quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Supremo decide que Lei da Ficha Limpa já vale para as eleições de 2012
Quase dois anos após aprovada no Congresso e sancionada pelo então presidente Lula, a Lei da Ficha Limpa - que começou com uma campanha na internet - foi declarada constitucional nesta quinta (16) por 7 votos contra 4 no Supremo Tribunal Federal. A lei valerá já nas eleições municipais deste ano, impedindo a candidatura, por ao menos oito anos, de políticos que renunciaram para fugir de processos de cassação ou de quebra de decoro parlamentar, ou foram condenados por órgãos colegiados da Justiça. Ela também retroage e alcança quem em cargo público foi condenado em um Tribunal de Justiça por abuso do poder econômico ou político ou teve contas rejeitadas configurando improbidade administrativa. O voto decisivo foi do ministro Ayres Britto, para quem a Ficha Limpa está "em total compatibilidade" com a Constituição, que deveria "ser mais dura contra a imoralidade e a improbidade".

DA GRÉCIA PARA O BRASIL: “EU SOU VOCÊ AMANHÃ!”

“EU SOU VOCÊ AMANHÃ!”
Por Carlos Chagas
A receita tem sido a mesma há  milênios: quando as nações ricas defrontam-se com dificuldades por elas mesmo criadas, recorrem às nações pobres, seja para  aumentar-lhes os encargos, seja para surripiar ainda mais seu patrimônio. Vai ecoar até o final  dos tempos o conselho da bruxa inglesa  aos endividados do terceiro mundo: “vendam suas riquezas”.
A crise na Grécia deve-se mais aos empréstimos que o mercado financeiro internacional  oferecia e impunha aos governos de Atenas do que à óbvia  imprevidência de seus dirigentes.  Agora, quando  os gregos chegaram à insolvência anunciada, assiste-se à   rotineira vigarice dos credores: os  aportes de bilhões de euros  jamais   sairão dos bancos alemães, ingleses e franceses, muito menos dos  organismos internacionais que fingem destiná-los sob o rótulo de ajuda emergencial. Ficarão nos respectivos cofres e até engrossarão, por conta dos juros cobrados.
Em compensação, exigem da população  sacrificada a redução de 22% no salário mínimo, o corte de 10% nos salários de quem tem menos de 25 anos, o congelamento dos demais salários, a demissão de 150 mil funcionários públicos, a diminuição das isenções fiscais,  a privatização das empresas estatais e  cortes no orçamento, com ênfase para os investimentos sociais. Como em  séculos passados  já roubaram a maior parte do patrimônio artístico da Antiga Grécia, só falta agora exigirem a exportação do Partenon, inteiro ou aos pedaços.
A sociedade grega  paga a conta, mas o mundo  mudou e povo  está  na rua. Nas telinhas e páginas de jornal assistimos a sagrada ira dos que não tem  mais nada a perder, pois perderam tudo, ou quase tudo. Queimam a sua capital, botam a polícia para correr e depõe sucessivos governos. O mesmo aconteceu e acontecerá na Irlanda, Portugal e adjacências, pela simples razão de estar-se  esgotando o modelo canibalesco dos ricos. Vai demorar um pouco, ainda, até o  advento de uma nova ordem econômica européia e mundial, mas outra saída não existe.
Toda essa tragédia se expõe por conta daquela propaganda de vodca. Nós somos eles, amanhã? Apesar de toda a cortina de fumaça publicitária e da ilusão dos atuais detentores do poder em termos superado o subdesenvolvimento,  que ninguém se iluda: aumentando as agruras do sistema financeiro internacional, em especial americano, mas sem esquecer o nacional, onde seus mentores buscarão alívio senão na população e nas riquezas  aqui no quintal? Quantas vezes em nossa História repetiram a fórmula mágica de desviar  recursos brasileiros para sustentá-los em suas aventuras? Já foi pau-brasil, depois cana-de açúcar,  ouro, diamantes,  café, borracha,  areias monasídicas, biodiversidade, petróleo, terras e muito  mais. Se bobearmos, até água, de  que dispomos em profusão.
Salários, já os temos estrangulados. Vá qualquer banqueiro tentar  viver com 622 reais por mês.  Privatizações? Chegamos   ao limite, ou melhor, o PT chegou.  Cortes orçamentários? Dona Dilma que responda.  É bom tomar cuidado.
A RAPOSA SAIU DA TOCA?
