública; educação; transportes; habitação; civilidade; honestidade; dignidade; políticos sérios; honestidade com a coisa pública; segurança; respeito às Leis... 
Se eu for enumerar todas as deficiências preencheria dez quadrinhos iguais a esse. 
Acorda, Brasil, senão serás o pior em tudo.

ESSA É PORRETA

Mulher porreta!!!
Avarentos pensam com o bolso; egoístas se realizam frente a espelhos mágicos que lhe dão o aspecto que desejam ver, e políticos impatriotas só pensam no título eleitoral dos cidadãos. As severas críticas por Dilma Rousseff ter sido apontada pela Revista Forbes como terceira mulher mais poderosa do mundo, só podem partir de quem consegue ver apenas a urna eleitoral de boca aberta, ou que deseja conquistar o poder. 
O País como um todo, ao contrário, sente-se orgulhoso de ser reconhecido com a importância que deve ter. 
Apesar desta honradíssima realidade ter sido construída em momentos diferentes de Governos, coube à Presidenta manter a coerência e o pulso forte para não sucumbir diante das forças ocultas nas trevas do Poder – que alguns chamam de “os iluminados”.

CHEGOU A HORA

A caça a estudantes brasileiros está aberta.
As universidades americanas, segundo a BBC Brasil, de hoje, enviarão ao Brasil no fim deste mês a maior missão jamais vista, para arrebanharem o maior contingente possível de estudantes brasileiros para formarem seus corpos discentes.
Com o financiamento público patrocinado pelo Governo Federal, as universidades estrangeiras estão eufóricas. Em maio esteve aqui uma missão de universidades canadenses, nesta semana foi a vez da prestigiosa Universidade de Oxford, Inglaterra, que enviou seu mais alto escalão a São Paulo para anunciar novas bolsas de estudos financiadas pelo governo federal brasileiro. 
Enquanto isso, nossas universidades são sucateadas e esculhambadas com as famigeradas cotas raciais criadas por energúmenos.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

TRÊS PONTO FACIL

GREVES

As greves e o princípio da realidade (Editorial) 
O Globo
As greves do serviço público dão algum sinal de arrefecimento. Mas ainda estamos muito longe da normalidade. As universidades, por exemplo, em pleno miolo do ano, estão paradas há três meses. O ministro da Educação já está falando em reposição de aulas. Como tem acontecido quase todos os anos.
Mas que ano letivo é esse, sacudido por vazios perturbadores? Onde está a discussão séria sobre a organização das universidades públicas, sobre a relação professor/aluno (insatisfatória) que elas exibem?
Em que medida a discussão das cotas nos leva um passo adiante, no que se refere à boa performance universitária? Como raciocinar, nesse quadro, em termos de país desenvolvido?
O que se pode perceber, sem nenhum esforço, é que estamos saindo de um longo período em que as centrais sindicais dormiam no colo do governo. Oriundo do sindicalismo, o ex-presidente Lula transformou quase em simbiose a relação governo/sindicatos.
Navegando em maré mansa, pôde conceder aos sindicatos (nisto incluídos os funcionários públicos) generosos benefícios que já não têm relação com os tempos de agora.
Na mudança de quadro que depois se operou, pode ter faltado ao governo Dilma experiência e habilidade para tornar menos dolorosa a transição. Mas diga-se a favor do governo que ele não tem compactuado com a demagogia.
Os aumentos agora oferecidos, face à tsunami grevista, inserem-se no território do possível, do que não ponha em risco as contas públicas num momento que ainda é de crise internacional.
A presidente Dilma também incluiu um fato novo na discussão (pelo menos em relação ao lulismo), ao declarar: “Este é um país que tem de ser feito para a maioria de seus habitantes. Não pode ser só para uma parte deles.” 
Isto é: os benefícios não podem atingir apenas determinadas classes — no caso, as que já têm garantia de emprego, e foram contempladas com aumentos expressivos no bem-bom da era Lula.
Ao contrário do que propõem as centrais sindicais, o governo trabalha com reajustes diferenciados, distinguindo os que tiveram e os que não tiveram aumentos expressivos nos últimos anos. É o princípio da racionalidade, introduzido num quadro onde vigorava apenas o desejo de agradar às chamadas bases.
É o princípio da realidade — e cair na real não costuma ser fácil. Por conta disso, a presidente Dilma tem colhido vaias, aqui e ali.
Nesse contexto, seria mais do que justo que o Congresso também fizesse a sua parte, regulamentando, por exemplo, a lei que abriu a possibilidade de greve no serviço público. Como ele não fez isso, o Supremo andou produzindo legislações temporárias, para cobrir o rombo. É pouco, e estimula os movimentos destemperados.

