quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Não é só no Egito que está rolando o maior agito. Aqui o clima esquentou também, só que não foi em razão de algum descaso das autoridades ou escândalo de corrupção. Na verdade era uma questão que mexe muito mais com os brios do brasileiro — e, portanto, muito mais crucial: a derrota do Corinthians na pré-Libertadores. Protestos, pichações na sede corintiana, jogadores ameaçados (até no Tuíter — pode isso, Arnaldo?)… Enfim, o pau quebrou geral. No meio de tanta insensatez, o único momento lúcido da torcida foi quando pediu a cabeça do presidente Andrés Sanchez.
Diante disso, voltamos àquela velha reflexão, meio pesarosa: e se cobrássemos lisura de nossos governantes da mesma maneira que cobramos vitórias de nossos times?… Ah, pensando bem, deixa pra depois, porque logo mais o carnaval tá aí, gente!
LOTUS - LT 11 (T128)
Lotus, de Tony Fernandes, é lançada pela internet.
Por: Marcio Arruda
Seguindo à expectativa, a Lotus, de Tony Fernandes, lançou o modelo T128 que disputará mundial de 2011 da Fórmula 1. Com o bico mais suave, o modelo que sucede o T127 de 2010 teve suas imagens divulgadas pela internet. A frente do carro tem um bico acentuado.
Batizado inicialmente de LT11, o modelo – que será guiado por Jarno Trulli e Heikki Kovalainen – foi rebatizado de última hora como T128. As entradas de ar seguem a tendência 2011 e são bastante agressivas. Para não entrar em mais uma polêmica com a Lotus-Renault, a escuderia de Tony Fernandes manteve as cores verde e amarela – o famoso british green. A Lotus que se uniu à Renault terá as cores preta e dourada. Percebe-se a confusão da briga judicial no site das duas equipes: ambas utilizam a logomarca da Lotus no círculo amarelo com fundo verde.
Batizado inicialmente de LT11, o modelo – que será guiado por Jarno Trulli e Heikki Kovalainen – foi rebatizado de última hora como T128. As entradas de ar seguem a tendência 2011 e são bastante agressivas. Para não entrar em mais uma polêmica com a Lotus-Renault, a escuderia de Tony Fernandes manteve as cores verde e amarela – o famoso british green. A Lotus que se uniu à Renault terá as cores preta e dourada. Percebe-se a confusão da briga judicial no site das duas equipes: ambas utilizam a logomarca da Lotus no círculo amarelo com fundo verde.
O time não irá utilizar o Kers nas primeiras provas do calendário – bem que poderia utilizar o sistema desenvolvido pela Renault, não é mesmo?! Porém, a Lotus não descarta começar a usar o sistema depois do início do mundial. A escuderia entrará na pista de Valência somente no dia 2.
A boa novidade para o Brasil foi a confirmação de Luiz Razia como piloto de testes do time malaio. O jovem baiano de 22 anos é a primeira opção de Fernandes para uma eventual substituição.
A boa novidade para o Brasil foi a confirmação de Luiz Razia como piloto de testes do time malaio. O jovem baiano de 22 anos é a primeira opção de Fernandes para uma eventual substituição.
LUTUS RENAULT - R 31
Lotus Renault apresenta R31 e Bruno Senna como piloto de teste.
Por: Marcio Arruda
Se hoje cedo a Lotus de Tony Fernandes deu as caras, o time homógrafo que se uniu à Renault fez o mesmo. A Lotus Renault GP lançou o R31 no circuito Ricardo Tormo, em Valência.
Com as cores predominantemente preta e dourada, o time de Robert Kubica e Vitaly Petrov apresentou uma asa traseira fina, seguindo a tendência dos bólidos até agora apresentados. O R31 vem com o Kers desenvolvido pelos propulsores franceses.