Em artigo na Folha  deste começo de semana Aécio Neves parece haver despertado. Para seu futuro presidencial de candidato, pode ser o começo, ainda que não seja preciso concordar com suas colocações gerais,  muito pelo contrário. Pelo menos, saiu da  casca, ou deixou a toca onde se mantinha.
Escreveu o senador mineiro estar o governo do PT dez anos atrasado, por haver deixado os aeroportos se deteriorem para só agora privatizá-los, mesmo assim por conta de evitar vexames da Copa do Mundo. Denunciou, pelo visto, com precisão: o governo não exigiu garantias mínimas dos vencedores das concorrências, muitos deles inadimplentes que haviam tido rejeitadas operações anteriores no BNDES. Acusou os companheiros de fingirem não estar privatizando e concluiu indagando qual o PT de verdade.
Sem a emissão de preferências a respeito da sucessão de 2014, vale assinalar que se o candidato seguir nessa linha em discursos no Senado e peregrinações pelo país, poderá aspirar alguma chance em tornar-se candidato tucano. Não há outra estratégia para ele senão seguir em frente, apontando malfeitos da atual administração federal.
PRÁTICAS CONHECIDAS
Não pode permanecer inconclusa essa novela da Casa da Moeda. Luis Felipe Danucci foi ou não indicado pelo PTB ao ministro Guido Mantega? Serão verdadeiras as denúncias dele haver desviado 6 milhões de dólares  para o exterior, fruto de comissões em contratos celebrados por aquela entidade?
O PTB tem tradição de valer-se de  seus representantes no governo para amealhar contribuições para o caixa dois do partido, através do superfaturamento de obras e serviços. Seu próprio presidente ainda não explicou o destino dos milhões recebidos à margem do  mensalão, mas naquele mesmo período. Teria pago  dívidas de campanha de  seus companheiros?
Mas se o partido estiver agora inocente da nomeação do demitido presidente da Casa da Moeda, e se o desvio tiver mesmo acontecido, quem se beneficiou? A Polícia Federal bem que poderia esclarecer as dúvidas.
COMO  SEPARAR CRIMES E GREVES
Greves são instrumento legítimo do trabalhador e até de empresários, caso se decidam deflagrá-las. Discute-se o direito de policiais cruzarem os braços, tema que ainda renderá incontáveis tertúlias. Agora,  crimes praticados durante as greves devem ser investigados e punidos,  mesmo admitindo-se a anistia em etapas posteriores,  na dependência da elucidação de cada caso.
O que não dá para aceitar é o que acaba de acontecer em Brasília. Os funcionários do  metrô local, por sinal terceirizado, acabam de sair de uma greve de 37 dias e já ameaçam outra, certamente porque os concessionários não cumpriram os acordos. Tudo bem, ou tudo  mal, porque o prejuízo vai para os usuários do transporte coletivo.
Aconteceu o quê? Conforme informes da polícia, os trens da capital federal vem sendo sistematicamente interrompidos. As composições ora param no  meio de trajeto,ora nem deixam as estações. Pelo jeito, através de sabotagem de funcionários especializados em perturbar os programas de tráfego.   Nesse caso, são crimes praticados em nome da greve adiada ou futura. Pau neles.
Itália e Holanda entram em recessão
A Itália e a Holanda entraram em recessão. Trata-se das duas maiores economias da zona do euro que apresentaram uma redução de 0,7% no Produto Interno Bruno (PIB) no quarto trimestre do ano passado. Esta é a segunda queda consecutiva dos países. As 17 economias da zona do euro diminuíram 0,3% no quarto trimestre de 2011. Já os Estados Unidos teve um crescimento de 0,7%. Mas, ainda assim, a zona do euro ainda não está oficialmente em recessão porque houve um pequeno crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2011. A crise da dívida na Europa já levou a Grécia, Portugal e a Bélgica para a recessão.
Rio Branco está sob emergência
O prefeito Raimundo Angelim assinou nesta quinta (16) um decreto declarando que a capital do Acre, Rio Branco, está em situação de emergência. O motivo são as fortes chuvas que atingem o estado. O Rio Acre está com 16,30 metros de nível de água e alaga, no mínimo, 18 bairros da cidade. De acordo com a Defesa Civil, 563 famílias estão desabrigadas. “Chove muito nos leitos dos rios, principalmente nas cabeceiras no Peru e na Bolívia. Este ano teremos uma das maiores cheias do Rio Acre”, explicou o sub-comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel João de Jesus Oliveira.