CURINTIA

Lá vem a CBF 'acudir' o 'Curintia', de novo.
Olhando para nosso gloriosos futebol e, mais precisamente para a corrupta CBF, o que leio todos os dias me deixa cada vez com menos vontade de assistir ou comparecer a um jogo de futebol. 
Como tudo gira em torno do "Curintia" as orquestrações, de tão grosseiras, dão asco. Pois o glorioso bandeirinha que validou o 3º gol do Santos, impedido é verdade, foi afastado, afinal errar ou "roubar" do "Curintia num podi". É uma vergonha, ah bom, não era o timão então o "arbitro" pode operar à vontade. 
Com times medíocres e um exército de pernas-de-pau e outro de botinudos o ópio deste povinho permissivo, covarde e omisso é uma piada, são raros os bons jogos.

CASO CACHOEIRA

Enfim, o transbordamento...
A Câmara dos Deputados viveu ontem, um dia inusitado no corredor de acesso à sala da CPMI, ocorrendo um grande vazamento no teto, inundando todo o local, interrompendo o trânsito das pessoas. 
É claro que a situação é reflexo de um fenômeno que é explicado pela Física, posto que em recipiente que só entra e não sai, um dia a carga rompe as barreiras e transborda. 
Com tanto volume do Caso Cachoeira, cada vez aumentando mais, um dia teria de sair da caixa. 
A água volumosa deveria ter sido aproveitada para limpar certos gabinetes ou cadeiras do Congresso.

VALE TUDO

No julgamento, vale tudo.
Para justificar o uso de frases de efeito e os expedientes com que alguns Advogados têm rebatido às acusações do Relator Joaquim Barbosa, do Mensalão, o competente Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, gosta de falar de algumas dessas táticas. 
Numa roda, sexta-feira, ele conou sobre uma defesa que fez da ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, no STF. Na ocasião ela estava amamentando um dos filhos. 
Uma funcionária do tribunal deu um biscoito a Zélia que comeu, mas levou uma bronca do ex-ministro Néri da Silveira. Ainda com fome, ela cochichou com Kakay que estava se sentindo mal e com receio de desmaiar. – “Você consegue?” - perguntou-lhe Kakay, e logo Zélia caiu no plenário. – “Ganhei a causa”, completou.

ENGANADOR

Encontro da demagogia.
O atual prefeito de Sampa, o tal de Kassab, vira-folha e indeciso, esteve em Brasília agradecendo pessoalmente o presidente do senado, José Sarney, pelo apoio recebido durante a criação de seu novo partido.
Eles que são podres que se entendam. 
Esse prefeito de SP é um novo "enganador" da política nacional. 
Criou um recente partido mas não toma um rumo certo ou decisivo, é um inconsequente, não sabendo para que lado pende sua ideologia ou ação.
 De políticos demagogos estamos cheios, e chegando mais. 
E o cara ainda procura "babar" o ovo do chefe do clã maranhense. 
Um já passou da hora de sair da política e o outro está iniciando agora e muito mal.

ONDE CHEGAMOS

PF: comportamento de milícia de segunda.
A greve da Polícia Federal, além de ilegal é tremendamente abusiva. 
Seus métodos em relação ao povo que lhes paga o salário é uma falta de vergonha imensurável. Esses caras se portam como se fossem membros de uma milícia de quinta categoria de um país africano. 
Demonstram que não tem um pingo de civismo em suas mentes e ganham de "presente" o desprezo e a a antipatia da população afrontada com suas grosserias descabidas em aeroportos e outros pontos onde atuam. 
É isso o que dá quando elementos ingressam na Força através de concursos fraudados como acontece com inúmeros policiais federais. 
Essa PF mais se parece com estivadores de um porto de Moçambique. 
Onde nós chegamos!