Corre a boca pequena que os escapamentos da LRGP (para quem gosta de sopa de letrinhas na F1, a sigla significa Lotus Renault GP) são ocultados do campo visual porque a escuderia utiliza difusores dianteiros - o que seria proibido pelo regulamento. Será verdade ou mais uma teoria da conspiração? A resposta nos próximos capítulos.
A asa traseira, assim como o bico alto com caimento suave, acompanha a tendência dos modelos que estarão nas pistas em 2011. No mais, nada a comentar sobre o lançamento deste carro. Por isso, é melhor esperar o início dos testes coletivos para ver o rendimento do R31 para, aí, sim, fazer um prognóstico da equipe para o mundial deste ano.
Chamando tanta atenção quanto o modelo R31 foi a quantidade de pilotos de testes da escuderia. O brasileiro Bruno Senna, Romain Grosjean, Mohamed Fairuz Fauzy, Ho-Pin Tung e Jan Charouz serão os reservas do polonês Kubica e do russo Petrov. Sinceramente, nunca vi isso na Fórmula 1. Cinco pilotos na reserva? Mais parece um time de futebol com tantos no banco...
Corre a boca pequena que os escapamentos da LRGP (para quem gosta de sopa de letrinhas na F1, a sigla significa Lotus Renault GP) são ocultados do campo visual porque a escuderia utiliza difusores dianteiros - o que seria proibido pelo regulamento. Será verdade ou mais uma teoria da conspiração? A resposta nos próximos capítulos.
A asa traseira, assim como o bico alto com caimento suave, acompanha a tendência dos modelos que estarão nas pistas em 2011. No mais, nada a comentar sobre o lançamento deste carro. Por isso, é melhor esperar o início dos testes coletivos para ver o rendimento do R31 para, aí, sim, fazer um prognóstico da equipe para o mundial deste ano.
Chamando tanta atenção quanto o modelo R31 foi a quantidade de pilotos de testes da escuderia. O brasileiro Bruno Senna, Romain Grosjean, Mohamed Fairuz Fauzy, Ho-Pin Tung e Jan Charouz serão os reservas do polonês Kubica e do russo Petrov. Sinceramente, nunca vi isso na Fórmula 1. Cinco pilotos na reserva? Mais parece um time de futebol com tantos no banco...
Numa primeira análise, isso parece sem sentido, já que testes individuais são proibidos na F1. Na verdade, tudo é uma boa jogada: três dos cinco são agenciados pela Gravity Sports, de Gérard Lopez. Coincidência ou não, Lopez também é dono da Genii, principal acionista da escuderia preta e dourada.
Além de Bruno ter um sobrenome que chama atenção e Grosjean um francês para não deixar órfãos os dirigentes originários da Renault, o ‘novo’ time aposta que os outros reservas poderão atrair investimentos do mercado asiático. Ah, tá..
Além de Bruno ter um sobrenome que chama atenção e Grosjean um francês para não deixar órfãos os dirigentes originários da Renault, o ‘novo’ time aposta que os outros reservas poderão atrair investimentos do mercado asiático. Ah, tá..
NOTÍCIAS DO DIA
Vejas as manchetes dos principais jornais desta quinta-feira.
* Jornais nacionais.
Folha de S.Paulo
Egípcios se enfrentam com pedras, porretes e molotov
Egípcios se enfrentam com pedras, porretes e molotov
O Estado de S.Paulo
Liberação de verbas subiu antes da eleição no Congresso
Liberação de verbas subiu antes da eleição no Congresso
Jornal do Brasil
Mãos à obra na Serra
Mãos à obra na Serra
O Globo
Ditador egípcio resiste e põe adeptos para atacar nas ruas
Ditador egípcio resiste e põe adeptos para atacar nas ruas
Valor Econômico
Desoneração da folha de salários pode ser seletiva
Desoneração da folha de salários pode ser seletiva
Correio Braziliense
Dilma defende pacto em favor do mínimo
Dilma defende pacto em favor do mínimo
Estado de Minas
Uma promessa que não pode ficar só no papel
Uma promessa que não pode ficar só no papel
Diário do Nordeste
Ceará cria empregos; faltam profissionais
Ceará cria empregos; faltam profissionais
Zero Hora
RS despenca no ranking de doadores
RS despenca no ranking de doadores
Brasil Econômico
Depois do Panamericano, Silvio Santos negocia Baú da Felicidade
Depois do Panamericano, Silvio Santos negocia Baú da Felicidade
* Jornais internacionais.
