terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Há um declinio no PIB.
Guido Mantega disse hoje que a crise é passageira e que no quarto trimestre a economia reagirá. Palavras bem diferentes do que aquelas quando afirmava que a economia brasileira estava firme e que a crise que grassa lá fóra não nos atingiria. Agora afirma que, ao contrário dos paises europeus, o Brasil tem mercado.
Eu pergunto: nós podemos prescindir das compras dos paises europeus? Só com o mercado interno e o africano vai ser dificil.
Com o declinio da economia chinesa, vamos deixar de exportar minério e outros comodities para aquele país.
Isto significa: vamos ter uma queda na entrada de dolares. 0 tempo dirá - mas cautela nunca fez mal a ninguém.

NADA ACONTECE POR COINCIDÊNCIA

Por Carlos Chagas.
Ficam alguns rescaldos, melhor dizendo, perguntas, da demissão de Carlos Lupi.  A primeira, sobre por  que todos os ministros demitidos perdem semanas inteiras jurando  que não pedirão para exonerar-se? Uns mais, outros menos, dos sete já arcabuzados no governo Dilma, todos tentaram agarrar-se aos respectivos ministérios, a maioria apregoando dispor da confiança e do apoio da presidente, de  estarem sendo injustiçados pelas denúncias malévolas da imprensa manipulada por seus adversários.  Chega a ser ridícula essa postura, quando basta respirar para saber que o ar está poluído. Ou então investigar a respeito de quem alimentou a mídia com informações sobre malfeitos. Geralmente, seus próprios correligionários e aliados.
Por que, apesar de todo o jogo de cena a  que se dedicam, no final    apresentam suas cartas de exoneração? Por  razão muito simples:  depois de ouvirem a palavra final de Dilma, diretamente ou através de ministros: “se não pedirem para sair, serão saídos...”  Para escapar da suprema humilhação, perdem a suposta coragem anterior, curvam-se e recebem, como prêmio de consolação, carta de agradecimento pelos serviços prestados e votos para que continuem trabalhando pelo país.
Não deixa de ser significativo que os sete ex-ministros foram impostos à chefe do governo, uns pelo Lula, outros pelos partidos da base parlamentar oficial. Nem Antônio Palocci, nem Nelson Jobim, Wagner Rossi, Alfredo Nascimento, Pedro Novais, Orlando Silva e agora Carlos Lupi integraram a cota pessoal de Dilma. Ela engoliu as indicações, em nome da lealdade para com o antecessor e em função do modelo que lhe  venderam, de formar uma equipe em condomínio para garantir maioria no Congresso.
Está mais do que provado que não deu certo. A rejeição da presidente  a parte do ministério foi respaldada por denúncias de malfeitos,  mas aconteceria de qualquer forma. Com exceção de Palocci,  chefe da Casa Civil, os demais já vinham sendo isolados, sem despachar com Dilma e esvaziados nas suas  atribuições funcionais. Antes mesmo  das acusações se tornarem públicas.   Outros ministros existem nessas condições, bastando  consultar a agenda presidencial.
Fica a indagação:  essas coisas  acontecem por acaso?  Por simples coincidência? Quem quiser que responda, bastando aguardar a reforma prevista para janeiro.
TEMPO PERDIDO OU INTERREGNO NECESSÁRIO?
Muita gente não entende porque a presidente Dilma aguardará janeiro, quem sabe até mais, para promover a reforma do ministério.  Afinal, perder um mês inteiro para recompor a equipe  significa jogar  pela janela tempo precioso,  capaz de ser utilizado para a concretização de seus objetivos.
Há quem discorde e justifique o interregno. Estariam sendo cozinhados em fogo lento os demais ministros que deixarão de ser ministros. Abandonados, eles estarão se conscientizando da inutilidade de sua permanência no governo. Não tomarão a iniciativa de antecipar-se, mas ficarão preparados para o inevitável.
Seria constrangedor citar nominalmente os ministros postos na máquina de moer carne, mas estão à vista de todos, mesmo se não surgirem contra eles denúncias de corrupção.
A dúvida é saber se a presidente disporá de condições para nomear os melhores para cada  ministério, com ou sem filiação partidária. Por certo que levará em consideração a necessidade de manter sua base parlamentar, mas dificilmente continuará refém dos partidos, apenas aceitando suas indicações. Por tudo, resta aguardar.