BARRIGA CHEIA

Chorando de barriga cheia. . .
Os Marajás do serviço público estão mesmo a fim de tumultuar a nação e fazer com que a mídia dê mais atenção à greve do que ao Julgamento do Mensalão. 
Estão achando pouco o que recebem... vão para a iniciativa privada receber um ou dois salários mínimos. 
Acham que trabalham correndo risco de vida, vão trabalhar como motoristas e cobradores do Brasil afora. 
Ou até ser bancários, onde estão sempre na mira dos bandidos. 
Já passou da hora dos legisladores, fazerem leis mais duras para esse tipo de anarquia que está tomando conta do país.

CORTEM OS PULSOS

Dilma é eleita pela segunda vez como a 3ª mulher mais influente do mundo.

A presidenta Dilma Rousseff ocupa, pelo segundo ano consecutivo, o terceiro lugar no ranking das mulheres mais poderosas do mundo, de acordo com a revista Forbes. No topo da lista aparece a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. 
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, ficou em 2º lugar, numa repetição das três primeiras colocadas do ano passado. A lista elencou mulheres envolvidas na política, entretenimento, tecnologia e organizações sem fins lucrativos, entre outros campos.

PRA INGLES VER . . .

Meia-boca.
Com votação fatiada no Supremo Tribunal Federal, o ministro Cezar Peluso deve participar apenas da sentença de alguns réus. A dos demais vai assistir de casa, pela TV, porque se aposentará no dia 3.
Nesta quarta-feira (22), os Correios colocaram em circulação dois selos que retratam lendas de origem típicas da cultura indígena brasileira: as lendas do guaraná e da mandioca. Ambas estão ligadas a costumes alimentares indígenas e descrevem uma situação de sofrimento, tratando da relação entre morte e renascimento, que tem como símbolo o surgimento de uma planta. Os selos fazem parte da emissão especial Série América:  Mitos e Lendas e têm em comum o grafismo marajoara característico da região Norte do Brasil. Produzidos com técnica de computação gráfica, com arte de Márcio Guimarães e impressão em cuchê gomado, os selos têm valor facial de R$ 1,85 cada. A tiragem é de 360 mil selos, sendo 180 mil de cada um. Os selos podem ser adquiridos pela loja virtual (www.correios.com.br/correiosonline),  pela Agência de Vendas à Distância.

domingo, 19 de agosto de 2012

PARCERIA, CONCESSÃO, PRIVATIZAÇÃO OU DOAÇÃO?