The New York Times (EUA)
Aliados e inimigos de Mubarak entram em confronto no Egito
Aliados e inimigos de Mubarak entram em confronto no Egito
The Guardian (Reino Unido)
Revolução no Egito piora com Mubarak contra-atacando
Revolução no Egito piora com Mubarak contra-atacando
Le Monde (França)
Egito: Mubarak isolado
Egito: Mubarak isolado
El País (Espanha)
Grupos violentos fiéis a Mubarak atacam manifestantes com paus
Grupos violentos fiéis a Mubarak atacam manifestantes com paus
Clarín (Argentina)
Aposentadorias terão aumento de 17,3% a partir de março.
Aposentadorias terão aumento de 17,3% a partir de março.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
CONVERGÊNCIAS DE MÍDIAS
Convergência x propriedade cruzada: a quem interessa a confusão?
Além do Estadão, quem estaria interessado em confundir "convergência de mídias" com propriedade cruzada? Uuem estaria interessado em colocar na agenda pública a precária hipótese aventada por um conselheiro da Anatel, como se aquela opinião pudesse constituir uma decisão de governo em matéria que, de fato, é constitucional?
Venício Lima, no Observatório da Imprensa.
A chamada "revolução digital" provocou uma reviravolta no mundo das comunicações. Uma única tecnologia – por exemplo, a fibra ótica – possibilita a transmissão, vale dizer a distribuição para consumidores, tanto de sons como de textos e de imagens. Diluíram-se as fronteiras entre as telecomunicações e a radiodifusão, por exemplo. Além disso, jornalistas multimídia produzem conteúdo noticioso para rádio, jornal, revistas, televisão e portais na internet. Daí porque se fala na "convergência de mídias", expressão que tem por base as mudanças tecnológicas que permitem, por exemplo, que um "consumidor" escute rádio, veja TV, assista filmes, leia jornais e revistas em um único "receptor" – por exemplo, um computador pessoal.
Há, no entanto, uma diferença fundamental: emissoras de rádio e televisão, assim como operadoras de telefonia fixa e móvel, continuam sendo um serviço público, concedido pela União a grupos privados, para exploração sob determinadas condições e por prazo determinado. Os jornais, revistas e portais na internet, apesar de manterem a natureza de serviço público, não dependem de concessões do poder público.
Já a propriedade cruzada é um conceito da economia política do setor. No Brasil, ela tem sido historicamente a base sobre a qual se consolidaram os oligopólios privados de mídia. Um mesmo grupo, no mesmo mercado, controla diferentes mídias – concessões públicas ou não, em níveis local, e/ou regional e/ou nacional. Essa é a história da formação e consolidação, para ficar apenas em dois exemplos, dos dois principais grupos privados brasileiros de
AS PRISÕES DA LÍNGUA E A VERDADE ABSOLVIDA
Se um americano comete crimes que, no Paquistão, seriam atribuídos a um "fanático religioso" ou a um islâmico "fundamentalista": por que omitir o conceito a propósito de um jovem branco protestante (ou católico, ou judeu, ou, ou...), que certamente invocará seus princípios "patrióticos" para fazer o que fez?
Enio Squeff, na Carta Maior.