NA ENCOLHA.
Pelos motivos expostos  na nota anterior,  registra-se no ministério inteiro a estratégia do cone de sombra. Todo mundo se esconde, ninguém anuncia programas  e projetos, muito menos realizações, que bem ou mal continuam acontecendo. É difícil encontrar ministros dispostos a dar entrevistas, a mostrar-se e a demonstrar confiança em sua permanência. Razoável número continuará, depois da reforma, mas quais? Muitos encontram-se apenas acampados em Brasília, sem coragem para montar casa na capital federal. Todos programam dias de descanso por conta das férias de Natal e Ano  Novo, até seguindo o exemplo de Dilma, que deverá isolar-se por dez dias, em janeiro. A hora não é de falar nem de aparecer.
LEGALIDADE E ÉTICA.
Ilegalidade o ministro Fernando Pimentel não cometeu, quando depois de deixar a prefeitura de Belo Horizonte e antes de ser nomeado para o Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, dedicou-se a atividades de consultoria econômica, faturando perto de 2 milhões de reais.  O direito ao trabalho está  na Constituição. O diabo é que, entre outras,  sua empresa prestou consultoria à Federação das Indústrias de Minas Gerais.  Que tipo de consultoria, poucos sabem. Muito menos se quando prefeito, o atual ministro celebrou contratos com filiados da entidade.  Foi por aí que Antônio Palocci perdeu-se e  perdeu a Casa Civil. Pimentel recebeu todo o apoio da presidente Dilma para dar explicações sobre sua empresa de consultoria. Tomara que consiga.
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre foi nulo ante o trimestre anterior, segundo dados divulgados na manhã desta terça (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número foi puxado por resultados pífios da indústria e do setor de serviços, que recuaram 0,9% e 0,3%, respectivamente, em relação ao segundo trimestre. O desempenho do setor agropecuário, no entanto, impediu que a economia do país retrocedesse no período, e avançou 3,2%. Em relação ao terceiro trimestre de 2010, o PIB cresceu 2,1%. Em valores correntes, a economia brasileira alcançou 1,05 trilhão de reais. No acumulado de 12 meses, o crescimento da economia foi de 3,7%, enquanto o avanço em 2011 chega a 3,2%. Com base nesse número, a economia brasileira teria de crescer 0,6% no quarto trimestre para que as previsões do governo (de alta de 3,8%) fossem alcançadas. O Banco Central prevê uma expansão de 3,5% do PIB este ano, enquanto o mercado aguarda um avanço de 3,2%. Segundo o IBGE, a queda da indústria foi puxada pela atividade de transformação, cujo índice de volume do valor adicionado recuou 1,4%.
COLUNA DO CLAUDIO HUMBERTO.
Planalto: acusação contra Pimentel é 'fogo amigo'
O Planalto já mapeou as denúncias de supostas irregularidades contra o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento Industrial) e concluiu que se trata de “fogo amigo”. As acusações seriam obra da ala xiita do PT-MG, do deputado estadual Rogério Correia, que se opôs à aliança PT-PSDB-PSB, vitoriosa na eleição municipal de Belo Horizonte, em 2008. Correia nega, atribuindo as denúncias ao PSDB de Aécio Neves.
Liderança incômoda.
Os xiitas do PT também estariam preocupados com pesquisas em que Fernando Pimentel lidera a corrida para o governo mineiro, em 2014.
Tráfico de influência.
Fernando Pimentel é acusado de “tráfico de influência” na prefeitura de BH, utilizando-se de sua empresa de consultoria.
Disfarça, disfarça.
O ministro Gilberto Carvalho disfarça a armação para fazer do assessor José Feijoo ministro do Trabalho. Agora diz que não abre mão dele.
Briga de pelegos.
Gilberto Carvalho, Feijoo e o PT do ABC queriam transferir da Força Sindical para a CUT o controle do Ministério do Trabalho. Recuaram.
Para refrescar a memória:
Quantas crises teve os EUA nos últimos cem anos? E o Brasil?
Comparativamente, quanto cresceu os EUA e o Brasil durante as crises do outro, incluindo os períodos das guerras mundiais?
Quanto cresceu os EUA, o Brasil, Argentina e Haiti nos últimos 9 anos?

MULHERES DE ANTENAS. . .