Por Carlos Chagas.
Como sempre, dividiram-se as opiniões. A presidente Dilma sustenta haver anunciado um programa de parceria entre  o governo e a iniciativa privada, no máximo uma concessão, jamais privatização, como ironicamente julgam os tucanos, ou doação, conforme afirmam setores ideológicos apartados do PT.
Cada um que escolha a definição que melhor se adapte aos seus interesses e convicções, porque rótulos distintos  sempre  servem  para abrigar conteúdos iguais.
A indagação  maior é  saber de onde sairão os 80 bilhões de investimentos previstos para os próximos cinco anos. Nesse particular o governo foi omisso. Se é verdade que a iniciativa privada entrará com no máximo 25% do total, o programa apresentado quarta-feira terá sido uma doação, sabendo-se que as concessões vão durar 40 anos. Mesmo assim, no empresariado, os mais conservadores queixam-se da falta de garantias.
Apesar da falta de memória dos brasileiros, será importante guardar os jornais desta semana para daqui a cinco anos,  mesmo amarelados, conferirmos se foram mesmo implantados 7 mil e 500 quilômetros de novas rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias. Neste particular, será bom não esquecer que boa parte da nova rede anunciada pelo ministro dos Transportes já existiu, no passado, sendo destruída ou erradicada sob o abjeto raciocínio de tratar-se de ramais anti-econômicos. Em vez de tentar torná-los econômicos, chegaram a arrancar trilhos e dormentes.  Ainda em matéria de trens, o susto continua: a presidente prometeu implantar o trem-bala, obra faraônica de 20 bilhões, quando mais lógico seria restabelecer o tráfego ferroviário normal entre as duas capitais e suas regiões. Resta saber se porventura concretizado o sonho, a ele também se aplicará o princípio de o governo arcar com o custo dos vagões vazios, caso não surjam carga e passageiros para ocupá-los. Esse será o verdadeiro negócio da China,  em especial de viermos a adotar a tecnologia chinesa.
De qualquer forma, haverá que aguardar os primeiros procedimentos dessa nova iniciativa tão a gosto do  PSDB. Em revoada, os tucanos celebram a troca dos patronos do governo dos companheiros: sai Lula, entra Fernando Henrique...
RÁPIDO, OS TRADUTORES
Terá endoidado quem, por obrigação ou curiosidade, dedicou as últimas semanas a assistir as sessões do Supremo Tribunal Federal, no julgamento dos réus do mensalão. Os doutos ministros dedicam-se ao cultivo de uma língua ininteligível para a imensa maioria da população, o “juridiquês”.  Explica-se, mais uma vez, porque o país prefere as novelas. Parece estarmos diante de alienígenas recém-chegados de outra galáxia. Podendo ser simples, Suas Excelências complicam qualquer intervenção. Lembram a história daquele célebre professor de Direito que para desconsiderar determinado tema,  comentava com seus alunos: “pouco se me dá  que o corcel  claudique, apraz-me acicatá-lo”. Traduzindo: “não  importa que a mula manque, eu quero é rosetar”...
Seria útil que a mais alta corte nacional de justiça contratasse uma equipe de tradutores para levar ao cidadão comum o significado das sucessivas participações.
VITÓRIA PELA EXAUSTÃO?
Insistem as lideranças sindicais e corporativas que a greve no funcionalismo público vem sendo um sucesso. Anunciam, mas não provam, que perto de 300 mil servidores federais encontram-se parados. Pode até ser, mas surgem sinais de o movimento estar se esgotando. A estratégia da presidente Dilma, sem rejeitar a  negociação, é de vencer os grevistas pela exaustão. Pode ser que consiga.