Ipea: Brasil longe do pleno emprego
O estudo “Considerações sobre o Pleno Emprego no Brasil” divulgado nesta quinta (16) pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), aponta que o Brasil ainda está longe da condição de “pleno emprego”, apesar dos aumentos sucessivos na população ocupada registrados nos últimos meses. De acordo com os técnicos do Ipea, o alto nível de informalidade, as taxas ocultas de desemprego (refletindo as pessoas que estão subempregadas ou pararam de buscar trabalho) e o percentual de 70% de novas vagas com remuneração de até dois salários mínimos comprovam que o país não alcançou a situação em que haveria vagas disponíveis, com remunerações adequadas, para toda a população economicamente ativa disposta a trabalhar. Os pesquisadores dizem que não é possível precisar uma taxa que represente esta condição, porque ela está ligada a indicadores de qualidade dos empregos.
Serristas chamam as prévias de 'golpe'
Um grupo do PSDB convoca os militantes da legenda a participarem de um ato, nesta quinta (16), às 19h, contra o que chamam de “golpe das prévias”. A manifestação será no Diretório Estadual da sigla, na Avenida Indianópolis, em São Paulo. O anunciou veio após líderes do partido começarem a atuar nos bastidores para derrubar uma disputa interna a fim de abrir caminho para a candidatura do ex-governador José Serra à Prefeitura de São Paulo. Ontem (15) a bancada tucana chegou a divulgar uma nota solicitando ao ex-governador que aceite disputar pela legenda e que o partido desista das prévias. Desta forma, o PSDB se dividiu e os pré-candidatos já reagem às investidas contra a disputa.

SENADO

Suplicy discute com tucanos.
Os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Alvaro Dias (PSDB-PR) discutiram nesta quinta (16), em plenário, a demora do ex-governador José Serra em lançar sua candidatura a prefeito de São Paulo pelo PSDB. Suplicy chegou a mostrar uma charge na qual Serra aparece com dúvida sobre qual caminho escolher e acaba colidindo em um poste. “O importante é que a população de São Paulo possa escolher de forma democrática”, disse Suplicy ao defender as previas no partido. Aloysio Nunes rebateu de forma irônica dizendo que Suplicy que bateu em "um poste chamado Lula" ao ter sido desprezado pelo ex-presidente como candidato às eleições de São Paulo. Álvaro Dias se uniu a Aloysio e disse que, no PT, as escolhas são feitas só pelo Lula. Segundo ele, a decisão sobre Serra já foi tomada e só falta o anúncio. “São Paulo ganharia muito com a candidatura dele, que será anunciada em momento oportuno”, garantiu.
Após deixar a CBF, Teixeira vai viver na Flórida.
Os assessores e amigos mais próximos de Ricardo Teixeira perceberam que era iminente sua renúncia à presidência da CBF quando ele voltou sozinho de suas férias de fim de ano na casa que mantém em Boca Raton, Flórida: permaneceram lá sua mulher e a filha de 11 anos, devidamente matriculada em uma escola norte-americana. Teixeira caiu porque, sem apoio da Fifa, perdeu poder e influência.
Bye, bye
Isolado na Fifa, Ricardo Teixeira deixou de ser interlocutor até da Rede Globo para negociar direitos de transmissão da Copa de 2018 e 2022.
Sem credibilidade
Teixeira entrou em declínio, apesar da proximidade da Copa de 2014, após as seguidas denúncias de corrupção no Brasil e no exterior.
Mudança radical
Adoentado e estressado, Ricardo Teixeira resolveu mudar o estilo de vida. Até já perdeu 30 kg, após uma dieta rigorosa.
Golpe de mestre
José Maria Marin, 80, será sucessor por ser o vice mais velho da CBF. Armação de Marco Polo Del Nero, da federação paulista, que o indicou.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

CARNAVAL EM BRASÍLIA

Em Democracias autênticas o Poder Executivo governa e o Poder Legislativo legisla e fiscaliza o Executivo. O que acontece no Brasil é que os políticos são muito mau acostumados, acham que podem tudo.
Com a presidenta Dilma Rousseff as coisas estão mudando, os políticos estão sendo colocados aos poucos no seus lugares, pois a política do Brasil está exigindo, há longos e longos anos, seriedade no trato da coisa pública. Sempre acharam que o dinheiro da nação brotasse em árvore.