Elias Canetti escreveu um livro chamado "A língua absolvida" - um dos volumes da sua autobiografia - cujo sentido talvez se preste a algumas reflexões, independentemente do que o escritor pretendia com o título. Somos, de fato, prisioneiros da língua: o jovem americano que alvejou várias pessoas nos Estados Unidos, matando alguns por não aceitar que se discutam as leis sobre a imigração, e sobre a saúde, já está preso e não faltará quem o chame de louco - um adjetivo aceitável, mesmo que os psicólogos ou psiquiatras não afiancem o diagnóstico. Fica a desconfiança, porém, que se não fosse americano e provavelmente cristão, mas árabe, paquistanês ou afegão e, sobretudo, muçulmano - não haveria língua suficientemente absolvida que o livrasse do epíteto de "fanático", bem antes que ocorresse a idéia de que fosse simplesmente um maluco. Não absolvemos a língua - todas elas - das peias dos preconceitos que as informam. Se a língua é a nossa pátria, como dizia Fernando Pessoa, fica por conta do patriotismo a escolha da palavra que nos convém, para não dizermos da Mãe Gentil que ela produz monstros. E que os religiosos só são "fanáticos" quando não professam nossas crenças. Ademais e a propósito, como se sabe, as palavras "louco", "psicopata", e "maluco" são sempre bem-vindas para qualquer lado.
Trata-se de uma prisão sui generis, essa da língua. Não é por a desconhecerem que os americanos impuseram ao mundo o conceito do "politicamente correto": seria, contudo, próprio da "língua absolvida" que distribuíssemos livremente os juízos pelo que nos induzem certos atos. Se um americano comete crimes que, no Paquistão, seriam atribuídos a um "fanático religioso" ou a um islâmico "fundamentalista": por que omitir o conceito a propósito de um jovem branco protestante ( ou católico, ou judeu, ou, ou...), que certamente invocará seus princípios "patrióticos" para fazer o que fez? Não é bem a "língua absolvida" que nos dará a resposta.
No entanto, vivemos cercados de prisões, principalmente na história, - não a que nos contam os vizinhos, mas a que lemos nos jornais e aprendemos nas universidades. Há exemplos recentes até no grande cinema. O filme "Apocalipse Now", de Francis Copola, hoje um clássico, ostenta a justa fama de ser uma reflexão indômita sobre a Guerra do Vietnã: o filme enfatiza o fanatismo reinante num conflito em que o que mais conta é o desvario generalizado. Mesmo os críticos mais progressistas julgaram-no corajoso, sem meias medidas para o morticínio comum a todas as guerras.
Mas Francis Copola, no julgamento que fez da guerra, deixou aos espectadores a idéia de uma loucura coletiva. Em nenhum momento o diretor dá aos invasores americanos o peso da responsabilidade que explicaria a sua loucura. Já do outro lado, o dos vietnamitas, a loucura é um dado resolutamente gratuito: eles não seriam malucos por terem o seu país injustamente invadido e a sua população covardemente massacrada.
Na fita, todos são ensandecidos, o que dilui o juízo sobre as responsabilidades. Ou seja, os americanos enlouqueceram - mas os vietnamitas, quem sabe, não teriam as suas razões de agredidos, por terem também a sua dose de loucura na resposta aos agressores. Mas é assim em quase tudo.
Quando a Inquisição estendeu suas tenazes sobre os hereges, os mouros, os judeus e os "livre-pensadores"pela Europa cristã, parte do mundo emudeceu: que fazer diante de padres dotados de poderes sobre a vida e a morte, inclusive de membros da nobreza? Os assassínios sob as mais torpes torturas, quase 400 anos depois, se contam hoje entre milhares - mas poucos se deram conta das segundas intenções muito bem aceitas pela hierarquia católica: havia riquezas de sobejo a serem seqüestradas. E sempre em nome da fé. Como lembrou o escritor uruguaio Eduardo Galeano, nas perseguições aos espanhóis que viviam na Andaluzia "retomada" pelos cristãos, quase não se contabilizam os pequenos proprietários - mouros ou não - que tiveram suas terras tomadas pelos "Reis Católicos" e seus cruzados, futuros latifundiários que assumiriam as pequenas propriedades, genericamente, dos "infiéis".