Mulheres de antenas

Dora Kramer, O Estado de S.Paulo
Celebrada na condição de primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff até agora deixou passar seis oportunidades de atuar em consonância com a expectativa corrente em relação às mulheres, de maior rigor na vida pública.
Uma maneira de fazer isso seria mostrar genuína disposição de liderar um processo de mudança nos critérios de funcionamento do governo de coalizão.
Duas mulheres deram exemplos recentes nos quais Dilma ainda dispõe de tempo para se mirar: Eliana Calmon e Marília Muricy, baianas conectadas com a necessidade de não se deixar o Brasil, por mais sucessos que tenha na economia, perder-se nos desvãos da desqualificação moral.
Ambas demonstraram coragem e firmeza efetivas para sacudir nichos até então intocados.
Eliana, corregedora do Conselho Nacional de Justiça, com suas diatribes sobre a conduta de magistrados, lança alguma luz sobre a caixa-preta do Judiciário. Faz a diferença.
Marília, autora do relatório que recomendou a saída de Lupi, deu sentido à Comissão de Ética Pública que desde a criação, no governo Fernando Henrique, nunca havia sido contundente na tarefa de zelar pela confiabilidade dos ocupantes de cargos no primeiro escalão federal.
Tanto uma quanto outra recebem críticas daqui e dali, mas mantêm suas posições. A corregedora a cada dia aponta com clareza uma deformação no Judiciário e a conselheira, quando confrontada com a insatisfação do Palácio do Planalto a respeito do voto - aprovado por unanimidade pelo colegiado -, reafirmou a posição.
No caso da presidente da República, suas ações têm implicações mais amplas, evidente. Até certo ponto são compreensíveis as dificuldades políticas que enfrenta.
Não é do dia para a noite que se vira de cabeça para baixo um sistema herdado, em vigor há muito tempo e, sob a ótica do pragmatismo extremo - governamental e eleitoralmente falando -, vitorioso. Por isso mesmo a presidente conta a seu favor com o benefício da dúvida.
Leia a íntegra em Mulheres de antenas

FAZENDO OPOSIÇÃO

Marcos Coimbra é sociólogo, preside o Insituto Vox Populi e escreve para o ‘Correio Braziliense’.
Quem acompanha o que falam os principais líderes oposicionistas terá notado o recrudescimento do discurso antigoverno nos últimos meses. O clima de certa boa vontade para com Dilma, que prevaleceu durante o primeiro semestre, foi substituído por declarações cada vez mais fortes.
A mudança é especialmente visível nas manifestações para a imprensa. Quando se pronunciam publicamente, por meio de entrevistas, artigos assinados ou notas, o tom costuma ser mais ácido que no dia a dia do relacionamento parlamentar e administrativo.
Afinal, a oposição está à frente de nove estados e centenas de prefeituras, o que exige convivência contínua e colaboração com o governo federal. Nenhuma das partes quer se indispor com a outra.
Existem diversas razões para explicar a mudança. Pode ser que as lideranças da oposição acreditem que seu eleitorado a exige. Pode ser que obedeçam a motivações internas, decorrentes de conflitos entre correntes partidárias. Pode ser que desejem mais espaço nos grandes veículos de comunicação, sempre mais
generoso quando o oposicionismo é mais acentuado.
O entendimento de que a sociedade cobra virulência não é respaldado pelas pesquisas de opinião. A imagem da presidente continua positiva, depois de ter começado o ano nas alturas. Nos levantamentos de todos os institutos, Dilma é recordista de popularidade.
Nos mais recentes, estava com aprovação de quatro em cada cinco entrevistados.
Criticá-la equivalia, portanto, a julgá-la de maneira oposta ao que pensa a vasta maioria da população.
Também relevante, a imagem de Dilma mostrava ter resistido aos sucessivos episódios de crise em seu ministério. Tendo se desvencilhado de seis ministros, não haveria como negar que as denúncias tinham, no mínimo, algum fundamento. Nenhum governo apresenta, ao longo do tempo, níveis idênticos de avaliação.
Flutuações podem acontecer e acontecem. O que importa é a tendência, e nada indica que Dilma esteja perante alterações significativas da sua.
Ou seja, enquanto a imagem do governo permanece elevada e assim parece que vai continuar, o discurso da oposição segue um caminho inverso. A opinião pública continua gostando da presidente e a oposição, a cada dia, gosta menos.
Nenhum problema com isso. É totalmente legítimo e até natural que ela discorde do que pensa a maioria do eleitorado. Se não, nem teria o que falar, uma vez que o discurso da aprovação tem dono identificado. É do situacionismo o direito (e o dever) de ser a favor.
O complicado é quando o oposicionismo é inconstante ou contraditório. Se as lideranças tucanas (pois as do PPS e as do DEM, a cada dia, diminuem de expressividade) querem ser crescentemente contrárias ao governo, que o sejam.
O que não podem é fazê-lo titubeando e dando meias voltas.
Isso é especialmente importante para elas durante o processo eleitoral que teremos ano que vem. Nas eleições municipais, a oposição terá que escolher de que lado vai estar em relação a Dilma, Lula e o governo federal. E terá que saber dizê-lo com clareza para o eleitorado.
Em 2008, vimos o preço que o temor a Lula cobrou das oposições. Cientes da elevadíssima popularidade do ex-presidente, não houve um só candidato relevante a prefeito que ousasse confrontá-lo ou criticar o governo. Em algumas cidades, tivemos uma espécie de competição para selecionar o mais lulista,
independente do partido. O candidato tucano típico queria tudo, menos ser percebido como o que era “contra Lula”.
O resultado foi uma espécie de “círculo virtuoso”. Lula estava bem e ninguém o questionava. Ficava, em função disso, a cada dia melhor e diminuía a vontade de lhe fazer oposição. Com isso, subia ainda mais. Ele entrou no período eleitoral daquele ano bem e terminou ótimo.
Ficar contra um governo popular tem preço. Na eleição municipal, pode significar eleger menos prefeitos, com isso correndo o risco de enfraquecer a representação congressual na próxima legislatura. Mas não há como evitá-lo.
O PT passou por isso. Fez o oposto do sentimento nacional majoritário em alguns momentos (para lembrar de apenas dois: não votou em Tancredo no Colégio Eleitoral em 1985 e foi contra o Plano Real em 1994), mas agiu de maneira que a opinião pública reconheceu ser coerente. Assim, adquiriu respeito.
É o que os partidos de oposição precisam conquistar.