Viva Dilma e Viva Lula!
Se Lula pregasse o convívio que fosse com a ineficiência não teria indicado a propria Dilma Rousseff para a Casa Civil.
E muito menos para a Presidência.
O resto é falta de assunto.
Obsessão crescente de Dilma com gestão desanima tropa política.Depois de um ano de mandato, Dilma Rousseff reforça cobranças dentro e fora do governo por eficiência. Visão gerencial da presidenta faz subir cotação dos ministros Aloizio Mercadante (Educação) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). E leva setores da máquina pública identificados com lulismo a sentirem-se cada vez mais desconfortáveis com o que consideram despolitização.
A presidenta Dilma Rousseff passou dois dias no Nordeste na semana passada vistoriando a transposição do rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina, obras federais bilionárias. Durante o giro, aproveitou uma entrevista para avisar empreiteiros que tocam obras públicas. Daqui em diante, todas terão monitoramento sistemático e online pelo governo, metas serão cobradas, prazos deverão ser cumpridos. “Nós queremos obra controlada”, disse.
O recado ilustra como Dilma está cada vez mais obcecada pelo tema gestão, traço que carrega desde os tempos de “mãe do PAC”, o programa de obras do antecessor. Na primeira reunião ministerial do ano, em janeiro, Dilma já tinha alertado a própria tropa, sobre a importância crescente que dá à gerência. Cobrara a implantação de um novo sistema de acompanhamento de gastos, que permita “uma verdadeira reforma do Estado”, tornando-o “mais profissional e meritocrático”.
A fixação de Dilma por gestão foi a causa principal, segundo a reportagem apurou, da crise de hipertensão que mandou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, ao hospital dias atrás. Atual “mãe do PAC”, que ajudara a supervisionar com Dilma quando ambas eram da Casa Civil de Lula, Miriam levou a responsabilidade junto para o novo cargo. Agora, vê a presidenta insatisfeita, pressionando-a por resultados e cogitando devolver a atribuição à Casa.
Mais do que na saúde, o reforço do enfoque gestor de Dilma impacta o espírito da máquina pública. Sobretudo em círculos mais lulistas. Em diversos escalões, sente-se falta de debates internos sobre rumos e políticas públicas, de decisões colegiadas, da retórica polêmica do ex-presidente. Sente-se falta, em suma, de mais política, entendida como construção coletiva e negociada, que perde espaço à medida que a postura gerente avança.
“Esse é o nosso governo, mas é outro governo”, diz um secretário-executivo de ministério, cujo nome será preservado, como o de todos os personagens desta reportagem, para evitar embaraços.
É uma constatação evidente desde as primeiras horas do terceiro mandato presidencial petista, não raro acompanhada de solavancos cotidianos, como a suspensão inegociada de rotinas ou a desconfiança sobre lealdades. “Às vezes, somos tratados como oposição”, afirma um assessor governamental que frequenta o Palácio do Planalto desde Lula.
Certa vez, ainda em 2011, a reportagem perguntara a um ministro egresso da gestão Lula e que hoje não está mais no cargo, se o governo Dilma era muito diferente. “Nem me fale...”, respondera ele, sem hesitar, ar preocupado.
“Agora as decisões são tomadas só no gabinete do ministro. Às vezes, com o secretário-executivo”, aponta, como uma dessas diferenças, um dirigente de escalão intermediário de um ministério.
Impacto externo.Se mexe com o espírito da tropa, a postura distinta de Dilma não parecer causar problemas perante o público externo. Ao contrário. Ela ostenta hoje índices de popularidade superiores aos de Lula e FHC, quando os dois tinham o mesmo tempo de Presidência. E isso, apesar de já ter trocado sete ministros por denúncias de corrupção publicadas pela imprensa, simpática à atitude gerente da presidenta.
O estilo Dilma possui, contudo, potencial para virar um problema político e se voltar contra ela. Sem se considerar participante de um projeto coletivo, com o qual se identifique e no qual veja um pouco de si, a máquina tende a desanimar mais e a se mostrar menos disposta a defender o governo em debates públicos, entrevistas ou uma eventual crise.