Como alerta Galeano, a retomada de Sevilha e Granada, é chamada de "reconquista": depois de quase setecentos anos, eis que os "legítimos herdeiros"(?) das terras invadidas, séculos antes pelos árabes e bérberes, teriam todos os direitos de as retomarem. Os trabalhos de séculos dos pequenos proprietários que as fizeram produtivas e férteis, não lhes valeram para nada perante as armas dos Reis Católicos. Quase não se menciona que na Andaluzia vicejava uma das mais requintadas civilizações, onde muçulmanos, judeus e cristãos viviam em perfeita harmonia, com indiscutível liberdade de culto para todas as religiões. E que foi com a "reconquista" que a Espanha se transformou num dos estados mais intolerantes da história ocidental. No caso, sequer se cogita da "absolvição da língua" para contar a verdade. E assim em tudo mais, inclusive na história contemporânea.
O horror dos horrores seria certamente a possibilidade concreta de que Hitler e suas hordas vencessem a Europa e o resto (entre eles o Brasil, já que também declaramos guerra à Alemanha). Parece não haver dúvida quanto a isso: o morticínio patrocinado pelos nazistas não apenas de judeus, mas de russos ( principalmente desses) além dos ciganos e outras etnias, foram inequívocos atos genocidas. Pouco a contestar. Mas o dirigente inglês da época da Segunda Guerra, Winston Churchill, sem palpos na língua (e ele os tinha muitos, como grande orador que era), prometeu matar quantos alemães pudesse, fossem ou não soldados. Os bombardeios sobre cidades desarmadas, como Leipzig e Dresden, redundaram, assim, em atos puramente vingativos, sem qualquer efeito sobre a guerra em si. O mesmo aconteceria do lado americano. Em quase todos os documentários sobre o desenvolvimento das armas atômicas, os grandes
Trata-se de uma prisão sui generis, essa da língua. Não é por a desconhecerem que os americanos impuseram ao mundo o conceito do "politicamente correto": seria, contudo, próprio da "língua absolvida" que distribuíssemos livremente os juízos pelo que nos induzem certos atos. Se um americano comete crimes que, no Paquistão, seriam atribuídos a um "fanático religioso" ou a um islâmico "fundamentalista": por que omitir o conceito a propósito de um jovem branco protestante ( ou católico, ou judeu, ou, ou...), que certamente invocará seus princípios "patrióticos" para fazer o que fez? Não é bem a "língua absolvida" que nos dará a resposta.
No entanto, vivemos cercados de prisões, principalmente na história, - não a que nos contam os vizinhos, mas a que lemos nos jornais e aprendemos nas universidades. Há exemplos recentes até no grande cinema. O filme "Apocalipse Now", de Francis Copola, hoje um clássico, ostenta a justa fama de ser uma reflexão indômita sobre a Guerra do Vietnã: o filme enfatiza o fanatismo reinante num conflito em que o que mais conta é o desvario generalizado. Mesmo os críticos mais progressistas julgaram-no corajoso, sem meias medidas para o morticínio comum a todas as guerras.
Mas Francis Copola, no julgamento que fez da guerra, deixou aos espectadores a idéia de uma loucura coletiva. Em nenhum momento o diretor dá aos invasores americanos o peso da responsabilidade que explicaria a sua loucura. Já do outro lado, o dos vietnamitas, a loucura é um dado resolutamente gratuito: eles não seriam malucos por terem o seu país injustamente invadido e a sua população covardemente massacrada.
Na fita, todos são ensandecidos, o que dilui o juízo sobre as responsabilidades. Ou seja, os americanos enlouqueceram - mas os vietnamitas, quem sabe, não teriam as suas razões de agredidos, por terem também a sua dose de loucura na resposta aos agressores. Mas é assim em quase tudo.
