segunda-feira, 30 de abril de 2012

Washington Araújo
Veja: De repente o interesse por escândalos refluiu...
Com uma imprensa sempre ávida por escândalos de corrupção, roubalheira e malfeitos, eis que temos a principal revista semanal de informações, Veja, editada pelo Grupo Abril, abordando como principal tema de capa de suas quatro últimas edições, temas no mínimo amenos, para não dizer insossos. -
*DILMA DÁ AO 1º DE MAIO O DEVIDO RESPEITO: nomeia Brizola Neto  o novo Ministro do Trabalho e denuncia a 'lógica perversa' dos bancos em rede de rádio e televisão** Fala Presidenta Dilma: " Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros (...)enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos. O setor financeiro não tem como explicar essa lógica perversa"  (Presidenta Dilma em pronunciamento alusivo ao Dia do Trabalho)**Mais um capítulo da série: Por que Serra está nervoso'?** no Viomundo (www.viomundo.com.br)  a conexão entre Delta/Paulo Preto e Serra.

CRISE, HEGEMONIA E DISCERNIMENTO HISTÓRICO
Menen votou a favor da renacionalização da YFP,  privatizada em 1992 em seu governo; Ângela  Merkel  admite a necessidade de um plano de crescimento para contrastar uma Europa devastada pela receita de austeridade germânica; o discurso da extrema direita na França e na Grécia às vezes soa como um brado de esquerda  contra o Estado fraco e o abandono da sociedade aos espoliadores ; no Brasil, Gilmar Mendes & outros, do STF, aprovam por unanimidade o sistema de cotas na universidade; Alckmin diz que o PSDB sempre defendeu a 'prevalência' do trabalho sobre o capital; Murilo Portugal, da Febraban, afrontou o governo na queda de braços dos juros; foi retirado de campo rapidamente pelos bancões que anunciaram a adesão (perfunctória, é certo) aos cortes nas taxas ... O que está havendo além de oportunismo e conveniência episódica?  Talvez estejamos entrando no período mais decisivo da crise capitalista iniciada em 2008: aquele que coloca ao alcance da esquerda o desmascaramento histórico das  idéias e agendas que hoje constrangem até personagens e forças que por 30 anos subordinaram os destinos da economia e da sociedade a esses valores. (LEIA MAIS AQUI)
Toda "pizza" tem seu forno! Vemos  o Wadih Damous presidente da OAB no Rio de Janeiro, afirmar que a CPI do Cachoeira não pode terminar em "pizza"! 
É fato porém ao dizer que se: "Por um lado, se beneficiam do crescimento econômico do país, que trouxe mais empregos, melhores salários e aumento do consumo; por outro, se indignam por verem parte do dinheiro que pagam em impostos - altos - ser desviado para a corrupção, ao invés de investimentos em saúde, segurança e educação". 
No paralelo traz a ordem seus advogados defendendo e recebendo vultuosos honorários na defesa destes supostos corruptos e seus corrompidos? 
A lenha que queima para o corruptos não é a mesma queimada nos honorários??? 

SEM MOTIVOS PARA COMEMORAR


Por Carlos Chagas
Em especial na primeira metade do século passado, comemorava-se com entusiasmo o Dia do Trabalho, a transcorrer amanhã. Melhor seria dizer Dia do Trabalhador, porque à exceção dos Estados Unidos, que escolheram outra  data, assalariados do  mundo ocidental celebravam a existência  de direitos conquistados a duras penas.

No Brasil, antes de 1930, não havia o horário de oito  horas. O empregado trabalhava quantas horas o  patrão determinasse. Muito menos o salário mínimo: pagava-se ao sabor das preferências do pagador. Nem proteção ao trabalho do menor nem da gestante: as grávidas eram postas  na rua e aos   meninos  impunham-se  exigências feitas aos adultos, sem a remuneração correspondente.   Inexistiam férias,   aposentadorias e pensões. Nem garantia do trabalho: o cidadão exercia sua profissão por  dez, vinte, trinta  anos na mesma  empresa. Quando a vista falhava e os braços já não suportavam a carga, era simplesmente dispensado. Hospitais públicos para atende-lo, só as Santas Casas da  Misericórdia, de caridade, se não podiam  pagar estabelecimentos e médicos privados. 

Foi Getúlio Vargas que gradualmente estabeleceu  as  prerrogativas sociais,  tanto faz se calcado em experiências de governos fascistas, como o de Mussolini, na Itália, ou  em exemplos marxistas, como na  União Soviética de Lênin e Stalin.

Por isso, todo Primeiro de Maio era dia de festa, com o presidente  delirantemente aplaudido  por multidões em estádios lotados, fosse como governante  provisório,  constitucional ou ditador. Pouco se preocupava o  operário se havia Congresso funcionando ou não. Se a imprensa era censurada e os partidos políticos, proibidos. Suas prioridades eram outras, satisfeitas naqueles dias. Sem a emissão de juízos de valor,  constata-se apenas ser assim que as coisas se passavam, para horror de quantos se insurgiam democraticamente  contra a ditadura e para  satisfação de muitos mais aquinhoados com   direitos sociais  e até com a   dignidade no trabalho. 
Acrescente-se que parte  da oposição a Vargas devia-se à reação das elites e  dos potentados diante da obrigação de respeitar e remunerar a contento  o trabalhador.  O bolso, mais do que  o ideal, impulsionou muitos que ajudaram a depor a ditadura. Costuma funcionar nessas horas o faturamento prejudicado, acima e além da  democracia ansiada.