PLANO NACONAL DE EDUCAÇÃO

Ocupe Brasília quer 10% do PIB em educação; relatório propõe 8%.
Inspirados no Ocuppy Wall Street, estudantes acampam na Esplanada dos Ministérios para cobrar que investimento em educação dobre para 10% do produto interno bruto (PIB). Relator do Plano Nacional da Educação na Câmara eleva proposta do governo de 7% para 8%, diz que isso garante mais R$ 40 bi e que é o máximo que equipe econômica aceita.
Com estudantes acampados em frente ao Congresso desde o início do dia, a promover pelo menos até sexta-feira (9) um Ocupe Brasília em defesa do investimento de 10% do produto interno bruto (PIB) em educação, uma comissão especial da Câmara dos Deputados conheceu, nesta terça-feira (6), relatório que propõe 8% do PIB.
O parecer do deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR) sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020, que o governo mandou ao Congresso em dezembro de 2010, eleva a proposta original, que fixava o investimento em 7% - hoje são 5%. O que, segundo o parlamentar, injetaria mais R$ 40 bilhões na educação. Esse seria o máximo aceito pela equipe econômica, com quem Vanhoni vinha negociando.
O relator faz uma série de modificações no PNE original, mas não toca em pontos considerados fundamentais por militantes da área, como a discriminação dos percentuais a serem investidos por cada um dos entes federativos, em especial a União. E não atende às expectativas dos trabalhadores em educação em relação à valorização profissional.
Segundo a recém empossada presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Manoela Braga, que participa do Ocupe Brasília, os estudantes reconhecem o avanço de chegar a 8%, mas vão insistir em 10%. “8% é pouco reverter a decadência histórica da educação brasileira”, disse.
Ela afirmou que, nesta terça (6), 400 estudantes começaram a acampar e que o número vai crescer até sexta (9), quandos eles mesmo vão avaliar se adiantou alguma coisa e se vale à pena continuar o movimento.
O secretário de Formação Sindical da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Gilmar Soares Ferreira, também garante que a entidade vai continuar brigando pelos 10%. “Nós entendemos que esta é a condição para o país mudar sua realidade e universalizar o acesso à educação pública de qualidade e garantir capacitação para nossos jovens, que padecem com o desemprego”, disse.
Comissão gosta.
A maioria dos deputados da comissão, porém, elogiou o relatório, que recebeu o número recorde de 3 mil emendas. Mas há quem insista em cobrar 10% do PIB. “Sabemos que o relator se esforçou muito, mas entendemos que seu papel é limitado. Nós, da comissão, é que teremos que garantir a aprovação de um percentual maior de investimentos”, disse a deputada Professora Dorinha (DEM-TO).
O deputado Ivan Valente (PSL-SP) disse que o percentual de 8% não será suficiente para o cumprimento das metas estabelecidas. “Esses 10% não são um número cabalístico. São 60 milhões de analfabetos, a maioria das crianças não estão em creches e não chegamos a 50% de presença de jovens no ensino médio. Além disso, o salário dos professores é baixo e a qualidade do ensino também”, alertou.
Segundo Vanhoni, seria possível votar o relatório ainda este ano.
Regular a mídia para democratizar a comunicação
A bandeira da democratização da mídia esconde uma falácia: insinua que a grande mídia, privada e comercial, seria passível de ser democratizada. Em termos da teoria liberal da imprensa, isso significaria trazer para dentro de si mesma “o mercado livre de ideias” representativo do conjunto da sociedade, isto é, plural e diverso.
Venício Lima, da Carta Maior.