Quando a Inquisição estendeu suas tenazes sobre os hereges, os mouros, os judeus e os "livre-pensadores"pela Europa cristã, parte do mundo emudeceu: que fazer diante de padres dotados de poderes sobre a vida e a morte, inclusive de membros da nobreza? Os assassínios sob as mais torpes torturas, quase 400 anos depois, se contam hoje entre milhares - mas poucos se deram conta das segundas intenções muito bem aceitas pela hierarquia católica: havia riquezas de sobejo a serem seqüestradas. E sempre em nome da fé. Como lembrou o escritor uruguaio Eduardo Galeano, nas perseguições aos espanhóis que viviam na Andaluzia "retomada" pelos cristãos, quase não se contabilizam os pequenos proprietários - mouros ou não - que tiveram suas terras tomadas pelos "Reis Católicos" e seus cruzados, futuros latifundiários que assumiriam as pequenas propriedades, genericamente, dos "infiéis".
Como alerta Galeano, a retomada de Sevilha e Granada, é chamada de "reconquista": depois de quase setecentos anos, eis que os "legítimos herdeiros"(?) das terras invadidas, séculos antes pelos árabes e bérberes, teriam todos os direitos de as retomarem. Os trabalhos de séculos dos pequenos proprietários que as fizeram produtivas e férteis, não lhes valeram para nada perante as armas dos Reis Católicos. Quase não se menciona que na Andaluzia vicejava uma das mais requintadas civilizações, onde muçulmanos, judeus e cristãos viviam em perfeita harmonia, com indiscutível liberdade de culto para todas as religiões. E que foi com a "reconquista" que a Espanha se transformou num dos estados mais intolerantes da história ocidental. No caso, sequer se cogita da "absolvição da língua" para contar a verdade. E assim em tudo mais, inclusive na história contemporânea.
O horror dos horrores seria certamente a possibilidade concreta de que Hitler e suas hordas vencessem a Europa e o resto (entre eles o Brasil, já que também declaramos guerra à Alemanha). Parece não haver dúvida quanto a isso: o morticínio patrocinado pelos nazistas não apenas de judeus, mas de russos ( principalmente desses) além dos ciganos e outras etnias, foram inequívocos atos genocidas. Pouco a contestar. Mas o dirigente inglês da época da Segunda Guerra, Winston Churchill, sem palpos na língua (e ele os tinha muitos, como grande orador que era), prometeu matar quantos alemães pudesse, fossem ou não soldados. Os bombardeios sobre cidades desarmadas, como Leipzig e Dresden, redundaram, assim, em atos puramente vingativos, sem qualquer efeito sobre a guerra em si. O mesmo aconteceria do lado americano. Em quase todos os documentários sobre o desenvolvimento das armas atômicas, os grandes
ARÉVALO AUMENTA A FORÇA DA GARRA
O Botafogo completa hoje, no jogo com o Bangu, às 19h30m, no Estádio da Cidadania, em Volta Redonda, a cota de estrangeiros, com a estreia do meio-campo Arévalo, símbolo da garra uruguaia – quarto lugar na última Copa do Mundo -, juntando-se ao compatriota Loco Abreu e ao argentino Herrera. Cada time pode ter, no máximo, três estrangeiros em campo.
Arévalo vai estrear em momento que o técnico Joel Santana considera muito importante: “O time é líder com 100% de aproveitamento e ele com certeza vai se encaixar muito bem. É um jogador de muita técnica e muita raça, capaz de aumentar ainda mais a energia do Botafogo no campeonato”. Arévalo ocupará o lugar de Marcelo Matos, contundido no pé.
Arévalo vai estrear em momento que o técnico Joel Santana considera muito importante: “O time é líder com 100% de aproveitamento e ele com certeza vai se encaixar muito bem. É um jogador de muita técnica e muita raça, capaz de aumentar ainda mais a energia do Botafogo no campeonato”. Arévalo ocupará o lugar de Marcelo Matos, contundido no pé.