Há o mesmo risco no Congresso, entre partidos e parlamentares aliados, também eles formadores de opinião. Depois de um ano de pouco contato com a presidenta, ao contrário do que acontecia nos tempos de Lula, ninguém duvida. Dilma não gosta de política, fica mais feliz e à vontade lendo relatórios em seu gabinete, do que em cima de palanques ou num tête-a-tête com políticos.
No início do mês, quando o Congresso reabriu depois de umas semanas de férias, um líder de partido governista observava o senador José Sarney (PMDB-AP) discursar para um plenário vazio e desatento, e comentou: “Veja isso. O presidente do Congresso está falando e ninguém ouve. Cadê a Dilma? Ela tinha de vir todo ano nessa sessão. Não vir é um sinal, quer dizer muito.”
É preciso registrar, entretanto, que é costume o presidente da República mandar ao Congresso, na volta do recesso, seu chefe da Casa Civil levar o documento com as prioridades do governo. E foi isso que Dilma fez, ao despachar a ministra Gleisi Hoffmann, de quem a presidenta espera cada vez mais que funcione como ela, Dilma, funcionou para Lula durante cinco anos.
Segundo um assessor governamental, a postura gerente de Dilma tende a fazer de Gleisi uma peça política cada vez mais importante, como teria ficado demonstrado na reunião ministerial de janeiro, em que a presidenta emitiu sinais de que a auxiliar de Palácio do Planalto “cresceu”.
Até agora, o grande ganhador político da tropa dilmista é o ex-senador Aloizio Mercadante. Dias antes de tirá-lo da Ciência e Tecnologia para botá-lo na Educação, mas já tendo anunciado a decisão de fazê-lo, Dilma viajara ao Rio de Janeiro. Em conversa com o governador Sérgio Cabral (PMDB), ouvira uma pergunta sobre o motivo da mudança. “O Mercadante é a maior revelação do meu governo”, respondera Dilma, segundo relato de uma testemunha.
Na própria posse do ministro, Dilma revelaria a razão de o auxiliar estar em alta. “O ministro Mercadante é um excelente gestor”, afirmou a presidenta, para quem este era um “talento escondido” do ex-senador petista.
O incômodo do Congresso com a postura mais técnica de Dilma não deve, porém, produzir efeitos neste ano de eleições municipais. Segundo o líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), a eleição deve gerar colaboracionismo entre parlamentares e governo, porque os primeiros terão interesse de contribuir para a realização de investimentos nos municípios, o que ajudaria o grupo político deles.
Entre os chamados movimentos sociais, igualmente formadores de opinião, existe a mesma ameaça de que a sensação de despolitização geral do governo, patrocinada por Dilma, se volte contra a presidenta.
Não por acaso, a presidenta começou 2012 reconhecendo que "exagerou" com os movimentos, ao manter-se distante deles no ano passado, e agora tentativas de reaproximação, como fez ao topar se sentar com um grupo grande de movimentos para discutir com eles a Rio+20, a Conferência das ONU sobre Desenvolvimento Sustentável.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

PACATO CIDADÃO

Ao ver essa reportagem no PiG fiquei surpreso.
Não inverteu a realidade a serviço da tirania.
Com tantas mentiras e manipulações no PiG, hoje em dia assistir ou ler uma reportagem no PiG é um mergulho na escuridão dos neo-representantes do Brasil-Colônia-Capitania-escravagista.
Não era o caso nessa matéria.
Muito pelo contrário, resgatou-se um pouco o trabalho da verdadeira imprensa…
A autora foi corajosa.
Fez ciência jornalística. Foi cidadã.
O que é na realidade deveria ser apenas um dever, hoje é um raríssimo ato de heroísmo.
Faz-nos lembrar do caso heróico também de Maria Rita Kehl.
Quando todos defendam a jornalista sim e tenham na memória o seu exemplo de ato de coragem.
Concordo com vocês quanto a preocupação com a integridade física dos trabalhadores que lá estavam representando o grupo Globo, e como não houve agressão, confesso que gostei, pois os manifestantes expulsavam ali exatamente a gRobo e não os reporteres, até porque o resto da imprensa pôde trabalhar normalmente, como mostrou o video da Record, que apesar de pertencer à um dos maiores crápulas do mundo vem permitindo uma boa liberdade à seus profissionais de jornalismo no campo da política.
Quanto a matéria toda em si, é chover no molhado dizer que os que a massacram são os mesmos que bradam em favor da liberdade de imprensa quando se fala de regulação da mídia, eles só acreditam em regulação do jornalista, por eles é claro.