COP17

O veto dos EUA ao futuro.



A direita norte-americana que já teve sucesso em implodir a primeira fase do Protocolo de Kioto, ao desautorizar no Congresso o governo Clinton, que apoiava o acordo; deu as cartas da diplomacia ambiental no período Bush e, tudo indica, continua a comandar a agenda do meio-ambiente no mandato de Barak Obama.
Em Durban, na COP 17, onde 15 mil delegados de 195 países tentam redesenhar o formato de Kioto pós-2012 -para que não se repita o fracasso da 1ª fase-- a delegação que representa Obama age como se fosse porta-voz do conservadorismo republicano mais retrógrado. Partem dos EUA os obstáculos, vetos e dissimulações que comprometem a formatação legal do novo documento; esvaziam o seu lastro de financiamento e inutilizam as metas de redução de emissões de CO2 para próxima década.
Os EUA rejeitam um protocolo que inclua qualquer acordo vinculante até 2015, ou seja, que tenha a força de lei; defendem que as ações e controles sejam voluntários até 2020; propõem reduzir em 4% suas emissões nesse prazo, tendo 1990 como base, mas sem etapas intermediárias fiscalizáveis. É como deixar o planeta uma década a mais nas mãos do bushismo e só depois conferir no que deu.
Finalmente, a delegação norte-americana desconversa cada vez que é cobrada do compromisso assumido em Copenhague, em 2009, de criação de um Fundo Verde de US$ 100 bi compensações ambientais às nações em desenvolvimento. Se Obama não cotiza, ninguém mais o fará.
A sociedade norte-americana representa hoje, de longe, a maior ameaça ao aquecimento do clima. Sua emissão média é de 16,9 toneladas de CO2 por habitante/ano. Significa que cada norte-americano sozinho emite mais que um chinês e um europeu juntos (respectivamente 6,8 t/per capita/ano e 8,1 t/per capita/ano).
A COP Durban termina nesta 6ª feira. Desde já, porém, reafirma conflitos que, mais uma vez, vinculam a possibilidade de futuro à superação de uma lógica de mercado imperial que empurra a humanidade a um beco sem saída.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

AGORA VAI SER ASSIM . . .

No caso da Globo eu faço minha parte, e seria melhor que todos os que tem essa opinião fizessem o mesmo. Não ligo no canal da globo fazem alguns anos, só vejo alguma coisa dessa cloaca quando estou em algum lugar onde a tv esteja sintonizada naquele canal, e aí ja da pra ver que a m… continua a mesma, e já “fiz a cabeça” de muita gente pra não ver mais os noticiarios tendenciosos que eles produzem . Quanto à veja, costumo folhar em recepçao de consultorios e barbearias, mas faço questão de sempre comentar com os presentes da falta de ética e qualidade jornalistica da mesma.
Sobre folha, e outros PIGs, sequer conheço e não faço questão de conhecer.