PRIVATIZANDO AS PRIVATIZAÇÕES ou AS VIRTUDES DA INOPERÂNCIA


Por Carlos Chagas.
A vida costuma ser mais fascinante e surpreendente do que a ficção. Muitas  vezes, para  dar alento a quem resiste. Ontem, dia do retrocesso,  o governo Dilma Rousseff anunciou  nova onda de privatizações, quer dizer, de doação de patrimônio público a uns poucos  privilegiados que se  valem  da ficção para enriquecer e aumentar seu  poder.   Só que  a vida sempre   revela a  fraqueza do embuste.                  
Caiu por terra, em 24 horas,  a mentira de ser a iniciativa privada mais  eficiente,  motriz primeira  do desenvolvimento, enquanto o Estado só cria despesas e gera desperdício e corrupção.
Ficamos sabendo estarem no  limiar  da falência as empresas aéreas Tam  e Gol, além de  penduricalhos. Basta ler seus balanços, mesmo maquiados. Seguem no rumo da Panair, da Varig, da Real, da Cruzeiro do Sul, da Transbrasil, da Vasp e de   outras. Seu prejuízo é de centenas de  milhões. E mais crescerá. Se ainda teimam em voar, e será por pouco tempo, a causa repousa na ajuda nem sempre honesta  dos cofres públicos,  das benesses fiscais e do sacrifício de seus funcionários.
Demonstra a natureza das  coisas  que certas atividades devem obrigatóriamente  ser estatais, quer dizer, pertencer ao todo,  não a  partes privilegiadas. Os transportes públicos são uma delas, tanto faz se aéreos, terrestres ou marítimos.  Da mesma forma  a educação, a saúde e a segurança públicas.  Sem esquecer  a indústria pesada, a geração de energia e   o controle do  sistema financeiro.
Nas últimas décadas assistimos o desmonte do patrimônio estatal, isto é, do povo,  em nome de uma falsa eficiência construída às custas da compressão  dos salários e das dificuldades  do trabalhador, favorecendo  grupinhos que sem nada investir apropriam-se dos investimentos públicos e insistem  em   proclamar as virtudes de sua inoperância. Os transportes aéreos constituem apenas um  exemplo, aqui referido por conta da  coincidência entre a mentira quarta-feira,  e a verdade de hoje, quinta.
Entre outros objetivos, o PT formou-se para sustentar a defesa do poder público,  a prevalência da sociedade sobre  minorias egoístas. O tempo passou e os companheiros cederam à  tentação de valer-se da estratégia que os beneficiaria e transformaria em  comensais do elitismo. Que um sociólogo tivesse traído ideais antes  apregoados por ele, tratou-se de uma individualidade fraca. Mas admitir essa mudança numa vanguarda   que um dia   pretendeu a reconquista do coletivo e a prevalência do social, deve ter doído muito   em quem neles acreditou. Talvez por isso boa parte debandou. Os que ficaram, transfigurando-se,  aliaram-se à cartilha dos  adversários do passado. Hoje, são cultores do neoliberalismo. Servem-se dele para exercer e preservar  o poder que não merecem mais, cegos diante da maré que  logo os asfixiará, como vai acontecendo lá fora. 
Que diferença existe entre o nosso governo e  aqueles que na Alemanha, Inglaterra, Espanha, Grécia, Portugal e alhures praticam,   às custas dos direitos sociais, a política perversa da doação  de bens públicos? Servem aos  mesmos   que através dos tempos tem sido os geradores da injustiça, da perversidade e das crises inevitáveis.
Pois bem:  mais cedo do que imaginavam com a própria  ficção,   engolem a resposta da vida. Vão fazer o quê? Privatizar a privatização das empresas aéreas? Ou abrir ainda   mais as burras do tesouro para preservá-las por outros quinze minutos?

STF: Marco Aurélio critica presidente.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, criticou o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto pela forma como está conduzindo o julgamento do Mensalão. Mello se mostra insatisfeito com o ritmo dos debates. "Você veja como o Ayres está mudado. Ele está se mostrando um outro juiz. Ele não está guardando a postura que sempre teve no tribunal, que é a do entendimento", disse o ministro. Para ele, Britto apoia "de forma quase incondicional" as iniciativas do relator Joaquim Barbosa, que são contestadas por grande parte dos magistrados. Além disso, Mello não gostou da forma como Britto interrompeu a dala do decano do tribunal, Celso de Mello, solicitando que concluísse rapidamente o que dizia. "Isso me lembra até a frase do (jogador) Romário: ele entra muito depois e quer sentar na janela do ônibus? Respeite o decano!", afirmou. "Que o presidente está mudado, está. Eu quero ajudá-lo, para que ele volte à postura que sempre teve", completou ao afirmar ainda desconfiar que “estão querendo correr só para o ministro Cezar Peluso votar”. Peluso se aposentará dia 3.

Pergunta na City.

Caso Julian Assange, do WikiLeaks, estivesse refugiado na embaixada da China, por exemplo, o governo britânico ameaçaria invadir o prédio?

TIM, você sem sinal.

Cliente que telefonou para a TIM, após mais de 48 horas sem sinal, foi orientado a “abrir uma reclamação”, mas ao tentar fazê-lo o serviço estava “inoperante”. Achou mais fácil mudar de operadora.

Cachoeira
 de dinheiro.

As análises do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) apontam que a quadrilha de Carlos Cachoeira utilizava 17 empresas laranjas. Só os repasses para a Delta podem chegar a meio bilhão de reais.
O movimento do funcionalismo não chama a atenção apenas pela dimensão, uma onda de greves reunindo cerca de 30 categorias, entre as quais milhares de servidores de áreas vitais. Surpreende, também, pelo fato de vários dos segmentos que se encontram...