“Eu me sinto bem e muito feliz por estrear num clube do prestígio e da tradição do Botafogo, que já teve Garrincha, Didi, Nilton Santos, Amarildo, Zagallo, Jairzinho e tantas outras figuras expressivas que também fizeram a história da seleção brasileira” – disse Arévalo, grato a Loco Abreu que o indicou ao Botafogo.
Escalação – Jeferson, João Felipe, Antonio Carlos e Fahel; Alessandro, Arévalo, Bruno, Cajá e Marcio Azevedo; Herrera e Loco Abreu, que, na ausência de Marcelo Matos, será o capitão do time. Joel Santana não fala sobre o clássico de domingo com o Fluminense: “Estamos subindo degrau por degrau. O degrau da vez é o Bangu, que está bem e merece todo nosso respeito”.
Escalação – Jeferson, João Felipe, Antonio Carlos e Fahel; Alessandro, Arévalo, Bruno, Cajá e Marcio Azevedo; Herrera e Loco Abreu, que, na ausência de Marcelo Matos, será o capitão do time. Joel Santana não fala sobre o clássico de domingo com o Fluminense: “Estamos subindo degrau por degrau. O degrau da vez é o Bangu, que está bem e merece todo nosso respeito”.
Joel Santana desejou ontem boa sorte a Ronaldinho: “O Rio ganha muito com a volta dele ao futebol brasileiro. É um bom menino e um grande jogador. Ele agora vai ver de perto porque o Rio é a Cidade Maravilhosa”.
Bangu x Botafogo terá arbitragem de Rodrigo Nunes de Sá. O técnico Gabriel Vieira, do Bangu, não antecipou a escalação.
O Botafogo, invicto, é líder do Grupo B com 12 pontos e o Bangu é o terceiro colocado com 7.
Bangu x Botafogo terá arbitragem de Rodrigo Nunes de Sá. O técnico Gabriel Vieira, do Bangu, não antecipou a escalação.
O Botafogo, invicto, é líder do Grupo B com 12 pontos e o Bangu é o terceiro colocado com 7.
SOBERANIA FUNCIONA
A decisão da Petrobras e do governo de aumentar o índice de nacionalização de bens e serviços para o desenvolvimento da produção de petróleo e gás no pré-sal está provocando um "boom" do setor no Brasil. Operações bilionárias como as que se viu com a venda de 40% do campo Peregrino (bacia de Campos) pela chinesa Sinochem por US$ 3,04 bilhões e a entrada da Sinopec, também chinesa, no capital da Repsol Brasil, por US$ 7,1 bilhões, são apenas o lado mais visível do movimento. Com a munição proporcionada pelo plano de investimentos da Petrobras, de US$ 224 bilhões..., o número de negócios no setor bateu recordes no ano passado. Uma pesquisa da empresa de consultoria KPMG registrou 34 negócios realizados em 2010, contra apenas nove no ano anterior, um aumento 277,8%... A pesquisa detectou 19 negócios em que companhias nacionais adquiriram outras estabelecidas no Brasil. E em seis operações as brasileiras compraram empresas no exterior. O movimento deve continuar com a entrada de mais capital para financiar o setor. Em tempo: mais realistas que o rei, os ideólogos da coalizão demotucana atacaram a regulação soberana no pré-sal, bem como a salvaguarda desenvolvimentista dos índices de nacionalização, com o argumento de que o estatismo petista afastaria os investidores gerando ineficiencia econômica na exploração dessa riqueza. Como se vê agora, nem de mercado eles entendem. (Carta Maior, com informações Valor)
NOITE HISTÓRICA ? PIPOQUEIRO
Não quero acreditar que esse cara pipocou… ele estava indo tão bem…
Parecia um garoto correndo em campo, foi bem nos clássicos, fez gols importantes…
E agora, no momento crucial do ano, ele dá declarações estranhas e, logo após, é vetado?
Não sei mais em que acreditar… Eiii???!!!! O senhor está me ouvindo ou não, Papai Noel??????
Assinar:
Postagens (Atom)