Passou-se o tempo, alternou-se por diversas vezes a balança política.  À queda do ditador seguiram-se períodos de liberdade, mas,  também,   de congelamento e até supressão  de direitos sociais. Getúlio voltou, eleito pela maioria da massa popular, matando-se para não ser outra vez  deposto. João Goulart, seu herdeiro, tentou ampliar o leque das reformas e não conseguiu manter-se no poder. Outra ditadura impôs-se, dessa vez militar, sem a contrapartida de favorecer o trabalho e o trabalhador. Depois, de  novo,  a reconstrução democrática, ainda que perigosamente favorável às elites e aos potentados.

Para encurtar a conversa, vale comparar a situação das prerrogativas do trabalho  desde a imposição  do neoliberalismo  de Fernando Henrique Cardoso, mantido ironicamente  pelo primeiro operário a assumir o governo.

Tornou-se irreal a jornada de oito horas, porque só  não  faz horas extras ou não mantém um segundo emprego aqueles que não conseguem. Ou alguém pode   viver com esse ridículo salário mínimo que, ao ser  criado,  bastava para  o trabalhador e sua família enfrentarem despesas de habitação, alimentação, vestuário, transporte, educação e  lazer? Acabou o trabalho do  menor?  Basta ler os jornais e atentar para as  reprimendas que vem das Nações Unidas. Qual a mulher que conseguirá emprego,  se disser estar grávida? Férias, se o empregado não conseguir vende-las, gozará fazendo bicos de espécies variadas. Aposentadorias e pensões vem sendo cada vez mais comprimidas, faltando pouco para estarem niveladas por baixo, pelo salário mínimo, exceção de algumas categorias privilegiadas. Sumiu faz muito a garantia de trabalho que impedia demissões após dez anos na mesma empresa. O SUS, que substituiu os institutos de previdência, tornou-se vergonha nacional.

Existirão realmente motivos para se comemorar o Primeiro de Maio?
CPI do Cachoeira é golpe na corrupção endêmica, diz o presidente da OAB-RJ.
O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous afirmou hoje (30) que a CPI do Cachoeira não pode terminar em "pizza" porque deve se constituir em um "duro golpe na corrupção endêmica existente na vida pública brasileira levando á punição corruptos e corruptores". Segue o comentário do presidente da Seccional da OAB: "Os trabalhadores brasileiros, nesse 1º de maio, devem estar experimentando sentimentos distintos. Por um lado, se benefeciam do crescimento econômico do país, que trouxe mais empregos, melhores salários e aumento do consumo; por outro, se indignam por verem parte do dinheiro que pagam em impostos - altos - ser desviado para a corrupção, ao invés de investimentos em saúde, segurança e educação. Os últimos acontecimentos que culminaram com a instalação da chamada "CPI do Cachoeira", mostram que os tentáculos do polvo da corrupção se estendem em diversas esferas da administração pública, dos poderes constituídos e do mundo empresarial, além de revelarem a promiscuidade de homens públicos com personagens de conduta duvidosa da iniciativa privada. Espera-se que a CPI não redunde em "pizza" e que constitua um duro golpe na corrupção endêmica existente na vida pública brasileira e leve à punição de corruptos e corruptores.
Interurbanos nacionais serão gratuitos, em orelhões da Embratel, até dezembro.
De hoje (30) até o dia 31 de dezembro, a Embratel não poderá cobrar por chamadas nacionais de longa distância feitas por meio do código 21 nos 1,5 mil orelhões sob responsabilidade da concessionária. A informação é da Agência Brasil, do governo federal. A medida foi determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por causa do desempenho insatisfatório da Embratel na execução do plano de revitalização da telefonia de uso público, iniciado em setembro de 2011. A Anatel constatou que parte significativa da planta de orelhões da Embratel continua fora de condições de uso. Até junho, as ligações interurbanas grátis deverão estar disponíveis em, no mínimo, 70% dos orelhões da companhia. A Embratel também deverá elevar a disponibilidade e a qualidade dos telefones públicos em 80% até 30 de setembro e em 95% até 31 de dezembro, sob pena de restrição à cobrança de outras chamadas, inclusive nos telefones individuais. A Embratel informou que a gratuidade foi uma iniciativa proposta pela própria empresa para atender ao plano da Anatel de melhorar a telefonia de uso público. Segundo a concessionária, a planta de orelhões está sendo totalmente renovada, com previsão de conclusão em dezembro de 2012. Antes, até julho, serão substituídos 75% dos telefones públicos da Embratel.

PRIII

TAÇA RIO